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08 maio, 2023

Fênix: o voo de Davi

Este documentário de 2021 mostra como Davi Lopes, um brigadista que atuou no combate às chamas do Museu Nacional, transformou madeiras carbonizadas do museu em instrumentos musicais.


Parabéns! Ressignificar!

Padrinhos: Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Hamilton de Holanda e outros.

08 dezembro, 2022

Como um pedal de bicicleta pode iniciar um incêndio florestal

Sua mountain bike não é a única coisa que pode se danificar quando você bate com o pedal. No final de agosto de 2016, os investigadores da Inyo National Forest concluíram que um pedal de bicicleta, colidindo com uma rocha, em 5 de agosto, é que começou o Rock Creek Fire na Serra Oriental da Califórnia.
A partir de um único pedal, esse incêndio florestal conseguiu queimar 122 acres de floresta antes de ser contido.
Os pedais de uma mountain bike são normalmente feitos de liga de alumínio, mas também podem incluir titânio, magnésio e plástico com componentes de aço. Embora a liga de alumínio seja geralmente considerada um metal "resistente a faíscas", às vezes pode ser ferrosa, o que significa que contém ferro; isso é importante, porque o ferro é considerado um material pirofórico: ele pode inflamar na simples presença de oxigênio.
Adivinha do que a maioria das rochas são feitas? Minerais como ferro e magnésio, que também são incrivelmente pirofóricos. Embora rochas com ferro não peguem fogo espontaneamente, porque quando o ferro puro é exposto ao ar, ele enferruja, criando uma película protetora.


Quando um pedal de bicicleta raspa na pedra, encontra um certo grau de atrito. Ao raspar, o pedal causa colisões de moléculas, que por sua vez liberam energia térmica – exatamente como quando você bate, de propósito, uma pederneira contra o aço para iniciar uma fogueira. Quanto mais áspera for a rocha, maiores serão essas colisões, o que significa maior potencial para gerar uma faísca.
A faísca é uma pequena partícula de metal incandescente – neste caso, uma que se desprendeu do seu pedal. Ela pode não parecer quente no ar mas, quando se instala em outra superfície, seu calor radiante pode incendiar um objeto inflamável.
Para que um incêndio se instale, ele precisa de uma combinação de calor, oxigênio e combustível. Nesse caso, um declive cheio de capim seco em torno da trilha de mountain bike pode ser o combustível. Fontes de combustível mais secas têm pontos de fulgor mais baixos, o que significa que não precisa ocorrer uma faísca tão quente.
Depois que o pedal da bicicleta envia uma faísca para o mato seco, ao lado da trilha de mountain bike, o mato arde e pega fogo. No momento em que o ciclista com o pedal ofensor atinge o fundo da trilha, a fumaça já pode ser vista à distância.
Quanto mais fortes os ventos e mais seca a encosta, mais rápido o fogo se espalhará. Assim que um incêndio ganha certa proporção, ele pode crescer tão rápido quanto 7 mph em florestas e 14 mph em pastagens. No momento em que o ciclista que acendeu o fogo sem saber já voltou para casa, e está tomando uma cerveja gelada, um incêndio pode ter crescido e queimado toda uma grande área circundante.

Extraído de: How a Pedal Strike Can Start a Wildfire (trad.: PGCS)

10 fevereiro, 2022

O incêndio do Monte Wingen

O Monte Wingen, na Austrália, está em chamas há 6.000 anos. Um raio provavelmente inflamou sua camada de carvão aí por volta de 4000 a.C, e o Monte encontra-se queimando - sem chama - desde então.
"Os incêndios latentes, uma forma de combustão lenta de baixa temperatura e sem chama, representam o tipo mais persistente de combustão", disse o cientista da Universidade de Edimburgo, Guillermo Rein, ao New York Times. "E os combustíveis mais importantes envolvidos em incêndios latentes são o carvão e a turfa. Uma vez acesos, esses incêndios são particularmente difíceis de extinguir, mesmo que ocorram chuvas intesas, mudanças climáticas ou tentativas de combatê-los, e podem persistir por longos períodos (meses, anos), espalhando-se profundamente e por extensas áreas da subsuperfície terrestre. De fato, os incêndios latentes são os mais longos e contínuos incêndios na Terra."
O incêndio do Monte Wingen (Burning Mountain) detém o recorde do Guinness para o incêndio mais duradouro do mundo.

29 agosto, 2020

16 outubro, 2019

Como fazer fogo com um limão

Uma continuação de: Limões, limonada etc.

Se a vida lhe deu limões, comece um incêndio.



O sistema mostrado no vídeo acima produz uma tensão elétrica em torno de 5 volts.

Ingredientes:
1 limão (*)
6 clipes de cobre
6 pregos
1 pedaço de arame
lã de aço
palha seca ou papel higiênico

(*) Assim como outras frutas cítricas, o limão é facilmente encontrado na tundra.

