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19 abril, 2024

Alucinação

Alluciazone
s.f. (der. del s.m. 'alluce', primo dito del piede) - attività fantasmatica degli alluci. Creature goffe e ipersensibili, da quando hanno perduto la loro antica funzione prensile e sono confinati nel buio delle scarpe, continuamente creano mutevoli visioni per farsi compagnia.
Alucinação
s.f. (der. do s.m. 'hálux', o dedão do pé) - atividade fantasmagórica dos dedos grandes. Criaturas desajeitadas e hipersensíveis, desde que perderam a antiga função preênsil e ficaram confinadas à escuridão dos sapatos, continuamente criando visões para fazer companhia.

http://www.tecalibri.info/S/SEBREGONDI_etimologiario.htm#p000

Dormir ou não com os pés descobertos?
Que cientista, por mais imerso em sua plenitude racionalista, cética, lógica, coerente, ponderada e sensata, dormiria com o pé fora da coberta sabendo que, por aí, anda um capeta-lambe-pé? A ilustração da figura desta postagem é de um manuscrito iraniano de 1921 em que descreve várias entidades sobrenaturais em aquarelas que lembram as da Idade Média. O livro tem 56 ilustrações de figuras que remontam histórias milenares de diabos que atormentam as pessoas, principalmente durante o sono. Uma delas (que deve ser a mais temida) é um felino humanoide com um par de chifres e uma serpente na cauda.
Aí, me vem aquela réstia de lógica: O que um capeta-lambe-pé (nome que inventei para este texto) faria além de lamber o pé? É só lamber o pé ou ele também leva a alma para o inferno? É só uma lambidinha e ele vai embora ou ele lambe a noite toda? O que ele ganharia com isso além de um gostinho de chulé na boca? Olha... Se ele visse o estado dos meus pés, ultimamente, pensaria umas duas vezes antes de pôr sua demoníaca língua ali.
Extraído de "Nomes Científicos", a página de Rafael Rigolon no Facebook

21 junho, 2016

Alucinação




TODA NOITE MINHA IRMÃ MAIS VELHA ME CONTA ESTA HISTÓRIA;
MINHA VIDA TODA TEM SIDO APENAS ALUCINAÇÃO. ALIÁS, EU NÃO PASSO DE UM CÉREBRO VIVENDO NUM RECIPIENTE.
ELA É UMA CIENTISTA QUE TEM DÓ DE MIM E QUE ME ENVIA MENSAGENS.

Medicina digital - 9

15 agosto, 2013

Absinto muito


O absinto foi inventado pelo médico francês Pierre Ordinaire como um tônico de saúde, em 1700. Esse produto, porém, não se popularizou até que houve uma praga nos vinhedos da França. As pessoas geralmente misturavam vinho com a água em um esforço para reduzir a enorme quantidade de bactérias na água potável. Quando a cultura da uva passou a ter problema, e os preços do vinho subiram, as pessoas buscaram outros apresentações de álcool para misturar na água. E o absinto, um álcool destilado da erva Artemisia absinthium e aromatizado com anis, era uma forma barata de purificar a água. Contudo, aqueles que o usavam em demasia notaram um efeito indesejável: alucinações.
Beber absinto floresceu durante La Belle Epoque, quando artistas, poetas e boêmios começavam e terminavam o dia consumindo grandes quantidades de absinto. Muitos deles inclusive se inspiravam nas visões trazidas pela "Fada Verde" (La Fée Verte) durante a apelidada "hora verde". Mas exatamente o quanto disso era ilusão é debatido até hoje. Havia produtores inescrupulosos, que acrescentavam ingredientes venenosos e, às vezes, com propriedades alucinógenas ao absinto. A tujona, um produto químico do absinto, é também causa de alucinações, por exemplo. Mas, na maioria das vezes, não estava concentrada o suficiente para gerar esse efeito sobre os bebedores.
Não, a razão mais provável pela qual o absinto provocava tanto comportamento estranho e visões absurdas era que tinha quase o dobro do teor de álcool do uísque. O absinto, por isso, era regularmente diluído antes de ser bebido. Como a diluição variava de acordo com o gosto do usuário e alguns bebedores de absinto não ligavam muito para isso... Oscar Wilde, supostamente, viu tulipas brotando do seu corpo enquanto caminhava em direção ao sol, após uma noite de bebedeira com absinto. É evidente que ele não diluiu bem a bebida.

Fontes: io9.com e WIKIPÉDIA