Mostrando postagens com marcador lixo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lixo. Mostrar todas as postagens

12 junho, 2021

O que os arqueólogos do futuro encontrarão?

Ao procurar por evidências de atividades humanas no passado, lembre-se de que você está ativamente envolvido na construção dos sítios arqueológicos do futuro. Como a arqueologia é o estudo de qualquer material deixado para trás por seres humanos, essa definição também se ajusta ao que resta após o festival anual do Burning Man em Nevada, por exemplo, ou conforme os migrantes viajam pela fronteira dos Estados Unidos com o México.
Na verdade, existem sítios arqueológicos em quase todos os lugares que você olha. Uma de nós (Stacey) uma vez estudou o lixo deixado para trás durante as festas numa estrada de rodagem. Meus alunos e eu queríamos entender se ex-alunos e alunos estavam bebendo diferentes tipos de álcool. Usando metodologias arqueológicas, descobrimos que os ex-alunos festejavam com álcool caro, como vinho e cervejas artesanais, enquanto os alunos bebiam o que podiam: cervejas corporativas baratas, sendo a Coors Light e a Bud Light as cervejas mais comuns.
Fizemos essa "descoberta" arqueológica mapeando e identificando cuidadosamente o lixo antes e durante o festival. Enquanto a maior parte foi recolhida, pedaços menores sem dúvida encontraram seu caminho para o solo, talvez para serem descobertos por um futuro "Programa de Arqueologia do Campus".

Extraído de: How Do Archaeologists Know Where to Dig? In: JSTOR Daily

08 junho, 2020

Plástico ao mar

@PaolaCarosella postou:
– Um prato e uma colher para o milho que se come com as mãos.


😭Repasso a denúncia acima, parafraseando Pessoa:

Ó mar salgado,
Quanto do teu sal são lágrimas que vertemos
por te encherem de lixo plástico!

Oito de junho é Dia Mundial dos Oceanos.

30 maio, 2020

Se o mar pudesse escrever, o que nos diria?

No Japão, 30 de maio é o Dia do Lixo Zero. Nesse dia, a Tokyo News publicou em 2019 um editorial de página inteira intitulado "Plásticos flutuando em nossos oceanos" e destacou os efeitos devastadores dos plásticos na vida marinha.
Surpreendentemente, neste artigo, do próprio título à imagem e ao conteúdo, quase tudo não foi impresso em papel, mas "esculpido" na praia.
A escultura em areia foi concluída pelo artista Toshihiko Hosaka, que criou a enorme escultura em areia, com moradores locais e estudantes a ajudá-lo na praia de Ioka, na província de Chiba.
Demorou 11 dias para completá-lo, e mede 50 x 35 metros. O conteúdo do editorial diz: "O mar não fala, então vou falar por ele."
"Atualmente, a vida de muitos seres marinhos é perdida. O culpado é o plástico. Sacolas plásticas, garrafas plásticas, espuma plástica. ... Cerca de 8 milhões de toneladas de plásticos são descarregados diariamente em rios e oceanos ..."
"Os japoneses têm uma grande responsabilidade nisso, a produção de lixo per capita do Japão está em segundo lugar no mundo." Para corrigir esse problema, devemos observar atentamente o que está acontecendo no oceano. eles foram ignorados por causa da prioridade do crescimento econômico e das conveniências na vida cotidiana ".

CGTN em espanhol, 08/06/2019

08 junho, 2019

Nado sincronizado em piscina com lixo plástico

Kate Shortman e Isabelle Thorpe nadam entre objetos de plástico jogados numa piscina.
Garrafas, produtos de higiene pessoal, sacolas e recipientes - o tipo de resíduo plástico que vem sendo despejado nos oceanos e causando sérios problemas à fauna marinha.



Esta instigante performance da dupla de nado sincronizado teve como objetivo destacar a ameaça do plástico aos oceanos da Terra e as consequências que as futuras gerações enfrentarão, a menos que algo seja feito.

