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19 outubro, 2022

Maria Rita por Maria Rita

Extraído de: http://twitter.com/MariaRita/status/1481361426451214338

(três emojis falando alto) acho curioso quando dizem que têm ranço de mim porque eu disse que não gostaria de que me comparassem à minha mãe (no início da minha carreira) mas gravei um disco/dvd em homenagem a ela (10 anos depois).

não querer que me comparem tinha — e tem — dois principais motivos: 1. ser eu, ser livre pra cometer meus erros e ter minhas conquistas, escrever uma história distinta à dela; 2. ninguém se compara à incomparável. ninguém.

outro lance que eu fico (rosto com monóculo) é esse lance de exaltarem a mãe a partir de ataques à filha. mano: faz isso não. é feio. ninguém gostaria de passar por isso — principalmente uma mãe. a não ser que a mãe fosse meio psicopata, que DEFINITIVAMENTE não era o caso de minha mãe. me deixa.

e sim: minha voz é mais grave e mais "suave". eu sou alto/contralto, minha mãe alto/soprano. vale dar uma estudada pra entender que, por causa disso, nossas extensões são diferentes. (mas tem maestro que diz que minha extensão é incrível…)

pr’além disso: não, nossas interpretações não são iguais. e sim: as dela são e sempre serão infinitamente melhores — do que de quaisquer cantoras. não só euzinha aqui. né?

e não: eu não a imito. 1. eu NÃO LEMBRO DE MINHA MÃE. zero. zero lembrança. 2. eu não cresci com youtube. não tinham documentários. então não a imito. 3. quando eu subo num palco, eu SÓ PENSO naquele momento, em SOBREVIVER. foco na canção. não penso nela. e nem em ninguém.

e pra terminar: não, eu não quero ser igual à minha mãe. eu só quero buscar alguma paz dentro desse cenário onde a elis é de todos mas a mãe é minha. aliviem, vai. já tenho 20 anos de carreira, 8 grammys, sei la quantas turnês pelo país e o mundo…

mas se quisesse: MINHA MÃE ERA F***!!! e eu estaria bemmmm no meu direito de me inspirar nessa mulher incrível… meu direito e minha honra. esse legado dela é o maior presente que ela me deixou.(buquê)

e prestenção: amadurece aí, porque minha mãe não merece esse nhem-nhem-nhem, não — e honestamente, nem eu. nossa história, a minha e a dela, é tão mais maneira que isso… ela me amava loucamente, quase pirou quando eu nasci, dizia que eu era a companheira dela… amor de mãe!

ps.: e eu acho que eu canto para c*****o!!! mas não chego aos pés de dona elis. MAS E QUEM CHEGA??? (três caras sorridentes com três corações)


http://youtu.be/dQVnxzn94R0

12 agosto, 2022

Morena de Caetanópolis

Uma das cantoras mais importantes do Brasil, a mineira Clara Nunes completaria hoje (12 de agosto) 80 anos.
Ela nasceu em Cedro (Distrito de Paraopeba), hoje Caetanópolis, onde viveu até os 16 anos. Em 1952, ainda menina, ganhou seu primeiro prêmio como cantora (um vestido azul), interpretando "Recuerdos de Ypacaraí", no concurso organizado por Joãozinho da Farmácia. 
Começando com boleros e como Rainha da radiofonia mineira, Clara, já no Rio, alçou-se à fama de maior intérprete de samba do seu tempo.
Para marcar esta data, o Memorial de Clara Nunes foi reaberto em Caetanópolis, sua cidade natal. A volta do museu é acompanhada por uma exposição inédita que registra a relação de afeto da cantora com Minas Gerais. 
A sambista morreu aos 40 anos, após passar por uma cirurgia de varizes, deixando um imenso legado para a música popular brasileira.
Morena de Angola
(Chico Buarque)

30 setembro, 2018

Ângela Maria (✩1929 - ✝2018)

"Menina, você tem a voz doce e a cor do sapoti."
(Getúlio Vargas, dirigindo-se a ela) [1]

