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22 fevereiro, 2020

Oh! Linda Olinda

"Oh! Linda situação por uma cidadela
Mais um frevo-canção eu vou cantar pra ela.
É linda no verão e no inverno é bela
Em qualquer situação, eu vou cantar pra ela."
Moraes Moreira - Tapioca de Olinda

De onde vem o nome Olinda? Essa resposta parece ser fácil de acertar, já que a narrativa mais conhecida e "oficial" conta que o donatário Duarte Coelho, recém-chegado em nossas terras e, procurando um pico para se instalar, do alto de uma colina teria se encantado com a vista e proferido a célebre frase: "Oh! Linda situação para se construir uma vila!".
A contradição dos detalhes sobre a verdadeira origem do nome já começa daí. Segundo Frei Vicente do Salvador, na obra História do Brasil (1627), a famosa sentença não foi dita pelo donatário, e sim por "um galego criado de Duarte Coelho, porque cuidando com outros por entre o mato buscando o sítio onde se edificasse a vila", achou um monte alto e exclamou de alegria. [...]
O historiador Francisco Adolfo de Varnhagen considerava pífia qualquer versão se não fosse aquela que defende a origem do nome Olinda sendo derivada de alguma localidade de Portugal. Segundo o próprio, Linda-a-Velha e Linda-a-Pastora são dois lugares que possivelmente inspiraram o nome da cidade pernambucana.
Por fim, o mesmo Varnhagem considera a hipótese de que "Olinda era nome de uma das belas damas da novela Amadis de Gaula", romance de cavalaria best-seller na elite europeia do século XVI, apreciado por Duarte Coelho, e escrito em 1508 possivelmente por Vasco de Lobeira.

Extraído de: ‘Oh! Linda’ e outras histórias de como a cidade pernambucana ganhou esse nome, por Rodrigo Édipo

03 março, 2019

Aula-show do Maestro Spok

Com a participação especial do maestro Inaldo "Spok" Cavalcante, do baterista Adelson da Silva e do passista Alisson Lima, a JAZZ SINFÔNICA BRASIL, sob a regência do maestro Fábio Prado, deu este concerto de frevos (vídeo) no Theatro Municipal de São Paulo.
Principalmente em Recife e Olinda, é impossível pensar em Carnaval e não se lembrar do ritmo contagiante do frevo.
"Assim como um texto literário é uma estranheza para um analfabeto, a junção de melodia, harmonia e ritmo (que acontece no frevo) é indecifrável para uma pessoa que não tenha bom gosto musical."



FREVO
A palavra frevo vem de "ferver", por corruptela, "frever", que passou a designar: efervescência, agitação, confusão, rebuliço; apertão nas reuniões de grande massa popular, em seu vai e vem em direções opostas, como o Carnaval (de acordo com o "Vocabulário Pernambucano", de Pereira da Costa).
Divulgando o que a boca anônima do povo já espalhava, o "Jornal Pequeno", vespertino do Recife que mantinha uma detalhada seção carnavalesca da época, assinada pelo jornalista Oswaldo Oliveira, na edição de 9 de fevereiro de 1907, fez a primeira referência ao ritmo, na reportagem sobre o ensaio do clube "Empalhadores do Feitosa", do bairro do Hipódromo, que apresentava, entre outras músicas, uma denominada "O frevo".
O ritmo que tinha em seus primórdios um andamento parecido com o dobrado, ganhou elementos inovadores da polca, do maxixe e da marcha militar e foi, com o passar dos anos, transformando-se no frevo pernambucano, transfigurando as antigas agremiações do século XIX nos clubes carnavalescos dos nossos dias. O clube chamou para si a atenção dos capoeiras, comuns nos desfiles das bandas militares que, fazendo complicados passos, criaram a coreografia do frevo, a qual, o pernambucano denomina de passo.

2008 - Spok Frevo Orquestra
2015 - Frevo "Sete Corações"

14 fevereiro, 2015

Frevo "Sete Corações"

Composto em 2014 pelos maestros: Spok, Clóvis Pereira, Duda, Guedes Peixoto, Ademir Araújo, Zé Menezes, Edson Rodrigues e Nunes.
Ao tentar fazer uma pesquisa sobre o frevo, o maestro Spok [1] [2] se deparou com uma grande carência de registros, especialmente audiovisuais. Com diversos prêmios conquistados e em meio a mais uma turnê internacional, o pernambucano Spok é o mais atuante maestro da nova geração. Nasceu daí a ideia de homenagear seus mestres, enquanto ainda estavam vivos. Foi assim que Clóvis Pereira, Duda, Guedes Peixoto, Ademir Araújo, Zé Menezes, Edson Rodrigues e Nunes viraram protagonistas do longa-metragem "Sete Corações". G1