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02 março, 2025

Miche Fambro

Mick ("Miche") Fambro nasceu e foi criado em West Philly. Quando criança, ele se apaixonou por um violão pendurado na vitrine de uma loja de penhores e convenceu sua avó a comprá-lo para ele (bem - para seu irmão, na verdade - mas essa é outra história...). Poucos meses depois, ele se viu matriculado em um programa de música de verão. O professor entrou, olhou para o pequeno Mick e disse: "Bem, primeiro - você tem que virar essa coisa." Como canhoto, Mick tinha apenas virado o violão sem se preocupar em recolocar as cordas e aprendeu sozinho algumas músicas antes do início das aulas. Diante da insistência de que ele recomeçasse e aprendesse do jeito "certo", Mick foi embora e nunca mais teve outra aula. Isso se tornou o padrão de sua vida.

1 - "Summertime" (de George Gershwin)
2 - "Black Orpheus" (versão em inglês de "Manhã de Carnaval", composta pelos brasileiros Luiz Bonfá e Antonio Maria, uma das canções da trilha sonora de "Orfeu Negro", filme franco-brasileiro de 1959)

Canhotos do violão
O mais célebre deles no Brasil foi Américo Jacomino (1887-1928), o "Canhoto". Filho de imigrantes italianos, aprendeu música com Ernesto, o irmão mais velho, e foi um dos responsáveis pelo "enobrecimento" do violão no Brasil. É dele a valsa "Abismo de Rosas", peça obrigatória dos maiores violonistas brasileiros, de Dilermando Reis a Baden Powell.
Outro deles foi Francisco Soares de Araújo (1926-2008), o "Canhoto da Paraíba". Tocava o violão invertendo apenas o instrumento (sem inverter as cordas), pois precisava compartilhá-lo com outros irmãos que eram destros. Tive a inesquecível oportunidade de ouvi-lo tocar, durante horas, numa das mesas do Santiago Drinks, em Fortaleza.
O que um canhoto deve fazer ao iniciar-se no violão: inverter o instrumento ou o encordoamento? Há uma nota na internet, postada por ArtMaia Music, que discute as duas opções.

E sobre os canhotos da guitarra?
Jimi Hendrix, Paul MacCartney, Eric Clapton ...

13 agosto, 2018

A barata e outras peripécias do astronauta Conrad

por Carlos Cardoso, do Meio Bit
A NASA tem preocupações e paranóias para todos os lados, mas nenhuma delas chega perto da obsessão por limpeza nas naves. Por isso foi um desespero quando durante a preparação da Apollo XII para o segundo pouso na Lua, um técnico viu uma BARATA dentro do módulo de comando.
O assunto foi tratado como ultra-secreto, enquanto hordas inspecionavam a nave, armadilhas com comida eram deixadas no interior do módulo para tentar capturar a barata, mas nada deu certo.
O consenso era que ou o bicho fugiu, ou o técnico se enganou, mas internamente todo mundo tinha pesadelos com uma barata flutuando enquanto um astronauta aparecia em uma transmissão para o mundo todo.
Foi quase isso que aconteceu.
Na viagem de volta, durante uma coletiva de imprensa o palhaço do "Pete" Conrad puxou um pedaço de papel com uma barata colada e apresentou dizendo que tinham achado a bichinha no armário de comida, para desespero de todo mundo na NASA.
Depois que a nave pousou os técnicos correram pra examinar o passageiro clandestino. Só então descobriram que era uma barata de plástico, escamoteada por Conrad para pregar uma peça na NASA.
Quanto à barata de verdade, nunca descobriram o que aconteceu com ela. Alguns (ok, só eu) dizem que ela ficou na Lua, e alterada pela radiação será a barata que deu origem a Klendathu.
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N. do E.
O norte-americano Charles "Pete" Conrad Jr. (1930 - 1999), foi oficial naval, piloto de testes e astronauta da NASA. Ao participar da missão Apollo 12, tornou-se o terceiro homem a caminhar na Lua.
Pete Conrad foi claramente um menino inteligente, mas continuamente em dificuldades com seus trabalhos escolares. Ele sofria de dislexia, uma condição pouco compreendida na época.
Convidado a participar do processo de seleção para o primeiro grupo de astronautas da NASA. Conrad, como seus colegas candidatos, passou por vários dias no que eles consideravam degradantes e desnecessários testes médicos e psicológicos da Lovelace Clinic, no Novo México . Ao contrário de seus colegas candidatos, Conrad se rebelou contra o regime. Durante um teste de Rorschach, ele disse ao psiquiatra que um cartão com borrão revelava um encontro sexual com todos os detalhes. E, quando lhe foi mostrado um cartão em branco, ele virou-o, empurrou-o de volta e respondeu: "Está de cabeça para baixo".
Então, quando ele foi convidado a entregar uma amostra de fezes para exames, ele colocou-a em uma caixa de presente e amarrou uma fita vermelha ao redor.  Depois de deixar o material na mesa do diretor da clínica, ele saiu. Tinha visto o suficiente. E foi dispensado pela NASA com a observação de que ele não era adequado para voos de longa duração.
Posteriormente, quando a NASA anunciou sua busca por um segundo grupo de astronautas, o veterano Alan Shepard, que conhecia Conrad desde muito tempo, aproximou-se de Conrad e o convenceu a participar novamente. Desta vez, Conrad encontrou os exames médicos menos intrusivos e, em junho de 1962, ele foi selecionado para se juntar à NASA.
Sua frase ao pisar na Lua é a mais divertida da saga espacial. Baixinho, com 1,69 de altura, em contraste com a solenidade de Neil Armstrong no voo anterior, Conrad exclamou:
"Este pode ter sido um pequeno passo para Neil, mas para mim é enorme. Iuuupiii!!!"
Apesar de ter sido o terceiro homem na Lua, Conrad tem o eterno privilégio de ter sido, na qualidade de destro, o primeiro a representar a maioria esmagadora da humanidade. Tanto Neil Armstrong quanto Edwin Aldrin (ainda vivo), os dois primeiros, eram canhotos.
Pensamento do dia
A melhor maneira de matar uma barata é sair correndo e deixar que Deus decida a hora dela.

