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21 agosto, 2025

O 7.º mandamento do cientista

7.º Não aceitarás uma nova teoria como representativa da realidade até que ela supere todos os três obstáculos críticos necessários. Se você prestar atenção às notícias científicas, sabe o quão populares podem se tornar as histórias que apregoam "alternativas ao mainstream". Mas as teorias que fazem parte do mainstream chegaram lá por um motivo: os dados de uma ampla variedade de linhas de evidências independentes a apoiam, enquanto as explicações alternativas falham em explicar o conjunto completo de dados. No entanto, como observado anteriormente, qualquer teoria — mesmo a melhor das teorias — só pode ser tratada como uma aproximação provisória da realidade. Em algum momento, esperamos que todas as teorias sejam substituídas por outras que se aproximem um pouco mais da realidade.
Para chegar lá, há "apenas" três grandes obstáculos que precisam ser superados.
  • A nova teoria deve reproduzir com sucesso todos os sucessos da antiga teoria, sem exceções.
  • A nova teoria deve explicar algo que a antiga não conseguiu; esse geralmente é o motivo para considerar uma nova ideia.
  • E, finalmente, é preciso extrair novas previsões não testadas, nas quais a nova teoria e a antiga diferem, e os dados críticos devem então ser coletados: mostrar que eles favorecem a nova teoria e refutam a antiga.
A evolução de Darwin fez isso com sucesso contra outras teorias rivais da evolução; a genética de Mendel então foi um passo além de Darwin ao explicar o mecanismo da evolução; o DNA de Watson, Crick e Franklin foi um passo além de Mendel ao explicar o código subjacente por trás da genética. Não importa o quão longe chegamos, devemos lembrar, sempre há mais longe que podemos ir.

24 fevereiro, 2022

O gabinete de curiosidades de um cientista

- Antigamente, algumas pessoas montavam o que era conhecido como gabinete de curiosidades. Esperamos que o que criamos seja o equivalente moderno do gabinete de curiosidades de um cientista. Nós o convidamos a navegar em nossa coleção.
Prof. T. Ross Kelly

Vídeo: Ilusões Gravitacionais
Qual das esferas chega ao fundo primeiro?
A resposta é obviamente fornecida pelo teste prático, mas o experimento prova que, com a gravidade, o caminho mais curto nem sempre é o mais rápido.



Para ver postagem relacionada pesquise braquistócrona.

07 julho, 2021

O detetive e o cientista

Sir Arthur Conan Doyle (22 de maio de 1859 - 7 de julho de 1930), médico e romancista escocês. Seu detetive fictício, Sherlock Holmes, emula o cientista, pesquisando diligentemente os dados e entendendo-os.

"É um erro capital teorizar antes de se ter dados. Insensivelmente, começa-se a distorcer fatos para se adequarem às teorias, em vez de formular teorias para se adequarem aos fatos".


http://blogdopg.blogspot.com/2006/12/para-refletir-1.html
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http://blogdopg.blogspot.com/2018/05/um-capitulo-sobre-as-orelhas.html
http://blogdopg.blogspot.com/2019/08/sobre-producao-escrita-interpessoal.html
http://blogdopg.blogspot.com/2019/09/elementar-meu-caro-watson.html

26 dezembro, 2019

O relógio floral de Lineu

Assim como os humanos têm um relógio interno que lhes diz quando ir dormir e acordar, as plantas também têm seu próprio sistema. Carlos Lineu (nome latinizado: Carolus Linnaeus) foi capaz de observar e estudar este fenômeno quando viu que certas espécies de plantas abrem e fecham suas flores em certos momentos do dia. Isso o levou a desenvolver o relógio floral.
Dez anos depois de assumir a responsabilidade pelo Jardim Botânico da Universidade de Uppsala, na Suécia, Lineu publicou sua Philosophia botanica, onde compilou uma lista de quarenta e seis plantas que se abrem durante determinados momentos do dia. Ao organizar essas plantas na sequência em que elas floresciam durante o dia, ele construiu uma espécie de relógio floral,o Horologium florae como ele também chamava.

