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18 janeiro, 2026

Nos quatro cantos da Terra

O planeta Terra é dividido em quatro hemisférios: Norte, Sul, Leste e Oeste, que são determinados pela Linha do Equador e por um círculo formado pelo Meridiano de Greenwich e seu antimeridiano. E só um país em todo o globo está localizado em todos os hemisférios.
É Kiribati, que fica no centro do Oceano Pacífico, bem na linha do Equador.
Este país é composto por 33 ilhas de recifes e atóis coralinos, todas espalhadas pelos hemisférios Norte, Sul, Leste e Oeste. É isso que torna possível sua presença nos quatro cantos do mundo.
Consideravelmente isolado, Kiribati não tem fronteiras terrestres em sua pequena extensão de cerca de 811 quilômetros quadrados. E sua população é formada por cerca de 100 mil habitantes, que ocupam 20 de suas 33 ilhas.
Mesmo estando nos quatro cantos da Terra, as ilhas do arquipélago de Kiribati correm o risco de desaparecer. Isso pode acontecer devido ao aumento do nível do mar, associado às mudanças climáticas. E a expectativa é de que suas ilhas sejam engolidas pelo oceano em 10 ou 15 anos, o que pode deixar sem lar seus mais de 100 mil habitantes.
Além de Kiribati, outras nações insulares, como as Maldivas, Tuvalu, Nauru e as Ilhas Marshall, correm o risco de se tornarem inabitáveis até 2100, justamente por acabarem debaixo d’água. Isso pode afetar até 600 mil pessoas.
Em 2022, o Ministro da Justiça de Tuvalu, Simon Kofe, gravou um discurso para um vídeo que foi exibido na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26) usando terno e gravata, mas dentro do mar, com água até os joelhos.


"Estamos afundando."

11 fevereiro, 2022

Não à barbárie

Por: Fernando Gurgel Filho

Cruzamos os braços, frente à guerra,
Sem gritar "NÃO" às alianças militares.
Não precisamos de armas, de assassinatos...
Queremos um mundo de alianças escolares.

Ao invés de confrontos e becos sem saída,
Em cada cidade milhares de professores.
Ao invés de autômatos para se matarem,
Precisamos de muita paz e mais doutores

Que tal uma quarentena profilática
De quarenta anos sem armas nucleares?
E mais quarenta sem arma nenhuma,
Apenas escolas, livros e saberes?

30 setembro, 2017

Por essa eles não esperavam!

Uma "mancha de petróleo", de 24 metros de comprimento e 14 metros de largura, apareceu na manhã desta quinta-feira, 28, na porta da Total, no Rio de Janeiro.


Nós, ativistas do Greenpeace, levamos esta mancha até a frente da empresa que quer extrair petróleo próximo aos Corais da Amazônia. E, assim, colocar o bioma marinho local em risco, em caso de um derramamento.
Thiago Almeida, do Greenpeace

26 setembro, 2017

Roupas com a Quarta Emenda

São roupas de baixo que trazem escrita em tinta metálica os termos da Quarta Emenda à Constituição dos Estados Unidos. A Quarta Emenda é a que proíbe a realização de busca e apreensão, sem que haja um motivo razoável e um mandado judicial baseado em causa provável.
Estas roupas, em geral camisetas e cuecas, estão sendo usadas por pessoas que desejam protestar, ainda que silenciosamente, contra o que consideram uma violação de seus direitos ao passarem pelos scanners dos aeroportos


A regra da exclusão segundo a emenda
Evidências descobertas como resultado de uma busca ou apreensão ilegais são consideradas como "frutos da árvore venenosa", ou seja, se a fonte da prova (a "árvore") se corrompe, então qualquer coisa que venha dela (o "fruto") também estará corrompido. E será inadmissível em julgamentos criminais.
http://cargocollective.com/4thamendment

25 abril, 2017

Palavras de ordem

Uma multidão protesta do lado de fora de uma Faculdade de Física.
Eles gritam palavras de ordem:
"O que nós queremos?"
"Viagem no tempo!"
"Quando queremos?"
"Irrelevante!"
Palavras de ordem - Palavra ou conjunto de palavras que serve para marcar uma posição para reivindicar algo, geralmente pela repetição.

