A "ciência do familiar" sempre atrai o interesse público. Isso aconteceu em 1861, quando Michael Faraday, o descobridor da eletricidade, deu palestras populares sobre "A História Química de uma Vela" para audiências lotadas da sociedade londrina. Isso acontece hoje. Meu colega Peter Barham invariavelmente tem a casa cheia para sua palestra sobre "A Física do Sorvete", com experimentos durante a palestra e uma degustação a seguir.
Como alguém que usa a ciência subjacente a objetos e atividades comuns para tornar a ciência mais acessível ao público, fiquei feliz em experimentar "The Physics of Biscuit Dunking". Parecia que havia uma boa chance de produzir uma pesquisa alegre que mostrasse como a ciência realmente funciona, bem como de produzir alguma publicidade na mídia em nome da ciência e dos anunciantes.
Os anunciantes tinham seus próprios preconceitos sobre como a ciência funciona. Eles queriam nada menos do que uma "descoberta"que atrairia as manchetes dos jornais.
Anunciantes e jornalistas não são os únicos que veem a ciência em termos de "descobertas". Até mesmo alguns cientistas o fazem. Pouco depois que a Royal Society foi fundada em 1660, Robert Hooke foi nomeado "curador de experimentos" e encarregado de fazer "três ou quatro experimentos consideráveis" (ou seja, descobertas) a cada semana e demonstrá-los aos membros da Sociedade.
Dada essa pressão, não é de admirar que Hooke tenha sido de temperamento irritável, com cabelos caindo em mechas desgrenhadas sobre seu semblante abatido. Na verdade, ele fez muitas descobertas, originando muito, mas pouco aperfeiçoando. Tive de dizer aos anunciantes que Hooke pode ter conseguido, mas não consegui. A ciência geralmente não funciona assim.
Os cientistas não pretendem fazer descobertas; eles se propuseram a descobrir histórias. As histórias são sobre como as coisas funcionam. Às vezes, a história pode resultar em um conhecimento totalmente novo ou em uma nova maneira de ver a natureza das coisas. Mas não frequentemente.
Achei que, com a ajuda dos meus amigos e colegas da física e da ciência alimentar, haveria uma boa chance de descobrir uma história sobre a imersão de biscoitos, mas dificilmente resultaria em uma "descoberta". Para seu crédito, os anunciantes aceitaram meu raciocínio e começamos a trabalhar.
A primeira pergunta que fizemos foi "Como é um biscoito do ponto de vista do físico?" É uma pergunta típica de um cientista, que deve ser lida como "Como podemos simplificar este problema para que possamos respondê-lo?" A abordagem às vezes pode ser levada a extremos, como aconteceu com o famoso físico a quem foi pedido que calculasse a velocidade máxima possível de um cavalo de corrida. Sua resposta, de acordo com a lenda, foi que ele poderia fazer isso, mas somente se ele pudesse assumir que o cavalo era esférico.
A maioria dos cientistas não chega a tanto para reduzir problemas complicados a formas solucionáveis, mas todos nós fazemos isso de alguma forma - o mundo é muito complicado para entender tudo de uma vez. Os críticos nos chamam de reducionistas, mas, não importa como nos chamem, o método funciona. Crick e Watson, descobridores da estrutura do DNA, não encontraram a estrutura olhando para as complicadas células vivas cujo destino o DNA impulsiona. Em vez disso, eles retiraram todas as proteínas e outras moléculas que constituem a vida e olharam apenas para o DNA. Nos cinquenta anos seguintes, os biólogos colocaram gradualmente as proteínas de volta para descobrir como as células reais usam a estrutura do DNA, mas eles não saberiam o que era essa estrutura se não fosse pela abordagem reducionista original.
Decidimos ser reducionistas em relação aos biscoitos, tentando entender sua resposta ao mergulho em termos físicos simples e deixando as complicações para depois.
Mostrando postagens com marcador biscoito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador biscoito. Mostrar todas as postagens
16 dezembro, 2021
19 agosto, 2021
Maia x Oreo
DE ACORDO COM O CALENDÁRIO MAIA, O MUNDO CHEGOU AO FIM
FELIZMENTE, O BISCOITO OREO DIZ QUE NÃO É PARA SE AFOBAR
03 julho, 2021
Como molhar o biscoito
2, 3, 4, 5, meia,7, 8!
Tá na hora de molhar o biscoito!
Gabriel o Pensador
Tá na hora de molhar o biscoito!
Gabriel o Pensador
Um dos principais problemas que os cientistas enfrentam ao compartilhar sua imagem do mundo com um público mais amplo é a lacuna de conhecimento. Não é preciso ser escritor para ler e entender um romance, ou saber pintar antes de poder apreciar um quadro, porque tanto a pintura quanto o romance refletem nossa experiência comum. No entanto, algum conhecimento do que trata a ciência é um pré-requisito tanto para a compreensão quanto para a apreciação, porque a ciência é amplamente baseada em conceitos cujos detalhes não são familiares à maioria das pessoas.
