O sistema métrico é um sistema de medição internacional decimalizado, que surgiu pela primeira vez na França, durante a Revolução Francesa, em virtude da dificuldade de funcionamento do comércio e da indústria devido à existência de diversos padrões de medida.
— Você pode nomear dois países que ainda não adotaram o sistema métrico?
De acordo com o The World Factbook, publicado pela Central Intelligence Agency (CIA), o Sistema Internacional de Unidades é o sistema oficial de medidas para todas as nações do mundo, com exceção de Mianmar, Libéria e Estados Unidos. Algumas fontes, no entanto, identificam a Libéria como um país métrico.
Russ Rowlett opina que "os EUA adotaram o sistema métrico em 1866. O que os EUA não conseguiram fazer é restringir ou proibir o uso de suas unidades tradicionais em áreas que tocam o cidadão comum: construção, transações imobiliárias, comércio varejista e educação".
Em 1962, o Brasil emitiu um selo de 100 cruzeiros comemorativo dos 100 anos do sistema métrico no País.
Extraído de Como é gostoso dirigir em quilômetros, blog EM:
Em 1975, o Congresso aprovou a Lei da Conversão Métrica (Metric Conversion Act), que declarou o sistema métrico como o sistema preferencial dos Estados Unidos. O Conselho Métrico (U.S. Metric Board) foi criado para implantar esta conversão. Em consonância com a ideia da conversão, as placas de trânsito da rodovia Interestadual 19, que liga Tucson, Arizona, ao México foram alteradas, de modo a que as distâncias fossem mostradas apenas em quilômetros.
A experiência métrica dos Estados Unidos provou ser de curta duração. A Lei de Conversão Métrica e o Conselho Métrico foram desmantelados apenas sete anos depois de terem sido criados. Cerca de 40 anos mais tarde, o país continua comprometido com o seu padrão habitual de medição. No entanto, se você estiver disposto a esquecer as milhas, pegue a Interestadual 19 só para ver como é gostoso dirigir em quilômetros.
— Se é por falta de um processo mnemônico, aqui tem um.
Mostrando postagens com marcador SI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SI. Mostrar todas as postagens
25 junho, 2018
12 novembro, 2017
Como é prático o sistema métrico
No sistema métrico, ou Sistema Internacional de Unidades, um mililitro de água ocupa um centímetro cúbico, pesa um grama e requer uma caloria de energia para aquecer um grau centigrado - o que é 1 por cento da diferença entre seu ponto de congelamento e seu ponto de ebulição. Enquanto, no sistema americano, a resposta para "Quanta energia é necessária para ferver um galão de água que se encontra à temperatura ambiente?" é "Foda-se", porque você não pode relacionar diretamente nenhuma destas unidades. ~ Josh Bazell.
(https://alessandrorossini.org/tag/metric-units/)
Se é por falta de um processo mnemônico que você ainda não adotou o sistema métrico, aqui tem um:
Ver também: Como é gostoso dirigir em quilômetros
(https://alessandrorossini.org/tag/metric-units/)
Se é por falta de um processo mnemônico que você ainda não adotou o sistema métrico, aqui tem um:
Ver também: Como é gostoso dirigir em quilômetros
02 maio, 2014
A esfera de silício
(continuação de "O Grande K", postado em 25/04/2014)
A essa altura, os países que não adotaram o sistema métrico... Sim, estou falando de vocês: Libéria, Burma e EUA. Vocês devem estar se gabando, já que a sua unidade de medida de massa, a libra avoirdupois, não é definida por nenhum objeto físico. Ao invés disso, ela é definida em precisos 0,45359237 quilogramas. Ora, danem-se, vocês.Então é evidente que algo precisa ser feito para eliminar a dependência do quilograma de um objeto físico. É aí que a esfera de silício entra. Mas, como isso pode ajudar?
Você aqui tem um objeto físico. Ela é bonita e tal, mas ainda é um objeto físico e é justo o que você quer evitar.
25 abril, 2014
O Grande K
(continuação de "Como algo deixou de ser Grave", postado em 18/04/14)
O Grande K é o único objeto em todo o universo com a massa exata de 1 kg. Bem, ele é o Quilograma. A única unidade do SI, o Système international d'unités, que ainda é determinada por um objeto físico. Está dentro de três redomas de vidro, ao lado de outras seis cópias em um cofre com a temperatura controlada, trancado a chaves de controle interno, no subsolo do Bureau Internacional de Pesos e Medidas, nos arredores de Paris.Se você pudesse entrar no cofre e contaminasse o Grande K, você estaria alterando a definição do quilograma. Um padrão pelo qual muitas de nossas medidas se baseiam. Assim você lançaria o mundo no caos!?
Bem, na verdade, não. Mas, como alguém poderia averiguar se a massa do Grande K mudou?
Quando foi criado, outras 40 cópias também foram feitas. Elas não são idênticas. Suas massas são ligeiramente diferentes da massa do Grande K. mas tais diferenças foram anotadas. E essas réplicas foram enviadas a vários países para que fossem seus padrões.
Em 1948, os cilindros foram reunidos para uma nova pesagem. E foi aí que o problema começou pois, mesmo com todos os cilindros sendo compostos pelo mesmo material, e armazenados sob as mesmas condições, suas massas divergiram entre si com o passar do tempo. A massa do Grande K não era sequer igual às massas daquelas cópias com as quais ele havia sido guardado.
