Para o grão pipocar, são necessários três fatores: grande quantidade de água em seu interior, bastante amido e um pericarpo (a casca) duro e resistente. Quando aquecida, a água encapsulada vira vapor, mas não consegue escapar.
Aos poucos, a pressão interna do grão aumenta até ao ponto de romper a casca, causando uma explosão. Quando o amido gelatinoso do interior entra em contato com o ar externo, ele esfria rapidamente e assume a forma sólida e fofinha que comemos.
A pipoca de milho é boa para isso porque o grão tem uma boa quantidade de amido e água, o que o permite crescer um bocado. Outros grãos, como sorgo e sagu, também se transformam em pipocas maiores que seus grãos, apesar de ainda não expandirem tanto quanto o milho.
Ingredientes como quinoa, arroz selvagem e amaranto também pipocam, mas a quantidade de amido em seu interior é menor, de modo que as pipocas não são muito maiores que os grãos em si. Esses alimentos podem ser usados por chefs para decorar e trazer crocância a pratos e saladas, por exemplo.
Para 22/02/2021
Neste dia de 1630, a pipoca foi apresentada aos colonos ingleses de Massachusetts por Quadequina (não confundir com Cauda Equina), irmão do cacique iroquês Massasoit. Como contribuição para o jantar de Ação de Graças, Quadequina trouxe um saco de pele de camurça contendo vários alqueires de "milho estourado".
A pipoca é um lanche feito a partir de uma variedade especial de milho, o milho-pipoca (Zea mays everta), que estoura quando aquecido. Ao aquecer de maneira rápida os grãos desse milho (que são menores do que os grãos do milho comum), sua umidade interna é convertida em vapor. Num determinado ponto, a pressão estoura a casca externa, transformando a parte interna numa massa pouco consistente de amidos e fibras.
Os nativos americanos cultivaram o milho-pipoca por mais de mil anos antes da chegada dos exploradores europeus. Em 1964, pesquisadores cavando no sul do México descobriram uma pequena espiga desse tipo de milho, com 7.000 anos de idade.
O Brasil é o segundo maior produtor de milho-pipoca do mundo. Boa parte da produção, cerca de 220 mil toneladas, fica no próprio país, para consumo interno. A outra parte é exportada. O cultivo é concentrado na região da Chapada dos Parecis, oeste de Mato Grosso.
Fontes
Kane, Famous First Facts, p. 481 http://twitter.com/i/web/status/1099034988979372032 http://blogdopg.blogspot.com/2018/03/pipocando.html http://revistagloborural.globo.com
Esperando os cinemas disponibilizarem microondas para que façamos nossas próprias pipocas, porque as pipocas de lá, além de caras, estão péssimas. #PipocaNoCinema
O pessoal reclama do preço da #PipocaNoCinema mas é uma forma de ajudar a manter os custos: aluguel, limpeza, funcionários. A renda com a exibição fica quase toda com as produtoras, os cinemas têm que se virar pra continuar funcionando.
Coloco a mão no balde da pipoca e já tem outra mão nele. Ora, é apenas minha outra mão.
O pior da sessão da meia-noite é ver os "stinky fingers" que rolam pelos cantos da sala de cinema. stinky fingers, dedos fedidos (tem conotação sexual, segundo o Urban Dictionary).
Se você tem um alisador de cabelo e um grão do milho-pipoca em casa, você pode tentar esta experiência. Seu valor científico não é muito grande mas, toda vez que a experiência é proposta, ela cria uma forte expectativa.
(popcorn hair straightener)
É evidente que estalar um grão de cada vez com um alisador de cabelo não se trata de uma maneira eficaz de fazer pipoca.
No entanto, é uma forma eficaz de fazer um vídeo [http://youtu.be/RrwMzSlUnT0] para o YouTube, já que este clipe de poucos segundos tem superado o número de um milhão de visualizações.
Em elaboração:
A ciência por trás das pessoas que ainda insistem em gravar vídeos verticalmente.
Coloco a mão no balde da pipoca e já tem outra mão nele.
Ora, é apenas minha outra mão.
A pipoca é um prato feito a partir de uma variedade especial de milho, o milho-pipoca (Zea mays everta), que estoura quando aquecido. Ao aquecermos os grãos desse milho de maneira rápida, sua umidade interna é convertida em vapor. Num determinado ponto, a pressão estoura a casca externa, transformando a parte interna numa massa pouco consistente de amidos e fibras.