Lineu, por ter sido o criador da nomenclatura binomial para designar as espécies, é considerado o pai da taxonomia moderna. Ele também participou do desenvolvimento da escala centígrada de temperatura, invertendo a escala que Celsius havia proposto, ao passar o valor de 0° para o ponto de fusão da água e 100° para o ponto de ebulição. Ele também deu origem à prática de se usar os glifos de ♂ - (lança e escudo) Marte e ♀ - (espelho de mão) Vênus como símbolos de macho e fêmea.

09 outubro, 2019

A figura excepcional de Halley

No decorrer de uma carreira longa e produtiva, o inglês Edmond Halley (1656, Haggerston - 1742, Greenwich) foi capitão de navio, cartógrafo, professor de geometria na Universidade de Oxford, vice-tesoureiro da Casa da Moeda Real, astrônomo real, editor de Isaac Newton e inventor do sino de imersão. Ele escreveu com autoridade sobre magnetismo, marés e os movimentos dos planetas e, afetuosamente, sobre os efeitos do ópio. Inventou o mapa do tempo e a tabela atuarial, propôs métodos para calcular a idade da Terra e sua distância do Sol, chegou a conceber um método prático para manter frescos os peixes fora da estação. 
Breve história de quase tudo, Bill Bryson

O interessante é que a única coisa que ele não fez foi descobrir o cometa que viu em 1682Esse cometa, que só recebeu o nome de Halley em 1758 (dezesseis anos após sua morte), era o mesmo que outros haviam visto em 1066, 1145, 1222, 1301, 1378, 1456, 1531 e 1607.
Contudo, no aparecimento de 1682, ele previu o retorno do cometa em 1758.

Slideshow ENCONTRO MARCADO

24 março, 2019

O céu e o mar

O físico suíço Auguste Piccard (28 de janeiro de 1884 - 24 de março de 1962) abriu dois novos mundos no século XX. Ele foi a primeira pessoa a voar 10 milhas acima da Terra e o primeiro a viajar 2 milhas abaixo do mar, usando invenções que abriram as portas para essas novas fronteiras.

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Bundesarchiv_Bild_102-11767,_Auguste_Piccard_und_Paul_Kipfer.jpg

Piccard foi o primeiro a testemunhar vistas da Terra a partir de 10 milhas de altitude. Em agosto de 1931, a revista Popular Science atribuiu ao cientista a descrição de que "[a Terra] parecia um disco plano com a borda virada para cima". O próprio Piccard, no entanto, nunca descreveu a Terra dessa maneira, tendo sido uma licença criativa do repórter que realizou a entrevista.

O velho Piccard

12 dezembro, 2018

Nikola Tesla, suas obsessões e aversões

Menos lembrado do que o seu contemporâneo Thomas A. Edison, o complexo gênio Nikola Tesla fez contribuições monumentais no século passado que claramente alcançam os tempos modernos.
Nascido na Croácia de pais sérvios, este cientista concebeu idéias inéditas em seu tempo que continuam a nos beneficiar hoje. Toda vez que ligamos um rádio, usamos o circuito de um telefone celular ou nos beneficiamos da eletricidade, usamos as idéias acadêmicas do mestre inventor que a sociedade uma vez rotulou de absurdas.
Durante a maior parte de sua vida, Tesla carregou consigo muitas obsessões e aversões.
Ele ordenava que os garçons servissem suas refeições com 18 guardanapos para que pudesse polir os talheres antes de usá-los, e preferia jantar sozinho. O gênio também calculava os centímetros cúbicos de espaço que cada pedaço de comida, prato ou xícara de café ocupava. Tesla dizia poder ouvir a poeira voar em uma sala e os trovões a centenas de quilômetros de distância. Ele falava consigo mesmo durante as tempestades. Lampejos violentos de luz atormentavam sua mente e tinha visões, especialmente quando as emoções estavam altas. Tesla frequentemente contava seus passos quando caminhava.
O cheiro de cânfora o enjoava. Se ele deixava pequenos quadrados de papel em líquido durante a realização de pesquisas, ele desenvolvia gostos estranhos em sua boca.
Ele não suportava "exceto sob a ponta de um revólver" tocar o cabelo de outra pessoa, o que explica por que ele nunca se casou ou teve um relacionamento duradouro, salvo um caso estritamente platônico com uma mulher chamada Katherine Johnson. Ela era a esposa de um dos amigos de Tesla, Robert Johnson, editor da revista Century. Ao longo dos anos, os três trocaram milhares de cartas entregues à mão, às vezes até três por dia. A Sra. Johnson chamava o cientista simplesmente de "Sr. Tesla", enquanto Tesla se sentia tão confortável com ela que lhe deu um apelido, "Madame Filipov", e outro a seu marido "Luka Filipov".
A sua aversão mais severa se relacionava com as mulheres usando brincos, especialmente com pérolas.