Morreu ontem (29), por volta das 22 horas, Ângela Maria, uma das grandes vozes do Brasil. Ela es­tava in­ter­nada há mais de um mês no Hos­pital Sancta Mag­giore, por causa de uma grave in­fecção à qual não resistiu.
A in­tér­prete de "Ba­balu", "Vida de bailarina", "Ave Maria no morro", "Gente humilde" e "A lua é dos namorados" tinha ao falecer 89 anos de vida e 70 de sucesso, reconhecimento, carinho e respeito do povo brasileiro. Ângela Maria foi, de fato, uma referência para outras grandes cantoras da MPB como Elis Regina. [2]
Abelim Maria da Cunha (seu verdadeiro nome) nasceu em Macaé, Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1929. Passou a infância nas cidades fluminenses de Niterói, São Gonçalo e São João de Meriti. Desde menina cantava em coro de igrejas.
Foi operária tecelã, mas sonhava com o rádio, embora a família fosse contra a carreira artística.
Por volta de 1947, começou a frequentar programas de calouros. Naquela época, usava o nome de Ângela Maria, para não ser descoberta pela família. Ainda era inspetora de lâmpadas numa fábrica da General Eletric e, decidindo tentar a carreira de cantora, abandonou a família e foi morar com uma irmã no subúrbio de Bonsucesso.
Em 1951, estreou em disco pela RCA Victor, com "Sou feliz" e "Quando alguém vai embora". No ano de 1954, em concurso popular, tornou-se a "Rainha do Rádio" e, nesse mesmo ano, estreou no cinema, participando do filme "Rua sem sol".
Em 2015, o Instituto Cultural Cravo Albin relacionou-a entre as 12 mulheres mais influentes da MPB. [3]
Ela está sendo ve­lada, desde as 10 horas de hoje, no Ce­mi­tério Con­go­nhas, em São Paulo, e seu sepultamento será às 16 horas.



[1] http://blogdopg.blogspot.com/2014/02/morenice-brasileira.html
[2] https://www.youtube.com/watch?v=LX4fEAShdvw
[3] https://t.co/fpK5jTFhal

05 julho, 2016

Homenagem a Carmen Costa

Carmelita Madriaga, conhecida como Carmen Costa, (Trajano de Moraes, 5 de julho de 1920 — Rio de Janeiro, 25 de abril de 2007) foi uma cantora e compositora brasileira.
Aos 15 anos, Carmen Costa mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro, onde trabalhou como empregada doméstica do cantor Francisco Alves. Numa festa, ele a fez cantar para os convidados, entre eles Carmen Miranda, que a incentivou a iniciar a carreira artística.
Sua canção mais famosa, "Está Chegando a Hora", foi também seu primeiro sucesso. A música é uma versão adaptada da mexicana "Cielito Lindo".
Outros sucessos de Carmen: "Casinha da Marambaia", "Tem nego bebo aí", "Obsessão", "Jarro da saudade", "Se eu morrer amanhã", "Eu sou a outra" e sua célebre "polêmica" com Ataulfo Alves.
Esta última (ouça aqui) é uma faixa do disco "Eternamente Samba" (1966, gravadora Polydor), de Ataulfo Alves, com quem a cantora gravou as músicas desse pot-pourri.
Carmen Costa recebe hoje (5 de julho) um doodle do Google em homenagem ao dia em que faria 96 anos.
N. do E.
Em 2 de junho de 2004, no Rio de Janeiro, Carmen Costa participou da reinauguração da Rádio Nacional, emissora líder de audiência nas décadas de 40 e 50. Na ocasião, houve o encontro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com as "cantoras do rádio", geração de artistas reveladas na Rádio Nacional. Lula definiu o encontro de "saudosismo gostoso" e subiu ao palco do auditório da Nacional para abraçar e beijar Emilinha Borba, 80, Marlene, 79, Carmen Costa, 84, Ademilde Fonseca, 83, Adelaide Chiozzo, 73, e Carmélia Alves, 81.