28 fevereiro, 2007

Uma leve desconfiança

Só isto.
Pois não sei o que significa este ideograma japonês.

Na blogosfera - 5

Vicente Adeodato em seu blog (clique aqui) reproduziu ontem uma postagem que saiu no blog de Mario Marona (clique aqui). Na qual consta uma relação de "coisas que ninguém jamais viu".
Por coincidência, eu já vinha elaborando uma lista desse tipo. Ainda bastante sucinta a tal lista, está sendo abaixo publicada para aproveitar a deixa:

Criança, não verás jamais...
cabeça de bacalhau
rede preta
retrato da sogra na carteira do genro
bossanova gospel
cego fumante
filho de prostituta chamado Júnior
país como este.

07/06/2015 - Atualizando...
político tucano preso

27 fevereiro, 2007

Gente é para aquecer

Às vezes estamos num auditório climatizado, a temperatura ambiente está bem agradável... Até que, com o passar do tempo, sentimos mudar a situação. E o que é ameno vira um calor infernal.
É quando notamos que também cresceu o número de pessoas no recinto. Isto, mais do que um eventual colapso do sistema de ar-condicionado, é o que certamente causou a tal mudança para pior.
Já li que o ser humano pode emitir um calor comparável ao de uma lâmpada acesa de 100 watts. Uma comparação que se restringe ao calor, visto que o ser humano é desprovido do poder de iluminar.
Quem foi que disse que gente é para brilhar?

25 fevereiro, 2007

Medicina com rodízio - 3

EM DISCUSSÃO O SEXO DOS BEBÊS
No passado era comum dizer que ninguém podia “dar pitaco” sobre três coisas. Cabeça de juiz, urna de votação e barriga de mulher grávida. No sentido de adivinhar o que haveria dentro delas.
Vamos por partes. Da cabeça de um juiz, a respeito de uma questão a ser decidida, comentava-se que poderia sair qualquer sentença. Da urna de votação, depois que esta deixou de ser a bico de pena, falava-se do risco em anunciar os ganhadores antes da apuração dos votos. E da barriga de mulher grávida, informar o sexo da criança em preparação, dizia-se que isto não seria possível até o parto.
A modernidade abalou os alicerces de tais afirmações. Com os institutos de pesquisas a divulgarem, por qualquer encomenda, as intenções de voto dos eleitores. Protegidas pelas margens de erro de que dispõem as pesquisas, claro. Com a ultrassonografia a revelar o sexo da criança antes do seu nascimento. E, assim, permitindo que a futura mamãe já faça o enxoval na cor certa para o bebê.
Quanto às decisões dos magistrados, ainda estão elas meio erráticas. Até que se generalize a tal súmula vinculante.
Todavia, contaram-me de um obstetra que, com relação à barriga da mulher grávida, tinha lá uma estratégia para suprimir o “princípio da incerteza”. Isto de um modo bastante peculiar e expedito, numa época em que a ultassonografia ainda não dava as suas cartas. Em seu consultório, suponhamos que uma gestante, recém-examinada, lhe fizesse a pergunta (menino ou menina?). O obstetra, com o ar maroto, dava a sua resposta (“menino”, por exemplo). Em seguida, fazia alguma anotação relacionada com o assunto na ficha de pré-natal.
No exemplo dado, se acontecesse de nascer um varão como anunciara, estaria ele a receber elogios pelo tirocínio obstétrico. Ao contrário, se o nascimento fosse de uma menina, tampouco o adivinhador ia se dar por perdido.
Já que na ficha de pré-natal, ardilosamente, ele havia anotado... “menina”. O palpite oposto! Para poder provar, por escrito, que antes não se enganara: a cliente é que “ouvira mal”.

“Uma grande verdade é aquela cujo contrário é igualmente uma grande verdade.” – Niels Bohr, físico dinamarquês

24 fevereiro, 2007

Samba em Cabul


“E eu pergunto: com que burca,
com que burca eu vou
ao samba que você me convidou?”

Chove no Ceará

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23 fevereiro, 2007

Um homem em sua carroça


Esta cena me embevece pelo bucolismo.
Eu até perdôo o carroceiro se ele, em algum momento, houver chicoteado a mula. Eu falei mula? Então, já coloquei a carroça adiante dos bois.
Eu falei bois? Falei no sentido figurado (claro, não é uma figura?). Porque, olhando bem, existe dúvida quanto ao atrelamento de uma mula, bois ou de qualquer outro animal. E, por isso, não dá nem sequer para saber qual é a força de tração usada na carroça.
Além disto, trata-se de um veículo não emplacado. Não empacado, porém.
Detalhes tão pequenos de uma cena. Compensados plenamente pelo equilíbrio entre os elementos que formam a cena. Um homem, sua carroça...
E deixemos fora disto a sua bagagem.