"Se não mudarmos o nosso comportamento, podemos acabar com mais plástico do que peixe nos oceanos."
Poseidon e o homem na praia

Imagine uma época em um futuro próximo, quando os oceanos ficam tão sobrecarregados com nossos detritos, que algum tipo de evolução bizarra toma lugar.
Híbridos

Oito de junho é Dia Mundial dos Oceanos.

07 março, 2018

A lixeira flutuante que suga resíduos plásticos nos oceanos

A enorme quantidade de resíduos plásticos espalhados pelos oceanos inspirou uma dupla de surfistas australianos a criar uma lixeira flutuante.
Apelidado de "Seabin", o invento, que pode sugar pedaços de plástico de diferentes tamanhos e até pequenas quantidades de combustível, tem uma bolsa de tela removível, que pode ser esvaziada quando ficar cheia.
Segundo os criadores, a lixeira flutuante funciona com um mecanismo alimentado por energia solar. A ideia é utilizá-la em portos e embarcadouros, onde o vento e as correntes aumentam o acúmulo de resíduos. O projeto deverá ser comercializado neste ano.
A lixeira aquática pode coletar 1,5 kg de lixo por dia, o que dá 83 mil sacos plásticos por ano. Estima-se que 5 milhões de toneladas de plástico sejam jogados aos mares todos os anos.
Peter Ceiglinski, um dos fundadores do Projeto Seabin, defende que, se várias dessas lixeiras forem espalhadas pelos oceanos, o impacto pode ser significativo.
"Suga pedaços pequenos, pedaços grandes, microplástico e óleo também. Elas são relativamente pequenas, mas até que estão tendo impacto importante. Se colocarmos centenas de milhares de Seabins, o resultado se soma", afirmou.
Atualmente, mais de 5 trilhões de pedaços de plástico, que pesam no total 270 toneladas, estão flutuando nos oceanos do planeta, provocando danos diretos aos animais marítimos e à cadeia alimentar, conforme pesquisa publicada no jornal acadêmico PLOS One.
Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-40039382 c/ vídeo (BBC Brasil)

30 outubro, 2017

As Ilhas do Lixo no Pacífico

Em um exercício de conscientização sobre o problema das Ilhas do Lixo no Oceano Pacífico, a Plastic Oceans Foundation lançou uma campanha para solicitar que todo esse lixo seja oficialmente reconhecido como um país, The Trash Isles.
A campanha afirma que, de acordo com o artigo 1 da Convenção de Montevidéu de 1993 sobre os Direitos e Deveres dos Estados, um país deve ser capaz de:
  • ter um território definido,
  • formar um governo,
  • interagir com outros estados,
  • ter uma população permanente.
As Ilhas do Lixo têm fronteiras (mais ou menos), condições para criar um governo e instituições que sejam capazes de interagir com outros estados. Agora, com o ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, inscrevendo-se como o primeiro cidadão da nação e com mais de 100 mil pessoas assinando a petição para obter a cidadania, a campanha pôde apresentar a candidatura das Ilhas, às Nações Unidas, para obter seu reconhecimento como o 196º país do mundo.
Como a LadBible diz: "Se você acha que isso é ridículo, considere a ideia de que existe uma área do tamanho da França inteiramente composta por resíduos de plástico no mar"".
Com cerca de 700.000 km², The Trash Isles serão o 40º país do mundo em tamanho.

Could a pile of trash become an official nation, QUARTZ






"É desagradável e triste": a imagem de um cavalo-marinho agarrado a um cotonete.
Com esta foto, Justin Hofman é finalista no concurso de melhor fotógrafo da vida selvagem, organizado pelo Museu de História Natural, de Londres.

