30 abril, 2007

Soluções tecnológicas - 1

Cortador para as unhas dos pés
Aparar as unhas dos pés pode ser um ato difícil para os portadores de algumas doenças do aparelho locomotor. Como, por exemplo, para quem sofre de artrite reumatóide.
Mas este equipamento especial facilita o ato, ao combinar um cortador de unhas de longo alcance com uma lente de aumento ajustável.
Preço: $39.95
Onde comprar: www.racatalog.com

29 abril, 2007

À maneira de René Magritte


Esta fotografia do Congresso Nacional digitalmente manipulada por Fernando Ribeiro, em Levitações.
Para este artista, trata-se de uma metáfora da dissociação, à luz da realidade brasileira, entre o povo e a instituição que o representa.

Fonte: www.fernandor.com

Longevidade feminina

Explicá-la não é tarefa fácil. Procura que procura, foi o patent pending que encontrou uma das explicações (e há outras). Está nesta foto.

Senão, vejamos:
- eletricidade
- água
- cavalete de alumínio
- roupas molhadas
- pés descalços.

Ufa! Ainda bem que o eletricista usa óculos de proteção.

28 abril, 2007

Brinquedos de pelúcia

Fonte: www.icbe.org/blog


Chamam-se pee e poo.
Para criá-los, um designer sueco foi buscar a (ins)piração em duas funções fisiológicas humanas.
De gustibus non est disputandum.

Aula de linguagem corporal


Jânio Quadros, ex-presidente do Brasil, numa fotografia histórica.
Com o líder "absolutamente decidido" quanto ao rumo a tomar naqueles tempos difíceis.

27 abril, 2007

Vacinação contra a gripe

Foi iniciada nesta segunda-feira (23/04), nos postos de saúde do Ceará e de todo o território nacional, a imunização dos idosos contra a gripe.
A vacina que está sendo utilizada na atual campanha – em seu nono ano – é de procedência francesa. E contém duas cepas do vírus A da influenza (outro nome para a gripe) e uma cepa do vírus B, que foram cultivadas em ovos embrionados de galinha e posteriormente inativadas.
Pesou na seleção dessas cepas a presumida potencialidade de seus agentes causarem a doença na população brasileira, nos próximos doze meses.
A partir de 2008, segundo anuncia o Instituto Butantan, o Brasil será auto-suficiente na produção da vacina contra a gripe. E, para alcançar essa meta, o Butantan já dispõe dos conhecimentos técnicos e equipamentos necessários.
Quanto aos efeitos adversos da vacina, são mínimos e passageiros. E as contra-indicações para sua administração se limitam aos indivíduos alérgicos a proteínas do ovo e aos portadores da síndrome de Guillain-Barré (uma rara doença neurológica).
Como a vacina é composta por vírus inativados, não tem o poder de provocar doença. ”Casos de gripe” eventualmente diagnosticados em pessoas recentemente vacinadas podem se dever a infecções por outras cepas não presentes na vacina ou a infecções por outros vírus respiratórios e, ainda, a possíveis falhas na conversão sorológica.
A campanha de vacinação deste ano se estenderá até o dia 4 de maio.
US Mattos Dourado
Tomar esta vacina foi também uma oportunidade para visitar a Unidade de Saúde Mattos Dourado, onde trabalha a minha mulher Elba, e constatar as mudanças – para melhor – das condições de trabalho lá existentes. O que tem sido o resultado de uma parceria firmada entre a Secretaria de Saúde de Fortaleza e a Universidade de Fortaleza.
Abaixo, uma matéria extraída do Jornal do Campus nº. 130, de 28 de fevereiro de 2007, o informativo quinzenal da Unifor.

26 abril, 2007

Interpretação de um ocorrido

ACIDENTE DE TRABALHO DE CUPIDO

Do Limbo ao Céu

Em 22/04, sob o título de acabou o limbo – céu 2.0, saiu no site Obvious interessante artigo sobre a resolução tomada pela Igreja de banir o Limbo. Leia aqui.


Cópia do comentário que o BPG enviou ao Obvious:
Papa dixit.
Agora temos de pensar no translado desses bilhões de almas que, estando até agora no Limbo, receberam as cartas de alforria para o Céu.
Para cuidar deste assunto, proponho a convocação de um personagem bíblico. Apesar de pouca objetivo em seu trabalho, ele já tem larga experiência em remover multidões: Moisés.