Extraído de NIKOLA TESLA - THE WORLD'S SORCERER, de Mac McCormick

Imagem: Estátua para Tesla, Niagara Falls

01 outubro, 2018

Como um cientista de algas ajudou a ganhar a guerra

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Ministério da Defesa do Reino Unido contratou alguém chamado Geoffrey Tandy para trabalhar como criptografista para ajudar a decifrar os códigos secretos dos alemães. O problema era que o bom homem era realmente criptogamista (um botânico especializado na área de criptogamia que estuda as plantas que têm órgãos reprodutores ocultos, tais como as algas). Eles estavam equivocados com a profissão do candidato.
Não está muito claro por que ele ficou lá por um tempo, mas o bom homem tentou ajudar naquilo que podia, embora não não estivesse trabalhando em sua área de conhecimento.
No entanto, em 1941, alguns documentos apareceram com códigos resgatados de um submarino alemão torpedeado. Eles estavam molhados e em mau estado, mas com o que Tandy sabia de seu estudo sobre preservação e preparação de plantas úmidas pôde salvá-los com a ajuda de material adequado (que conseguiu em um museu). Aqueles papéis recuperados da destruição seguramente foram interessantes para a decifração dos códigos secretos, de modo que Tandy pôde finalmente colaborar no trabalho para o qual fora contratado.

How a seaweed scientist helped win the war, NaturePlus

11 julho, 2018

Tesla em seu laboratório

Esta foto famosa de Nikola Tesla, sentado em uma cadeira em seu laboratório e calmamente examinando suas anotações, enquanto raios coriscavam em volta dele, é provavelmente o resultado de uma dupla exposição fotográfica.


No entanto, a imagem, obtida em seu laboratório do Colorado e usada como publicidade para arrecadar financiamento para novos projetos, captou o fascínio do público por um cientista cujas proezas faziam-no parecer um mágico para muitos.

20 abril, 2018

A palavra "científico" em espanhol

A figura de Mary Somerville revelou-se tão impressionante que William Whewell inventou a palavra cientista para poder se referir adequadamente a ela, já que até então as pessoas dedicadas à ciência eram conhecidas como homens de ciência ou filósofos da natureza.
Em "The Philosophy of the Inductive Sciences", de 1840:
Precisamos de um nome para descrever quem cultiva a ciência em geral. Eu ficaria inclinado a chamá-lo de cientista. Então, podemos dizer que, assim como um artista pode ser músico, pintor ou poeta, um cientista é um matemático, um físico ou um naturalista.
Mas verifica-se que é incorreto se nos referimos ao espanhol.
Porque, em espanhol, a palavra científico (cientista, em português), usada para descrever uma pessoa, já aparece, por exemplo, no livro "Clamores inconsolables de el agua, y sangría, contra la mala administración y vana esperanza de sus profesores", escrito pelo Dr. Manuel Martín e publicado em 1738 , um século antes da proposta de Whewell. Especificamente, aparece nas páginas 6 e 28 do livro:
Pouco importa, senhor, que Helmoncio, Musitano e seus capangas se declarem inimigos da minha utilidade, quando o científico Doleo, entrincheirado nas grandes investigações ...
E procurar no Google Libros não é difícil encontrar referências antigas, como o "venerável científico Sr. Yñigo López" em "Las trezientas", um livro de Juan de Mena publicado em 1566.
Portanto, não é para tirar os méritos de Whewell, que também inventou a palavra físico, entre muitas outras, mas os falantes de espanhol já haviam chegado lá antes. Embora fosse pela herança do latim.

