Um artista japonês criou borrachas que se transformam em homens idosos e carecas na proporção em que são usadas.
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06 janeiro, 2026
03 junho, 2022
O renascimento da borracha
Em uma das minhas últimas viagens a Olímpia (SP), no final da década de 90, quando os tios ainda estavam vivos, constatei com surpresa a plantação de seringueiras em várias propriedades.
Não sei se progrediram.
~ Jaime Nogueira, ao me enviar este artigo de Lúcio Flávio Pinto:
Não sei se progrediram.
~ Jaime Nogueira, ao me enviar este artigo de Lúcio Flávio Pinto:
O renascimento da borracha
Goianésia está se tornando um novo polo de produção de borracha natural no país. Não a Goianésia do Pará, mas a Goianésia do planalto goiano, que já possui 20 mil hectares de seringueiras plantadas. Até algum tempo atrás, essa façanha parecia impossível. A região de cerrado, com um período seco de cinco meses, era um desafio para uma espécie nativa da Amazônia, úmida e seca o ano inteiro.
Pesquisa de duas décadas da Embrapa encontrou uma saída tecnológica para superar essa dificuldade. Não no Brasil, que só usa 15 variedades da planta, mas em dois outros continentes. Da Ásia foram trazidos 63 clones, principalmente da Malásia, da Indonésia e da China. Mais 11 da África, da Costa do Marfim, E só 11 variedades do Brasil. Dos testes, resultaram 14 clones, nenhum deles do nosso próprio país.
O plantio experimental de 3 hectares numa das três propriedades particulares que receberam as mudas deu certo e agora já estão a caminho da produção. Numa delas, de 800 hectares, foram plantadas 386 mil seringueiras. Na expansão, para mais 800 hectares, o plantio será de 400 mil árvores. A produção é de três toneladas por hectare, mais do dobro da média nacional. Goiás será o terceiro maior produtor de borracha, abaixo de São Paulo (com 60% do total) e Minas Gerais.
A Amazônia, berço natural da seringueira, está fora do topo. Nada indica que poderá ter qualquer papel significativo no futuro. Ajustadas para o cerrado, as novas variedades estão consolidando a economia gomífera brasileiro, como mostrou reportagem de 12 minutos do Globo Rural da TV Globo, no domingo passado. O rendimento da borracha supera o da soja e dá um emprego a cada cinco hectares, gerando efeito para trás (na produção de mudas) e para frente (no beneficiamento da borracha bruta).
A natureza puniu a Amazônia neste capítulo, mas o Brasil pode ganhar ainda mais.
~ Publicado em Lúcio Flávio Pinto, em 31/05/2022
Goianésia está se tornando um novo polo de produção de borracha natural no país. Não a Goianésia do Pará, mas a Goianésia do planalto goiano, que já possui 20 mil hectares de seringueiras plantadas. Até algum tempo atrás, essa façanha parecia impossível. A região de cerrado, com um período seco de cinco meses, era um desafio para uma espécie nativa da Amazônia, úmida e seca o ano inteiro.
Pesquisa de duas décadas da Embrapa encontrou uma saída tecnológica para superar essa dificuldade. Não no Brasil, que só usa 15 variedades da planta, mas em dois outros continentes. Da Ásia foram trazidos 63 clones, principalmente da Malásia, da Indonésia e da China. Mais 11 da África, da Costa do Marfim, E só 11 variedades do Brasil. Dos testes, resultaram 14 clones, nenhum deles do nosso próprio país.
O plantio experimental de 3 hectares numa das três propriedades particulares que receberam as mudas deu certo e agora já estão a caminho da produção. Numa delas, de 800 hectares, foram plantadas 386 mil seringueiras. Na expansão, para mais 800 hectares, o plantio será de 400 mil árvores. A produção é de três toneladas por hectare, mais do dobro da média nacional. Goiás será o terceiro maior produtor de borracha, abaixo de São Paulo (com 60% do total) e Minas Gerais.
A Amazônia, berço natural da seringueira, está fora do topo. Nada indica que poderá ter qualquer papel significativo no futuro. Ajustadas para o cerrado, as novas variedades estão consolidando a economia gomífera brasileiro, como mostrou reportagem de 12 minutos do Globo Rural da TV Globo, no domingo passado. O rendimento da borracha supera o da soja e dá um emprego a cada cinco hectares, gerando efeito para trás (na produção de mudas) e para frente (no beneficiamento da borracha bruta).