Esse detalhe começa com o comportamento dos átomos e moléculas. A noção de que tais coisas existem é bastante familiar hoje em dia, embora isso não tenha impedido um de meus companheiros de ouvir "Oh, você é um cientista! Não sei muito sobre ciência, mas sei que os átomos são feitos de moléculas!". Esta observação (em um jantar) me fez perceber o quão difícil pode ser para as pessoas, que não passam suas vidas profissionais lidando com matéria no nível atômico ou molecular, visualizarem como átomos e moléculas individuais parecem e se comportam em seu mundo miniaturizado.
Algumas das primeiras evidências sobre esse comportamento vieram de cientistas que estavam tentando entender as forças que sugam líquidos em materiais porosos. Fiquei, portanto, encantado quando fui convidado a ajudar a divulgar a ciência da imersão dos biscoitos, onde o chá ou o café são sugados pelos poros dos biscoitos, porque isso me deu a oportunidade de explicar alguns dos comportamentos de átomos e moléculas no contexto de um ambiente familiar, bem como uma oportunidade de mostrar como os cientistas operam quando são confrontados com um novo problema.
Fiquei menos satisfeito quando recebi o "Prêmio IgNobel" por meus esforços. Metade deles é concedida a cada ano para "ciência que não pode, ou não deve, ser reproduzida". A outra metade é concedida a projetos que "despertam o interesse do público pela ciência". Infelizmente, e para confusão de muitos jornalistas, seus organizadores na Universidade Harvard não se dignam a dizer qual é qual.
Ainda assim, foi um prazer receber o prêmio e dividir o palco no teatro Sanderson de Harvard com vários ganhadores do Prêmio Nobel genuínos, cujo senso de humor era maior do que o senso de dignidade. Foi um prazer maior, porém, receber cartas de alunos que ficaram entusiasmados com a divulgação do prêmio e do projeto. Um estudante americano até levou meu trabalho mais longe em seu projeto de ciências da escola e relatou com orgulho que recebeu um 'A' por seus esforços.
Este capítulo conta a história do projeto de imersão dos biscoitos e da ciência subjacente que é usada para resolver problemas que vão desde a extração de petróleo de reservatórios subterrâneos até a maneira como a água atinge as folhas das árvores. Como um bônus, mostra que os cientistas, às vezes, podem se divertir.
"Nature" Article on Biscuit Dunking Len Fisher, "Physics Takes the Biscuit". Nature 397, 469 (1999)
IgNobel ou Nobel: qual tem mais valor?
16 junho, 2019
Uma sensação duodecimal
O biscoito Oreo – o mais vendido do mundo – é uma marca de biscoitos que consiste geralmente de dois discos de chocolate tendo um creme adocicado como enchimento. O porcentual de biscoito e creme de um Oreo original é de 71% para 29%.
Ele foi desenvolvido e produzido pela National Biscuit Company (hoje conhecida como Nabisco ), em 1912, em sua fábrica em Chelsea, Manhattan. Lançado no Brasil em 1995, sua fabricação foi aqui descontinuada em meados de 2000 e só normalizada em 2013.
Em junho de 2012, seu fabricante publicou um anúncio exibindo um biscoito Oreo com o creme nas cores do arco-íris para celebrar o mês do Orgulho Gay; o cookie em si era fictício e não estava sendo fabricado ou disponibilizado para venda. O anúncio gerou alguns comentários negativos, mas a Kraft Foods não o retirou, afirmando que "tem uma orgulhosa história de celebrar a diversidade e a inclusão".
A concorrente Nestlé fabrica localmente um produto similar líder de mercado, o biscoito Negresco, que muitos consumidores desavisados acreditam se tratar do Oreo após uma mudança de nome.
Um pacote de seis cookies contém 270 calorias, portanto, existem 45 calorias em um cookie. Destas 45 calorias, 27 são provenientes de carboidratos, 16,5 são provenientes de gorduras e apenas 1,5 calorias são fornecidas pelas proteínas.
O termo "Oreo" tem sido usado como uma referência depreciativa a uma pessoa negra que é percebida ou julgada como agindo de uma maneira "branca". A metáfora é baseada na implicação de que a pessoa é fundamentalmente como o biscoito, "preta por fora e branca por dentro".
Veja o Oreo, é um deleite saboroso e uma sensação duodecimal. Cada um tem 12 traços, 12 pontos e 12 flores ao redor da periferia. Observe ... mergulhe no leite ... ahhhhh... (Pat Ballew)
Bônus: Um 14 Bis com 14 Bis.
Ele foi desenvolvido e produzido pela National Biscuit Company (hoje conhecida como Nabisco ), em 1912, em sua fábrica em Chelsea, Manhattan. Lançado no Brasil em 1995, sua fabricação foi aqui descontinuada em meados de 2000 e só normalizada em 2013.
Em junho de 2012, seu fabricante publicou um anúncio exibindo um biscoito Oreo com o creme nas cores do arco-íris para celebrar o mês do Orgulho Gay; o cookie em si era fictício e não estava sendo fabricado ou disponibilizado para venda. O anúncio gerou alguns comentários negativos, mas a Kraft Foods não o retirou, afirmando que "tem uma orgulhosa história de celebrar a diversidade e a inclusão".
