14 fevereiro, 2007

Monstros S/A

Monstros como os que destroçaram e mataram o garoto João Hélio, monstros como os que torturaram e assassinaram o jornalista Tim Lopes, monstros como os que trucidaram o casal Felipe e Liana (esta moça após múltiplos estupros), monstros...
Reparem que eu não os chamo animais e, sim, monstros.
Por dois motivos principais:
- Não existem animais com tanta estupidez e ferocidade.
- Os seres humanos somos todos animais, ditos racionais.
Quanto a eles – monstros – do gênero humano constituem a escória. Por não haver como enquadrá-los de um modo pior.

Nuvens estranhas

As nuvens lenticulares, isto é, nuvens em forma de lente podem assumir aspecto de grande beleza. Apesar da aparente complexidade, a sua formação resulta de um processo simples, já devidamente compreendido, que acontece na atmosfera. E, por causa da forma estranha que apresentam, estas nuvens (strange clouds) são freqüentemente confundidas com OVNIs. Porque dão a impressão de que surgiram a partir de um projeto prévio.
Vejam estas, fotografadas sobre a cidade de Santos – SP (direitos para Joe Jonhston e Mike Lord).



E vejam muitas outras, fotografadas em diversos locais do mundo e mostradas em Valuca (website), clicando aqui.

14/04/2013 - Atualizando...

Neil deGrasse Tyson Fan Club

13 fevereiro, 2007

Mário Mamede na ESP-CE

Assume hoje a Superintendência da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE) o Dr. Mário Mamede Filho.
Graduamos médicos pela UFC em 1971. Foram seis anos de convivência em que aprendi a admirar o colega Mário Mamede. Identificando nele a competência e o zelo ao cuidar dos pacientes, o respeito e a dedicação ao acompanhar os mestres, a liderança e a lealdade ao lidar com os colegas.
Mário fez da ortopedia a sua especialidade.
Todavia, os apelos da política e da administração pública têm-no levado a atuar mais nestas últimas duas áreas. Onde tem encontrado novas formas de colocar o seu espírito humanitário a serviço do próximo.
Agora, Mário Mamede encontra-se defronte a mais um desafio: comandar, durante os próximos anos, as ações da ESP-CE. Estou convicto de que o fará – com probidade, equilíbrio e eficiência. Porque assim tem procedido ao longo de sua vida pública.

Leitura vital

Circula nos páramos internéticos a informação de que ler prolonga a vida. Baseada em que uma pesquisa assim concluiu e pronto!
O que acho disso.
Ler, além do prazer e do conhecimento que proporciona, funciona como um exercício para o cérebro.
Mas o leitor tem que levar em consideração o corpo todo.
Sentado a ler, chega a hora em que a bunda – tão quadrada que fica – já começa a reclamar ao proprietário. Sobre a vida “sentadária” que está levando...
Então, que ele se levante, ande e vá cuidar do restante.
Como diz o provérbio latino: mens sana in corpore sano.

12 fevereiro, 2007

Parabéns, “Velho Palhaço”

Em post de 26 de janeiro, noticiei a participação da marcha-rancho “Velho Palhaço”, do amigo Paulo Gomes, entre as finalistas de um concurso de músicas de carnaval. Encontrando-se entre as 10 melhores, a música de Paulo Gomes foi novamente selecionada. Desta vez para o seletíssimo grupo das 3 finalistas do concurso – com direito à apresentação no programa “Fantástico”.
O fato aconteceu ontem. Venceu a canção “Prá Carmen”, também belíssima.
E o mérito do cearense Paulo Gomes não é pequeno.

Bulário Eletrônico da Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, disponibiliza um banco de dados – acessível pela internet – com os textos das bulas dos remédios registrados e comercializados no Brasil. Sob o nome de Bulário Eletrônico, este banco de dados da Anvisa fornece a quem o consulta informações sobre a prescrição e o uso racional de medicamentos. E cada texto de bula de medicamento vem apresentado em duas versões: uma para os profissionais de saúde e outra, em linguagem compreensível, para os pacientes.
Além disso, o portal Bulário Eletrônico da Anvisa traz matérias sobre educação em saúde, notícias relacionadas com a atualização das bulas, legislação em vigor sobre o assunto, perguntas freqüentes e também outros endereços eletrônicos de interesse na área da saúde.