Extraído de: http://www.microsiervos.com/archivo/curiosidades/william-whewell-no-invento-palabra-cientifico-en-espanol.html

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13/09/2019 - Hoje, esse termo (cientista) define uma profissão na qual homens e mulheres aplicam métodos precisos e atividades sistemáticas para pesquisar minuciosamente e documentar de maneira abrangente um entendimento absoluto de um estudo definido.

24 março, 2018

O velho Piccard

Auguste Antoine Piccard (28 de janeiro de 1884 - 24 de março de 1962) foi um físico suíço, inventor e explorador. Piccard e seu irmão gêmeo Jean Felix nasceram em Basel, na Suíça. Mostrando grande interesse intenso em ciência, ele cursou o Instituto Federal de Tecnologia (ETH), em Zurique, e tornou-se-se, em 1922, professor de física da Universidade Livre de Bruxelas.
Foi membro dos congressos Solvay de 1922, 1924, 1927 (vide foto), 1930 e 1933.
O aeronauta
Em 1930, seu interesse por balonismo, e sua curiosidade pelos fenõmenos da atmosfera superior levaram-no a projetar uma gôndola de alumínio esférica pressurizada, que permitiria a ascensão a grandes altitudes sem a necessidade de usar um traje pressurizado.
Uma importante motivação para sua pesquisa na atmosfera superior foram as medições de radiação cósmica, que deveriam fornecer evidências experimentais para as teorias de Albert Einstein, que Piccard conhecia das conferências Solvay e de quando era aluno do ETH.
Ele fez um total de vinte e sete vôos de balão, estabelecendo um recorde final de 23.000 m.
O hidronauta
Em meados da década de 1930, os interesses de Piccard mudaram quando ele percebeu que uma modificação no cockpit de seu balão de alta altitude permitiria a descida para o oceano profundo. Em 1937, ele já havia projetado o batiscafo, uma pequena gôndola de aço construída para suportar uma grande pressão externa. A construção começou, mas foi interrompida pela eclosão da Segunda Guerra Mundial.
Retomando o trabalho em 1945, ele completou o cockpit em forma de bolha que mantinha a pressão de ar normal para uma pessoa dentro da cápsula, mesmo que a pressão da água fosse muito aumentada. Acima da cápsula, um pesado tanque de aço foi acrescentado, sendo preenchido com um líquido de baixa densidade para a flutuabilidade do conjunto. Os líquidos são relativamente incompressíveis e podem proporcionar flutuabilidade ainda que a pressão seja progressivamente aumentada. E assim, o enorme tanque foi cheio com gasolina, não como combustível, mas para a flutuação. Para fazer a embarcação agora flutuante submergir, toneladas de ferro foram anexadas ao flutuador, com um mecanismo de liberação para poder retornar à superfície.

Personagens
Piccard foi a inspiração para o Professor Calculus (gravura), personagem da HQ "The Adventures of Tintin", do cartunista belga Hergé. Ele participava de um encontro de ensino em Bruxelas, onde Hergé viu sua figura inconfundível na rua.
Auguste foi citado pelo compositor Paulo Vanzolini na música "Samba Erudito": "Fui ao fundo do mar / Como o velho Piccard / Só pra me exibir / Só pra te impressionar".
Além disso, juntamente com seu irmão Jean, é considerado a inspiração para o nome do personagem Capitão Jean-Luc Picard, da série "Jornada nas Estrelas - A Nova Geração".

