"Depois de assistir a todos os filmes Matrix, conclui que estive diante do inacreditável. O tempo que eles passam em computadores e o Adobe não pede uma só vez para ser atualizado." ~ Jonco Stl
Em Passa Sete, município do Vale do Rio Pardo, RS, para cumprir a exigência da ANATEL quanto ao número de telefones fixos por município (quatro aparelhos por mil habitantes), a Oi instalou recentemente 15 novos orelhões.
O curioso é a localização de alguns destes telefones.
Nove deles foram colocados no meio de um matagal, atrás da sede da prefeitura, bem ao lado de uma antena de telefonia. A casa mais próxima fica a cerca de 300 metros. Outros dois orelhões foram instalados em frente ao cemitério da cidade, onde antes já havia dois. Outros três foram colocados em frente a uma loja de roupas, onde já havia um. Etc.
Nesta semana, a prefeitura resolveu pedir explicações sobre os critérios da operadora para a escolha destes locais.
A operadora deve achar que o orelhão é um órgão condenado ao desaparecimento, assim como o apêndice vermiforme e os dentes do siso. Ela está à frente do nosso tempo, Nelson.
Números de telefones aparecem em canções e talvez o mais memorável deles seja o que aparece em Pennsylvania 6-5000, de Glenn Miller. Hoje, o número existe como (212) 736-5000 através do qual você pode chamar o Hotel Pennsylvania, do título da canção. E conferir que o hotel tem o número de telefone por mais tempo em uso contínuo em Nova Iorque.
Outros números que surgiram em músicas (para o desgosto das pessoas que possuem esses números com códigos de área diferentes) incluem: o 867-5309/Jenny, de Tommy Tutone e, mais recentemente, o 489-4608, que Alicia Feys mencionou na música Diary, como sendo o número de seu telefone, com isso provocando uma grande excitação entre seus fãs.
No Brasil
É imbatível o 344333, citado por Noel Rosa em Conversa de Botequim. Fez tanto sucesso que a empresa telefônica da época acabou ficando com o número para fazer uma propaganda.
"Conversa de Botequim", um samba da parceria Noel-Vadico, foi originalmente gravado pelo próprio Noel Rosa na Odeon (11257-B, matriz 5135), em 1935. Seu sucesso permanente é comprovado pelo grande número de intérpretes que o regravaram: Aracy de Almeida, Dolores Duran, Jorge Veiga, Moreira da Silva, Martinho da Vila, Dóris Monteiro...
Comentário
Se não me engano, creio que em uma música de Gabriel o Pensador foi citado um número que provocou certo reboliço. Não me lembro bem.