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12 outubro, 2024

A mais antiga corrida de escadas

Na última quinta-feira (10), o Empire State Building (ESB) sediou sua 46ª Corrida Vertical (Run-Up). Em várias baterias designadas, mais de 650 corredores de todo o mundo subiram os 1.576 degraus do edifício para alcançar a linha de chegada no icônico 86º andar do Observatório.
Ryoji Watanabe, do Japão, ficou em primeiro lugar na Elite Masculina com o tempo de 10:34, logo à frente de Wai Ching Soh, da Malásia, em segundo lugar, e Fabio Ruga, da Itália, em terceiro.
Monica Carl, da Alemanha, ficou em primeiro lugar na bateria da Elite Feminina com o tempo de 13:30, à frente de Yuko Tateishi, do Japão, em segundo, e Verena Schmitz, da Alemanha, em terceiro.
Mais informações sobre a Corrida Vertical do ESB podem ser encontradas aqui.

19 agosto, 2021

Biomimética - 2

É a ciência que estuda a natureza, seus modelos, sistemas, processos e elementos e, em seguida, imita ou tira inspiração criativa deles para resolver problemas humanos de forma sustentável.
Os cupins no Zimbábue constroem montes gigantescos dentro dos quais cultivam um fungo que é sua principal fonte de alimento. O fungo deve ser mantido a exatamente 87 graus F, enquanto as temperaturas externas variam de 35 graus F à noite a 104 graus F durante o dia. Os cupins alcançam esse feito notável abrindo e fechando constantemente uma série de aberturas de aquecimento e resfriamento ao longo do monte ao longo do dia. Com um sistema de correntes de convecção cuidadosamente ajustadas, o ar é sugado na parte inferior do monte, descendo para cercados com paredes lamacentas e subindo por um canal até o pico do monte de cupins. Os laboriosos cupins cavam constantemente novas aberturas e fecham as antigas para regular a temperatura.


O edifício Eastgate Center, em Harare, Zimbábue, em grande parte feito de concreto, possui um sistema de ventilação que funciona de maneira semelhante. O ar externo que é aspirado é aquecido ou resfriado pela massa do edifício, dependendo de qual está mais quente, o concreto do edifício ou o ar. Em seguida, é ventilado para os andares e escritórios do edifício antes de sair pelas chaminés no topo. O complexo também é composto por dois edifícios lado a lado separados por um espaço aberto coberto por vidro e aberto à brisa local.
O ar é continuamente sugado deste espaço aberto por ventiladores no primeiro andar. Em seguida, ele é empurrado para cima nas seções verticais de suprimento de dutos que estão localizadas na coluna central de cada um dos dois edifícios. O ar fresco substitui o ar viciado que sobe e sai pelas portas de exaustão nos tetos de cada andar. Por fim, ele entra na seção de exaustão dos dutos verticais antes de ser liberado para fora do prédio pelas chaminés.
O Eastgate Center usa menos de 10% da energia de um edifício convencional do seu tamanho. Essas eficiências se traduzem diretamente no resultado final: os proprietários da Eastgate economizaram US $ 3,5 milhões apenas por causa de um sistema de ar condicionado que não precisou ser implementado. Além de serem ecoeficientes e melhores para o meio ambiente, essas economias também chegam aos inquilinos, cujos aluguéis são 20% mais baixos do que os dos ocupantes dos prédios ao redor.
Quem poderia imaginar que a replicação de designs criados por cupins não apenas forneceria uma solução sólida de controle do clima, mas também a maneira mais econômica para os humanos funcionarem em um contexto desafiador?

Green Building in Zimbabwe Modeled After Termite Mounds, INHABITAT

26 maio, 2018

O gafanhoto dourado

Oficialmente aberto pela rainha Elizabeth em 1571, o edifício da Royal Exchange foi construído por Sir Thomas Gresham para tornar disponível um lugar de negociação para os comerciantes. Durante o século 17, no entanto, os corretores de ações foram proibidos de entrar na Royal Exchange, devido a seus maus modos, e foram forçados a operar a partir de outros edifícios nas proximidades.
O prédio original foi destruído no Grande Incêndio de Londres e, projetado por Edward Jarman, foi substituído por outro edifício que abriu em 1669.
Infelizmente, a segunda versão foi destruída em outro incêndio, em 1838.
O terceiro e atual prédio da Royal Exchange foi projetado por William Tite, sensivelmente imitando a arquitetura do original de Gresham e, ao mesmo tempo, incorporando um projeto clássico inspirado no Panteão de Roma.
O gafanhoto de cobre dourado que faz as vezes de um catavento no topo do Royal Exchange incrivelmente sobreviveu aos dois incêndios. Sir Gresham, que usava o gafanhoto (não esse) como uma insígnia da família, considerava-o um símbolo da boa sorte.

http://www.dorothearestorations.com/case-studies/royal-exchange-grasshopper-weather-vane
https://lostcityoflondon.co.uk/tag/royal-exchange/


Aos tempos bicudos

21 março, 2018

O Edifício do Alfabeto

Arquitetos holandeses criaram um design único para o ALFABETGEBOUW de Amsterdã, um prédio de escritórios para pequenas e médias empresas da área de criatividade. No lado leste do prédio, uma série de janelas pontilhadas exibe o número do prédio (52) na rua, e, no lado norte, a forma de cada janela identifica a unidade de cada inquilino.


