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29 junho, 2025

Homenagem a Hélio Delmiro

Uma homenagem póstuma ao grande violonista Hélio Delmiro (20/05/1947 - 16/06/2025).
Ele acompanhou e tocou com grandes artistas da música popular brasileira: Elis Regina, Milton Nascimento, Nana Caymmi, Rosa Passos, César Camargo, Nelson Faria e muitos outros.
Neste vídeo:

Gafieira n.º 2, de Flavio Silva

Flavio Silva (Fender Rhodes)
Hélio Delmiro (violão)

18 junho, 2023

"Quase Apaixonado"

Gravada para o filme "Live a Little, Love a Little" ("Viva um Pouquinho, Ame um Pouquinho", no Brasil), foi lançada em single em 3 de setembro de 1968. A composição somente instrumental de Luiz Bonfá (Moonlight in Rio, Luar no Rio) ganhou letra de Randy Starr (Almost in Love, Quase apaixonado) e tornou-se a única música de um brasileiro a ser gravada por Elvis.
Your lips were made for kisses so tender / I'm almost in love tonight / When we are close, my heart says 'surrender' / I'm almost in love tonight.
And here, under the spell of evening / I long to hold you tight / Heaven is near, why think of tomorrow? / I'm almost in love tonight.
It may be just the spell of evening / I long to hold you tight / Heaven is near, why think of tomorrow? / I'm almost in love tonight.

http://www.elvispresleyindex.com.br/2018/07/letra-e-traducao-almost-in-love.html



Luiz Floriano Bonfá (1922, RJ - 2001, EUA)
Começou a tocar violão ainda menino, de forma intuitiva. Mais tarde, estudou violão erudito com o maestro uruguaio Isaías Savio, de cuja orquestra fez parte. Interpretando uma peça erudita de Francisco Tárrega, classificou-se em 3º lugar em um concurso de violonistas promovido pelo programa "Hora do guri". Mudando-se para São Paulo, passou a se interessar pela música popular.
No ano seguinte, entrou para a Rádio Nacional, levado pelo também violonista Garoto, com quem tocava no programa "Clube da bossa" e através de quem se familiarizou com a harmonia característica da bossa nova.
De 1946 a 1952, integrou o conjunto Quitandinha Serenaders. Com a dissolução do grupo, iniciou sua carreira solo como violonista.
Em 1956, foi o violonista da gravação da trilha sonora da peça "Orfeu da Conceição", de Vinicius de Moraes, e, em 1962, participou do histórico Festival de Bossa Nova, realizado no Carnegie Hall de Nova Iorque.
Compôs músicas para os filmes "Chico Viola não morreu" (1955), de Román Barreto, "Orfeu do Carnaval" (1959), de Marcel Camus, e "Os cafajestes" (1962), de Ruy Guerra.
No final da década de 1960, mudou-se para os Estados Unidos, onde, na década de 1970, atuou com Eumir Deodato, voltado para o repertório do jazz, gravando vários discos, com destaque para "Introspection" (1972), considerado um álbum clássico do violão solo.
No final dos anos 1980, voltou a gravar no Brasil, embora continuasse a lançar discos no mercado norte-americano.
Constam também da relação dos intérpretes internacionais de suas músicas Frank Sinatra, Sarah Vaughan, George Benson, Tony Bennett e Julio Iglesias. E teve músicas gravadas por Nora Ney ("De cigarro em cigarro"), Angela Maria ("A chuva caiu"), Agostinho dos Santos ("Manhã de Carnaval"), Maísa, Edu Lobo, Djavan e vários outros artistas brasileiros.
Entre suas composições mais conhecidas, estão os clássicos "Manhã de Carnaval" e "Samba de Orfeu", ambas c/ Antônio Maria, além de "A chuva caiu" (c/ Tom Jobim), "Correnteza", "De cigarro em cigarro", "Menina flor" e "Mania de Maria" (c/ Maria Helena Toledo, sua esposa).
Faleceu em 2001, nos Estados Unidos, onde era considerado um músico de qualidade e prestígio.
Extraído de: Luiz Bonfá - Dicionário Cravo Albin da MPB
http://youtu.be/ftG-z8GMaw8 c/ Perry Como
http://youtu.be/nxnUZqYGG-8 c/ Charlie Byrd

02 agosto, 2020

As unhas de gel do Yamandu

As unhas são uma questão existencial para o violonista. Nada pior do que quebrar uma unha em dia de concerto.
O maior violonista do Brasil, Yamandu Costa, mostra neste vídeo como faz suas unhas.
Profissionalismo é isso aí!


Canja: Menino Baden

Comentário de um internauta:
Grande Yamandu, fico pensando como Andreas Segóvia era genial. Em seu tempo era à unha natural mesmo, além de cordas feitas de tripa que desafinavam e quebravam facilmente. Aliás, foi dele a ideia de fazer cordas de monofilamento de nylon, ao conhecer um fabricante dessas linhas. Numa conversa, Segóvia teria cogitado a ideia, e o fabricante pediu algumas cordas de tripa que Segóvia dolorosamente cedeu. Um mês depois, o sujeito voltou com as cordas nas bitolas sugeridas por Segóvia, e o resto é história. Abraço.

01 janeiro, 2016

Música e gatos

"Existem duas maneiras de nos refugiarmos das misérias da vida: música e gatos." ~ Albert Schweizer
Mas não são excludentes.



O gato de Pavlov

11 abril, 2010

Adeus a José Renato

Era José Renato, com seu violão de 7 cordas, um dos integrantes do "Cordas Que Falam", o grupo regional em maior evidência no Ceará. Dentre as atuações do grupo, está a de se apresentar no programa "Ontem, Hoje e Sempre", exibido semanalmente pela TVC, nas noites das quintas-feiras.
Morreu José Renato, dia 6. A notícia foi dada em primeira mão por Nonato Albuquerque, em seu Gente de Mídia.
Não o conheci. Mas ver José Renato tantas e tantas vezes, no programa da televisão comandado por Augusto Borges, foi como se o tivesse conhecido. Nele eu discernia um mestre na execução do violão de 7 cordas, como poucos no país.
Homenageando-o, um primo do violonista postou este vídeo em que ele aparece tocando no Boteco, um dos bares de Fortaleza. José Renato é o primeiro à direita.