09 julho, 2019

A reação de Newton

Gravura [por Morel, de 1874] da história apócrifa do cão de estimação de Newton que, por haver derrubado uma vela acesa, ateou fogo a seus papéis. Sir Isaac Newton tinha em sua mesa uma pilha de papéis sobre os quais estavam escritos cálculos que levaram vinte anos para serem feitos. Certa noite, ele deixou a sala por alguns minutos e, quando voltou, descobriu que seu cachorrinho"Diamond" (Diamante) havia virado uma vela e ateado fogo aos preciosos papéis, dos quais nada restava além de um monte de cinzas. Foi então que ele gritou: "Oh, Diamond! Diamond! Tu sabes o que mal fizeste!".

História publicada em A Vida de Sir Isaac Newton por David Brewster (1833) e, posteriormente, na revista St. Nicholas, vol. 5, n. 4, (fevereiro de 1878).

13 novembro, 2018

Bendegó, o meteorito incendiado do Museu Nacional que é a cara do Brasil

postado por Carlos Cardoso, 05/09/2018, em Meio Bit
Eu não vou falar muito sobre o incêndio do Museu Nacional, a mídia já publicou tudo que é possível ser dito, só me restaria xingar os responsáveis e a lista é imensa, cobrindo décadas. Hoje vamos conhecer uma historinha que representa muito da relação do Brasil com ciência, nossa teimosia, burrice e malandragem.
Com vocês a Saga do Meteorito de Bendegó, a Pedra Que Queimou Duas Vezes.

Meteorito Bendegó, de quatro bilhões de anos, em meio aos escombros do Museu Nacional.

A lição que tiramos disso é que a única forma da Ciência sobreviver no Brasil é ela ser feita de pedra, e essa pedra, ser feita de ferro. ~ Carlos Cardoso
(leitura sugerida por Jaime Nogueira)

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"Apesar das altas temperaturas que pode atingir na atmosfera na verdade esse calor não flui para o interior da rocha, o que aquece é a atmosfera comprimida à frente do meteoro (compressão adiabática). O ar superaquecido se torna plasma mas flui muito velozmente em torno da rocha podendo "queimar" apenas uma fina camada superficial sobre ela formando a crosta de fusão porém seu interior atinge no máximo temperaturas amenas.
Já uma exposição prolongada a altas temperaturas, como num incêndio, aquece a rocha como um todo, podendo alterar de forma irreversível a composição química e fazê-la explodir devido à expansão de gases e da umidade em seu interior.
No caso de meteoritos inteiramente metálicos (como o Bendegó e Santa Luzia ) o calor extremo prolongado pode destruir completamente a estrutura cristalina, transformando-o em uma mera massa amorfa de ferro e níquel."
Carlos Augusto Di Pietro

03 setembro, 2018

Os Museus

No universo da cultura, o museu assume funções as mais diversas e envolventes. Uma vontade de memória seduz as pessoas e as conduz à procura de registros antigos e novos, levando-as ao campo dos museus, no qual as portas se abrem sempre mais. A museologia é hoje compartilhada como uma prática a serviço da vida.

O museu é o lugar em que sensações, ideias e imagens de pronto irradiadas por objetos e referenciais ali reunidos iluminam valores essenciais para o ser humano. Espaço fascinante onde se descobre e se aprende, nele se amplia o conhecimento e se aprofunda a consciência da identidade, da solidariedade e da partilha.

Por meio dos museus, a vida social recupera a dimensão humana que se esvai na pressa da hora. As cidades encontram o espelho que lhes revele a face apagada no turbilhão do cotidiano. E cada pessoa acolhida por um museu acaba por saber mais de si mesma.

Isto posto:
O incêndio que destruiu o Museu Nacional, da UFRJ, neste domingo (2), acarretou uma perda incalculável para o nosso patrimônio científico, histórico e cultural. É a maior tragédia museológica do país.

06 maio, 2015

Cartas lastimosas

Pouco depois que o seu livro de viagem "Alexandria" foi publicado em dezembro de 1922, E.M. Forster recebeu uma carta de desculpas dos editores.
Acontecera um incêndio nas dependências da Whitehead Morris and Co, e toda a edição tinha sido queimada. Felizmente, a editora fizera seguro, e eles estavam lhe enviando um cheque substancial como compensação.
Algumas semanas depois, Forster recebeu outra carta – ainda mais lastimosa – dos seus editores, observa Lawrence Durrell, editor do livro na edição de 1961:
"Os livros tinha sido encontrados intactos em um porão que havia escapado das chamas. E isso, escreveram os editores, com os prejuízos já ressarcidos pela seguradora, acabara por lhes criar uma situação particularmente difícil. Então, eles haviam tomado a seguinte decisão: queimaram os livros deliberadamente."
N. do E.
O livro "Alexandria" escapou do grande incêndio para perecer em chamas menores. Mas foi uma temeridade Forster publicar o livro justamente com esse nome. Depois do que aconteceu com a Biblioteca da Alexandria

09 fevereiro, 2015

Um mau dia para as celebridades

Não, não é uma cena de "The Walking Dead".
É uma fotografia que mostra peças do Museu de Cera de Madame Tussaud, em Londres, danificadas por um incêndio em 1930.