Para que o alfabeto se encaixasse em uma fachada de 6 × 4, eles tiveram que omitir duas letras: Q e I. Nenhum problema, "o QI está dentro do prédio".

14 agosto, 2017

Uma demonstração da segurança do elevador

Em 23 de março de 1857, a Otis Elevator Company completou a primeira instalação comercial de elevadores de passageiros em uma loja de departamentos de cinco andares, a E. V. Haughwout Company (*), na esquina da Broome Street com a Broadway, onde é atualmente o distrito de SoHo, em Nova Iorque. Depois das vendas muito lentas, nos primeiros anos da empresa, a Otis decidiu fazer uma demonstração dramática no New York Crystal Palace, um grande salão de exposições construído para a Feira Mundial de 1853.
Empoleirado numa plataforma móvel bem acima da multidão, no Palácio de Cristal de Nova Iorque, um mecânico pragmático (o próprio Otis, ao que parece) chocou a multidão quando cortou dramaticamente a única corda que suspendia a plataforma em que estava. A plataforma caiu alguns centímetros, mas em seguida parou. Seu novo e revolucionário freio de segurança funcionara, impedindo que a plataforma caísse no chão.
- Tudo bem, cavalheiros! - proclamou o homem.
A demonstração de Otis teve o efeito desejado. Ele vendeu sete elevadores naquele ano, e quinze no ano seguinte.
HT Rick Brutti @ Rbrutti

(*) Este foi um dos vários aspectos em que o Edifício EV Haughwout (na gravura) foi um projeto pioneiro. O prédio teve o primeiro elevador de passageiros bem sucedido do mundo, um elevador hidráulico projetado para o edifício por Elisha Graves Otis. Custou US $ 300, desenvolvia uma velocidade de 0,2 metros por segundo, e era movido por uma máquina a vapor instalado no porão. Embora a estrutura de cinco andares não fosse mais alta do que outros edifícios da época, e não precisasse de um elevador, Haughwout sabia que as pessoas viriam para ver a nova novidade e ficariam para comprar mercadorias.

05 dezembro, 2016

A cidade em que todos vivem no mesmo prédio

Situado na costa sul do Alasca, Whittier é uma cidade com uma população de 220 ​​habitantes – com todos vivendo no mesmo edifício.
Construída após a Segunda Guerra Mundial, Torre Begich (foto), com 14 andares, inclui 150 apartamentos, correios, um supermercado, uma locadora de vídeos, o escritório do prefeito etc.
Somente a escola está em outra instalação, embora seja ligada ao prédio residencial por um túnel para que as crianças possam ir às aulas em mangas de camisa, mesmo no mais rigoroso inverno.


Microsiervos c/ vídeo
Whittier, el pueblo cuyos habitantes viven todos en el mismo edificio
Cribeo c/ vídeo
Hay un pueblo en Alaska donde todos los habitantes viven en el mismo edificio

25 agosto, 2011

O primeiro edifício "verde" de NY

A Heast Tower, em Nova Iorque, é um exemplo de inovação em design e tecnologia. Foi o primeiro edifício de Manhattan a receber a medalha de ouro do programa Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), do US Green Building Council, em 2006.
A Hearst Tower definitivamente não é um prédio convencional. Sua estrutura é composta por um sistema denominado diagrid, palavra da língua inglesa composta pela junção de duas outras: grade e diagonal. Esse sistema estrutural é uma malha diagonal de alta eficiência em termos de peso, pois necessita de cerca de 20 por cento menos de aço do que uma armação estrutural convencional. Tal permitiu uma economia de aproximadamente 2.000 toneladas do material.
A torre de 42 andares foi projetada para consumir 25 por cento menos de energia do que os prédios situados nas redondezas. As fachadas de vidro permitem a entrada de luz natural em todos os andares. Painéis de vidro em seus espaços internos geram uma leveza visual, dando a impressão de que o edifício flutua. A automação da luz foi minuciosamente estudada. No interior dos escritórios existem sensores que controlam a quantidade de luz artificial necessária em cada momento do dia. A economia de energia a cada ano equivale a uma retirada de 174 carros das ruas.
Seu telhado possui um sistema de coleta de água das chuvas. Essa água é armazenada no subsolo e reutilizada no próprio edifício. Um dos pontos de reutilização está no lobby do edifício, onde fica uma queda d’água projetada com a função de umidificar o ambiente e amenizar a temperatura interna. O sistema de aproveitamento da água pluvial reduz a emissão de água para os esgotos da cidade em 25 por cento.
Com o novo edifício, o império Hearst reuniu pela primeira vez sob o mesmo teto publicações de sucesso como Cosmopolitan, Esquire, Marie Claire e Harper's Bazaar, entre outras.

Ler este artigo (completo) de Izabela Americano, em Obvious.