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29 março, 2021

Bem me quer, mal me quer...

É um jogo de origem francesa (no original, effeuiller la marguerite - desfolhar a margarida), em que uma pessoa busca determinar se o objeto de seu afeto retribui esse afeto ou não. A pessoa que joga fala alternadamente as frases "bem me quer" e "mal me quer", enquanto tira uma pétala de uma flor a cada frase.
A frase que falar ao arrancar a última pétala supostamente representa a verdade (entre o objeto de seu afeto amá-lo ou não).

Malmequer
1 O nome dado a várias espécies de plantas da família das Compostas, algumas das quais são também designadas de bem-me-quer, crisântemo, calêndula e margarida.
2 Uma marcha-rancho do carnaval de 1940. Composta por Newton Teixeira e Cristóvão de Alencar, foi imortalizada por Orlando Silva na RCA Victor, em 4 de novembro de 1939 (34544-A,, matriz 33248, lançado um mês antes do carnaval de 40, janeiro). "Eu perguntei a um mal-me-quer / Se meu bem ainda me quer / Ela então me respondeu que não / Chorei, mas depois eu me lembrei / Que a flor também é uma mulher / Que nunca teve coração." Foi também gravada por Nara Leão, Ney Matogrosso e Maria Creuza.

"Oh, querida pequena margarida, venha sussurrar-me suavemente,
E me diga um segredo que estou ansioso para saber.
Seu nome ficará escondido em seu coração de ouro para sempre;
Oh, diga se ela me ama, e sussurre bem baixo."

—Burton Egbert Stevenson,“He Loves Me, Loves Me Not”

Um estudioso excêntrico, as ideias de Craig Conley muitas vezes estão décadas à frente de seu tempo. Ele inventou o conceito de "bichinho virtual" em 1980, quinze anos antes do lançamento do popular "Tamagotchi", no Japão. Seu animal de estimação virtual, na verdade uma flor rara, ainda prospera e atingiu um tamanho incompreensível. 
Ele também inventou uma forma de desfolhar virtualmente a margarida.
Instruções: 1 selecione sexo / 2 escolha uma flor / 3 personalize sua imagem (mostrar a abelha é opcional) / 4 salve e imprima a resposta.
http://www.oneletterwords.com/daisies/

21 maio, 2020

Flor-de-abril

Quando estive de passagem por Martins-RN, uma árvore no Hotel Chalé Lagoa dos Ingás me chamou a atenção. Não tinha visto nenhuma outra parecida com ela, até então, principalmente no aspecto bastante incomum de seus frutos.
Muitos frutos encontravam-se caídos no chão. Peguei um deles: parecia um pequeno coco, tinha uma casca entre o verde e o amarelo, muito rígida, e umas estrias que lembravam soldaduras.
No Lagoa dos Ingás, além da estrutura para a prática do arvorismo, há placas indicativas dos nomes das árvores. Mas aquela não tinha. Então, recorri aos possíveis conhecimentos botânicos de um funcionário do hotel.
Manuseando o exemplar apresentado, ele negou se tratar de um fruto. Por ser de uma árvore que apenas produzia umas flores brancas, conhecida como "flor-de-abril".
Estávamos em novembro. Se não era fruto tampouco era flor. E existe árvore que tem floração e depois não se carrega de frutos?
Foi o que tentei explicar a ele, aparentemente sem convencer.
De qualquer maneira, ele estava correto quanto ao nome que me forneceu. Como pude verificar em uma pesquisa que fiz no gigante de buscas da internet após a minha viagem.
ALTO OESTE POTIGUAR
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Flor-de-abril
Originária da Índia e cultivada no Brasil, a árvore flor-de-abril (Dillenia indica) é também conhecida pelos nomes dilênia, bolsa-de-pastor, árvore-do-dinheiro e como maçã-de-elefante, em países de língua inglesa. Trata-se de uma árvore que alcança até 40 metros de altura, formando uma copa muito abundante de forma piramidal. Suas folhas são verde-claras, com nervuras bem marcadas e medem de 15 a 20 centímetros de comprimento. As flores são solitárias, brancas e se parecem muito com as flores da magnólia-branca. Já os frutos têm formato globoso, alcançando até 20 centímetros de diâmetro, envoltos por gomos carnosos (como se fossem calotas) com cinco sementes. O florescimento da flor-de-abril ocorre de janeiro a outubro e a frutificação de abril a agosto.
Uma curiosidade a respeito desta árvore é que ela teria sido trazida para o Brasil por ordem de D. João VI e tornou-se costume as pessoas encaixarem moedas sob as calotas dos frutos da dilênia - teria vindo daí o nome popular "árvore-do-dinheiro".
Na Índia, os povos tribais de Orissa costumam plantá-las nos quintais para diversas finalidades. As folhas são usadas como lixa para polir madeira e também como copos ou pratos. A madeira é considerada muito boa para lenha. Além disso, por ser dura, resistente e de grande durabilidade, é utilizada em construção naval, rodas hidráulicas, obras imersas em água e carpintaria em geral. Os frutos verdes são cozidos para o preparo de picles. Os gomos, que são espessos, carnosos e côncavos, produzem um suco perfumado, ácido e agradável, que na Índia é usado como tempero e no preparo de bebidas refrigerantes, além de ser recomendado para a fabricação de xarope contra as anginas.
No Panamá, o fruto maduro é comido cru ou cozido e serve ainda para o preparo de doces. Já no Brasil, eles são considerados inconvenientes, sendo aproveitadas somente as folhas e as flores para ornamentação.
Fonte

19 outubro, 2019

A rosa-de-Jericó

Um dos itens do acervo do Museu Comendador Ananias Arruda, em Baturité-CE, é uma rosa-de-Jericó. Este exemplar (foto) foi colhido pelo próprio Ananias Arruda, em julho de 1925, em uma peregrinação que fez à Palestina.