ENTREMENTES 
ATINGIU ONTEM A MARCA DE 1 MILHÃO DE VISUALIZAÇÕES

12 outubro, 2015

O protesto das mães lactantes

Em julho (4), cerca de 40 mães que amamentam se reuniram em frente ao Lobby Hobby, em Orem, Utah, para pressionar a loja a educar os funcionários sobre os direitos legais das mães que amamentam. Isso resultou de um incidente que Brenda Morgan, uma mãe lactante, teve com o gerente da loja.
Brenda perguntou ao gerente onde ficava o local em que ela podia amamentar o filho, quando o gerente lhe indicou o banheiro. Ela disse: "Você come no WC?". E o gerente respondeu que não. Então, ela disse: "Exatamente... e nem meu filho".
Brenda afirma que o funcionário ameaçou retirá-la da loja.
Ela quer um pedido de desculpas e que a loja passe a reconhecer os direitos das mães que amamentam. Hobby Lobby ainda não comentou sobre esse protesto das mães lactantes.

"When Nurture Calls" (Quando a Nutrição Chama)
Três cartazes de uma campanha feita por estudantes da University of North Texas, com o intuito de fazer aprovar um projeto de lei que tramita no Congresso dos EUA sobre a amamentação em locais públicos 

Em São Paulo, as mulheres têm o direito de amamentar em público garantido por lei. O prefeito Fernando Haddad sancionou, em 14 de abril de 2015, a lei que garante o aleitamento materno em qualquer estabelecimento de São Paulo. Quem constranger ou proibir a mãe de amamentar seu filho em público pagará multa de R$ 500. Em caso de reincidência, o valor dobra. O local não precisa ter área específica para amamentação.
"Todo estabelecimento localizado no município de São Paulo deve permitir o aleitamento materno em seu interior. Para fins desta lei, estabelecimento é um local, que pode ser fechado ou aberto, destinado à atividade de comércio, cultural, recreativa ou de prestação de serviço público ou privado", diz um trecho da lei.

O aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e até os dois anos ou mais, em conjunto com outros alimentos, traz resultados fantásticos para a saúde da mãe e do bebê.

26 janeiro, 2015

Banho coletivo na casa do Alckmin

A associação de consumidores PROTESTE está convocando a população para um "banho coletivo" no Palácio dos Bandeirantes, casa do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).
O evento está marcado para esta segunda-feira (26), a partir das 10 horas.



Geraldo na Bíblia das Celebridades

27/01/2015 - Atualizando...
Saiu o Plano Emergencial do Governo de SP. Fomos: "de não existe problema algum". Para: "cinco dias sem água por semana". Incrível! ~ Miguel Nicolelis

10 outubro, 2012

AO POVO BRASILEIRO

No dia 12 de outubro de 1968, durante a realização do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, fui preso, juntamente com centenas de estudantes que representavam todos os estados brasileiros naquele evento. Tomamos, naquele momento, lideranças e delegados, a decisão firme, caso a oportunidade se nos apresentasse, de não fugir.
Em 1969 fui banido do país e tive a minha nacionalidade cassada, uma ignomínia do regime de exceção que se instalara cinco anos antes.
Voltei clandestinamente ao país, enfrentando o risco de ser assassinado, para lutar pela liberdade do povo brasileiro.
Por 10 anos fui considerado, pelos que usurparam o poder legalmente constituído, um pária da sociedade, inimigo do Brasil.
Após a anistia, lutei, ao lado de tantos, pela conquista da democracia. Dediquei a minha vida ao PT e ao Brasil.
Na madrugada de 1º dezembro de 2005, a Câmara dos Deputados cassou o mandato que o povo de São Paulo generosamente me concedeu.
A partir de então, em ação orquestrada e dirigida pelos que se opõem ao PT e seu governo, fui transformado em inimigo público numero 1 e, há sete anos, me acusam diariamente pela mídia, de corrupto e chefe de quadrilha.
Fui prejulgado e linchado. Não tive, em meu benefício, a presunção de inocência.
Hoje, a Suprema Corte do meu país, sob forte pressão da imprensa, me condena como corruptor, contrário ao que dizem os autos, que clamam por justiça e registram, para sempre, a ausência de provas e a minha inocência. O Estado de Direito Democrático e os princípios constitucionais não aceitam um juízo político e de exceção.
Lutei pela democracia e fiz dela minha razão de viver. Vou acatar a decisão, mas não me calarei. Continuarei a lutar até provar minha inocência. Não abandonarei a luta. Não me deixarei abater.
Minha sede de justiça, que não se confunde com o ódio, a vingança, a covardia moral e a hipocrisia que meus inimigos lançaram contra mim nestes últimos anos, será minha razão de viver.

Vinhedo, 9 de outubro de 2012