A natureza puniu a Amazônia neste capítulo, mas o Brasil pode ganhar ainda mais.
~ Publicado em Lúcio Flávio Pinto, em 31/05/2022
09 junho, 2020
A borracha translúcida
Faz aproximadamente 250 anos desde que a borracha foi inventada. Mas, em quase todos esses anos, o parceiro do lápis sempre teve uma falha: você não podia ver o que estava apagando.
Esse problema foi solucionado.
Há cinco anos, a empresa de papelaria Seed, com sede em Osaka, conseguiu criar o conceito da borracha clara. Após anos de pesquisas e testes, a empresa chegou à fórmula perfeita de como produzir o que eles queriam: uma borracha translúcida, porém funcional, que não se desfaz quando usada.
O nome oficial da borracha é Clear Radar. Você poderá encontrá-la nas papelarias de todo o Japão.
Esse problema foi solucionado.
Há cinco anos, a empresa de papelaria Seed, com sede em Osaka, conseguiu criar o conceito da borracha clara. Após anos de pesquisas e testes, a empresa chegou à fórmula perfeita de como produzir o que eles queriam: uma borracha translúcida, porém funcional, que não se desfaz quando usada.
O nome oficial da borracha é Clear Radar. Você poderá encontrá-la nas papelarias de todo o Japão.
(post não patrocinado)
24 agosto, 2017
Lápis com borracha
Hymen L. Lipman nasceu em 20 de março de 1817, em Kingston, Jamaica, de pais ingleses. Ele emigrou com eles para os Estados Unidos em 1829, e residiu na Filadélfia até 1893, o ano em que morreu.
Em 30 de março de 1858, Lipman garantiu o registro da patente US 19783 A para o primeiro lápis com borracha.
Em 1862, Lipman vendeu sua patente a Joseph Reckendorfer por US $ 100.000, que depois processou o fabricante de lápis Faber pela violação de direitos.
Em 1875, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu contra Reckendorfer, declarando a patente inválida porque a sua invenção era na verdade uma combinação de duas coisas já conhecidas sem nova utilidade.
N. do E. - Antes da borracha, migalhas de pão eram usadas para apagar a escrita do lápis.
Em 1770, o Dr. Joseph Priestley fez a primeira menção em inglês de um pedaço de uma substância (borracha) que poderia apagar as marcas do lápis no papel. No final do prefácio à sua obra "Introdução Familiar à Teoria e à Prática da Perspectiva", ele descreveu: "Desde que este trabalho foi impresso, vi uma substância perfeitamente adaptada ao propósito de limpar do papel das marcas de um lápis-de-chumbo-preto (grafite), que deve ser de singular utilidade para quem pratica o desenho, O Sr. Nairne, fabricante de instrumentos matemáticos, em frente ao Royal Exchange, vende uma peça cúbica de cerca de meio centímetro por três xelins, E ele diz que vai durar vários anos".
Ver também: A breve história do lápis.
Em 30 de março de 1858, Lipman garantiu o registro da patente US 19783 A para o primeiro lápis com borracha.
Em 1862, Lipman vendeu sua patente a Joseph Reckendorfer por US $ 100.000, que depois processou o fabricante de lápis Faber pela violação de direitos.
Em 1875, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu contra Reckendorfer, declarando a patente inválida porque a sua invenção era na verdade uma combinação de duas coisas já conhecidas sem nova utilidade.
N. do E. - Antes da borracha, migalhas de pão eram usadas para apagar a escrita do lápis.
Em 1770, o Dr. Joseph Priestley fez a primeira menção em inglês de um pedaço de uma substância (borracha) que poderia apagar as marcas do lápis no papel. No final do prefácio à sua obra "Introdução Familiar à Teoria e à Prática da Perspectiva", ele descreveu: "Desde que este trabalho foi impresso, vi uma substância perfeitamente adaptada ao propósito de limpar do papel das marcas de um lápis-de-chumbo-preto (grafite), que deve ser de singular utilidade para quem pratica o desenho, O Sr. Nairne, fabricante de instrumentos matemáticos, em frente ao Royal Exchange, vende uma peça cúbica de cerca de meio centímetro por três xelins, E ele diz que vai durar vários anos".
Ver também: A breve história do lápis.
