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31 outubro, 2019

Uma experiência fotocinética com bactérias

Como milhões de bactérias da espécie E. coli, geneticamente modificadas para nadar suavemente sob o controle da luz, podem ser organizadas em padrões de densidade complexos e reconfiguráveis, usando-se para estes fins um projetor de luz digital. E como elas podem transformar, em cinco minutos, uma imagem de Albert Einstein em outra de Charles Darwin e vice-versa.


Fonte: https://buff.ly/2vOyufC
https://doi.org/10.7554/eLife.36608.001

Arquivo
05/2010 Quem criou esta imagem?
05/2012 Bactérias construtoras de pirâmides
09/2019 Galeria bacteriana

07 setembro, 2017

Galeria bacteriana

O biólogo sintético Tal Danino lava as mãos constantemente, um dos riscos ocupacionais de trabalhar com bactérias o dia todo no Synthetic Biological Systems Lab, que ele dirige na Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Danino passa a maior parte do seu tempo tentando aproveitar certas propriedades das bactérias - as mesmas propriedades que podem torná-las tão perigosas para os seres humanos - com a finalidade de transformá-las em poderosas agentes do combate ao câncer.
Mas, quando ele não está programando bactérias para combater o câncer, ele as está programando para fazer arte. "É bom usar as artes visuais para ajudar a comunicar a ciência", diz ele, "pois a arte realmente transcende os limites da linguagem e do conhecimento".
Para seu mais recente projeto, Microuniverse, ele produziu em discos de Petri uma série de deslumbrantes imagens abstratas com diferentes espécies de bactérias, após deixá-las crescendo sob diferentes condições ambientais e por vários períodos de tempo.

Bacteria Gallery
Notavelmente, as bactérias podem crescer dentro de tumores, onde mesmo o sistema imunológico humano não pode chegar, e elas também podem ser programadas para produzir toxinas que causam a morte de células tumorais. Usando a clonagem molecular, Danino programa bactérias para que revelem tumores no corpo e, uma vez dentro deles, liberem toxinas de combate ao câncer. "É quase como uma situação do tipo Cavalo de Troia", explica ele. "Bactérias entram no tumor e, em seguida, começam a produzir drogas que fazem o tumor entrar em regressão".

09 junho, 2016

A repartição do corpo humano por tipos de células

O corpo de um homem adulto médio contém cerca de 30 trilhões de células humanas (*), a maioria delas glóbulos vermelhos. Estes representam 84 por cento das células do corpo, em número. Em peso, músculo e gordura são os pesos-pesados, que compõem 75 por cento da massa celular. Mas estas células tendem a ser grandes e representam apenas cerca de 0,2 por cento do número de células do corpo humano.
Na imagem abaixo, uma repartição por tipos de células humanas mais comuns.



(*) "Células humanas" não está sendo aqui uma expressão pleonástica. No corpo humano existem cerca de 40 trilhões de bactérias, a maioria delas vivendo no cólon. A proporção é de 1,3 célula bacteriana para cada célula humana. À margem desta contagem, os vírus, os fungos e outros seres biológicos. (N. do E.)

No Acta:
511 - Nós somos realmente nós?