Ilustra esta nota o Descida ao Limbo, de Andréa Mantegna, quadro pintado em 1492 e vendido em 2003, num leilão da Sotheby’s em NY, por 28,5 milhões de dólares.

25 abril, 2007

Amigos

- Que tal irmos agora a uma peixaria?

“Tu não te lembras?”

De autor desconhecido, Casinha Pequenina é uma canção simples. A respeito desta modinha o site Cifrantiga disponibiliza música, letra e informações.
Nas mãos do violonista Sebastião Tapajós (ver também a nota de ontem), Casinha Pequenina ganha os contornos harmônicos de uma música erudita.
Para ouvir o seu solo ao violão, clique aqui.

24 abril, 2007

Um show que não acabou

Há poucos dias, revolvendo numa gaveta umas antigas fotografias, encontrei umas em preto e branco tiradas nos bastidores de um show. O show havia sido do violonista paraense Sebastião Tapajós, que aparece na maioria das fotos. Outros que são vistos nas fotos: Nonato Luís, Cláudio Costa e Teresa (esposa de Cláudio, falecida), Luís Sérgio (falecido), Nivardo (cardiologista) e eu. Violonistas, todos nós, com exceção de Teresa que era cantora profissional.
De que data eram aquelas fotos? Arrisquei que seriam da década de 80, sem poder precisar o ano. Fossem dos últimos tempos, eu saberia ano, mês, dia e horário, por conta das agendas que costumo minuciosamente preencher. Tampouco me lembrava do local onde o show de Sebastião Tapajós acontecera. Dá para sentir que, como memorialista, eu sou uma lástima...
Lembrei-me, porém, de que eu adquirira na ocasião um LP do instrumentista. Há inclusive fotografias em que ele aparece autografando os “bolachões”. Portanto, na capa do meu exemplar, além da sua dedicatória, deveria ter a data. Quer dizer, se ainda existisse esse disco, eis o problema. Algum tempo atrás, todos os meus discos de vinil com as respectivas capas haviam sido destruídos por cupins. E o que restou deles eu guardara em sacos plásticos fechados e com altas cargas de veneno. Desolado com o acontecido e querendo impor minha letal punição às térmitas.
Em busca daquele LP histórico abri os sacos plásticos. Nenhum dos pequenos agentes do crime de lesa-cultura sobrevivera. O que o veneno não matou, a asfixia fez o serviço. E, oh, sorte! – o “bolachão” de Sebastião Tapajós se achava razoavelmente preservado em meio ao estrago geral. Inclusive a capa em que havia uma dedicatória assinada, mas não mais que isso! Dentro, porém, encontrei o melhor: um folder com a data, o local e o programa do show.

24 de abril de1986
Teatro Carlos Câmara – Encetur, Fortaleza
1ª parte
J. S. Bach Dois prelúdios
L. Weiss Giga
N. Coste Estudo sinfônico
A. Barrios Valsa op. 8 nº. 4, Dança paraguaya, Allegro sinfônico
A. Lauro Valsa venezuelana
A. Piazzzolla Adiós nonino
2ª parte
Heitor Villa-Lobos
Estudos nºs. 1 e 7
Guerra-Peixe
Prelúdios nºs. 1 e 3
Radamés Gnatalli Estudo nº. 4
Ernesto Nazareth Odeon
Sebastião Tapajós Carimbó, Visões do Nordeste


Transcrevi na íntegra para completar a minha vingança dos cupins.

Na foto: Sebastião Tapajós e eu, há exatos 21 anos.