06 julho, 2016

O homem que refutou o racismo científico

AJAY KAMALAKARAN, GAZETA RUSSA — Em meados do século 19, quando o poder expansionista europeu estava no seu auge, antropólogos e a fraternidade científica no Ocidente produziam ensaios racistas para justificar a escravidão e o colonialismo. O cientista Nikolai Miklukho-Maklay (gravura), nascido na atual região russa de Novgorod, estava na vanguarda contra tais teorias.
"Os europeus só acreditavam nos valores de liberdade, igualdade e fraternidade para outros europeus, enquanto, ao mesmo tempo, propagavam teorias sobre a existência de uma 'raça superior' ou um conceito de 'seleção natural' segundo o qual negros teriam sido feitos para servir o homem branco", diz a antropóloga Dhara Wettasinghe, do Sri Lanka, que estuda a obra de Miklukho-Maklay há alguns anos.
O cientista russo havia sido inspirado por Charles Darwin e trabalhou como assistente para o grande cientista alemão Ernst Haeckel. "Foi durante suas viagens com Haeckel, que também tinha opiniões racistas, que Miklukho-Maklay prometeu a si refutar as teorias de supremacia", conta Wettasinghe, acrescentando que sua bondade teria promovido a simpatia de pessoas pelos lugares onde passava.
"Os moradores do Sri Lanka, então Ceilão, deram-lhe um segundo sobrenome, que basicamente significa uma 'pessoa benevolente'."
Foi na Universidade de Jena, na Alemanha, que o estudante de ciências humanas, medicina e zoologia Miklukho-Maklay conheceu Haeckel. Em 1866, quando tinha apenas 20 anos, embarcou com o alemão para uma expedição nas Ilhas Canárias.
"Essa viagem teve um profundo impacto em sua vida. Ele também viajou com Haeckel a vários outros países antes de sair por conta própria em expedições a lugares como Tailândia, Indonésia e Malásia", diz Wettasinghe. Porém, enquanto seu mentor, Haeckel, acreditava que certas raças eram culturalmente inferiores, Miklukho-Maklay se empenhou para provar justamente o contrário.
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Artigo enviado pelo colaborador Jaime Nogueira, acrescido do seguinte comentário: "Pena que Dom Pedro II preferiu os conselhos do Conde de Gobineau".

N. do E.
Joseph Arthur de Gobineau nasceu de família comum, com poucas posses, em 14 de julho de 1816. Mais tarde, criaria para si uma falsa genealogia que o colocaria como membro de uma família aristocrática, passando a se fazer conhecer pelo título nobiliárquico adotado de "Conde de Gobineau".
Vivendo em Paris, a partir de 1835, tornou-se funcionário público como secretário do escritor Alexis de Tocqueville, nomeado ministro, em 1849. Como diplomata, Gobineau serviu em Berna, Hanôver, Frankfurt, Teerã, Rio de Janeiro e Estocolmo.
Tinha pretensões artísticas, havendo tentado ser escultor e romancista. Mas se celebrizou ao escrever o "Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas" (1855), seu livro mais famoso, um dos primeiros trabalhos sobre eugenia e racismo publicados no século XIX.
Segundo ele, a mistura de raças (miscigenação) era inevitável e levaria a espécie humana a graus sempre maiores de degenerescência física e intelectual. É-lhe atribuída a frase:
" Não creio que viemos dos macacos mas creio que vamos nessa direção."
Sua segunda missão diplomática foi no Brasil, onde chegou em 1869, enviado por Napoleão III. Nunca escondeu sua animosidade para com o país, que deixou um ano depois (1870]. Travou amizade com o imperador Pedro II que, mesmo sem compartilhar muitas de suas idéias[carece de fontes], manteve uma amizade epistolar durante muitos anos depois de sua partida do Brasil.
Não conseguiu ver com bons olhos nenhum aspecto da sociedade brasileira, a não ser seus encontros com D. Pedro II. Para ele o Brasil não tinha futuro, país marcado pela presença de raças que julgava inferiores. A mistura racial daria origem a mestiços e pardos degenerados e estéreis. Esta característica já teria selado a sorte do país: a degeneração levaria ao desaparecimento da população. A única saída para os brasileiros, seria o incentivo à imigração de "raças" europeias, consideradas superiores.
Mas se, em vez de se reproduzir entre si, a população brasileira estivesse em condições de subdividir ainda mais os elementos daninhos de sua atual constituição étnica, fortalecendo-se através de alianças de mais valor com as raças europeias, o movimento de destruição observado em suas fileiras se encerraria, dando lugar a uma ação contrária. — Joseph Arthur de Gobineau
Além de Gobineau, o naturalista Louis Agassiz foi outro que representou o ponto de vista do racismo científico (racialismo).