24 setembro, 2015

Soprando velas em bolo de aniversário

O conhecimento científico cresce aos sopros, como neste estudo:
Bacterial Transfer by Blowing Out Birthday Cake Candles (Transferência Bacteriana Soprando Velas em Bolo de Aniversário)
Pôster nº. 13 do 5th Annual Focus on Creative Inquiry da Universidade de Clemson, apresentado em 12 de abril de 2010
Orientadores: Paul Dawson e Inyee Han, do Departamento de Ciência dos Alimentos e Nutrição Humana
Estudantes: Danielle Lynn, Jenevieve Lackey, Johnson Baker, Sutton Fainschwartz, Aaron Pietzyk
"As bactérias, presentes no meio ambiente e em outros seres vivos, são um componente inevitável da vida. É importante entender como elas – benignas ou patogênicas – são transferidas e se familiarizar com as medidas que evitam a contaminação. Como tal, este projeto de pesquisa foi focado na propagação potencial de bactérias quando se sopram as velas em um bolo de aniversário. O primeiro procedimento utilizado foi soprar em placas de Petri contendo o nutriente ágar. Um segundo procedimento consistiu em soprar velas acesas colocadas sobre uma camada de gelo. E, num terceiro procedimento, foi testar se o ato de salivar antes de soprar as velas sobre o gelo afetaria o resultado. Para simular uma atmosfera realista de festa, este último procedimento incluiu o consumo de uma fatia de pizza fresca antes de soprar as velas. Determinou-se que um nível mais elevado de bactérias foi transferido com este processo do que no teste anterior. Esses resultados levaram-nos a concluir que as bactérias expelidas pela boca podem, de fato, contaminar os bolos de aniversário".

25 agosto, 2014

Devagar vindo de longe

Deu na BBC News:
Bactérias de vida longa, que reproduzem apenas uma vez a cada 10 mil anos, foram encontradas em rochas a 2,5 km abaixo do fundo do oceano.
As descobertas levantam questões sobre como a vida persiste em tais condições extremas.
É quase um estado zumbi.
As efeméridas precisam saber disso.

19 fevereiro, 2014

26 novembro, 2013

O micróbio que quer ser astronauta

Em 2007, quando os engenheiros montavam a sonda Phoenix em uma das "Salas Brancas" que a NASA mantém no Centro Espacial Kennedy, os cientistas descobriram um microrganismo realmente surpreendente. Uma bactéria desconhecida e tão resistente que fora capaz de resistir às rigorosas medidas de segurança existentes no local, alimentando-se praticamente de nada.
Desde então, a bactéria jamais havia sido encontrada outra vez.
Há poucos dias, os cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA anunciaram que a encontraram novamente. Em outra "Sala Branca", pertencente ao Centro Espacial Europeu de Kourou, na Guiana Francesa, a milhares de quilômetros de distância da primeira!

Tersicoccus phoenicis, o micróbio encontrado nas instalações aeroespaciais

Ler o artigo completo de Javier Peláez, El microbio imposible empeñado en ser astronauta, em Yahoo! Noticias España.

14 maio, 2013

Nós somos realmente nós?

1 De acordo com o último censo biológico realizado, há mais células bacterianas do que células humanas no corpo humano. Até dez vezes mais, segundo alguns estudos. Apesar de seu vasto número, essas bactérias só não ocupam um espaço proporcionalmente maior porque elas são menores do que as células humanas. No entanto, ainda que pareça algo assustador, a participação delas na economia humana deve ser vista como um fato salutar. LINK
2 O genoma humano contém cerca de 100.000 fragmentos de retrovírus endógenos, que compõem cerca de oito por cento de todo o nosso DNA. A evolução, que é um processo infinitamente criativo, pode transformar o que parece totalmente inútil em algo valioso. Desse modo, os detritos virais espalhados em nossos genomas acabam sendo matéria-prima para novos genes. E, de tempos em tempos, o DNA de origem retroviral tem sido aproveitado para nossos próprios fins. LINK

07 maio, 2012

Bactérias construtoras de pirâmides

O vídeo abaixo, inspirado na construção das antigas pirâmides, foi apresentado em 2010 na Conferência Internacional do IEEE sobre Robôs e Sistemas Inteligentes.
Mostra cerca de 5 mil bactérias se movendo como um cardume de peixes pequenos, trabalhando em conjunto para o transporte de pequenos tijolos de epóxi, de modo a montar uma estrutura piramidal - tudo em 15 minutos.
As bactérias, de um tipo conhecido como magnetotáticas, contêm estruturas chamadas magnetossomos, que funcionam como uma bússola. Na presença de um campo magnético, os magnetossomos fazem com que as bactérias se movimentem de acordo com a orientação do campo.
Cada bactéria tem flagelos capazes de gerar cerca de 4 piconewtons. É uma quantidade muito pequena de força de empuxo mas, colocadas milhares de bactérias para trabalhar em conjunto, elas podem mover montanhas. Bem, micromontanhas.