23 abril, 2007

O dia da caça

Ou, para ser mais explícito:
.
PATO CAÇANDO “PATO”

Emanuel e Jorge Melo

Tenho com Emanuel de Carvalho Melo uma amizade de quatro décadas. Começou na época de nossas graduações em medicina pela UFC, embora fôssemos de turmas de anos diferentes. Concluí o curso superior em 1971 e Emanuel, em 1973. Depois, especializei-me em Pneumologia; Emanuel, em Cirurgia Cardiovascular. E, aprovados em concurso público, fomos ambos trabalhar no Hospital de Messejana.
Todavia, nossa amizade se fez no cenário das artes. Em Fortaleza dos anos 60 e 70, uma cidade que fervilhava de músicos profissionais e amadores. Dentre estes, Emanuel, que viera de Piripiri (PI) para cumprir o seu destino em nossa cidade, e o autor destas linhas. Eram nossos guias Chico, Edu, Caetano, Gil e Luiz Gonzaga. E, para curtir as harmonias e as letras das músicas destes “monstros sagrados”, Emanuel e eu nos encontrávamos em torno de um violão. Nesses encontros, as criações artísticas que um e outro fazíamos eram também apresentadas. Ressaltando que o amigo Emanuel também dava trela à poesia e à pintura.
Por seu intermédio, conheci Jorge Melo, seu irmão. Que tocava violão, cantava e compunha com desembaraço.
Adiante, colaborei com Emanuel em alguns livros (coletâneas em geral), que ele organizou e editou para o Centro Médico Cearense. E, quando foi fundada a Sobrames – Ceará, estivemos de novo juntos em sua primeira diretoria. Emanuel foi o primeiro diretor regional desta sociedade, criada em 1982 para congregar os médicos escritores no Ceará, e eu o sucedi no cargo principal.
Quanto a seu irmão Jorge Melo, que se tornou um músico de dimensão nacional, será assunto para uma nota à parte.

22 abril, 2007

Esqueceram de mim

Quando acontece em casa tem jeito e dá filmes.
Ocorrendo no carro, as conseqüências podem ser terríveis.
Pai, todo cuidado é pouco.

Para ler sobre o assunto: uma crônica de Moacyr Scliar, publicada em Carta Maior. Aqui.

Bodas de casamento e aniversários

No transcorrer desta semana, compareci com Elba e Natália aos seguintes acontecimentos no âmbito da família. Faço os registros:
17/04 – Bodas de prata do casamento de Moacir e Maristane Pinto, que foram comemoradas no apartamento do casal na Volta da Jurema. A exibição de um DVD com cenas antigas e recentes da família e dos amigos do casal, editado com animação gráfica e toques de humor, contribuiu para o sucesso da festa.
21/04 – Aniversário natalício do neto Matheus (1 ano), comemorado em seu apartamento no Meireles.
21/04 – Aniversário dos 80 anos da sogra Zaíra. Missa em ação de graças e recepção no Vianna’s Buffet, na Praia do Futuro. Com a presença do clã Macedo Pinto, inclusive os membros da família com residência em Brasília, e de muitos amigos da aniversariante.

Na manhã que nasceu azul

Um músico toca o seu instrumento para uma platéia atenta.

Rob Gonsalves

E estamos nós atentos para que platéia ele toca?

21 abril, 2007

Pneumonias por produtos do petróleo (PPP)

Produtos do petróleo como gasolina, querosene, aguarrás e outros hidrocarbonetos líquidos, após serem ingeridos e/ou aspirados e entrarem em contato com os pulmões, podem ocasionar pneumonias de natureza química (também chamadas de pneumonites) nos seres humanos.
Em nosso meio, pela estocagem de querosene sem os devidos cuidados em muitas residências, tem sido freqüente que crianças ingiram esta substância, acidentalmente. E que, ao fazê-lo, também aspirem o referido produto, que apresenta propriedades irritantes para o aparelho respiratório. Resultando disso um processo inflamatório no pulmão, isto é, uma pneumonia química, a qual poderá ser secundariamente infecciosa.
Dentre as situações de risco para esta doença, também se encontra uma prática observada em algumas oficinas mecânicas. O uso do “torçal” (um tubo flexível), nesses locais de trabalho, com a finalidade de retirar combustível dos tanques dos veículos. Ao iniciar a operação, o trabalhador faz uma forte sucção no “torçal”, cuja outra extremidade está imersa no combustível, e com isto se arrisca a aspirar o produto. No slide abaixo, apresento o resumo de um desses casos. Referente a um paciente que esteve sob meus cuidados profissionais no Hospital de Messejana e que evoluiu bem.