27 maio, 2016

O preeminente Alexander von Humboldt

Alexander von Humboldt (1769 – 1859) foi o cientista preeminente do seu tempo. Com exceção de Napoleão Bonaparte, Humboldt era à sua época o homem mais famoso da Europa. Aplausos acolhiam-no em todos os lugares aonde ia. Academias, nacionais e estrangeiras, estavam ansiosas para tê-lo entre seus membros.
Na América Latina e no mundo de fala inglesa, há cidades, rio, universidade, parque, cadeia de montanhas, baía, cachoeira, 300 plantas e mais de 100 animais nomeados em homenagem a ele.
Há também uma geleira Humboldt e um tal asteroide 54 Alexandra. Ao largo da costa do Peru e do Chile, a lula gigante Humboldt nada na corrente de Humboldt, e até mesmo na lua existe uma área chamada Mare Humboldtianum.
Darwin chamou-o de "o maior viajante científico que já existiu".
No entanto, hoje, fora da América Latina e da Alemanha, terra natal de Humboldt, o seu nome tende ao quase esquecimento. Suas idéias tornaram-se tão adotadas pela ciência moderna que elas já não parecem surpreendentes. Como Andrea Wulf observa em seu cativante livro "The Invention of Nature: Alexander von Humboldt's New World": "é quase como suas idéias tenham-se tornado tão evidentes que o homem por trás delas desapareceu".

Preeminente ou Proeminente?
1) Um leitor relata ter sido aluno de conhecido professor, e este sempre insistia em que preeminente era a forma correta, enquanto proeminente seria a forma errada. E indaga o leitor qual a forma correta da expressão.
2) Observe-se, num primeiro aspecto, que o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa registra ambas as palavras: preeminente e proeminente.
3) Ora, o VOLP é editado pela Academia Brasileira de Letras, e esta detém a delegação legal para listar oficialmente os vocábulos existentes em nosso idioma, de modo que não remanesce dúvida quanto à efetiva existência de ambos os vocábulos no vernáculo.
4) Num segundo aspecto, uma consulta aos dicionários revela que proeminente tem o sentido primário e físico daquilo que avança em ponta, como maçãs do rosto proeminentes ou queixo proeminente.
5) Desse sentido físico, passou-se ao sentido metafórico, para indicar aquele ou aquilo que se eleva acima do que está em volta, ou aquele que se destaca por qualidades intelectuais ou morais em seu meio. Exs.: a) "Falo aos cidadãos proeminentes desta cidade"; b) "Buscava garimpar ideias proeminentes, que pudessem frutificar nas mentes dos concidadãos".
6) Já para preeminente, os dicionários referem a acepção daquilo que está muito acima do que está em sua volta, ou superior, ou excelso, ou sublime, ou que se distingue pelo mérito ou saber, ou nobre, distinto, ilustre. Exs.: a) "Um saber assim preeminente não pode ficar escondido"; b) "Ideias preeminentes foram explicitadas naquela reunião".
7) Da comparação entre as acepções e os exemplos, pode-se concluir em síntese: a) proeminente, por um lado, tem um sentido físico, que não se encontra em preeminente; b) no sentido metafórico, todavia, proeminente é sinônimo de preeminente.
In: Gramatigalhas, por José Maria da Costa


