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14 maio, 2021

Música e linguagem

"Em comparação com a literatura, a música está acima da barreira da língua. Um poema em francês ou um romance em alemão não nos dizem nada se não compreendermos essas línguas, mas podemos apreciar sem dificuldade a música francesa, alemã, americana etc." 
- www.meusresumos.com (link inativo)

"A mais difícil de se falar de todas as aventuras é a música, porque a música não tem um significado a falar de si. Se a música pudesse ser traduzida em fala humana, não precisaria mais existir. Como o amor, a música é um mistério que, quando resolvido, se evapora."
- Ned Rorem, Music From Inside Out, 1967

"A música expressa aquilo que não pode ser dito e sobre o qual é impossível ficar em silêncio."
- Victor Hugo

"Mas a música nos move e não sabemos por quê;
Sentimos as lágrimas, mas não podemos rastrear sua fonte.
É a linguagem de algum outro estado,
Nascido de sua memória? Pois o que pode despertar
O forte instinto da alma de outro mundo
Como a música?"
- Letícia Elizabeth Landon, The Golden Violet, 1827

===============================Que é isto?==============================


Resposta - A lápide do compositor Alfred Schnittke. A pausa de uma semibreve sob uma fermata indica que a pausa deve durar o tempo que o músico quiser. Marcada com fff, ou muito fortissimo, significa que ela deve ser realizada muito fortemente.

Ler e ouvir: A linguagem da música, por Arnaldo Niskier


17 dezembro, 2018

A língua dos Minions

Há uma música desses pequenos personagens que se tornou uma faixa popular do Dubsmash. Muitas citações Minions também figuraram em memes populares da Internet. A maioria das palavras faladas ou atribuídas aos Minions não faz sentido. No entanto: Ba-ba-ba-ba-nana, ba-ba-ba-bã-nana,
banana, ah-ah, (ba-ba-ba-ba-nana),
batata-na-ah-ah (ba-ba-ba-nana)

Bem, comparado a algumas músicas pop de hoje, essas letras podem ser normais. Há um pouco de onomatopeia, algumas palavras compreensíveis em inglês e um monte de bobagens. Ainda assim, a questão permanece: que língua os Minions falam? Como você as entende?
Idiomas inventados em filmes
Não há nada de novo sobre as linguagens inventadas nos filmes. Os produtores de "Star Trek" contrataram um linguista para criar o idioma klingon. Foi o mesmo com o Pakuni na "Terra dos Perdidos" e o Na'vi em "Avatar". Linguistas foram chamados para desenvolvê-las.
No caso dos Minions, a linguagem é supostamente apenas uma criação dos diretores do filme, Pierre Coffin e Chris Renaud, que não são linguistas nem entusiastas da linguagem. Em outras palavras, a Universal não contratou um linguista para inventá-la. Provavelmente, eles não viram os pequenos personagens amarelos se tornando populares e fazendo seu próprio filme.
Como é chamado oficialmente o idioma?
As notas de produção do filme "Despicable Me" (Meu Malvado Favorito, de 2013) descrevem a linguagem dos Minions como um jargão simples misturado com palavras estrangeiras aleatórias. Nas anotações, Coffin disse que ele misturou palavras soando ridículas porque soavam bem, mas elas não significam necessariamente algo. Não há um nome oficial para o idioma. Muitos da imprensa chamam de "Minionês", enquanto há aqueles que a chamam de "Língua Banana", aparentemente em referência a uma música popular dos Minions.
Quais são as características notáveis ​​do "Minionês"?
Como já foi mencionado, a linguagem dos Minions é quase ininteligível ou dificilmente inteligível, por mesclar palavras do espanhol, francês, italiano, filipino e outras línguas estrangeiras. Muitos também perceberão a presença de várias palavras que se referem a comida. Nas músicas dos Minions, há a banana e a batata. Os Minions também foram ouvidos dizendo "poulet tiki masala", que é o equivalente francês para “prato de frango indiano”.
Para "analisar" as características notáveis, leia os seguintes exemplos (no link abaixo) da fala dos Minions, juntamente com suas palavras correspondentes em inglês e algumas notas. Essas traduções, a propósito, são baseadas nas traduções fornecidas por vários sites e páginas wiki. Os produtores do filme não disseram nada oficial sobre as traduções corretas.
Mais uma vez, essas traduções não são oficiais. Talvez alguns fãs ansiosos tenham tentado procurar padrões ou vários fãs concordaram em designar traduções para as diferentes palavras que parecem ter sido aceitas. Talvez esses fãs também tenham observado certos padrões que os produtores e diretores dos filmes "Despicable Me" não conseguiram perceber.
É seguro dizer que mesmo os melhores intérpretes de idiomas e tradutores certificados não podem fornecer traduções precisas para o idioma Minion. Por enquanto, é melhor confiar no que o diretor do Minions, Pierre Coffin, disse sobre o idioma. Coffin chama a linguagem de "boba" e acha que é ainda mais engraçado quando o público acha que os Minions estão realmente se comunicando com as bobagens que eles expressam. Em suma, não pense demais nisso.