13 fevereiro, 2012

A segunda pele de Le

Este indivíduo, cujo nome é Josh Le (foto), usou uma calça jeans por 15 meses sem lavar. Usou-a, dia sim e outro não,  para deixá-la "respirar" e mantê-la "controlada dos maus odores".
Depois disso, testes bacteriológicos foram realizados nos laboratórios da Universidade de Alberta (Canadá), e, de modo surpreendente, o número de colônias não foi particularmente elevado. E, conforme os resultados dos testes, a maioria dessas colônias era de bactérias não nocivas, provenientes da pele dele de Le.


Ler + em Tecnoculto.
Ler + em EntreMentes
Calça Jeans, de Nelson José Cunha.

16 setembro, 2010

O poeta e a bactéria

O poeta canadense Christian Bök deseja que sua poesia sobreviva por bilhões de anos. Como? Inserindo um de seus poemas diretamente no DNA de uma bactéria, o Deinococcus radiodurans. Se funcionar, o poema vai durar mais do que a espécie humana. Mas é um processo complexo e Bök está fazendo o que pode para torná-lo ainda mais complicado. Por querer introduzir no DNA da bactéria uma sequência de nucleotídeos que produza uma proteína a ser interpretada como um poema.
E o poeta tenta criar um código que relacione os nucleotídeos (adenosina, citosina, guanina e timina, conhecidos por suas iniciais ACGT)) com as letras do alfabeto. No qual cada trinca de nucleotídeos corresponda a uma letra, de modo que, digamos, ACT represente a letra "a", AGT a letra "b", e assim por diante.

Christian Bök ainda não sabe. Mas teria o seu trabalho muito facilitado se recorresse a uma bactéria que é endêmica no Brasil. Qual? O Sonetococcus brasiliensis. PGCS

Postagem 212 do Acta Pulmonale

03 maio, 2010

Quem criou esta imagem?

Bem, depende. A fotografia propriamente dita foi tirada por Jeff Tabor e Matt Good, em 2007. Antes dela, porém, bactérias da espécie E. coli, modificadas geneticamente, fizeram o seu "dever de casa" em um disco de Petri infundido por um açúcar que era capaz de escurecer o meio ao ser digerido.
Assim, as partes escuras da imagem correspondem aos locais em que o açúcar foi digerido pelas bactérias, enquanto as suas partes claras significam que, nestes outros locais, tal não aconteceu. Isto porque, nessas regiões que permaneceram claras, as bactérias estavam impedidas de consumir o açúcar por um gene modificado e que era ativado pela luz.
Tabor, um dos responsáveis pela experiência, trabalha atualmente na Universidade da Califórnia, San Francisco, onde continua a estudar a influência da luz sobre o comportamento das colônias de bactérias modificadas pela engenharia genética.

25 novembro, 2009

Você e as bactérias

De acordo com o último censo realizado no corpo humano, você é mais bactéria do que você mesmo.

Esquisito, não é?! Mas com todas as bactérias que vivem dentro de você se pode encher uma jarra de dois litros. Em seu corpo, há mais células bacterianas do que células humanas - até dez vezes mais, segundo alguns estudos. Apesar de seu vasto número, essas bactérias só não ocupam um espaço proporcionalmente maior porque elas são menores do que as células humanas. No entanto, ainda que pareça algo assustador, a participação delas na economia humana deve ser vista como um fato salutar.

Saiba mais sobre o assunto lendo o artigo (em inglês) Humans Carry More Bacterial Cells Than Human Ones, publicado na Scientific American.