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11 abril, 2026

A melancia enquanto símbolo

A melancia tornou-se um símbolo da identidade palestina porque, quando cortada, a fruta exibe as mesmas cores da bandeira palestina: verde, branco, preto e vermelho. E, como alternativa para driblar a censura e a repressão de Israel contra a a bandeira palestina, representá-la por este símbolo logo se popularizou nas áreas ocupadas e situações de conflitos.
Nesta linha de raciocínio, o emoji da melancia (🍉) também é amplamente utilizado nas redes sociais. A fim de evitar o "shadow banning" (redução de alcance) por algoritmos que suprimem os termos que se relacionam com a causa palestina.

19 outubro, 2019

A rosa-de-Jericó

Um dos itens do acervo do Museu Comendador Ananias Arruda, em Baturité-CE, é uma rosa-de-Jericó. Este exemplar (foto) foi colhido pelo próprio Ananias Arruda, em julho de 1925, em uma peregrinação que fez à Palestina.

Mas o que é a rosa-de-Jericó?
Também conhecida como a flor da ressurreição (Selaginella lepidophylla), é uma planta do deserto que cresce no Oriente Médio e na América Central. Enquanto o ambiente apresenta um mínimo de condições, estas plantas vivem e reproduzem-se como qualquer outra planta, crescendo de forma exuberante e muito rapidamente. Mas, nos períodos em que a terra fica seca e a umidade relativa do ar chega perto de zero, a flor da ressurreição se encolhe toda, formando uma bola que é como vai sobreviver por um longo período sem água. Como não está mais enraizada (suas raízes se soltaram do "corpo") e suas folhas estão secas e enroladas, elas podem ser transportadas pelo vento por quilômetros e quilômetros no deserto, até que encontre um ambiente úmido. Então, em contato com a umidade, a bola abre suas folhas secas e rapidamente "retorna à vida". Clique no link acima para assistir ao vídeo.
Ver também: 
O ruibarbo do deserto - A tamareira da Judeia

21 setembro, 2017

Oração das Mães

A canção "Oração das Mães", nasceu do resultado de uma aliança entre a cantora-compositora Yael Deckelbaum, e um grupo de mulheres corajosas, liderando o movimento de "Women Wage Peace".
O movimento surgiu no verão de 2014 durante a escalada de violência entre Israel e os Palestinos, e a operação militar "Tzuk Eitan".
Em 4 de outubro de 2016, mulheres judaicas e árabes começaram com o projeto conjunto "Marcha da Esperança".
Milhares de mulheres marcharam do norte de Israel para Jerusalém em um apelo à paz. Uma chamada que atingiu seu pico em 19 de outubro, em uma marcha de pelo menos 4.000 mulheres metade delas palestinas, e metade Israelita, em Qasr el Yahud (no Mar Morto do Norte), em uma oração comum pela paz.
Na mesma noite, 15 mil mulheres protestaram na frente da casa do primeiro ministro em Jerusalém.
As marchantes juntaram-se com a vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Leymah Gbowee, que levou ao fim a Segunda Guerra Civil Liberiana em 2003, pela força conjunta das mulheres.
Na canção, Yael Deckelbaum combinou uma gravação de Leymah, tirada a partir de um vídeo do YouTube em que ela tinha enviado sua solidariedade ao movimento.



O Dia da Paz é internacionalmente celebrado em 21 de setembro (hoje).

Ver também: Juntos (vídeo)

30 julho, 2014

O diplomata Paranhos

O brasileiro José Maria da Silva Paranhos Júnior, Barão do Rio Branco (Rio de Janeiro, 20 de abril de 1845 — Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 1912), foi advogado, diplomata, geógrafo e historiador.
É uma das figuras mais importantes da história do Brasil.
Sua maior contribuição ao País foi a consolidação das fronteiras brasileiras, em especial por meio de processos de arbitramento ou de negociações bilaterais, dos quais se destacam três questões de fronteiras:
Palmas
Em 1895, conseguiu assegurar para o Brasil uma boa parte do território dos Estados de Santa Catarina e Paraná, em um litígio contra a Argentina que ficou conhecido como a questão de Palmas. Essa arbitragem foi decidida pelo presidente norte-americano Grover Cleveland.
Amapá
Obteve uma vitória sobre a França, em 1900, a respeito da fronteira do Amapá com a Guiana Francesa, uma causa ganha pelo Brasil numa arbitragem do governo suíço. A fronteira foi definida pelo rio Oiapoque.
Acre
O prestígio obtido nos dois casos anteriores fez com que Rodrigues Alves escolhesse Paranhos para o posto máximo da diplomacia em 1902, quando o Brasil estava justamente envolvido em uma questão de fronteiras, desta vez com a Bolívia.
Esta tentava arrendar uma parte do seu território a um consórcio empresarial anglo-americano. A terra não era reclamada pelo Brasil, mas era ocupada quase que integralmente por colonos brasileiros, que, liderados por Plácido de Castro, resistiam às tentativas bolivianas de expulsá-los, no episódio que ficou conhecido como "Revolução Acreana".
Em 1903, assinou com a Bolívia o tratado de Petrópolis, pondo fim ao conflito dos dois países em relação ao território do Acre, que passou a pertencer ao Brasil mediante compensação econômica e pequenas concessões territoriais. Esta é a mais conhecida obra diplomática de Rio Branco, cujo nome foi dado à capital daquele território, hoje Estado.
Sua morte, durante o carnaval de 1912, alterou o calendário da festa popular naquele ano, para que os brasileiros guardassem luto e lhe rendessem as homenagens.
"Morreu ontem o Barão do Rio Branco. Há dias a sua vida era a agonia prolongada pelos recursos da ciência. A cidade, os estados, o país inteiro, as nações vizinhas, a América, o mundo indagavam ansiosa da saúde do grande homem. E o grande homem caíra para não se levantar. Fora como um imenso soble (sic), que resistindo anos e anos ao vendaval e à intempérie, dominando a vida, de repente estala e cai. Dizer do Barão do Rio Branco uma rápida impressão de dor, de luto, de lágrimas, quando o país inteiro soluça é bem difícil. E sua obra foi enorme e grandiosa. Ele teve duas vidas: a do jornalista de talento que se fez cônsul e a do cônsul que se transformou no maior dos brasileiros pelo seu desinteressado amor à Pátria, e no maior dos diplomatas contemporâneos pelo seu alto espírito, pela alta compreensão da função que exercia. Ele foi o dilatador do Brasil, alargando-o e aumentando-o em terras, graças ao seu engenho, sem um leve ataque à justiça e ao direito." Gazeta de Notícias, 11 de fevereiro de 1912
Por ajudar na consolidação do território nacional, sempre buscando soluções pacíficas para os conflitos com os vizinhos do Brasil, o Barão do Rio Branco é o patrono da diplomacia brasileira. Ele, sem um leve ataque à justiça e ao direito, acrescentou cerca de 900 mil quilômetros quadrados ao território brasileiro.

Manu militari
Ya poca Palestina queda: paso a paso, Israel la está borrando del mapa, Eduardo Galeano

01/08/2014 - Como era a Palestina em 1896
Uma filmagem da Palestina por cinegrafistas contratados pelos irmãos Lumière, em 1896, foi divulgada recentemente graças a Lobster Films. Ela mostra os palestinos de todas as fés - cristãos, judeus e muçulmanos - vivendo, lado a lado, e rezando, lado a lado.