13 agosto, 2017

Um piano para canhotos

A maioria das músicas para piano é escrita com a melodia para a mão direita, o que parece injusto para os canhotos. Em 1998, o canhoto Chris Seed decidiu fazer algo a respeito: reformou sua casa e gastou 28 mil libras esterlinas em um instrumento "invertido", construído pelos fabricantes holandeses Poletti e Tuinman.
No começo, Seed achou muito mais difícil do que ele esperava aprender a tocar aquele instrumento .
Parecia que ele teria que começar a aprender tudo de novo. Mas, finalmente, ele conseguiu tornar-se tão bom pianista como era em um piano convencional.
Seed disse à BBC: "O piano transformou meu jeito de tocar, e eu espero que isso vá criar um precedente para o futuro dos pianistas canhotos e descobrir uma nova riqueza inteira de talentos no mundo da música."



Canhotos do violão

10 setembro, 2014

Cães e gatos: são destros ou canhotos?

De acordo com dois estudos, a resposta é sim. Assim como os seres humanos, cães e gatos podem ser destros ou canhotos (e também ambidestros).
Um estudo realizado em 1991 por pesquisadores da Universidade de Ataturk, na Turquia, mostrou que 50 por cento dos gatos domésticos são destros, 10 por cento são ambidestros e os restantes 40 por cento são canhotos. Mas os cães, de acordo com outro estudo realizado em 2006 na Universidade de Manchester, tendem a ser mais bem divididos: 50 por cento são destros, 50 por cento são canhotos e um número estatisticamente insignificante deles é ambidestro.
Determinar se um cão ou um gato é destro, canhoto ou ambidestro não é tão simples. Como se faz com uma criança, por exemplo, oferecendo-lhe um brinquedo para ver que mão ela mobiliza. Isto porque a preferência neles, ao contrário da preferência nos seres humanos, (*) é muitas vezes fracamente expressa. A fim de determinar com precisão o lado dominante em cães e gatos, você precisa executar os testes muitas vezes para avaliar as tendências.
Siga lendo no mental_floss.

(*) Cerca de 90 por cento dos seres humanos são destros e 10 por cento são canhotos.

Slideshows do PG – Apresentação 335

02 janeiro, 2011

Canhotos do violão

O mais célebre deles no Brasil foi Américo Jacomino (1887-1928), o "Canhoto". Filho de imigrantes italianos, aprendeu música com Ernesto, o irmão mais velho, e foi um dos responsáveis pelo "enobrecimento" do violão no Brasil. É dele a valsa "Abismo de Rosas", peça obrigatória dos maiores violonistas brasileiros, de Dilermando Reis a Baden Powell.
Outro deles foi Francisco Soares de Araújo (1926-2008), o "Canhoto da Paraíba". Tocava o violão invertendo apenas o instrumento (sem inverter as cordas), pois precisava compartilhá-lo com outros irmãos que eram destros. Tive a oportunidade de ouvi-lo tocar, durante horas, numa das mesas do Santiago Drinks, em Fortaleza.
O que um canhoto deve fazer ao iniciar-se no violão: inverter o instrumento ou o encordoamento? Há uma nota na internet, postada por ArtMaia Music, que discute as duas opções.
E sobre os canhotos da guitarra? Jimi Hendrix, Paul MacCartney, Eric Clapton...

Vídeo: Canhoto da Paraíba em 1994, no Programa Ensaio da TV Cultura. E reparem só nas "feras" que o acompanham: Paulinho da Viola (no cavaco), César Faria, o pai de Paulinho (no violão 7 cordas), e Celsinho (na percussão). Este é o primeiro de uma série de cinco vídeos com ele, que "tinocerto" postou no YouTube. INDISPONÍVEL. 
24/01/2019 -Substituído por este outro vídeo (59:12) que Américo Rodrigues postou no YouTube em 26 de fevereiro de 2018.