Para acessar clique abaixo.
http://bulario.bvs.br

11 fevereiro, 2007

O Farol do Nhenhenhém

É uma das 7 Maravilhas do Mundo Neoliberal.
Situado em costas brasileiras, o farol acende o facho luminoso apenas durante o dia. E assim orienta os navegantes para que encontrem um porto privatizado.
Quanto ao apagão noturno, as queixas dos prejudicados devem ser feitas por escrito e, a seguir, colocadas em garrafas. A fim de que as levem as ondas, em tempo hábil, até a ANRF (Agência Nacional Reguladora dos Faróis).

10 fevereiro, 2007

Homem ao buraco

Você está num buraco. Trate de reconhecer o ambiente e não se queixe de imediato. Não berre pedindo uma escada, pois não está no sonho de Jacó. Nem peça uma corda. Houve um ditador iraquiano que a pediu. E que aprendeu, tardiamente, que bom era quando estava no buraco. Sem a corda.
Não pule para não irritar com a trepidação os seres subterrâneos. Há uma política de boa vizinhança em curso. O mundo não pode viver sem o húmus que as minhocas produzem.
A visão que tem do céu não é lá essas coisas. É meio restrita, não é?! Além disso, o tempo está nublado, porém é melhor do que ficar a ver buracos negros.
Não bata nas paredes, podem se desmoronar. Não estão escoradas.
E no fundo? Ah, se fosse um buraco para político você encontraria algum gadget. Uma mola, por exemplo, porque buraco onde político fica sempre tem uma mola. Para trazê-lo de volta à superfície.
Lá fora, parece que chegou alguém. Diacho, é um coveiro. Oxalá não seja do tipo que enterra primeiro e só pergunta depois.

09 fevereiro, 2007

Eduardo de Goes Lobo

É Edu Lobo. Além de genial compositor, o filho de Fernando Lobo é cantor, maestro e arranjador.
Cordas. Teclas. Madrugadas com música no céu.
Tom Jobim, com grande senso de observação, o considerou “an early bird”.
Cante que é sua, Edu: "Canção do Amanhecer".
Com letra de Vinicius de Morais, outro mestre em canções e amanheceres.


Site: www.edulobo.com.br
PS - Recife e Olinda comemoram hoje o Centenário do Frevo. Lembrar que Edu também compôs "No Cordão da Saideira", um belíssimo frevo-canção.

O tempo da delicadeza

Não faz parte apenas do passado, ainda existem pessoas corteses.
Percebo que elas estão divididas em dois grandes grupos, a saber:
1) posso ajudar?
2) como estou dirigindo?
Leiam nas suas camisas, leiam nos vidros dos seus carros.

08 fevereiro, 2007

Dicionário para masoquistas

Frank Tyger descobriu que existe um (dicionário) no gênero. Abrangente, atualizado e em apurada edição.
É sentar e consultar, o dicionário tem todas as palavras.
Com o detalhe de que elas não estão na ordem alfabética.

07 fevereiro, 2007

Que papel!

Já existe um notebook cuja tela é transparente.
O único problema é também existir um cunhado chato, com vocação para papel de parede.
E que sabe como se colocar para atingir o seu torpe objetivo.

“Distant wish”

Cortes exatos numa folha de papel A4 em branco criam um beija-flor e uma flor.
Dotadas de uma terceira dimensão, mas ainda aprisionadas no plano de origem, estas frágeis esculturas de papel nos transmitem o anseio do encontro.
Como um beija-flor o teria com relação à flor no universo real.
É (o papel da) arte. E o criador disto é o dinamarquês Peter Callesen.


Para ver uma seleção de seus trabalhos clique abaixo:
http://www.petercallesen.com/index.html

06 fevereiro, 2007

Kassab, o Urbano


- O senhor prefeito já está chegando para esta inauguração.