Como se isso não bastasse, quando foram reunidas de novo, 40 anos depois, suas massas divergiam entre si em 54 microgramas.
Isso é quase o peso de uma impressão digital! Mas as impressões digitais não são as responsáveis por isso, já que os cilindros são lavados para a pesagem. Então, algum processo físico deve ter alterado suas massas, mas como isso aconteceu ainda é motivo de especulação.
Uma coisa é certa: a massa de um cilindro de platina e irídio não se conserva através do tempo. E isso é um grande problema. Não se pode basear-se em uma unidade de referência que muda o seu valor a toda hora. E as consequências disso não estão limitadas às unidades de massa. Das 7 unidades básicas do SI, 4 delas dependem do quilograma. Isso afora as derivações como newtons, joules, volts e watts.
(continua em 02/05/14)
18 abril, 2014
Como algo deixou de ser Grave
Grave, uma palavra francesa, é o nome original da unidade básica de massa no sistema métrico de medidas, o Système international d'unités ou SI
Em 1793, uma comissão - que incluía o notável cientista e aristocrata Antoine Lavoisier - definiu a unidade básica de massa como sendo o peso de um decímetro cúbico de água à temperatura de fusão do gelo. Na verdade, um litro de gelo derretido.
O nome Grave vem de Gravitas, peso em Latim. Mas isso não acaba aí. Grave soou bastante parecido com o título alemão Graf, que é equivalente a Conde.
Com a Revolução Francesa e o ideal de igualdade para todos não era admissível a existência de uma "unidade de nobreza". Foi então que Lavoisier perdeu a cabeça. Literalmente (imagem ao lado). Não porque ajudou a criar um dos melhores sistemas de medidas de todos os tempos, mas porque era nobre e cobrava impostos.
Então, as coisas estavam bem graves. De qualquer forma, o novo governo republicano considerou o Grave demasiado grande para o que eles queriam medir. E determinaram a criação do grama, valendo um milésimo do Grave.
Mas, ao perceberem que o grama era pequeno demais, retornaram para o Grave. Mas, como não podiam chamá-lo assim, inventaram o quilograma, isto é, mil gramas. É por causa disso que, dentre todas as unidades básicas do SI, o quilograma é o único a possuir um prefixo em seu nome.
Em 1979, o quilograma foi redefinido como a massa de 1 litro de água a 4 graus Celsius, que é quando ela se encontra mais densa. Mas a água não é a coisa mais adequada para se ter como padrão de medidas.
Foi aí que um cilindro de pura platina foi criado com a mesma massa do "padrão água". Ele foi batizado de "O Quilograma dos Arquivos". Vale frisar que, a partir deste ponto, o quilograma não estava mais atrelado à massa de um certo volume de água.
Noventa anos depois, em 1889, o quilograma foi atualizado para um cilindro de platina e irídio. Este é bem mais resistente do que o cilindro original, mas, por outro lado, é quase a mesma coisa.
Desde então, esta tem sido a definição de quilograma. É oficialmente chamada de "Protótipo Internacional do Quilograma", Le Grand K ou o Grande K.
Em 1793, uma comissão - que incluía o notável cientista e aristocrata Antoine Lavoisier - definiu a unidade básica de massa como sendo o peso de um decímetro cúbico de água à temperatura de fusão do gelo. Na verdade, um litro de gelo derretido.
O nome Grave vem de Gravitas, peso em Latim. Mas isso não acaba aí. Grave soou bastante parecido com o título alemão Graf, que é equivalente a Conde.
Com a Revolução Francesa e o ideal de igualdade para todos não era admissível a existência de uma "unidade de nobreza". Foi então que Lavoisier perdeu a cabeça. Literalmente (imagem ao lado). Não porque ajudou a criar um dos melhores sistemas de medidas de todos os tempos, mas porque era nobre e cobrava impostos.
Então, as coisas estavam bem graves. De qualquer forma, o novo governo republicano considerou o Grave demasiado grande para o que eles queriam medir. E determinaram a criação do grama, valendo um milésimo do Grave.
Mas, ao perceberem que o grama era pequeno demais, retornaram para o Grave. Mas, como não podiam chamá-lo assim, inventaram o quilograma, isto é, mil gramas. É por causa disso que, dentre todas as unidades básicas do SI, o quilograma é o único a possuir um prefixo em seu nome.
Em 1979, o quilograma foi redefinido como a massa de 1 litro de água a 4 graus Celsius, que é quando ela se encontra mais densa. Mas a água não é a coisa mais adequada para se ter como padrão de medidas.
Foi aí que um cilindro de pura platina foi criado com a mesma massa do "padrão água". Ele foi batizado de "O Quilograma dos Arquivos". Vale frisar que, a partir deste ponto, o quilograma não estava mais atrelado à massa de um certo volume de água.
Noventa anos depois, em 1889, o quilograma foi atualizado para um cilindro de platina e irídio. Este é bem mais resistente do que o cilindro original, mas, por outro lado, é quase a mesma coisa.
Desde então, esta tem sido a definição de quilograma. É oficialmente chamada de "Protótipo Internacional do Quilograma", Le Grand K ou o Grande K.
(continua em 25/04/2014)
Assinar:
Postagens (Atom)