A concorrente Nestlé fabrica localmente um produto similar líder de mercado, o biscoito Negresco, que muitos consumidores desavisados acreditam se tratar do Oreo após uma mudança de nome.
Um pacote de seis cookies contém 270 calorias, portanto, existem 45 calorias em um cookie. Destas 45 calorias, 27 são provenientes de carboidratos, 16,5 são provenientes de gorduras e apenas 1,5 calorias são fornecidas pelas proteínas.
O termo "Oreo" tem sido usado como uma referência depreciativa a uma pessoa negra que é percebida ou julgada como agindo de uma maneira "branca". A metáfora é baseada na implicação de que a pessoa é fundamentalmente como o biscoito, "preta por fora e branca por dentro".
(post não patrocinado)
Veja o Oreo, é um deleite saboroso e uma sensação duodecimal. Cada um tem 12 traços, 12 pontos e 12 flores ao redor da periferia. Observe ... mergulhe no leite ... ahhhhh... (Pat Ballew)
Bônus: Um 14 Bis com 14 Bis.
16/02/2022 - Atualizando ...
A-BIS-TINÊNCIA é o que acontece quando você fica muito tempo sem comer um BIS. ~ Promovido por @LactaBis
28 agosto, 2017
IgNobel x Nobel
IgNobel ou Nobel - qual tem mais valor?
Pode parecer ridículo argumentar que uma paródia, como é o Prêmio IgNobel, poderia ter mais valor do que um Nobel real. Claro, quando se trata de ciência real, os Nobels ainda são o pináculo. Mas, talvez, como eu salientei nesta entrevista para o BBC World Service, em 2016, os IgNobels são realmente mais valiosos quando se trata de atrair a atenção para a ciência e torná-la mais acessível.
NOTA ADICIONAL
Os pensamentos acima foram desencadeados durante a entrevista em si, mas o que me preocupa não é tanto o impacto dos IgNobels (onde, do meu ponto de vista como um comunicador de ciências, as vantagens e as desvantagens se equilibram) como a falta de impacto dos verdadeiros Prêmios Nobel. Estes foram originalmente destinados a libertar os destinatários de outras funções para que eles possam se concentrar em pesquisa. Mas seus efeitos estão geralmente longe disso, com a maioria dos prêmios indo para as pessoas no final de suas carreiras de pesquisa (quase inevitavelmente, uma vez que o valor da descoberta teve tempo para se tornar aparente antes de o prêmio ser concedido),e que não precisam de apoio, uma vez que a sua reputação é tal que a concessão de financiamento flui para eles de forma bastante livre.
Len Fisher (foto) foi um dos ganhadores do Prêmio IgNobel de Física de 1999 por calcular o melhor método de molhar um biscoito.
Pode parecer ridículo argumentar que uma paródia, como é o Prêmio IgNobel, poderia ter mais valor do que um Nobel real. Claro, quando se trata de ciência real, os Nobels ainda são o pináculo. Mas, talvez, como eu salientei nesta entrevista para o BBC World Service, em 2016, os IgNobels são realmente mais valiosos quando se trata de atrair a atenção para a ciência e torná-la mais acessível.
NOTA ADICIONAL
Os pensamentos acima foram desencadeados durante a entrevista em si, mas o que me preocupa não é tanto o impacto dos IgNobels (onde, do meu ponto de vista como um comunicador de ciências, as vantagens e as desvantagens se equilibram) como a falta de impacto dos verdadeiros Prêmios Nobel. Estes foram originalmente destinados a libertar os destinatários de outras funções para que eles possam se concentrar em pesquisa. Mas seus efeitos estão geralmente longe disso, com a maioria dos prêmios indo para as pessoas no final de suas carreiras de pesquisa (quase inevitavelmente, uma vez que o valor da descoberta teve tempo para se tornar aparente antes de o prêmio ser concedido),e que não precisam de apoio, uma vez que a sua reputação é tal que a concessão de financiamento flui para eles de forma bastante livre.
Dr. Len Fisher, lenfisherscience.com
Len Fisher (foto) foi um dos ganhadores do Prêmio IgNobel de Física de 1999 por calcular o melhor método de molhar um biscoito.
26 dezembro, 2012
23 fevereiro, 2012
Mitose
É o processo pelo qual uma célula (eucariótica) divide seus cromossomos entre duas células filhas. Este processo é constituído por quatro etapas: prófase, metáfase, anáfase e telófase.
Para memorizar a sequência acima os estudantes apelavam para esta frase: PROMETA ANA TELEfonar.
Ainda recorrem a ela?
Atualização
O processo não é mais um atributo exclusivo dos seres vivos. Tanto que alguém já flagrou um biscoito em plena mitose.
Para memorizar a sequência acima os estudantes apelavam para esta frase: PROMETA ANA TELEfonar.
Ainda recorrem a ela?
Atualização
O processo não é mais um atributo exclusivo dos seres vivos. Tanto que alguém já flagrou um biscoito em plena mitose.
![]() |
| My[Confined]Space |
Assinar:
Postagens (Atom)


