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27 outubro, 2022

Nós, os deuteróstomos

Os deuterostômios ou deuteróstomos representam um ramo (superfilo = sub-reino) importante da Animalia, assim como os protostômios ou protóstomos. A maioria dos animais com exoesqueletos são protóstomos, enquanto aqueles com endosqueletos são deuteróstomos.
No desenvolvimento embrionário inicial, que se acredita paralelizar com o desenvolvimento evolucionário, a célula única se divide várias vezes até que, finalmente, o conjunto se assemelha a uma esfera oca. Então, essa esfera desaba em um lado, formando duas camadas de células e se tornando em forma de tigela. Adiante, o fundo da tigela se abre, que passa a se assemelhar a um tubo curto.
AGORA, a diferença entre nós e insetos. É que nos deuterostomizados (nós) o primeiro buraco torna-se o ânus e o segundo, a boca; enquanto nos protostomizados (os insetos, por exemplo) acontece o contrário: o primeiro buraco a se formar é a boca e o segundo, o ânus.


Então, a diferença é muito básica, voltando a meio bilhão de anos ou mais na história evolucionária. E, sim, nós fomos basicamente em forma de rosquinha, com o canal alimentar correspondendo ao buraco do donut.

Revisão: Dêutero

22 setembro, 2014

Os nós de duas pesquisas


Segundo pesquisadores liderados por Mikael  Vejdemo-Johansson, do Instituto Real de Tecnologia, na Suécia, existem 177.147 formas de atar uma gravata no pescoço. Muito mais do que dizia uma pesquisa anterior, dos matemáticos Mao e Fink, da Universidade de Cambridge, em que os seus autores haviam chegado a 85 possibilidades.
Para Vejdemo-Johansson e seus colegas, 85 parecia ser um número muito pequeno. Principalmente depois que viram um nó, em "The Matrix Reloaded", que não aparecia na lista de Mao e Fink.
O que significava também que algo estava errado na pesquisa anterior.
Revisando os critérios de inclusão e as formas de expressar matematicamente os laços da gravata, eles atualizaram o número de nós para... 177.147.

Mathematicians calculate that there are 177,147 ways to knot a tie, PHYS.ORG

25 fevereiro, 2013

Atando nós

Você sabe dar nós? Não?
BEM, NOSSOS BOLSOS SABEM.

Brincadeiras à parte, já existe um estudo científico que identifica 120 diferentes tipos de nós que acontecem dentro dos bolsos.
Em mais de 3.400 testes, os autores descobriram que a probabilidade de um nó se formar no interior de um bolso é incrivelmente alta.
E os nós se formam em questão de segundos!
Confira aqui para ficar sabendo mais, ou não (é um estudo com discussão complicada em que não faltam polinômios), a respeito do assunto.

07 junho, 2009

A rede de dormir

"Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede."
"A Casa" - Toquinho e Vinicius

O uso da rede para dormir é um costume bastante antigo herdado dos indígenas brasileiros. Eles chamavam a rede de ini. Foi em 1500 que Pero Vaz de Caminha, navegante português, escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral, que, sem procurar saber o nome já usado pelos indígenas, chamou esse tipo de leito de rede de dormir (pela semelhança com a rede de pescar).
As redes primitivas feitas pelas mulheres indígenas eram de fiação simples e malhas grandes: por este motivo, faziam lembrar a rede de pescar.
Meio século depois do descobrimento, a rede já era usada pelos colonos e pelos jesuítas. E, no Brasil Colonial, foi muito usada também como meio de transporte para longas viagens. Eram colocadas nos ombros dos escravos, que a sustentavam por meio de uma vara.
Nas áreas mais pobres da região Nordeste, era costume os mortos serem transportados em redes, então chamadas de redes de defunto.
A técnica de tecer a rede, foi aperfeiçoada pelas mulheres portuguesas. A rede foi então, cada vez mais, usada nas vilas, povoados e engenhos de açúcar, principalmente pela facilidade de transporte. Bastava enrolá-las e colocá-la às costas, visto que as camas de madeiras eram mais pesadas e até então não eram fabricadas no Brasil.
A vinda dos teares possibilitou a confecção de tecidos mais compactos, de redes com franjas, varandas, tornando-as mais confortáveis e ornamentais.
A rede foi, por mais de quatro séculos, um elemento presente e indispensável na vida dos brasileiros. Usava-se a rede desde o nascimento até a morte.
Hoje, apenas em algumas regiões, principalmente do Norte e Nordeste, a rede é usada para dormir.
Nos grandes centros urbanos, a rede é mais um objeto de decoração de residências e serve como ponto de referência aos costumes regionais. São armadas em terraços, alpendres e varandas de casas e apartamentos, casas de praia e de campo, geralmente para descansar ou tirar sesta, mas raramente para dormir à noite.
O Brasil exporta suas redes de dormir para muitos países. E o Estado do Ceará está entre os grandes produtores do país.

Desabafo do usuário
Não encontrei na internet vídeos ensinando a dar o nó no punho de uma rede (como os que ensinam a dar o nó em uma gravata). Uma intervenção que é indispensável quando a rede se mostra maior do que o espaço em que vai ser colocada. Se a rede é menor, então a solução é mais fácil: utiliza-se de cordas ou de correntes para aumentá-la conforme o espaço entre os ganchos.
Acessando, porém, o site DE TUDO UM POUCO, deparo-me com esta dica: Como encurtar sua rede de dormir, que vem acompanhada das ilustrações de como executar as manobras para o encurtamento.