Ar, areia e arte

Dias atrás eu comentei a portaria do MTE (99/2005) que proibiu a prática do jateamento de areia no Brasil. E, depois disso, é possível que hajam ficado no ar algumas perguntas dos leitores. Do tipo: como surgiu, em que consiste e para que serve esta prática? Daí, eu estar retornando ao tema.
Credita-se ao norte-americano Benjamin Tilghman a descoberta do processo de jateamento de areia. Em 1870, ao observar os efeitos de uma rajada de vento contra uma vidraça. A partir dessa observação, Tilghman concebeu um sistema através do qual um jato de areia, impulsionado por vapor a grande velocidade, poderia ser usado para limpar e ornamentar lápides de túmulos. Além de que, por mudar a transparência do vidro para um aspecto leitoso, poderia também se prestar a criações artísticas sobre este último material.
Logo depois da invenção da máquina, o fenômeno do “fosqueamento” do vidro se alastrou pela Europa, tendo como fonte de inspiração o movimento Art Nouveau. Em 1885, outro americano, Mathewson, aperfeiçoou o invento, patenteando um mixador de ar e areia que substituiu o vapor pelo ar comprimido.
É definido o jateamento como um processo de preparação de superfícies que utiliza o impacto de partículas abrasivas movimentadas em alta velocidade. Cujos objetivos são a remoção de pintura, ferrugem, demais materiais contaminantes e deixar o substrato pronto para receber um novo tratamento superficial. As partículas abrasivas podem ser: grãos de areia (que a portaria ministerial proibiu devido ao risco de causar silicose no trabalhador), granalhas de ferro e de aço, micro-esferas de vidro, óxido de alumínio, gelo seco ou a própria água (hidrojateamento). E o substrato pode ser: ferro, alumínio, ligas metálicas, vidro, madeira, granito, mármore, louça, plástico ou tecido.
Dentre as aplicações atuais do jateamento estão: limpeza, acabamento, desrebarbamento, shot peening, gravação e decoração. Estas duas últimas aplicações constituem o chamado jateamento artístico (pelo qual começou o processo).



Cabeça de cavalo: objeto de decoração produzido por jateamento artístico sobre vidro.

05 fevereiro, 2007

Pilotagens

Sentindo-se ameaçado pela vizinha Coréia do Norte, que vem realizando experiências atômicas, o Japão resolveu recriar a sua Força Aérea.
A cena ao lado mostra cadetes japoneses sendo treinados em aviões de caça. Na última e mais difícil fase do treinamento, quando eles têm de voar baixo para enganar os radares inimigos.

04 fevereiro, 2007

Fala, Metal

- Eu detesto ficar nesta posição ridícula... para tomar injeção!

Caminhando e aprendendo – 6

TEMPO DOS ARATICUNS
Há cerca de um ano, quando transferi as minhas caminhadas para as trilhas do Parque do Cocó, nesta região de mangue passei a ver um fruto – em abundância – o qual eu ainda não conhecia. O araticum, como me esclareceu uma das monitoras do parque. Um fruto de cor amarela, da casca à polpa, quando em seu estágio maduro. E do tamanho aproximado ao de uma ata, o fruto com que o araticum mais se assemelha. Mas apenas internamente, pelo aspecto dos bagos (embora amarelos e mais consistentes) e das respectivas sementes que são também pretas.
O araticunzeiro é uma árvore de porte médio. Ainda jovem, quando alcança os 2 metros, já começa a ”botar frutos”. Em algumas regiões do país, o que chamam de araticum talvez corresponda à nossa ata (ou fruta-do-conde). Suponho, então, que eu esteja a descrever a espécie do araticum-bravo (Annona glabra), como a árvore que existe em abundância no Parque do Cocó. E que, nestes primeiros meses do ano, encontra-se a exibir a sua carga frutífera.
Passar sob estas árvores carregadas de frutos é uma experiência agradável aos sentidos do corpo. A começar pelo olfato, que momentaneamente se impregna do seu perfume selvagem. Quando um fruto se desprende do araticunzeiro, escuta-se um ruído característico. Produzido por sua queda no alagado onde fica a flutuar, assim como os outros que antes caíram. Mas não são apenas os frutos maduros que caem, os frutos verdes e ainda pequenos também o fazem. E espalham-se em grandes quantidades sob o araticunzeiro. Frutos esses que não se desenvolveram, caíram e não vão cumprir o seu destino.
Não me perguntem o porquê disso. A Natureza tem lá seus mistérios inexplicáveis.

