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22 janeiro, 2016

Uma homenagem ao criador da "escala quente"

Nesta sexta-feira, Wilbur L. Scoville (1865-1942), o pai da escala da picância das pimentas foi homenageado pelo Google com um doodle, lembrando o 151º aniversário do nascimento do premiado químico de Connecticut, EUA. O doodle , segundo Priscilla Navarette, de El País, nos faz lembrar daquele conselho dado aos turistas com paladares não treinados que se atrevem a experimentar a cozinha local de um país amante do picante: "Se te disserem que não arde, arde. Sempre arde".


A técnica desenvolvida por ele, em 1912, consiste em diluir a pimenta em água com açúcar até parar de arder; quanto mais diluição for necessária, mais potente é a pimenta. A escala de Scoville é chamada em inglês de SHU (Scoville Heat Units, ou Unidades de Calor de Scoville).
Um pimentão, por exemplo, tem 0 unidades; o tipo habanero, frequente na cozinha mexicana e um dos mais picantes, tem entre 100.000 e 350.000, apesar de haver tipos mais potentes. O Carolina Reaper, originário da Carolina do Sul, EUA, tem entre 1.150.000 e 2.220.000 SHU e é a pimenta mais picante de que se tem notícia.
Os perfumes também desempenharam um papel importante na carreira profissional deste cientista. Além de "A Arte dos Compostos" (1895), livro usado como referência farmacológica até a década de 1960, Scoville publicou um volume com centenas de fórmulas de perfumes e essências, intitulado "Extratos e Perfumes". As ilustrações do doodle são de autoria de Olivia Huynh.

EntreQuentes
Geleia de pimenta | A mais "quente' das pimentas | A pimenta Infinita | Foi infinita enquanto durou | Capsaicina | My way

02 outubro, 2014

♪My way♪ (2)

O músico dinamarquês Claus Pilgaard, também conhecido como Chili Klaus, convidou um amigo, o cantor Michael Croe, para degustar a Dorset Naga. Esta espécie de pimenta alcança um milhão de unidades na escala de Scoville, que mede o grau de ardência das pimentas. (1) (2) (3) (4)
Assim estimulados, os dois fizeram logo após uma performance com "My Way", uma canção insubstituível para a situação.



Yes there were times, I'm sure you knew
When I bit off more than I could chew
But through it all when there was doubt
I ate it up and spit it out
I faced it all and I stood tall
And did it my way
Sim, houve momentos, creio que você soube
Em que eu mordi mais que eu podia mastigar
Mas, com tudo isso, quando havia dúvidas
Eu engoli e cuspi
Eu enfrentei tudo e permaneci firme
E fiz tudo do meu jeito

16 fevereiro, 2012

Capsaicina

Supostamente, os seres humanos foram feitos para evitar a pimenta. A fruta contém uma substância irritante chamado capsaicina. É tão ativa que um miligrama da substância, colocada na palma de uma mão, queima como um cigarro aceso, causando uma dor que dura horas.

capsaicina
A planta evoluiu esse mecanismo de defesa porque as suas sementes são destruídas no aparelho digestivo dos mamíferos. E a capsaicina foi a forma que a planta encontrou para afastá-los.
No entanto, as sementes da pimenta Chili sobrevivem ao serem comidas pelas aves, que não têm receptores para sentir a capsaicina. É como se a planta "desejasse" que suas frutas fossem comidas pelas aves, as quais são excelentes veículos para sua propagação.
Diferentemente da maioria dos mamíferos, os seres humanos desfrutam da ardência da capsaicina em sua alimentação.
Agora, há outra razão para apreciá-la além de sua forte emoção culinária: a capsaicina consegue neutralizar localmente os neurônios que enviam sinais de dor ao cérebro.
Este princípio está sendo explorado na fabricação de patches (adesivos transdérmicos) para o tratamento da dor de origem neuropática (*).


(*) Exemplos: nevralgia pós-herpética, polineuropatia pelo HIV, neuropatia diabética, lesão traumática de nervo etc.

N. do E.
1 - No Brasil, a capsaicina é comercializada sob as formas de cremes e loção.
2 - Nenhum organismo rearquiteta a si próprio. Evolui através de alguma mutação AO ACASO que é passada a seus descendentes. Se esta mutação traz alguma vantagem, com relação aos demais da espécie, estes descendentes tenderão a predominar no meio competitivo em que vivem. Isso acontece em todo momento: no mundo dos microrganismos, por exemplo. Cepas resistentes de bactérias a antibióticos passam a ocupar cada vez mais o espaço das cepas sensíveis. Vírus aviários e suínos sofrem mutações, tornando-se infectantes ao hospedeiro humano a ponto de provocar pandemias. No presente caso: sementes destruídas em tudo digestivo de mamíferos "não interessam" a plantas que produzem capsaicina; sementes preservadas em tubo digestivo de aves (melhores veículos de propagação, por sinal) "interessam". "Interessam" e "não interessam" - aqui escritos entre aspas - por serem modelos que não dependem da volição das plantas.

28 junho, 2011

Acabou a munição!

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EntreMentes registrou esse momento especialmente difícil na vida de alguns integrantes do SGT. PEPPERS LONELY HEARTS PLATOON.

23 abril, 2008

Geléia de pimenta

No vôo que me trouxe de São Luís tive a companhia de Mariano Freitas. Fomos contemporâneos na Faculdade de Medicina da UFC, sendo ele de uma turma anterior à minha em dois anos. Mariano, que tinha ido aos Lençóis Maranhenses, falou-me do sabor agradável que descobrira na geléia de pimenta, da qual havia inclusive adquirido alguns frascos em seu passeio nas terras maranhenses. E, desejando dividir comigo a nova experiência gustativa, presenteou-me com um exemplar dessa geléia no aeroporto de Fortaleza quando nos despedimos.
Realmente, a geléia tem um sabor picante (o que dela se esperaria), porém agradável. Tanto é que já estou a consumir prazerosamente e aos poucos da presenteada geléia. Se bem que, em sendo pouco conhecedor de assuntos culinários, cause-me estranheza o fato de alguém preparar uma geléia que tem como ingrediente básico a pimenta vermelha. Mas é o que consta no rótulo do frasco: pimenta vermelha, açúcar, vinagre, ervas finas e frutas variadas. Acrescido da recomendação de seu fabricante maranhense para experimentá-la com grelhados, pastéis, sanduíches, pizzas etc.