23 novembro, 2012

Ocorrência

Que loucura!
Ontem, uns cinco dias atrás, tive o meu carro, um Ford Pálio, vermelho prata, placas XYL 1234 (dianteira) e XVT 9876 (traseira), furtado de um estacionamento. Um flanelinha, a quem dei uma boa gorjeta, indicou-me o local em que eu poderia encontrar o veículo. Encontrei-o. O veículo estava sendo inclusive vigiado por outro flanelinha.
Ainda no mesmo dia, ao parar no cruzamento entre as avenidas Alberto Sá e Godofredo Maciel, o furto reavido virou roubo. Porque, pensando que o sinal verde estava prestes a abrir, eu freei o carro, e disso se aproveitaram dois assaltantes. Pude ver que um deles era alto e baixo, enquanto o outro era um branco retinto. O primeiro usava uma arma espacial e o segundo um punhal que não tinha cabo nem lâmina.
Ensinado a não reagir nessas situações assimétricas, além de tratá-los por excelências, entreguei a chave a eles. Disse-lhes que não tinha a intenção de reaver o veículo, pois a polícia faria isso por mim, e recomendei-lhes que não fizessem pegas com os policiais.
Procurei um DP que estivesse de greve para fazer o BO e posso afirmar que, ao circunstanciar esse delito continuado, quase levei o delegado à loucura.
Felizmente, o veículo foi depois encontrado na Gentilândia, nas imediações do estádio Castelão. Ao lado dele, estavam os corpos dos dois assaltantes que, por falta de mediação e arbitragem, devem ter entrado em luta corporal pela posse do manual de instrução do carro.
Foi um caso típico de suicídio seguido de homicídio, como concluiu o delegado que ainda não tinha recuperado plenamente o juízo.
PGCS

2 comentários:

Nelson Cunha disse...

Beleza!
Pode insistir nessa linha que se não vier a coisa, o o trem dará deliciosos contos.De réis, nada.
Assim é a coisa no país dos contos.De fada, nada.
De réis roubados pelos nosso reis.De real,nada
De Merda.

Paulo Gurgel disse...

Nelson,
Pede-me que eu continue nesta linha, o que é extremamente difícil para mim. Nem sempre consigo reunir dados com tanta fidelidade aos fatos.
Quando isto for outra vez possível, fique certo de que eu vou pô-los no papel.