03 fevereiro, 2007

Enfim, o laranja

Nenhum escândalo financeiro no Brasil, desses que ao ouvirmos falar ficamos possuídos de uma santa ira, pode ocorrer sem a participação de um personagem. Genericamente conhecido por laranja.
O laranja, embora seja um beneficiário menor dos recursos desviados, é quem possibilita a consecução do crime financeiro. Além de que, encobrindo o verdadeiro autor do ilícito, contribui para que este se mantenha na impunidade. Não estando nem aí para virar bagaço.
Era um problema: o laranja não ter uma cara conhecida. Sobre a qual pudesse recair a execração pública.
Agora, rompendo com a barreira da imagem, o BPG mostra qual é. Aliás, mostra o corpo inteiro do laranja.
Fiquem de olho nele.

Para refletir – 3

De Honoré de Balzac:
“A burocracia é um mecanismo gigantesco operado por pigmeus.”

02 fevereiro, 2007

Pêndulo parando

movimento isócrono de vaivemvai de isócrono movimento
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Trate-o camaleão


O camaleão é um réptil conhecido por mudar a sua cor para se adaptar ao ambiente, principalmente quando se vê em situação de perigo. Esta estratégia de se confundir com o ambiente que o rodeia, a fim de não ser notado, ajuda-o a se proteger dos potenciais predadores.

N. do E.
Na foto ao lado um camaleão demonstra como é a tal estratégia. Com sucesso apenas parcial, consideremos assim, devido ao baixo nível de tinta em seu cartucho colorido.

01 fevereiro, 2007

A proibição do jateamento de areia

O processo de trabalho com jateamento de areia é uma atividade proibida no Brasil desde janeiro de 2005. Conforme a Portaria de nº. 99/2004, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que estabeleceu a proibição para todo o território nacional.
Ressalte-se que a referida portaria já havia sido precedida por iniciativas proibitórias semelhantes adotadas em alguns estados (Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná).
Mas, por que o MTE proibiu o uso dos sistemas de jateamento de areia no Brasil?
Para responder, eis os aspectos que o MTE levou em consideração quando editou a portaria:
1) o processo gera grande concentração de sílica livre, na fração respirável da poeira que produz, o que significa alto risco de adoecimento por silicose para o trabalhador;
2) as medidas de controle da exposição à sílica durante o jateamento de areia são inadequadas ou insuficientes;
3) já existe tecnologia disponível para a substituição da areia utilizada no jateamento por outros materiais que não contêm sílica.
Portanto, foi uma importante decisão do Ministério do Trabalho e Emprego, tomada em sintonia com os esforços do Programa Nacional de Eliminação da Silicose.

Para ver a portaria clique aqui.

31 janeiro, 2007

Sobre o trabalho - 1

“O trabalho me fascina. Sou capaz de passar horas e horas sentado a vê-lo"
A frase acima é do humorista inglês Jerome K. Jerome (1858 – 1927).
Já a fotografia abaixo – com a identificação do Zé e dos cargos das potestades gerenciais que o cercam – é do blog http://danosse.blogspot.com

Otto Lara

Quando perguntado como estava de uma doença que o afligia: 
- Depois da reforma ortográfica melhorei muito. 

Explicação do editor do BPG: 
Havia sido concluída a reforma ortográfica da língua portuguesa de 1943. Pela qual a asthma, a doença de Otto, fora simplificada para... asma. Então, tinha de melhorar o Otto (que, aliás, não pegou carona na mudança ortográfica para se chamar Oto). 

- Como você pode ter asma? Existe tanto ar...

30 janeiro, 2007

Uma diversão radiológica

Uma das mais espetaculares e influentes invenções foi o aparelho de radiografia. Logo que foi inventado, em 1895, pelo físico alemão Wilhelm Röntgen, ganhou a aceitação do mundo científico. Por se tratar de um aparelho que trazia uma conquista revolucionária para a medicina. Ao permitir que os médicos obtivessem imagens internas dos corpos de seus pacientes, sem precisar abri-los. E, assim, de um modo não invasivo, tornar possível a confirmação de muitos diagnósticos.
Existem poucos seres humanos em sociedades modernas que nunca tenham tirado uma radiografia, como já observou Sabbattini.
No Brasil, a primeira radiografia foi realizada em 1896. E o mérito é atribuído a vários pesquisadores: Silva Ramos, em São Paulo; Francisco Pereira Neves, no Rio de Janeiro; Alfredo Brito, na Bahia e físicos do Pará. Como a história não relata dia e mês, conclui-se que as diferenças cronológicas sejam muito pequenas.
A invenção de Röntgen também chegou a ser utilizada com o fim de diversão. Em 1897, quando um rico comerciante de Recife importou um aparelho para fazer, em suas festas, radioscopias das mãos das senhoras da sociedade local.