O exibicionismo circense dos engolidores de fogo pode ser outra causa desta forma de pneumonia aspirativa. Chamada de fire eater’s pneumonia pelos autores médicos da língua inglesa. A propósito desta situação, indico a leitura de um caso que foi relatado no Jornal de Pneumologia, de setembro/outubro de 2002. Clique.

20 abril, 2007

O voo do corpo

Ganha adeptos pelo mundo um novo esporte: o bodyflight, que pode ser traduzido como o "voo do corpo". Nesta modalidade de esporte, os competidores flutuam num gigantesco túnel de vento artificialmente produzido por um gigantesco ventilador. Vence a equipe (quarteto ou dupla) que executar as manobras de flutuação mais perfeitas, num dado período de tempo (35 ou 60 segundos).
Já existe inclusive um campeonato mundial deste esporte.
Para ver um vídeo de bodyflight no Globo Esporte, clique aqui. A seguir, ponha o vídeo em "tela cheia".

19 abril, 2007

Sósias

Presume-se que todas as pessoas tenham sósias, ainda que estes não sejam facilmente encontrados. Talvez porque sejam de praias diferentes ou, então, porque o acaso simplesmente não tenha feito a sua parte na arrumação. Ou na armação, vá lá. Porque, quando um se depara com outro, feito à imagem e à semelhança, resulta sempre em algum tipo de inquietação. Alguma paranóia. Relacionada a ver o sósia como um usurpador em potencial do tão duramente conquistado lugar ao sol.
Na mitologia helênica, em que vou buscar inspiração para esta crônica, encontro a seguinte denúncia sobre o deus Mercúrio. Que o deus, no cumprimento de algumas missões, tomava as feições do escravo Sósia. Mas só durante o seu trabalho... sujo (daí o disfarce). Já que, logo a seguir, Mercúrio punha as asas nos pés e voltava voando ao aspecto divino.
Quer dizer, Mercúrio comia o milho e Sósia levava a fama. E fama da pior espécie... que sobrava também para todos os sósias de Sósia.
Se a gente não gosta de encontrar outra pessoa trajando roupa igual (a impressão de um par de jarros), por que irá apreciar ver um sósia? A menos que esteja escalado para fazer o papel numa cena perigosa, de algum filme, e providencialmente apareça um dublê de corpo. Sim, que apareça, porém, que depois... desapareça. Se houver garantia de que, no resto do filme, o substituído não vá correr mais risco, afora o de uma má bilheteria.
Ó sósia, quantos equívocos se cometem em sua aparência! Chaplin uma vez tirou o terceiro lugar num concurso de... “o melhor Carlitos”.
Alma gêmea, homônimo, cover vocal, tudo bem. Mas sósia, até porque, em geral, não encontra respaldo genético para o fenômeno, cheira a fraude. Ressalvado o pater semper incertus dos latinos. E nada, nada mesmo, dá direito a um sósia pedir dinheiro emprestado de outro. A menos que ele empregue o dinheiro do empréstimo numa cirurgia plástica para mudar a aparência. Mas, se for para virar sósia do cirurgião, essa idéia é para ser revisada.
Sei não. Nesse mundo com vocação para a clonagem, eu ainda continuo num laboratório deserto pregando a diversidade. Ou, pelo menos, que se acrescentem os sinais particulares de cada um. Aqui, uma pinta na coxa da apresentadora Angélica, ali umas olheiras no sinistro Serra, acolá uma covinha no queixo do Kirk Douglas... Esses pequenos defeitos que, ao longo do tempo, têm facilitado a sublime missão dos institutos de identificação.
Cada ser é uma experiência única que, bem ou mal sucedida, não merece ter “repeteco”. Todos sabemos que o Sr. Seis não convive que preste com o Sr. Meia Dúzia. Mesmo que a diferença entre ambos seja nenhuma. Antes só do que sósia acompanhado, não é o que dizem? E, se houvesse oportunidade, um quebraria o espelho do outro. Fazendo uma espécie de cena de azar futuro – com reciprocidade.
E não me falem de inclusão “sosial”. Se for para eu trocar este papel de príncipe por aquele papel de mendigo – com um sósia! Só o contrário desta proposta me interessa.

18 abril, 2007

Equação secular

.
É utilizável para fazer a conversão do século passado no século atual e vice-versa.