14 junho, 2016
Passando o rodo
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| fig. 1 |
Por mais que ele apreciasse o trabalho, ele não gostava do rodo pesado de aço que tinha de usar. Depois de muita tentativas e erros, Steccone desenvolveu uma nova ferramenta em forma de T, feita de bronze, com uma lâmina de borracha de precisão encaixada em uma fenda única, a qual secava as janelas à perfeição.
Ele patenteou sua invenção em 1936, apelidando-a de "New Deal".
Muitas vezes imitado, nunca duplicado, o projeto original de Ettore Steccone se manteve praticamente inalterado desde a sua criação em 1936. O seu segredo estava, e está, na borracha. Com o mesmo sigilo e segurança dos ingredientes que compõem as fórmulas dos refrigerantes, a formulação dos "ingredientes" da borracha de Ettore tem sido cuidadosamente guardada. Pois este é o coração do sistema: a criação de uma navalha afiada com a borda quadrada, macia, suave e consistente que deixa o vidro perfeitamente limpo.
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| fig. 2 |
http://www.ettore.com/professionals/about-us/histroy/
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Limpeza
01 junho, 2015
O desafio da borracha
Os estudantes de uma escola secundária de Connecticut não estão usando lápis somente para tomar notas. Alguns estão esfregando a pele de seus braços e pernas com borrachas de lápis até o ponto da mutilação.Os administradores da escola em Bethel Middle School enviaram recentemente uma carta aos pais dos alunos pedindo que eles conversem com seus filhos sobre um jogo perigoso chamado de desafio da borracha (eraser challenge).
O jogo, explica a carta, envolve crianças que fazem o "apagamento" da pele, enquanto pronunciam as letras do alfabeto (com uma palavra para cada letra). Assim que chegam ao "Z" (de zombie), eles param e, em seguida, compararam os danos que a fricção com a borracha causou na pele.
Como eles compartilham as borrachas, a prática pode ser preocupante para a saúde, pois eles podem compartilhar também os fluidos corporais.
"Muitos terminam o desafio com ferimentos graves em seus braços", diz a professora Doris Murphy. Ela acredita que a pressão dos colegas é a força propulsora responsável pela propagação do jogo.
No entanto, o desafio não é um problema isolado de uma escola secundária em Connecticut. Uma pesquisa no YouTube mostra vídeos de adolescentes em todo o país que lesionam-se a si mesmos com borrachas. Além disso, há relatórios que revelam que o jogo já é praticado há tempos.
N. do E.
O desafio Charlie, Charlie não passa de uma inocente brincadeira diante do desafio da borracha. Feito com dois lápis cruzados sobre uma folha de papel com respostas à disposição de um suposto espírito, o Charlie no máximo provoca algum susto ou carreira nos praticantes. Acha John Walkenbach que um sopro sutil já explica 95 por cento dos casos, ficando os 5 por cento restantes para os demônios em geral. Concordo com ele.
Paulo Gurgel
ComentárioNão sou freudiano porque não acredito na psicanálise, que considero pseudociência, mas alguma coisa deve estar errada em uma sociedade onde tantos de seus jovens demonstram tão frequentemente ímpetos destrutivos e, principalmente, autodestrutivos.
Crianças e adolescentes suicidas, com "experimentos" sado-masoquistas como este eraser challenge, ou a se cortar com giletes, ou a atirar contra colegas de escola, não são coisas para se negligenciar. Algo tem que estar profundamente errado na sociedade, para que tantos jovens, comprovadamente o segmento social mais emocionalmente vulnerável nas sociedades, queiram destruir a si e ao mundo que os rodeia.
Roberto F da Costa, do blog Ciência, Política e Religião
24 fevereiro, 2015
ASSISTA: massa de borracha come um ímã
Isto não é uma cena da vida animal em que o maior engole o menor.
Você está vendo uma massa de borracha magnética ($13.00 na Amazon) arranjando-se em torno de um ímã de neodímio.
A massa, que foi tornada magnética pela adição de milhões de partículas de óxido de ferro, "procura" distribuir-se, do modo mais uniforme possível, em torno do neodímio, que é um ímã forte para o seu tamanho (poderia apagar tarjas magnéticas de cartões de crédito por exemplo).
Este time-lapse resume em 52 segundos um vídeo que dura 90 minutos.
WATCH: Magnetic silly putty eats a magnet, Boing Boing
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