Fonte: http://inventabrasilnet.t5.com.br/abreug.htm

29 janeiro, 2007

Entre animes e mangás

Para minha surpresa acabo de saber o que vem fazendo o sobrinho Igor Lucena. Além da “ralação” recente que fez para ingressar numa carreira universitária, um feito por sinal comemorado em família com algumas tesouradas em seu topete. Pois bem, eu soube que Igor vem-se dedicando, há anos e com entusiasmo, a celebrar a cultura oriental dos animes (desenhos animados), mangás (histórias em quadrinhos), artes marciais, músicas e jogos japoneses. Assim é que ele preside a Fundação Cultural Nipônica Brasileira (FCNB), a qual, anualmente, promove em Fortaleza uma Super Amostra Nacional de Animes (SANA). Um evento que vem crescendo, em número de participantes, a cada ano. A ponto de, em sua versão de 2006, o encontro haver reunido cerca de 20 mil aficionados nesse assunto.
Quanto ao SANA 7, previsto para acontecer nos dias 20, 21 e 22 de julho de 2007, no Centro de Convenções de Fortaleza, tudo leva a crer que ultrapassará em sucesso as edições anteriores. Muitas atrações estão sendo agendadas para o evento. Como a presença de Al Rio, um desenhista de HQ, que tem legiões de admiradores.
Muito sucesso nesta empreitada, Igor.

Informações sobre a FCNB e a SANA 7 podem ser obtidas clicando em www.portalsana.com.br

Inédito para um blog

Não recordo haver algum dia mandado fazer cartões de visita. Para divulgar minha vida profissional, por exemplo.
Por esse descuido, acabo de levar uma rasteira do meu blog. Que já fez os seus cartões de visita.
- Foram cem deles, para começar...
Tudo bem, meu blog. A tiragem não assusta. Apenas espero que, ao distribuí-los, não vá cometer vexame. O daquela ridícula dobradinha num dos cantos.

28 janeiro, 2007

Não saia do Tom

“Todas as vezes que o Tom abriu o piano, o mundo melhorou.”

Hoje, às 22:40 horas (hora local de Fortaleza), assista a este especial que a Rede Globo preparou: “Tom Jobim – Eu Sei Que Vou Te Amar”. Inclusive para constatar a veracidade que existe na frase (acima) de Ruy Castro.
O programa, com cenas gravadas em locais que Jobim gostava de freqüentar, terá a apresentação de Camila Pitanga.

A quem pertence o futuro

O futuro é algo totalmente irrevelável no presente. Não me venham com jogos de búzios, cartas do tarô, bola de cristal, horóscopos e outras crendices do gênero. Só vamos saber o que o futuro nos reserva quando estivermos lá. Ah, ledo engano, não vamos. Estaremos diante de uma versão updated do presente. A nos dizer que o futuro outra vez mudou de endereço.
O futuro é nômade.
O futuro se desloca o tempo todo como a linha do horizonte.
O futuro, feito a cenoura pendurada na frente da besta, faz com a alimária caminhe sem parar. Sem alcançá-la.
O futuro é como uma caixa preta. Abre-se, encontra-se outra caixa preta. Ad infinitum.
Por isso, faz parte do meu ceticismo desconfiar da futurologia. Não vejo como se possa saber de fatos que ainda vão acontecer. Embora, para não radicalizar sobre o assunto, eu admita existir uma chance – única – para isto ser possível. Um dia, quem sabe, através da revolução tecnológica, a qual sempre nos surpreende.
A propósito, quem está na frente é o Google.