BBC World

06 agosto, 2015

O lixo lunar

Como a Lua se tornou uma lata de lixo
A Lua tem sido acessível à humanidade somente nas últimas décadas. No entanto, nesse curto espaço de tempo, estima-se que o homem deixado sobre a superfície lunar mais de 170 mil quilos de detritos.
Aqui estão algumas das peças mais notáveis ​​do lixo na Lua.


Relacionado
O lixo espacial

13 janeiro, 2014

O lixo espacial

É constituído pelos inúmeros objetos de fabricação humana que se encontram em órbita, ao redor da Terra, sem que desempenhem mais qualquer função útil. Podem ser satélites desativados, estágios de foguetes, ferramentas e até mesmo coisas pequenas, como uma luva que foi perdida no espaço por Neil Armstrong, na missão Gemini VIII, em 1966.
Movendo-se em velocidade orbital em volta da Terra, esses objetos apresentam riscos de causar acidentes, tanto em órbita quanto numa possível reentrada na atmosfera terrestre.
Mas não exageremos. A luva de Armstrong não precisa entrar nessa  lista de objetos potencialmente acidentários.

Ilustração: Fabiano dos Santos

04 fevereiro, 2013

Lixo e saúde pública

Celina Côrte Pinheiro
médica, presidente da Sobrames - Ceará
É crescente o lixo produzido no mundo e o Brasil não foge à regra. Com a melhoria da situação econômica dos brasileiros nos últimos 10 anos, aumentou a demanda/procura, tanto de bens de consumo (alimentos, bebidas, combustíveis...) quanto de bens duráveis (eletrodomésticos, carros, móveis...).
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - Censo 2010-, a quantidade diária de lixo urbano coletado no Brasil era de 228.413 toneladas, o que representava 1,25 Kg diários por cada um dos cerca de 182.420.808 habitantes. No Censo 2012, a população brasileira saltou para 193.946.886 habitantes, o que implica também um aumento da produção de lixo. Na atualidade, falamos em reciclagem, em proteção ao meio ambiente, mas ainda cometemos erros medievais no que tange ao descarte do lixo.
Acumular lixo em qualquer lugar, sem acondicionamento adequado, sem preocupação com os dias da coleta sistemática, quando ela ocorre, é uma atitude que denota irresponsabilidade e/ou uma educação doméstica precária.
Quem assim procede, não percebe o alcance do comprometimento causado à saúde pública. Além do dano estético à cidade, multiplicam-se ratos, baratas, moscas e mosquitos, animais daninhos que provocam uma reação em cadeia, prejudicial à saúde de todos.
Em Fortaleza, a população ainda mantém uma relação bastante despreocupada com o lixo produzido. A expressão "jogar no mato" presente em nossos dias, levou-nos a definir "mato" como a menor distância entre a porta do domicílio e o restante do mundo.
Não é para ser assim! Se a saúde é uma prioridade, mais ainda é a educação, pois, de sua falta, decorre todo o resto. Há necessidade premente de campanhas permanentes de educação ambiental com ênfase nos cuidados com o lixo produzido. Todos os meios de comunicação devem ser explorados para incutir na mente da população a necessidade de uma relação mais respeitosa com o lixo. As escolas não podem ser esquecidas como locais propícios à disseminação das ideias relativas aos cuidados com o lixo. Crianças e jovens são excelentes multiplicadores.
Cabe ao Poder Público a fiscalização, a provisão de lixeiras distribuídas pela cidade, em número e locais adequados, o incentivo ao seu uso, a coleta contumaz e a multa aos infratores. Não é fácil educar um povo, mas é possível e vale à pena!
(artigo publicado ontem em DEBATES E IDEIAS do Diário do Nordeste)

12 agosto, 2009

O lixo e a sombra

Uma pilha de lixo vista diretamente é só uma pilha de lixo. Em condições planejadas e sob iluminação, amontoados de lixo podem projetar imagens surpreendentes numa tela ou parede.
Não é de hoje que os artistas britânicos Tim Noble e Sue Webster exploram esse filão.
Confiram no slideshow.