Isso não é mito. Houve piratas que realmente criaram papagaios. Como o famoso corsário inglês Edward Teach, vulgo Barba-Negra. Em suas muitas viagens pelo Caribe e pela América do Sul, Barba- Negra entrou em contato com esses pássaros e resolveu criá-los a bordo.
Longas viagens provavelmente seiam mais agradáveis na companhia de um colorido e falante pássaro de estimação.
No entanto, a noção de piratas com um papagaio nos ombros mais provavelmente se originou da representação de Long John Silver, um personagem fictício do romance "Treasure Island" (Ilha do Tesouro), de Robert Louis Stevenson, publicado em 1883. Nesse livro, Long John Silver tem um papagaio de estimação chamado Capitão Flint, consistentemente pousado em seu ombro.
Essa representação inaugurou a associação entre piratas e papagaios na imaginação popular.
E, para completar a imagem do pirata padrão, Hollywood fez o resto. Incluindo o tapa-olho, a perna de pau e, num caso bem específico, o gancho.
TV Pirata
"Meu papagaio obeso morreu esta manhã. Embora eu esteja muito triste, ele foi um peso enorme que tirei dos ombros."
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02 março, 2024
17 outubro, 2021
Que será, será
"The man who knew too much" (O homem que sabia demais)
Sinopse - O Dr. Ben McKenna (James Stewart) está de férias com sua esposa (Doris Day) e filho no Marrocos, quando um encontro casual com um estranho coloca sua viagem e suas vidas em um curso drasticamente diferente. O estranho, morto na frente da família no mercado, revela uma trama de assassinato aos americanos. O filho do casal é sequestrado para garantir que a trama seja mantida em segredo e, de repente, a mãe e o pai, sem ajuda da polícia, devem descobrir uma maneira de resgatar o filho.Vídeo - Doris Day, neste filme de 1956, cantando "Que será, será", de Jay Livingston and Ray Evans.
Texto extraído de Que será, será... do crítico de cinema e literatura paraibano João Batista de Brito:
De origem obscura – provavelmente ainda medieval – a expressão QUE SERÁ, SERÁ, com a variante italiana CHE SARÀ, SARÀ, tem vários registros que datam, como disse, do Renascimento inglês. Na época, com valor de máxima, ou ditado, era usada em tom de fatalismo, como a dizer ´o mal que tiver de te acontecer, acontecerá´. No filme de Hitchcock esse tom pessimista foi aliviado.
Ora em espanhol, ora em italiano, eis alguns de seus registros renascentistas: a máxima está impressa na Igreja de São Nicolau, em Surrey, de construção medieval; está no túmulo de alguns nobres da época, e até na literatura está: confiram as páginas clássicas do "Doctor Faustus", de Christopher Marlowe, publicado em 1602.
Como foi parar no filme de Hitchcock?
Na verdade, já estava num filme anterior ao de Hitchcock, no caso, "A condessa descalça", de 1954, portanto, de dois anos antes. Você lembra, não é, nele Ava Gardner fazia uma moça comum que casava com um Conde meio efeminado (Rossano Brazzi). Pois, em uma murada da mansão do Conde estava, em língua italiana, gravada a nossa máxima: CHE SARÀ, SARÀ. Provavelmente os roteiristas do filme de Mankiewicz, ou o próprio Mankiewicz, conheciam a história que estamos contando aqui.
Quem não a conhecia era o músico que compôs a trilha sonora para Hitchcock. Jay Evans (sic), músico premiando, tomou contato com ela justamente dois anos atrás, ao ir a um cinema de Los Angeles assistir a "A condessa descalça". Vendo a máxima na murada do Conde, anotou-a em seu caderno, achando que aquilo daria um título de canção. Dito e feito, ao ser convidado pela Paramount pra fazer a canção que Doris Day cantaria, e que seria tão importante no desenlace do filme, não hesitou: compôs uma letra toda fundada no tema da máxima, apenas mudando o italiano do filme de Mankiewicz para o espanhol, para o que deu a seguinte justificativa: "Espanhol é uma língua muito mais falada que o italiano".
No Brasil, os espectadores acharam – eu inclusive – que Doris Day estivesse cantando em português, mas, enfim.
25 agosto, 2020
Confissão público-privada dos pecados - 5
Uma mulher ajoelha-se no confessionário de uma igreja em Hollywood.
– Padre, eu quero me confessar.
– Pois não, minha filha. Quais são seus pecados?
– Fui infiel a meu marido, padre. Sou atriz de cinema e, há duas semanas, dormi com o George Clooney. Na semana passada, dormi com o Brad Pitt e, nesta semana, com o Richard Gere.
– Lamento, filha, mas eu não posso lhe dar a absolvição.
– Por quê, padre? A misericórdia do Senhor não é infinita?
