Um policial de Detroit, insatisfeito porque a placa quadrada de "STOP" era confundida com outras sinalizações, cortou seus cantos e criou o formato octogonal. A ideia se popularizou nos Estados Unidos e, em 1953, tornou-se o padrão internacional: um octógono amarelo.
Apenas um ano depois, químicos da indústria americana desenvolveram uma tinta vermelha refletiva mais durável, e os engenheiros de trânsito decidiram que o vermelho combinava melhor com os semáforos.
E assim, sem mais, Washington mudou de amarelo para vermelho, obrigando, mais uma vez, o resto do mundo a se adaptar.
Hoje, segundo cálculos feitos por Daniel Immerwahr (autor de "How to Hide an Empire"), os países que adotam a placa octogonal vermelha representam 91% da população mundial, incluindo a Coreia do Norte.
E, no entanto, os Estados Unidos se reservam o direito de ignorar os padrões que não são convenientes para eles.
O exemplo mais claro é o sistema métrico, um projeto nascido na França antes de Washington atingir sua maturidade industrial.
Os Estados Unidos, praticamente sozinhos entre as nações, nunca sentiram obrigação de adotá-lo.
É por isso que, para a maior parte do planeta, o futebol é jogado em um campo com 100 metros de comprimento, conforme o padrão da FIFA, enquanto nos Estados Unidos o futebol americano é disputado em um campo da NFL com 100 jardas.
Fonte: BBC NEWS BRASIL
Arquivo: O sinal de PARE (1)

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