Os primeiros europeus que chegaram ao continente americano descreveram a pipoca, desconhecida para eles, como um salgado à base de milho usado pelos índios. Sementes de milho usadas para fazer pipoca foram encontradas por arqueólogos no Peru, como também no atual Estado de Utah, nos Estados Unidos, o que sugere que ela fazia parte da alimentação de vários povos americanos. Sabe-se, porém, que inicialmente os índios preparavam a pipoca com a espiga inteira sobre o fogo. Depois, eles passaram a colocar só os grãos sobre as brasas - até inventarem um método mais sofisticado: cozinhar o milho numa panela de barro com areia quente. [1]
A pipoca já era vendida em feiras e parques nos Estados Unidos no século XIX. No fim desse período, surgiram os primeiros cinemas americanos e, com eles, vieram os ambulantes e seus carrinhos com pipoca e guloseimas, mistura de pipoca, amendoim e açúcar queimado. [2] No começo, os donos dos cinemas torciam o nariz e achavam que a pipoca distraía os espectadores dos filmes. [3]
Em 1981, a gigante americana General Mills, registrou a primeira patente de pipoca de microondas. Fato que foi responsável por um crescimento assustador do consumo do petisco. E, para manter o consumidor de pipocas em sua zona de conforto, recentemente criaram o Propinator, um atirador de pipocas controlado por voz e que funciona sob demanda. [4] Bônus
Os piruás ... são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo. Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...
(extraído da crônica, "A Pipoca", de Rubem Alves) [5]
Vídeo
Autores: Mestre Sebastião Biano / Caetano Veloso
Dia Nacional da Pipoca
O Dia da Pipoca no Brasil é comemorado no dia 11 de março. Já no Estados Unidos, a data escolhida pelo Popcorn Board é o dia 19 de janeiro. Referências
[1] https://pt.wikipedia.org/wiki/Pipoca
[2] http://blogdopg.blogspot.com.br/2013/10/a-historia-da-pipoca-no-cinema.html
[3] http://blogdopg.blogspot.com.br/2013/11/comer-pipoca-no-cinema-faz-publicidade.html
[4] http://blogdopg.blogspot.com.br/2012/10/o-popinator.html
[5] http://blogdopg.blogspot.com.br/2014/12/a-pipoca-e-o-pirua.html
extraída da crônica A pipoca, do livro "O amor que acende a lua", de Rubem Alves
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.
Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante. O piruá
... são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.
Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...
Grato à Maria Tereza Cerqueira pelo envio desta crônica. Um dezembro com paz e saúde para você e seu esposo Sisvilan, meus colegas de turma na Faculdade de Medicina (UFC – 1971).
Comer pipoca no cinema pode ser irritante, e não apenas para os colegas cinéfilos. Pode irritar também os anunciantes.
Um grupo de pesquisadores da Universidade de Colônia, Alemanha, concluiu que mastigar nos torna imunes à publicidade no cinema.
A razão pela qual os anúncios conseguem fixar em nossos cérebros o nome de um produto é que nossas bocas simulam, automaticamente, a pronúncia desse nome quando o ouvimos pela primeira vez. E, toda vez que reencontra o nome, a boca, inconscientemente, torna a praticar sua pronúncia.
De acordo com um estudo publicado no Journal of Consumer Psychology, esse "discurso interior" pode ser perturbado pelo ato da mastigação.
A pipoca realmente decolou nos EUA em meados da década de 1880, mas levaria 50 anos para se tornar o petisco favorito nos cinemas. De acordo com Andrew Smith, autor de "Popped Culture: A Social History of Popcorn", inicialmente os donos das salas de cinema não aceitaram a ideia da pipoca. Eles tinham belos tapetes e carpetes e não queriam por lá a pipoca (que podia sujar o recinto).
Então, a Grande Depressão aconteceu. Os filmes passaram a ser um entretenimento popular e barato. Vendedores de pipoca, do lado de fora, também forneciam um lanche igualmente barato.
Foi somente no início da década de 1930 que uma empresária chamada Julia Braden, de Kansas City, convenceu proprietários a colocar quiosques de pipocas no interior de cinemas. Naturalmente, outros proprietários foram estabelecendo também seus próprios estandes.