Curiosidade
Lady Gaga (1) (2) (3) é a recordista do Museu. Ela soma atualmente 21 estátuas (espalhadas entre a sede principal do Museu, em Londres, e as suas 13 filiais em outras cidades).

27 dezembro, 2014

Incêndio no crematório

O corpo de bombeiros de Innisfil, em Ontário, Canadá, apagou na última quarta-feira (24) um grande incêndio no Innisvale Crematorium.
O fogo causou perdas totais ao crematório estimadas em dois milhões de dólares.
No interior de suas instalações, havia quinze "indivíduos previamente falecidos" que aguardavam a cremação. Eles foram retirados íntegros e transportados para casas funerárias vizinhas.

airbroath.blogspot.com.br

18 novembro, 2014

Paraquedas para saltar de edifícios



Estranhamente, este invento de Benjamin Oppenheimer, de 1879, nunca se tornou popular. Era para escapar de um prédio em chamas.
O sistema consistia de um paraquedas amarrado na cabeça e de sapatos acolchoados que aliviariam o impacto dos pés com o solo.

Então, o que poderia dar errado?

Patente US221855

Gerônimo!
O alfaiate voador  e O evacuchute

10 setembro, 2014

O sistema de alerta de incêndios em Detroit

A economia e as finanças do governo de Detroit, Michigan, estão em terrível situação. O Corpo de Bombeiros da cidade, em particular, está se esforçando para lidar com as 11,000–12,000 queimadas anuais de Detroit – com pouco dinheiro.
Não existe por lá um sistema de alerta de incêndios centralizado e moderno. Mas os bombeiros têm encontrado novas formas de serem avisados sobre incêndios para que possam responder "rapidamente".
Um método comumente usado em postos de bombeiros da cidade é uma lata de refrigerante recheada com moedas e parafusos. Os bombeiros equilibram uma lata dessas próximo à bandeja de uma impressora do escritório do posto. Quando um alerta de fogo é enviado por fax, o papel bate na lata que cai fora da impressora fazendo barulho.
É o sinal: os bombeiros leem de onde veio a mensagem e saem para o atendimento da chamada.


A falência de Detroit
Da outrora orgulhosa Detroit, durante décadas a Capital Mundial do Automóvel, restou uma cidade quase fantasma. Com 78 mil imóveis vazios e depredados, inclusive muitos de seus arranha-céus, a quinta cidade mais populosa dos EUA em 1950, com 1,8 milhão de habitantes, desabou para a atual 18ª posição, com 700 mil habitantes.
Os serviços públicos estão à beira do colapso. Apenas um terço de suas ambulâncias públicas funciona. A taxa de homicídios (36 por 100 mil habitantes) é quase o dobro da taxa de homicídios da cidade do Rio de Janeiro. A polícia demora em média 58 minutos (11 minutos é a média nacional) para atender uma ocorrência. E o subfinanciado Departamento de Bombeiros da cidade recorre a improvisos – criativos, é verdade – para fazer o seu trabalho.
Diante de uma dívida impagável de 18,5 bilhões de dólares (em 2013), o governo de Michigan já requereu na justiça a falência de Detroit.

01 agosto, 2013

Escola Fênix

Alguém fotografou o fim do ano letivo desta escola de culinária:


A turma aprendeu um bocado...
Brincadeira. É apenas uma justaposição (não muito justa) de notícias.

16 julho, 2013

Alarme de incêndio

COM BOTÃO SILENCIADOR. 
NUMA LOJA DE 5.99 PERTO DE VOCÊ.

Criggo
O fabricante não é tão tolo assim. O botão silenciador é para desligar o alarme quando a fumaça vem da cozinha, j'ouviu?

23 julho, 2011

Contra trotes

Ao lado, eis a foto de um equipamento especialmente criado para eliminar os alarmes falsos de incêndios feitos por pessoas maldosas.
Não encontrei referências de tempo e lugar sobre esse equipamento. Mas o Bits and Pieces que divulga a "novidade" diz que essa caixa de chamada (call box) só permitia a realização de discagem com a mão do usuário aprisionada num compartimento. Obrigando o mesmo a esperar a chegada dos bombeiros - com a chave para libertá-lo - e com a mangueira para apagar o fogo (não necessariamente nesta ordem).
Não sei o motivo por que um equipamento assim tão prático não pegou. Teria sido por que "macaco velho não mete a mão em cumbuca"?

28 outubro, 2007

Tornados de fogo

Os incêndios florestais que, no último mês, têm devastado grandes áreas do sul da Califórnia, em ocasiões, também produzem este fenômeno. A formação de tornados de fogo, que ocorrem quando o vento em condições especiais (num redemoinho, por exemplo) se associa às chamas produzidas pelo incêndio.
É um espetáculo belo, porém terrível. Uma vez que este tipo de tornado (dois em um) potencializa a capacidade de propagação do incêndio.

A fotografia que ilustra esta nota é de um incêndio na Califórnia, em outubro de 2003, durante o qual os tornados de fogo também foram vistos.