– Sim, filha, a misericórdia de Deus é infinita. Mas Ele jamais vai acreditar em que você esteja arrependida.
Desta série: 1, 2, 3 e 4
– Padre, eu quero me confessar.
– Pois não, minha filha. Quais são seus pecados?
– Fui infiel a meu marido, padre. Sou atriz de cinema e, há duas semanas, dormi com o George Clooney. Na semana passada, dormi com o Brad Pitt e, nesta semana, com o Richard Gere.
– Lamento, filha, mas eu não posso lhe dar a absolvição.
– Por quê, padre? A misericórdia do Senhor não é infinita?
– Sim, filha, a misericórdia de Deus é infinita. Mas Ele jamais vai acreditar em que você esteja arrependida.
Desta série: 1, 2, 3 e 4
14 janeiro, 2016
Framboesa de Ouro em 2016
Como já é tradição em Hollywood, um dia antes de saírem os indicados ao Oscar são divulgados os concorrentes da cerimônia que celebra o pior do cinema americano: o Framboesa de Ouro. Neste ano, cinco filmes dividiram a liderança em indicações.São eles: Pixels, Cinquenta Tons de Cinza, O Destino de Júpiter, Quarteto Fantástico e Segurança de Shopping 2.
Assim como fez no ano passado, a premiação também contará com um prêmio positivo, o Prêmio Redenção, que destaca nomes que se redimiram, como Sylvester Stallone, indicado para a categoria pela atuação no filme Creed: Nascido para Lutar.
Confira a lista completa dos indicados em ADOROCINEMA.
03 novembro, 2015
Dirigido por Alan Smithee
Quando um diretor termina um filme, odiando-o (porque sofreu muitas interferências ou se envergonha com os resultados), e não quer ver o seu nome nos créditos, então, o que ele faz?
Até 2000, esses filmes órfãos foram creditados a "Alan Smithee."
"Alan Smithee" era o pseudônimo oficial usado por diretores de cinema, membros do Directors Guild of America, que desejavam negar suas obras.
Exigências para usar o pseudônimo: ele não poderia discutir sobre as circunstâncias que o levaram a tomar a decisão, nem mesmo reconhecer ter sido o diretor real.
Aqui estão alguns filmes que foram dirigidos por "Alan Smithee":
"Death of a Gunfighter" (1969)
"Let's Get Harry" (1986)
"Catchfire" (1990)
"An Alan Smithee Film: Burn Hollywood Burn" (1998)
"Supernova" (2000)
Muito Além das Câmeras
Filme: "An Alan Smithee Film: Burn Hollywood Burn" (1998)
Título no Brasil: "Hollywood - Muito Além das Câmeras"
Diretor: Arthur Hiller
História: O conceito de "Alan Smithee" se tornou tão famoso em Hollywood que, em 1998, o roteirista Joe Esterhaus escreveu esta sátira à indústria do cinema. O enredo trata da realização conturbada de um filme, dirigido por um homem cujo nome realmente é Alan Smithee. Ele tenta excluir o seu nome do filme, mas não pode porque, ironicamente, seu nome é Alan Smithee. O "Burn Hollywood Burn" teve uma produção tão conturbada e cheia de interferências do estúdio, que o diretor Arthur Hiller demandou e conseguiu creditar o filme a Alan Smithee.
Considerado como um dos piores filmes de todos os tempos, ganhou cinco prêmios (incluindo o Pior Filme) no "Framboesa de Ouro", de 1998. O filme teve um orçamento estimado em 10 milhões dólares e, lançado em 19 salas de cinema, arrecadou 52.850 dólares.
Este filme levou o Directors Guild of America a interromper oficialmente o crédito Alan Smithee em 2000.
Fontes
Neatorama, The Presurfer e Wikipédia
Até 2000, esses filmes órfãos foram creditados a "Alan Smithee."
"Alan Smithee" era o pseudônimo oficial usado por diretores de cinema, membros do Directors Guild of America, que desejavam negar suas obras.
Exigências para usar o pseudônimo: ele não poderia discutir sobre as circunstâncias que o levaram a tomar a decisão, nem mesmo reconhecer ter sido o diretor real.
Aqui estão alguns filmes que foram dirigidos por "Alan Smithee":
"Death of a Gunfighter" (1969)
"Let's Get Harry" (1986)
"Catchfire" (1990)
"An Alan Smithee Film: Burn Hollywood Burn" (1998)
"Supernova" (2000)
Muito Além das Câmeras
Filme: "An Alan Smithee Film: Burn Hollywood Burn" (1998)
Título no Brasil: "Hollywood - Muito Além das Câmeras"
Diretor: Arthur Hiller
História: O conceito de "Alan Smithee" se tornou tão famoso em Hollywood que, em 1998, o roteirista Joe Esterhaus escreveu esta sátira à indústria do cinema. O enredo trata da realização conturbada de um filme, dirigido por um homem cujo nome realmente é Alan Smithee. Ele tenta excluir o seu nome do filme, mas não pode porque, ironicamente, seu nome é Alan Smithee. O "Burn Hollywood Burn" teve uma produção tão conturbada e cheia de interferências do estúdio, que o diretor Arthur Hiller demandou e conseguiu creditar o filme a Alan Smithee.