https://www.daytranslations.com/blog/2015/06/the-minions-language-is-a-combination-of-french-spanish-english-and-food-references-6419/

Ver também: O senso comum

17 setembro, 2017

Lacônicas - 2

1
"Se entro na Lacônia, vou arrasar e submeter Esparta." - Filipe II da Macedônia
"Se..." - Os espartanos da Lacônia

2
A linguagem em si vai se reduzindo com o tempo:
vossa mercê
vosmicê
você
vc
c

3
- Tem pai?
- Nem mãe.

4
Discurso de elevador - Um resumo usado para definir rapidamente um processo, produto, serviço, organização ou evento e sua proposição de valor. Reflete a ideia de que é possível transmitir o resumo no tempo de um passeio de elevador (de trinta segundos a dois minutos).

5
"O que vale dizer pode ser dito em cinquenta palavras ou menos" ~ Stanislaw Ulam (antes do Twitter)

Lacônicas - 1

12 maio, 2016

A fala dos gêmeos

As gêmeas Grace e Virginia Kennedy cresceram em San Diego, California, nos anos 70. Com a idade de seis anos não sabiam falar inglês, porém, conversavam entre si em uma língua aparentemente complexa e que era incompreensível para as demais pessoas. A esse tempo, seus pais buscaram a ajuda profissional. O que descobriram causou uma grande sensação na mídia, provocando manchetes do tipo:
GÊMEAS INVENTAM UM IDIOMA PRÓPRIO
Os linguistas ficaram fascinados com estas duas pequenas sábias e, assim como os antropólogos quando estudam uma cultura indígena, passaram a investigar as regras de acesso ao idioma de Grace e Virginia, uma sociedade de duas pessoas.
Mas, depois de estudar minuciosamente as gêmeas, uma história diferente foi dada a conhecer: eram duas crianças muito isoladas que sofriam da falta de estímulos mentais e de contato social. Como, na infância, se lhes haviam diagnosticado – erroneamente – insuficiência mental (posteriormente se descobriu que tinham o QI normal), elas nunca foram matriculadas em escolas e raramente saíam de casa. Na maior parte do tempo, eram criadas por uma avó que raramente falava com elas – e só o fazia em alemão! Desprovidas da atenção dos adultos e da companhia de outras crianças, e inclusive de informações sobre o mundo exterior, o idioma inventado por Grace e Virginia preenchia-lhes um grande vazio.
Os pesquisadores chegaram à conclusão de que essa língua, que aparentava ter uma construção engenhosa, não era mais do que uma mistura de palavras em ingês a que faltavam uma gramática e uma sintaxe consistentes. Com a ajuda de terapeutas da fala, as meninas finalmente aprenderam a falar inglês, mas nunca com a fluência das crianças de sua idade e de uma maneira que pudessem integrar-se plenamente na sociedade.
Felizmente, a maioria dos gêmeos se salva desse destino trágico, já que eles estão suficientemente expostos a sua língua materna, a qual vai predominar sobre a fala dos gêmeos. A fala dos gêmeos não tem a complexidade necessária para funcionar no mundo exterior e, por isso, a maioria dos gêmeos criptofásicos tende a abandonar a sua "língua secreta" com cerca de três anos de idade.
Criptofasia
A linguagem secreta das irmãs Kennedy, provavelmente, não teria evoluído se elas não fossem gêmeas. Acontece que a fala dos gêmeos não é incomum. Este fenômeno, também chamado de criptofasia, é uma linguagem desenvolvida pelos gêmeos na primeira infância e falada por eles sozinhos.
A maioria dos jovens cria alguns códigos e gírias para se comunicarem secretamente sob os narizes dos adultos. Como os gêmeos passam muito tempo juntos desde o nascimento e apresentam o desenvolvimento da linguagem afinado, são particularmente suscetíveis de inventar uma linguagem própria que exclui as demais pessoas. Acredita-se que a criptofasia ocorra em quase 50% dos gêmeos (idênticos e fraternais).
Uma análise mais aprofundada revela que, em quase todos os casos, a criptofasia consiste numa pronúncia errônea da língua materna em crianças de 1-2 anos. Embora seja na fase em que isso também acontece a outras crianças, como os gêmeos podem entender um ao outro, eles tenderão a fortalecer esses erros se a língua materna não for praticada ao redor deles. Em casos excepcionais, como o das irmãs Kennedy na década de 1970, a fala dos gêmeos pode desenvolver-se ainda mais em detrimento da língua materna.