27 janeiro, 2007

Escuta, Zé Vintém (*)

A Sabesp, que tem como principal acionista o governo do Estado de São Paulo, criou uma adutora até o iFHC, o Instituto Fernando Henrique Cardoso. Ao qual, com o bombeamento tucano de que o órgão público dispõe, já fez chegar quinhentos mil reais. Uma enxurrada de dinheiro, sob as benesses da Lei Rouanet, a fim de que o instituto preserve a memória de seu fundador.
Técnicamente, essa adu(ba)ção financeira é considerada legal. Moral, a meu ver, é que não; são outros quinhentos. Outros quinhentos mil reais, reparo a tempo. A doação não aconteceria se não houvesse uma contrapartida governamental. Chamemos isso de renúncia fiscal.
E FHC mira-se, em parte, no ex-presidente Bill Clinton que tem a sua Organização Não Governamental. Uma ONG com a qual, por exemplo, Clinton ajuda financeiramente a pesquisa da cura da AIDS. Enquanto FHC usa a sua OEG (Organização Ex Governamental) para a auto-contemplação do umbigo – momentos em que se vê um salvador da pátria. E, nesses transes narciso-oníricos, sempre que é interrompido não dá outra. Ele parte para desancar o governo Lula.
É no iFHC que ele guarda os papeluchos de seu inditoso governo. Até que possa digitalizá-los para atormentar a posteridade. E o projeto todo está orçado em 8 milhões de reais.

(*) Zé Vintém é primo de Zé Ninguém. Um pouco melhor na vida do que o segundo Zé, virou contribuinte.

Fonte: terramagazine

Sem queimar o filme

É necessário um esclarecimento.
Ontem, quando comentei a arte da fotografia, não fiz a nota com segundas intenções. Não estava mesmo a pensar sobre as condições de trabalho a que se submete o fotógrafo.
Condições adversas podem acontecer em qualquer profissão.

26 janeiro, 2007

“Velho palhaço”

Ao ler o Caderno 3 do Diário do Nordeste, edição do dia 22, eis que tive a notícia de um amigo dos velhos tempos. Dos anos 60, quando morávamos no bairro de Otávio Bonfim. É o Paulo Gomes. Aproximados pela música popular brasileira, nos encontrávamos muitas vezes para mostrar, um ao outro, as composições que fazíamos. Ele, tradicionalista, compunha sambas, marchas e frevos. Quanto a mim, carregando a mão nos acordes dissonantes, elaborava umas certas canções bossanovísticas. E sonhávamos em vencer festivais
Houve um festival da terra em que Paulo Gomes teve uma música classificada. O xará me convidou para que, ao lado do grande violonista Cláudio Costa, eu o acompanhasse na apresentação. Paulo Gomes, ele mesmo, não tocava qualquer instrumento musical. Compunha as suas músicas a ritmar com as mãos e a cantarolar. Na qualidade de discípulo do Cláudio Costa, eu já dedilhava na época um violão, digamos, rudimentar. Por isso, durante a apresentação da sua música no festival, cuidei de não esquecer o grande detalhe. No palco, posicionar-me de uma forma que pudesse olhar o braço do violão do mestre. E o que ele fez lá, eu fiz cá.
Mas a reportagem do DN fala de um Paulo Gomes que ainda compõe. E que colocou uma marcha-rancho, de nome “Velho Palhaço”, em um festival de marchas carnavalescas no Rio de Janeiro. Já em situação de finalista, depois de concorrer com mais de mil canções, e com possibilidade de sair no Fantástico. Dependendo, é claro, de uma força que os conterrâneos possam dar ao “Velho Palhaço” através da internet.
Parabéns, velho amigo. Ouvi, gostei e já estou a votar.

http://www.globo.com/fantastico

http://globoradio.globo.com/RadioClick/Player/6/0,,KY621122-5941,00.html

A arte da fotografia

Não tenho o costume de fotografar ou de ser fotografado. E não é medo de que a fotografia me roube a alma. É uma espécie de comodismo seletivo. Agravado por um artigo que um dia li, o qual sustentava o seguinte. Aquele que passeia preocupado em registrar as cenas que vai encontrando, essencialmente não as vê. Confiando em que irá vê-las depois em fotos e vídeo.
Concordo em que isso causa divergência. Entre: “o ver agora” e “o ver para sempre”.
E, nessa, não tomo partido. O assunto é polêmico. Além de que eu posso estar mudando o meu comportamento a respeito. Considerando que, a partir de ontem, aderi ao flickr.

25 janeiro, 2007

A pergunta irrespondível

Por mais que analisemos as provas locais, inquiramos a vizinhança, queimemos os neurônios, consultemos as pitonisas e, até mesmo, tiremos par ou ímpar não vamos poder, com segurança, responder esta desafiante pergunta.
Quem estacionou primeiro?