17 abril, 2007

Com sete vidas

A Doris Giesse, que sobreviveu quase milagrosamente a uma queda de oito andares, a torcida deste blog para que se recupere totalmente.
E também o conselho para que mude de gato.

Clique a clique

Veio o clique a clique para substituir o boca a boca?
O colunista e consultor de imagens Mario Rosa acha que sim.
Para acessar o áudio (com duração de 6:32) da sua entrevista ao jornalista Ricardo Boechat, divulgado no Blog do Noblat, de 11/04, clique aqui.

16 abril, 2007

Caminhando e aprendendo - 8

O RIO QUE VOLTA
O Rio Cocó, que nasce na Serra da Aratanha e passa por três municípios – Pacatuba, Maracanaú e Fortaleza – para desaguar no Oceano Atlântico, tem um comprimento total de cerca de 45 quilômetros. Não o conheço em toda a sua extensão, apenas em seu trecho no Parque Ecológico (ao qual dá o nome) e em sua desembocadura entre a Praia do Caça e Pesca e a Praia de Sabiaguaba, ambas em Fortaleza.
No trecho do Parque Ecológico, a poucos quilômetros de sua foz, o rio corre sobre um leito de pequena declividade. Aliás, melhor seria dizer que o rio “anda”, tal é a lentidão com que as suas águas se deslocam em busca do mar. E há períodos em que o rio pára e até ensaia voltar. Não é ilusão de óptica. Um observador postado à beira do rio vê mesmo, nesses períodos, o citado fenômeno. Do rio a refluir, arrastando as folhas e os galhos que estão a boiar, no arremedo de uma marcha à ré.
É o embate cíclico. Entre as águas que são tangidas de volta pela força da maré alta e as novas águas que descem de suas cabeceiras, o que faz com que o Cocó se avolume, elevando o nível das águas. E disso resulte que o rio derrame suas águas nos terrenos mais baixos do manguezal e reencha as lagoas comunicantes. A seguir, revitalizadas pelo refluxo, as lagoas acolhem os bandos de garças, jaçanãs e maçaricos – e a felicidade é geral!
Não há dúvida de que o Rio Cocó, esse personagem do reino mineral, é o grande ator do mangue. Flora e fauna locais respeitam o seu ritmo.

Para ler mais sobre o Cocó:

riversproject.org e www.semace.ce.gov.br.

15 abril, 2007

Lá como cá...

Em primeiro de maio de 1994, morreu o piloto brasileiro Ayrton Senna, depois que o seu carro de corrida colidiu em um muro do circuito de Imola (foto), no Grande Prêmio de San Marino.
Nesta sexta-feira (13/04), confirmou a Suprema Corte italiana que Patrick Head, diretor técnico da Williams, foi o responsável pela morte do piloto brasileiro.
Patrick Head, no entanto, não terá pena a cumprir pelo homicídio culposo de Ayrton Senna. O processo já prescreveu.

14 abril, 2007

Mal dramático

.

Moto perpetuo


Foi escrita pelo italiano Nicolò Paganini. A composição tem cerca de 1200 notas que devem ser executadas, sem pausa de espécie alguma, no tempo máximo de 4 minutos.

Aqui apresentamos as versões de três instrumentistas brasileiros que toparam o desafio de executá-la:

1 ) Na gaita (harmônica de boca), por Eduardo Nadruz, o Edu da Gaita, acompanhado por piano.



2) No acordeom, por Bruno Moritz, do Bruno Moritz Trio.



3) No bandolim (em ritmo de choro), por Jorge Cardoso, com acompanhamento de um conjunto regional. PS ► O link para o áudio não funciona mais.

13 abril, 2007

“Onde quer que teus filhos estejam”

Hoje a cidade de Fortaleza completa 281 anos.
Comandando os festejos do aniversário de nossa cidade, a Prefeitura Municipal de Fortaleza proporciona ao fortalezense, no período de 12 a 18 de abril, uma bem diversificada relação de eventos. Com destaque para o show musical na Praça do Ferreira, hoje às 19 horas, com Belchior, Ednardo, Stelio Valle, Quinteto Agreste e outros.
Para tomar conhecimento da programação completa, clique aqui.
E, para encher os olhos com a beleza de nossa cidade, uma galeria com imagens de Fortaleza, registradas por Alex Uchoa, também está a um clique. Aqui.

