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22 setembro, 2011

De baixo, de cima

Seja previdente, salve a Previdência e o clima!
Quem é alvo de calúnia, fofoca ou alguma verdade de que não gosta, gosta de repetir que: "o que vem de baixo não me atinge".
Segundo o Tutty Vasques esta resposta ficou muito prejudicada depois que a Cidade Maravilhosa passou a detonar tampas de bueiros.
Conclusão: o que vem de baixo, no Rio de Janeiro, pode atingir qualquer um.
E o que vem de cima?
Ah, esse, atinge, sim! Em qualquer lugar do planeta. E, em diversas situações, nem capacete é capaz de aparar.
Como, por exemplo, no caso do satélite que deve cair por volta do próximo dia 23 de setembro. São seis toneladas - seis mil quilinhos - procurando uma cabeça, ou várias.


Façamos então o seguinte: na próxima sexta-feira ninguém sai de casa. Assim, o trânsito melhora, a poluição diminui, o dia fica mais leve e, se os destroços caírem na cabeça de alguém, não haverá indenização trabalhista.
Fernando Gurgel Filho

15 julho, 2011

Vulcões no Brasil

Se você depende da crença de que não existem vulcões no Brasil para sustentar algum tipo de ufanismo vai se decepcionar com o que eu vou afirmar. Existem vulcões no Brasil.
Como o Pico do Cabuji, também conhecido como Peito de Moça, que fica no município de Angicos, Rio Grande do Norte. No caminho entre Natal e Mossoró, e há quem diga que ele, com seus 590 metros de altitude, é o verdadeiro Monte Pascoal. Bem, como é um Peito de Moça que já mirrou (desde o Holoceno), é melhor eu seguir viagem.
À ilha de Trindade, que tem numerosos centros vulcânicos. A cerca de 1200 quilômetros da costa do Estado de Espírito Santo, e com íngremes paredões, essa ilha só pode ser visitada de helicóptero. E uma pequena guarnição da Marinha brasileira que vive por lá diz nunca ter visto sinais de atividade vulcânica. Precisaria ter residência fixa na ilha há 40 mil anos para ter pisado na lava ainda quente.
Ah, o Vulcão de Nova Iguaçu! Situado no município de mesmo nome no Rio de Janeiro, este vulcão está completamente extinto. Aliás, pode até não ter existido. As comunidades acadêmicas estão divididas e mantêm há anos acaloradas discussões sobre a realidade do vulcão, indo das placas tectônicas ao fluxo piroclástico. Etc. A mim pouco importa que grupo vá ganhar a contenda, eu não preciso deste vulcão para acendrar (sinônimo de limpar com cinzas) a alma do meu Brasil varonil.
Não muito longe de Nova Iguaçu, mais precisamente na capital do Estado, é onde eu encontro finalmente o meu argumento a fortiori. Ocorre no Rio de Janeiro a maior concentração de vulcões do mundo. A cidade tem centros vulcânicos para islandês nenhum botar defeito. Disfarçados de bueiros da Light, eles explodem a todo instante pela cidade, inquietando a população. E basta uma centelha num desses hot points para garantir a sua ignição.

Paulo Gurgel

20 setembro, 2008

Arte na sarjeta

É como designo - sem conotação pejorativa - o que fazem pelas ruas o Anderson e o Delafuente, dois artistas moradores do bairro da Barra Funda, em São Paulo. Onde eles desenvolvem, com uma atuação que também se estende a outros bairros da capital paulista, o Projeto 6EMEIA.

Bueiro pintado é bueiro fotografado. Como este.


E como outros que são mostrados através do Google Maps.

Via Antena Paranóica

18/08/2014 - Atualizando...
Os japoneses têm também um relacionamento maravilhoso com as tampas dos seus bueiros. Elas são tratadas artisticamente. Aqui está uma seleção delas.