Considerado como um dos piores filmes de todos os tempos, ganhou cinco prêmios (incluindo o Pior Filme) no "Framboesa de Ouro", de 1998. O filme teve um orçamento estimado em 10 milhões dólares e, lançado em 19 salas de cinema, arrecadou 52.850 dólares.
Este filme levou o Directors Guild of America a interromper oficialmente o crédito Alan Smithee em 2000.
Fontes
Neatorama, The Presurfer e Wikipédia
02 dezembro, 2013
Mocinho Encrenqueiro
"The Errand Boy" (no Brasil, Mocinho Encrenqueiro) é um filme de comédia de 1961, escrito, dirigido e protagonizado por Jerry Lewis.
Sinopse
A Paramutual Pictures, um grande estúdio de Hollywood, decide contratar um espião para que descubra, com todos os detalhes, o que acontece lá dentro. Isso porque a empresa estava perdendo dinheiro, não por seus filmes, mas pelo funcionamento de seus vários setores. Por coincidência, o chefe da companhia, T.P. (Brian Donlevy) vê um moço (Jerry Lewis) trabalhando em um cartaz, justo em frente a sua sala. Ele se chama Morty e acaba sendo contratado para o cargo. Morty, mesmo sendo gentil e honesto com todos, tem um grande dom em arranjar confusão. Com isso, o estúdio se transforma em um verdadeiro pandemônio. WIKIPÉDIA
Nesta cena em uma sala de reuniões, Morty faz uma pausa em suas árduas tarefas e, sentado à cabeceira de uma mesa de reunião, "emite ordens" enquanto fuma um charuto ao som de "Blues in Flat Hoss" (Orquestra Count Basie). Antológico o número dessa big-band em crescendo e... Lewis gloriosamente fazendo pantomimas com esgares e gestos largos. www.theatlantic.com
Críticos odiaram "The Errand Boy". Na edição de 18 de fevereiro de 1962 do The Globe and Mail, em um artigo intitulado "Latest Nonsense Lewis Loony", o crítico de cinema Frank Morriss sibilou: "Como filme é quase sem enredo, só palhaçadas e non sense, além de desprovido de sagacidade".
Mas tem gerado elogios dos fãs do comediante inclusive paródias, como a que acontece neste episódio do Family Guy.
Sinopse
A Paramutual Pictures, um grande estúdio de Hollywood, decide contratar um espião para que descubra, com todos os detalhes, o que acontece lá dentro. Isso porque a empresa estava perdendo dinheiro, não por seus filmes, mas pelo funcionamento de seus vários setores. Por coincidência, o chefe da companhia, T.P. (Brian Donlevy) vê um moço (Jerry Lewis) trabalhando em um cartaz, justo em frente a sua sala. Ele se chama Morty e acaba sendo contratado para o cargo. Morty, mesmo sendo gentil e honesto com todos, tem um grande dom em arranjar confusão. Com isso, o estúdio se transforma em um verdadeiro pandemônio. WIKIPÉDIA
Nesta cena em uma sala de reuniões, Morty faz uma pausa em suas árduas tarefas e, sentado à cabeceira de uma mesa de reunião, "emite ordens" enquanto fuma um charuto ao som de "Blues in Flat Hoss" (Orquestra Count Basie). Antológico o número dessa big-band em crescendo e... Lewis gloriosamente fazendo pantomimas com esgares e gestos largos. www.theatlantic.com
Críticos odiaram "The Errand Boy". Na edição de 18 de fevereiro de 1962 do The Globe and Mail, em um artigo intitulado "Latest Nonsense Lewis Loony", o crítico de cinema Frank Morriss sibilou: "Como filme é quase sem enredo, só palhaçadas e non sense, além de desprovido de sagacidade".
Mas tem gerado elogios dos fãs do comediante inclusive paródias, como a que acontece neste episódio do Family Guy.
09 agosto, 2011
Raio e arco-íris
Aconteceu em Hollywood mas o fato não tem a ver com cinema.São dois fenômenos naturais - raio e arco-íris - que ali "resolvem" dividir a mesma cena.
Via Querido Leitor
Posts relacionados: O engarrafador de raios, Esta eu deixo com o Aleixo, Os raios no Brasil, Trovoada, Descargas Atmosféricas, No fim do arco-íris e O homem do duplo arco-íris.
Itapiúna - CE
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