Querida, estiquei o goleiro

Você vai morrer de rir com esta divertida continuação de Querida, encolhi as traves.
Ou vai quase, se for vascaíno.


Precisa explicar?

12 abril, 2007

A arte de parar

Que o tabaco é a maior causa de morte evitável no mundo (OMS), isto é bem divulgado. No entanto, o conhecimento deste fato não tem sido um motivo suficiente para que muitas pessoas deixem o hábito de fumar. Tal é o grau de dependência (química e psicológica) que o tabaco, em suas várias formas, causa nos fumantes.
Existe um site, the art of quitting, criado em janeiro de 2007 por René, um ex-fumante, no qual podem ser encontradas imagens alusivas ao tema. É recomendado aos que buscam inspiração para abandonar o hábito tabágico e/ou queiram colaborar com trabalhos para o projeto.
Na galeria de imagens do site selecionei esta:

The Art of Quitting

Com base nas bases

No mesmo tempo em que aumentam os seus salários, congressistas oficializam – para eles – a semana de trabalho de três dias. Preocupados com a situação de penúria de si próprios e com o excesso de produtividade da Casa. E, assim, eles compatibilizam a semana de trabalho com o ano de trabalho que já era – para eles – de nove meses.
Este tempo livre a mais de que vão dispor os atarefados congressistas é para que possam estar nas bases.
Uma dessas foi localizada pelo BPG:

10 abril, 2007

Formol não “alisa”: lesa

O título desta nota é uma alusão a fatos recentemente noticiados pela mídia. Sobre mulheres que, após se submeterem a escovas progressivas em salões de beleza, e em conseqüência disso apresentaram problemas com a saúde. Havendo inclusive um caso de morte, supostamente provocada pelo procedimento. Até o momento, estão sendo tais agravos atribuídos à presença de formol na composição de alguns alisantes capilares.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que normatiza a vigilância sanitária no Brasil, não autoriza a inclusão de formol na composição dos alisantes. Para os cosméticos em geral, só permite a adição de até 0,2% desta substância – na qualidade de conservante. E, para os agentes endurecedores de unhas, autoriza até o limite máximo de 5%. O nível de segurança da Anvisa não tem sido respeitado por alguns fabricantes clandestinos de alisantes.
Esta preocupação da parte da Anvisa é porque o formol (uma solução de formaldeído) oferece riscos de causar complicações na pele, nos olhos e no aparelho respiratório. Riscos para os clientes, e que são também extensivos aos profissionais que manipulam esta substância nos salões de beleza. Além disso, segundo a Organização Mundial de Saúde, a exposição crônica ao formol é fator de risco para o câncer.
Conselhos.
1) Observar no rótulo do alisante capilar qual é a fórmula, se tem a autorização da Anvisa para a fabricação, bem como se está no prazo de validade.
2) Se desconfiar que o profissional pretenda usar em seu cabelo um preparado que contenha formol, recusar o procedimento e avisar a vigilância sanitária local.
Contudo, preferível seria que as mulheres gostassem dos cabelos como eles já são naturalmente.

Para ler mais: www.opovo.com.br e www.anvisa.gov.br

09 abril, 2007

Arícia, 15 anos

A jovem Arícia, filha de Margarida e José Castelo, festejou o seu aniversário de 15 anos neste sábado. A festa aconteceu à noite, em sua residência nas Seis Bocas, com o comparecimento dos familiares e amigos da aniversariante. Também presentes muitos amigos do casal Castelo, dentre os quais Elba e eu, que fomos acompanhados de nossa filha Natália.
Como ponto alto do acontecimento, registre-se a emotiva saudação que José Castelo fez à filha.
Parabéns a Arícia. Além da torcida deste blog para que ganhe muitas medalhas nas piscinas da vida.

Um trocadilho histórico

“O cabo Chico Diabo do diabo do Chico deu cabo.”


Trocadilho a respeito do episódio em que o cabo Chico Diabo, combatente brasileiro na Guerra do Paraguai, feriu de morte o ditador Francisco Solano López. O fato, que aconteceu no dia primeiro de março de 1870, na batalha de Cerro Corá, marcou o fim da guerra.