Mas o que é a rosa-de-Jericó?
Também conhecida como a flor da ressurreição (Selaginella lepidophylla), é uma planta do deserto que cresce no Oriente Médio e na América Central. Enquanto o ambiente apresenta um mínimo de condições, estas plantas vivem e reproduzem-se como qualquer outra planta, crescendo de forma exuberante e muito rapidamente. Mas, nos períodos em que a terra fica seca e a umidade relativa do ar chega perto de zero, a flor da ressurreição se encolhe toda, formando uma bola que é como vai sobreviver por um longo período sem água. Como não está mais enraizada (suas raízes se soltaram do "corpo") e suas folhas estão secas e enroladas, elas podem ser transportadas pelo vento por quilômetros e quilômetros no deserto, até que encontre um ambiente úmido. Então, em contato com a umidade, a bola abre suas folhas secas e rapidamente "retorna à vida". Clique no link acima para assistir ao vídeo.
Ver também: 
O ruibarbo do deserto - A tamareira da Judeia

26 janeiro, 2016

O nome da flor

Globularia alypum
Provavelmente, você já passou por alguma flor que lhe chamou a atenção mas da qual não sabia nada, nem o nome. Mas já existe (pelo menos em Portugal) um portal online que lhe indica que flor era aquela – basta responder a algumas perguntas sobre o número de pétalas, como estão unidas e qual a cor.
O portal chama-se Flora-On e é gerido pela Sociedade Portuguesa de Botânica, tendo sido lançado há três anos. O Flora-On sistematiza informações fotográficas e geográficas da flora portuguesa, contando com mais de 2.000 espécies catalogadas e cerca de 199 mil registos geográficos.
Qualquer pessoa pode submeter uma foto de uma planta e as coordenadas da sua localização para confirmar a que espécie ela pertence – com rigor da informação.
Além da identificação das espécies de flores, o site agrega os dados bioclimáticos relacionados com as plantas, como a distância à costa, a temperatura mínima e o índice de continentalidade. Entre os principais utilizadores do portal estão professores e estudantes dos ensinos secundário e superior das áreas ligadas à biologia.
No futuro, a Sociedade Portuguesa de Botânica pretende criar uma aplicação para dispositivos móveis, mas a prioridade será, por enquanto, melhorar o site.

09 abril, 2015

A flor mal cheirosa de Bornéu

A primeira vez que Charles Davis viu uma Rafflesia, ele não podia acreditar que fosse real. Era um dia de calor sufocante no norte de Bornéu, em 1995, e Davis, então um estudante, estava coletando plantas no sopé do Monte Kinabalu. Ele estava estudando a diversidade de plantas, e essa flor, curiosamente emergindo de um emaranhado de cipós, parecia desafiar todas as regras.
Suas flores vermelhas e amarelas brilhantes podem crescer até 3 metros de diâmetro e pesar mais de 15 quilos. Mas, ao contrário da maioria das plantas, a Rafflesia não possui folhas, raízes ou caules. Ela nem sequer pratica a fotossíntese, o método básico de uma planta obter energia. Em vez disso, ela floresce sobre outras plantas, roubando-lhes os nutrientes. As Rafflesia são enormes parasitas.
Adicione-se à descrição o fato de que elas emanam um cheiro de carne podre com o qual atraem os insetos polinizadores. Mas não devem ser confundidas com a Amorphophallus titanum, que tem uma protuberância fálica gigante e que, como aquelas, também cheira muito mal. Ó FLOR!
Em 1818, o cirurgião naval e naturalista Joseph Arnold, um dos primeiros europeus a recolher a Rafflesia, a chamou de "o maior prodígio do mundo vegetal".
Atualmente, graças a estudos do DNA, sabe-se que a Rafflesia evoluiu de plantas com algumas das menores flores do mundo. E que, ao longo de 46 milhões de anos, ela aumentou o tamanho de sua flor em quase oitenta vezes. [condensado]

The Bizarre, Putrid Beauty of the Corpse Flower, Discover

26 março, 2011

Ó flor!

Winston Graça, do site Saco de Gato, me enviou uma Amorphophallus titanum, digo, a imagem de uma planta que tem uma flor peculiar.
Ela cresce a 2 metros de altura e chega a pesar 75 quilos: é a maior flor do mundo!
Ela é também chamada "flor cadáver", devido ao odor de putrefação (lembra o de peixe podre) que a flor exala. Contudo, é com esse mau cheiro que ela atrai os insetos que a polinizam.
Em cerca de 40 anos que a Amorphophallus titanum vive, ela só floresce 3 vezes. Numa prova de que a Natureza é sábia, muito sábia.

05 julho, 2008

Micropoemas do infortúnio - 6

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- Diz-me, florzinha silvestre, de onde provém a tua paz-sabedoria?

- Ah, depois... Deixaste ligado o motor do teu carro.