26 fevereiro, 2016

Albert, o cão cientista

Em uma série de vídeos, o cão labrador Albert mostra seu conhecimento científico avançado para comer guloseimas que foram trancadas por seres humanos em diferentes recipientes.
Nesta experiência, ele tenta chegar a uma sopa de galinha colocada em um recipiente cilíndrico. Sua língua não consegue alcançar a sopa. Então, Albert coloca umas bolas no recipiente. E as bolas elevam o nível do líquido, de acordo com o famoso princípio de Arquimedes de Siracusa, possibilitando-lhe tomar a sopa.
Cãociente Consciente da importância de "dar uma canja" para o público, Albert publica os vídeos de suas experiências científicas em seu site DogScientist.com.



Segundo o dicionário Oxford, um cientista é "uma pessoa que estuda ou tem conhecimento especializado de uma ou mais ciências naturais ou físicas". Esses indivíduos tendem a apresentar as seguintes características:
Inteligência - Eles têm a aptidão para aprender coisas novas e aplicar suas habilidades para responder perguntas. Grandes cientistas são capazes de ver o mundo, de uma maneira que poucas pessoas veem, e também de fazer perguntas que ninguém nunca tinha pensado antes em perguntar. Albert Einstein, por exemplo, questionou como espaço e tempo estariam relacionados e descreveu essa relação através da sua teoria da relatividade.
Curiosidade - Eles são curiosos sobre o mundo. Charles Darwin passou 5 anos no HMS Beagle, detalhando as maravilhas do mundo natural e especulando a respeito de como elas poderiam ter surgido.
Persistência - Mantendo-se em um problema, eles não desistem. Marie Curie processou ​​toneladas de uraninita para isolar o rádio.
Mente lógica - Eles podem formular modelos do mundo que lhes permitam não apenas explicar as coisas, mas prevê-las. Os meteorologistas podem prever o tempo com base em modelos complexos e nos dados atuais do tempo. Newton foi capaz de formular suas equações para as leis do movimento, que nos permitem prever como os objetos se movem e como calcular o tempo que uma uma maçã leva para cair sobre a cabeça de alguém.
Albert

08 novembro, 2014

Carl Sagan, o rosto da própria ciência


Ele levou uma existência febril, com múltiplas ocupações, como se soubesse que não iria viver até uma idade avançada.
Entre outras atividades, ele foi professor de astronomia na Universidade de Cornell, escreveu mais de uma dúzia de livros, trabalhou com missões robóticas da NASA, editou a revista científica "Icarus" e, de alguma forma, encontrou tempo para estar, repetida e compulsivamente, na frente das câmeras de televisão.
Em uma explosão incrível de energia, nos meados de seus 40 anos, ele criou e organizou "Cosmos". O seriado de televisão em treze partes, que foi ao ar no outono de 1980, o qual foi assistido por centenas de milhões de pessoas no mundo.
Carl Sagan (09/11/1934 – 20/12/1996) foi o cientista mais famoso dos Estados Unidos – o rosto da própria ciência.

A Sinfonia da Ciência, A poeira das estrelasO pálido ponto azul, O fato mais surprendente e O sorriso do bebê

19 julho, 2014

"A cura da Aids poderia estar a bordo daquele avião"

Declaração de Trevor Stratton, um consultor sobre HIV/AIDS, em entrevista a uma rede australiana de comunicação, logo após a queda do avião em que viajava o cientista holandês Joep Lange.


A queda do avião da Malaysia Airlines ocorrida nesta quinta-feira (17), reservou tristes notícias para o mundo da ciência. No voo, estavam cerca de 100 cientistas e ativistas a caminho da Conferência Internacional sobre a Aids, prevista para começar neste domingo (20), na Austrália.
Dentre os mortos, estava o holandês Joep Lange (foto), de 60 anos, reconhecido como um dos maiores especialistas sobre a doença no mundo.
O cientista dedicou cerca de 30 anos da sua vida às pesquisas sobre o vírus HIV e à Aids. Ele ficou mundialmente conhecido por defender a diminuição dos custos do tratamento para os países mais pobres.
Saiba mais.