Extraído de: Gemelos e idiomas secretos, por John-Erik Jordan. In: Babbel

20 setembro, 2015

Que é cerquilha?

Cerquilha, antífen ou cerquinha (símbolo: #) é o sinal mundialmente conhecido como sendo o "símbolo do número", por ser utilizado com esse sentido na língua inglesa, principalmente em formulários técnicos.
(Não deve ser confundida com o sustenido ♯ - unicode 266F.)
O nome oficial do símbolo é Octothorpe. Foi criado na década de 1960 por Don Macpherson, um supervisor da Bell Labs, para acesso a serviços de dados. A junção da palavra Octo (referente aos oito espaços em branco que cercam o quadrado central da figura, ou, ainda, às extremidades das retas que se cruzam) com o nome de Jim Thorpe resultaram em seu nome oficial.
No Brasil, o símbolo é popularmente chamado "jogo-da-velha" e, em Portugal, "jogo-do-galo". Em espanhol, é chamado "almohadilla" (literalmente, "almofadinha") e, em inglês, é conhecido por "number sign", "hash" (Reino Unido) ou "pound sign" (EUA).
Uso da cerquilha
Em caractere ASCII, a cerquilha é representada pelo símbolo "#", de valor decimal 35.
Em artes gráficas, é usado em revisão de provas para indicar a necessidade de separar palavras que, por erro de composição, se encontram em justaposição.
É também utilizado em algumas linguagens de programação como operador de divisão, como sinal de comentário ou com outro significado no código-fonte, como por exemplo no Mumps, em linguagem C++, C# etc.
É ainda comumente utilizado por computadores para indicar o xeque-mate na transcrição de lances de um jogo de xadrez.
Também é utilizado para indicar uma hashtag na rede social Twitter, no Instagram e no Facebook, neste último a partir de junho de 2013.

Bônus
BuzzFeed lançou este vídeo sobre as origens de alguns símbolos do cotidiano.


05 agosto, 2015

Comparações - 4

MAIS...
... bem informado do que gerente de funerária.
... chato do que chinelo de gordo.
... pesado do que sono de surdo.
... enrolado do que briga de polvos.
... baixo do que voo de marreca choca.
... gorduroso do que telefone de açougueiro.
... babado do que boi com aftosa.
... demorado do que enterro de rico.
... corado do que bunda de mandril.
... falso do que nota de três reais.
... folgado do que colarinho de palhaço.
... grosso do que dedo destroncado.
... perigoso do que barbeiro com soluço.
... difícil do que varrer escada para cima.
... fácil do que a tabuada do 1.
... desajeitado do que embrulho de velocípede.
... perdido do que calcinha em lua-de-mel.
... grosso do que reboco de igreja.

A comparação, segundo Hênio Tavares, é o confronto de dois ou mais objetos em que depreendemos algum ponto de contato. E, como tal, é um dos recursos básicos da linguagem humana.
Portanto, não subestimemos a importância da comparação; esta constitui o primeiro passo da metáfora (PGCS).



