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06 setembro, 2018

Perversões alimentares

Fagia (do grego fagein, comer), elemento de composição de palavras que exprimem a noção de ingestão ou hábito alimentar.
Exemplos: onicofagia (unhas), entomofagia (insetos), geofagia ou argilofagia (terra, barro), aerofagia (ar), tricofagia (cabelos).
Pessoas para as quais lâmpadas, bicicletas e giletes são iguarias apresentam um distúrbio psiquiátrico conhecido como pica. O nome pica vem do latim e significa pega, um pássaro do hemisfério norte que come quase tudo o que encontra pela frente.
http://blogdopg.blogspot.com.br/2010/08/pica.html#links

Pagofagia: é a necessidade obsessiva de consumir gelo, sendo esta uma variante da pica.

- Tu tá comendo vidro, filho?
- Não, pai, eu tô chupando pedra d'água.
(uma canção matuta)

Dieta do gelo
Criada pelo professor-assistente de medicina da Universidade Rugters, nos Estados Unidos, Brian Weiner, que também é gastroenterologista, a dieta do gelo parte da premissa que comer gelo é um truque eficiente para maximizar a queima de calorias.
Será que essa dieta do gelo emagrece mesmo? Prós e contras.
http://www.mundoboaforma.com.br/dieta-do-gelo-emagrece-como-funciona/#hl2gyG7RjJWqExRV.99

18 outubro, 2013

Pica-flor

Numa tarde quente da Bahia, uma freira resolveu satirizar, publicamente, Gregório de Matos, que tinha uma fisionomia delgada e um nariz saliente, chamando-o de "Pica-Flor" (o mesmo que beija-flor).
O "Boca do Inferno" não deixou por menos e lhe respondeu em versos:

"Se Pica-Flor me chamais,
Pica-Flor aceito ser,
Mas resta saber agora,
Se no nome que ma dais,
Meteis a flor, que guardais! [...]
Se me dais este favor,
Sendo eu só o Pica,
E o mais vosso, claro fica,
que fico então Pica-Flor."

Provavelmente, aí está a origem da palavra "pica" (pênis).

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-lado-boca-do-inferno-de-gregorio-de-matos

14 julho, 2012

Monsieur Mangetout

Em 22/08/10, eu falei en passant sobre as proezas do francês Michel Lotito.
Ele ficou conhecido por ter sido o homem com a alimentação mais estranha do mundo. De sua dieta constava, por exemplo, um quilo diário de metal, vidro e borracha, comido a partir de bicicletas e até de um avião.


A incrível capacidade de digerir estes “alimentos” valeu-lhe a alcunha de Monsieur Mangetout, o Senhor Cometudo.
Apenas evitava banana e ovos que não lhe faziam bem.
Ele morreu em 2007, aos 57 anos de idade, de "causas naturais".
Fonte: Obvious

Vídeo

22 agosto, 2010

Pica

Wang Xianjun, da província de Sichuan, China, tem o hábito de incluir lâmpadas em seus lanches. De acordo com o Diário do Povo, esse chinês de 54 anos já comeu até hoje cerca de 1.500 unidades.
"Quando ele tinha 12 anos, acidentalmente engoliu uma espinha de peixe, e seus pais ficaram muito preocupados. Para a surpresa de todos, Wang não sentiu nenhum desconforto. Então, por curiosidade, ele corajosamente engoliu um pedaço de vidro quebrado e não sentiu qualquer efeito adverso..."
No entanto, ele não come muitas lâmpadas diariamente. Às vezes, ele só come algumas lascas de um bulbo no café da manhã, e, no máximo, come uma lâmpada cada vez.


Mas Wang Xianjun é café pequeno diante do que o francês Michel Lotito costumava fazer. A respeito das proezas do francês, encontrei esta passagem em "Mesa farta para todos", de João Ubaldo Ribeiro, um artigo que foi republicado em "Releituras".
"Leio no Guinness que o francês Michel Lotito, nascido em 1950, come metal e vidro desde os 9 anos de idade. Um quilo por dia, quando está disposto. Informa-se ainda que, de 1966 para cá, ele já comeu dez bicicletas, um carrinho de supermercado, sete aparelhos de televisão, seis candelabros e um avião Cessna leve — este ingerido em Caracas, embora o livro não revele por quê. Sim, e comeu um caixão de defunto, com alça e tudo, a fim de garantir um lugar na História como o primeiro homem a ter um caixão de defunto por dentro, e não por fora."
Pessoas que consideram lâmpadas e bicicletas como iguarias são, em verdade, portadoras de um distúrbio psiquiátrico conhecido pelo termo PICA.

Bônus
"Pau de arara" (o comedor de gilete), de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, na voz de Ary Toledo.

(Recitado) "Foi aí que eu resolvi a comer gilete. Tinha um cumpadre meu lá de Quixeramobim que ganhou um dinheirão comendo gilete na praia de Copacabana. (...) Eu não sei não, mas eu acho que ele comeu tanta, mas tanta, que quando eu cheguei lá aquele pessoal todo já estava até com indigestão, de tanto ver o cabra comer gilete."

Imperdível: VINICIUS, CANTOR DO SUBMUNDO
Ensaio de Roniere Menezes