08 abril, 2007

Pontaria

Fonte: www.ceramicanorio.com/artepopular/caruaru


Uma cena modelada em barro pelo Mestre Vitalino, de Caruaru.
O nome completo: "Gatos maracajás trepados numa árvore, acuados por um cachorro, e embaixo o caçador fazendo pontaria com a espingarda. "

Faz-me lembrar de uns versos de Zé Limeira, o Poeta do Absurdo:
“Ninguém faça pontaria
Onde o chumbo não alcança.”

Batendo palmas

Bater as palmas das mãos, uma na outra, o que isto produz?
Palmas, ora. Cujo som é tão identificável quanto o que faz (mas não é igual!) certo utensílio doméstico dos tempos de antanho. Quando é arrastado embaixo da cama.
Entretanto, esse conhecimento da vida prática não ajuda a responder uma perguntinha zen:
- Qual é o som de uma só mão batendo palmas?
Mas vá lá que alguém saiba a resposta. É para enviá-la a algum monastério oriental.

07 abril, 2007

Na blogosfera - 9

A postagem Esta eu deixo com o Aleixo ganhou espaço no blog de Airton Soares, que mais uma vez nos tem prestigiado. A fotografia de Maus tratos em menor também saiu – com outro comentário – no blog Barca da Chuva, de Luis Enrique.
Ambos fazem diários eletrônicos de excelente qualidade.
airton.soares.zip.net
barcadachuva.blogspot.com

Micropoemas do infortúnio - 4

Amanheço
-------------entardeço
--------------------------anoiteço
e só o dia não vê isso.



Ilustração: Melancolia de Munch, pintor norueguês

06 abril, 2007

A barba de Frei Ambrósio

Frei Ambrósio cultivava uma barba muito longa. Que alcançava a sua rotunda cintura, chamando a atenção de todos.
Certa vez, um garoto curioso lhe perguntou:
- Como o senhor coloca as mãos quando vai dormir? Ficam em cima ou embaixo da barba?
Para aplacar a curiosidade do infante, Frei Ambrósio deu uma das duas respostas possíveis. E não pensou mais nisso no resto do dia.
À noite, deitado, esperando o sono vir, a pergunta lhe retornou ao juízo. Frei Ambrósio olhou para as mãos, com os dedos entrecruzados sobre a barba, e... “Espere aí, eu respondi que as mãos ficavam embaixo da barba. É assim que vou colocá-las.” Pouco tempo depois, não tinha tanta certeza de como as suas mãos ficavam à hora de dormir. Nem do que respondera. “Deixe ver, eu disse ao garoto que as mãos ficavam em cima da barba. Então...”
De forma que ele tinha uma pendência para resolver, antes impensável. A respeito de um costume de muitos anos... de que ele não sabia ao certo um detalhe crucial. E, assolado pelas dúvidas, naquela noite o frade não dormiu.

05 abril, 2007

Casamento "high-tech"

Versão: PGCS

Babel Fish

Apreciaria muito colocar um tradutor nesta folha eletrônica. Para facilitar a vida dos leitores não lusófonos que, ao sabor das ondas internéticas, chegam a esta praia.
O Babel Fish, por exemplo.
Mas reluto em aqui instalar o citado sítio tradutor. Enquanto ele estiver a cometer este atentado contra a nossa soberania lingüística.