Comparações: 1, 2 e 3

08 março, 2015

A La Gomera me voy

Conheça a ilha de La Gomera, descrita no vídeo a seguir, em linguagem local com legendas (desnecessárias) em espanhol.



Os habitantes de La Gomera, uma pequena ilha montanhosa do arquipélago das Canárias, usam uma linguagem assobiada única chamada Silbo (Silvo) para se comunicarem a distância.
Criada pelos habitantes aborígenes da ilha, os guanches, essa linguagem foi apropriada pelos colonizadores europeus do século XVI, tendo assim sobrevivida à extinção dos primeiros. Hoje, ela é objeto de uma política de conservação, sendo aprendida nas escolas da ilha.
Observou o foneticista  André Classe, da Universidade de Glasgow, na revista New Scientist, em 1958:
"Esta é uma forma de telefonia inferior à nossa em área de cobertura, mas, por outro aspecto, superior, na medida em que o único aparelho necessário é um conjunto de dentes e um bom par de pulmões."
A linguagem Silbo cobre até cerca de quatro quilômetros e mais que o dobro disso, no caso de assobiadores excepcionais operando sob circunstâncias favoráveis.

Louvor ao assovio

Trinados treinados
Um assovio trinado é coisa de passarinho, disse alguém. Um tema para se pensar que, em vida passada, esse Getúlio, o Assoviador tenha sido um.

01 outubro, 2014

Uma linguagem amigável

Ook! é uma linguagem de programação projetada para ser entendido por orangotangos. De acordo com a especificação do projeto, a linguagem tem apenas três elementos de sintaxe ("Ook." "Ook?" "Ook!") e não tem necessidade de comentários. O código em si serve perfeitamente para descrever em detalhes o que se faz e como se faz isso. Desde que seja um orangotango.
Com o exemplo abaixo, imprime-se a frase "Hello, world":
Ook. Ook? Ook. Ook. Ook. Ook. Ook. Ook. Ook. Ook. Ook. Ook. Ook. Ook. Ook. Ook.
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Ook! Ook! Ook! Ook! Ook! Ook! Ook! Ook! Ook! Ook! Ook! Ook! Ook! Ook! Ook! Ook!
Ook! Ook. Ook. Ook? Ook. Ook? Ook. Ook. Ook! Ook.
Essa é a linguagem. Mas o que você esperava de algo utilizável por orangotangos?


Onde aprender Ook!: DangerMouse, Esolang e Esoteric Combine

Onde converter um texto comum em código Ook!: Geocaching Toolbox

27/02/2015 - Atualizando...
Algumas pessoas dizem que aprender a programar é difícil, tedioso e excruciante. É como aprender uma nova língua, apenas para falar com uma máquina que só entende comandos muito específicos para o que fazer e executar. Por alguma razão, um grupo de pessoas parece pensar que a programação em si não é complicada o suficiente e, por isso, nasceu o esolang.
Bem-vindo ao mundo das linguagens de programação esotéricas (aka esolang), onde programadores empurram as convenções dos modelos de linguagens . Estas linguagens não pretendem ser fáceis de usar. Muito pelo contrário, elas são projetadas para desafiar, frustrar e divertir programadores com as dificuldades que apresentam.
www.hongkiat.com

15 abril, 2013

Ironia e humor na linguagem

Ferramenta detecta ironia e humor na linguagem
por Romulo Augusto Orlandini, Com Ciência
(publicado em 27/08/2012 / acessado em 21/09/2012)
Pesquisadores espanhóis criaram uma ferramenta que detecta ironia e humor nos comentários da rede social. O modelo, criado na Universitat Politécnica de Valencia (UPV), foca no Twitter para identificar o que é dito pelos usuários na Internet. O objetivo foi desenvolver modelos que permitissem identificar padrões linguísticos de como os internautas concebem e verbalizam fenômenos complexos como a linguagem figurada online.
A pesquisa é parte do trabalho do professor Paolo Rosso, do Laboratório de Engenharia em Linguagem Natural (Lab NLE), com o doutorando Antonio Reye na UPV. “Interessa-nos entender o que os usuários reais consideram ser um texto humorístico ou irônico”, disse Reyes.
A conclusão obtida foi que as características da linguagem funcionam como um “sistema”, sendo que não há uma particularidade linguística que caracterize um texto como irônico ou com humor. Para chegar aos resultados os pesquisadores consideraram quando os usuários utilizaram hastags como #ironia ou #humor para identificar as frases.
De acordo com artigo “From humor recognition to irony detection: The figurative language of social media”, escrito por Rosso, Reyes e também por Davide Buscaldi, da universidade francesa Paul Sabatie, alguns cenários foram revelados durante o estudo. Para os pesquisadores, ambiguidade estrutural, morfossintática ou semântica, polarização (entre negativo e positivo), usos inesperados da linguagem e cenários emocionais são alguns dos elementos utilizados por internautas para transmitir ironia ou humor. Um exemplo é o uso de comunidades profissionais como “gatilhos” irônicos, como na frase “estava tão frio no último inverno que eu vi um advogado com as mãos em seu próprio bolso” – ou fonológico, como na citação: “infantes não gostam de infância tanto quanto adultos de adultério”.
A ferramenta computacional poderá ser utilizada por empresas para coletar informações sobre como os internautas se referem a produtos e serviços disponibilizados.

09 agosto, 2012

Comparações - 3

MAIS...
... velho do que a Sé de Braga.
... melado do que espinhaço de pão-doce.
... revirado do que mala de louco.
... ignorado do que aviso de praia poluída.
... unido do que caixão e defunto. (Aldir Blanc)
... folgado do que bolacha em boca de velho.
... ralo do que sopa de preso.
... chato do que um jogador de frescobol.
... antigo do que a moda da camisola nos anjos.
... furioso do que um touro espanhol.
... devagar do que hora de noivo.
... exposto do que bunda de mandril.
... bem recebido do que dinheiro em fim de mês.
... inútil do que peito de homem.
... beijado do que anel de cardeal.

A comparação, segundo Hênio Tavares, é o confronto de dois ou mais objetos em que depreendemos algum ponto de contato. E, como tal, é um dos recursos básicos da linguagem humana.
Portanto, não subestimemos a importância da comparação; esta constitui o primeiro passo da metáfora (PGCS).



Comparações: 1 e 2.

28 fevereiro, 2012

Comparações - 2

MAIS...
... remendado do que saia de cigana.
... fresco do que mês de julho.
... por fora do que arco de barril.
... poderoso do que um laxante. (Erma Bombeck)
... quebrado do que arroz de terceira.
... duro do que ovo de piquenique. (P. G. Wodehouse)
... quebrado do que rapariga na Sexta-Feira da Paixão.
... espalhafatoso do que amor de gato. (Eno Wanke)
... embolado do que angu de caroço.
... exibido do que carro de sorteio.
... suado do que tampa de chaleira.
... grosso do que dedo destroncado.
... surdo do que uma porta.
... tonto do que o índio amigo do Zorro.
... folgado do que charuto em boca de bêbado.

A comparação, segundo Hênio Tavares, é o confronto de dois ou mais objetos em que depreendemos algum ponto de contato. E, como tal, é um dos recursos básicos da linguagem humana.
Portanto, não subestimemos a importância da comparação; esta constitui o primeiro passo da metáfora (PGCS).


Comparações - 1

01 setembro, 2007

Comparações

MAIS...
...curto do que coice de porco.
...sujo do que poleiro.
...enfeitado do que penteadeira de rapariga.
...fraco do que caldo de bila.
...grosso do que papel de enrolar prego.
...escondido do que orelha de freira.
...por fora do que umbigo de vedete.
...por dentro do que água de coco.
...animado do que pinto no lixo.
...vermelho do que meia de bispo.
...inchado do que baiacu (depois que coçaram a barriga).
...frio do que bunda de foca.
...feio do que mudança de pobre.
...amarelo do que arroz de forno (Aldir Blanc).
...azul do que equimose (Aldir Blanc).

A comparação, segundo Hênio Tavares, é o confronto de dois ou mais objetos em que depreendemos algum ponto de contato. E, como tal, é um dos recursos básicos da linguagem humana.
Portanto, não subestimemos a importância da comparação; esta constitui o primeiro passo da metáfora (PGCS).