04 abril, 2007

Algumas implicações literárias da tuberculose no Brasil

Antes do surgimento da quimioterapia específica os pacientes tuberculosos eram tratados com repouso e medidas higieno-dietéticas. Com esses objetivos terapêuticos, eram internados em sanatórios construídos em regiões às quais se atribuíam condições climáticas favoráveis para a cura da enfermidade. Em tais sanatórios os doentes também se submetiam a procedimentos cirúrgicos, como o pneumotórax terapêutico preconizado por Forlanini.
A necessidade de sanatórios para atender o grande número de tuberculosos no Brasil ensejou a que essas instituições de saúde proliferassem em nosso país. Concentrando-se as construções delas nas décadas de 20, 30 e 40 do século passado. E sendo a primeiro delas o Sanatório de Palmira, em Minas Gerais.
As histórias dos tísicos por longos tempos internados, com as suas desventuras e esperanças, foram por eles ou por seus familiares convertidas em obras literárias, no Brasil e no mundo. No Brasil, ganhou destaque o romance Floradas da Serra (1939), de Dinah Silveira de Queiroz, cuja trama se passava em Campos do Jordão (São Paulo). Um sucesso de público que foi depois ampliado com as adaptações do romance para o cinema e a televisão.
Diversos poetas brasileiros, afligidos pela tuberculose, dedicaram-lhe versos. Como fizeram, em alguns momentos de suas vidas, Castro Alves, Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Raymundo Correia, Augusto dos Anjos, Martins Fontes e Manuel Bandeira. É deste último vate o célebre poema Pneumotórax. Nas mãos do professor Edmundo Blundi (Policlínica Geral do Rio de Janeiro), eu tive a oportunidade de ver uma das radiografias dos pulmões de Bandeira. Que só viria a falecer na idade provecta, porém vitimado por outra moléstia.



Recomendo a leitura do artigo Tuberculose - aspectos históricos, realidades, seu romantismo e transculturação, do professor José Rosemberg, publicado no Jornal de Pneumologia Sanitária de dezembro de 1999. Clique.

03 abril, 2007

Vôte!

Este objeto conceito serve para conferir se existe eletricidade em tomadas.
Feito para funcionar como uma interface de elevada condutividade entre a rede elétrica e os dedos do usuário. Em sua utilização, o dispositivo não dispensa a efetiva participação do ser humano. É este quem leva o choque.
O fabricante escolheu o dia primeiro de abril para promover o produto. E os demais dias do ano para fazer o recall.

www.engadget.com

Desafio eletrônico




O que é mais difícil de fazer nesta guitarra?
Tocá-la? Ou... trocar suas cordas?

02 abril, 2007

Esta eu deixo com o Aleixo

No Brasil damos o nome de trova; em Portugal é conhecida por quadra. E quadra é como aqui eu a chamarei. Para prestigiar o gajo que fez estes versos:


“O para-raios na Igreja
Serve para lembrar aos ateus
Que um cristão, por mais que o seja,
Não tem confiança em Deus!”


Foi composta por Antônio Aleixo, um português de Algarve. Pouco letrado, dizem que Aleixo andava pelas feiras a tocar o seu violão e a mostrar a sua arte de versejar. Granjeando, desse modo, principalmente pela argúcia de suas “tiradas filosóficas”, uma razoável popularidade.
Até 1949 viveu Antônio Aleixo.

01 abril, 2007

O violão vadio de Baden

Nascido em 1937, no Rio de Janeiro, Baden Powell de Aquino foi o mais exímio violonista brasileiro. Combinando técnicas clássicas com ritmos populares, levou a execução violonística a limites inimagináveis. Brasileiríssimo, tinha trânsito internacional pelo nível de sua arte. Ao falecer, em 2000, deixou um legado de gravações e composições musicais para a Eternidade.
Além de instrumentista, Baden Powell foi um prodigioso compositor. Eis os nomes de algumas de suas músicas:
- Samba Triste (com Billy Blanco, de 1956);
- Samba da Bênção, Canto de Ossanha, Berimbau, Samba em Prelúdio, O Astronauta, Consolação, Formosa e Deixa (com Vinicius de Morais, em sua fase de afro-sambas);
- Lapinha, Violão Vadio e Vou Deitar e Rolar (com Paulo César Pinheiro).

Aqui Baden executa Garota de Ipanema, de Tom e Vinicius. Clique.

10 anos de "aldeia blogal"

Formada por uma rede de 71 milhões de blogs, à qual se conectam a cada dia 175 mil novos blogs, esta é a "aldeia blogal".
Um fenômeno da comunicação eletrônica que teve início com o “Scripting News” de Dave Winer em 1º de abril de 1997. Há exatos 10 anos, portanto.
Interessante é que ainda se pode acessar o weblog de Dave Winer. E até mesmo recuar em seus arquivos (como eu fiz) para ver a sua postagem inaugural.
Veja abaixo o resultado.


www.scripting.com