22 fevereiro, 2007

Penfield e os homúnculos

Na década de 1940, Wilder Penfield, um brilhante neurocirurgião canadense, assistia a pacientes portadores de epilepsia clinicamente intratável. Sabe-se que na epilepsia, antes de uma crise, os pacientes podem experimentar uma "aura," isto é, uma espécie de aviso de que ela está prestes a ocorrer. Penfield pensou que, se pudesse provocar esta aura com uma leve corrente elétrica no cérebro dos pacientes, encontraria então o foco da crise epiléptica. E que, com a remoção cirúrgica desse tecido cerebral afetado, também pudesse curá-los.
Com os enfermos conscientes, embora anestesiados, Penfield abria seus crânios para localizar e remover os focos cerebrais identificados como epileptógenos. Uma técnica cirúrgica experimental na qual ele começou a colecionar casos bem sucedidos. E que conduziu a uma descoberta extremamente importante. Ao estimular eletricamente o lobo temporal, situações vivenciadas pelos pacientes (muitas vezes esquecidas) eram naqueles momentos por eles recordadas. O que significava dizer que existe uma base física para a memória.
Prosseguindo suas investigações, Penfield , baseado nas informações que obtinha de seus pacientes durante os atos cirúrgicos, passou a identificar as relações das áreas do córtex cerebral com as diversas regiões do corpo humano. Até obter um mapeamento cerebral em que as várias regiões do corpo ficavam representadas no córtex, porém em tamanho e disposição diferentes de como elas se encontram no corpo. E, para facilitar a compreensão deste fato, idealizou as figuras dos homúnculos corticais.
Um homúnculo sensorial e um homúnculo motor. O primeiro representado com os lábios, as bochechas e as pontas dos dedos desproporcionalmente grandes por serem as partes mais sensíveis do corpo e daí exigirem áreas corticais maiores. E o segundo com a boca, a língua e os dedos, especialmente os polegares, também avantajados por acontecerem nestas regiões corporais os movimentos mais complexos, que se relacionam com a vocalização e com a preensão.
No córtex, as áreas não se dispõem na ordem com que as regiões representadas estão de fato no corpo (ver figura abaixo), o que contribui para tornar os tais homúnculos ainda mais grotescos.


Clique aqui para visitar um site brasileiro, no qual poderá ler depoimentos de amputados a respeito de “membro-fantasma”. Um fenômeno que Wilder Penfield, com o mapeamento cerebral, ajudou a compreender.

21 fevereiro, 2007

Dito e feito

Em tempo. Noblat cumpriu a promessa. De colocar em seu blog, durante o período de carnaval, 25 frevos para o desfrute dos interessados. Ouvi-os todos e, após a minha audição, fiz uma seleção particular com 10.
1) “Frevo”, de Jobim e Vinicius – com Chico Buarque (da trilha sonora de “Quando o carnaval chegar”)
2) “Evocação número 1”, de Nelson Ferreira
3) “Frevo nº. 1 de Recife”, de Antonio Maria
4) “Valores do passado”, de Edgar Moraes
5) “Madeira que cupim não rói”, de Capiba – com Alceu Valença
6) “Bloco da vitória”, de Nelson Ferreira
7) “A dor de uma saudade”, de Edgar Moraes
8) “Pitomba, Pitombeira”, de Carlos Fernando
9) “Vassourinhas”, de Matos da Rocha e Joana Batista – com Antonio Nóbrega
10) “É de fazer chorar”, de Luiz Bandeira
Os seus endereços de áudio na internet foram inseridos na caixa de comentários.

Ciclos

Fim do "oba-oba", início do "epa-epa" – e com o Leão à vista!
Ou em até oito parcelas.

Quarta-feira de Cinzas

Com algumas reflexões sobre o Carnaval:
“É uma invenção do diabo que Deus abençoou, Caetano dixit.”
No Brasil, “evoluiu” do entrudo até o mela-mela. Passando pelo corso, papangus, desfiles no sambódromos, bailes de máscaras, trios elétricos e o Galo da Madrugada. No Ceará, faz falta esta parte do meio.
É a prova de que a alegria pode ser programada. Mas a felicidade, não.
Em síntese, é o "oba-oba" em estado puro.

20 fevereiro, 2007

A dieta de Deus

É o trecho de uma crônica de Pablo Morenno sobre uma "dieta revolucionária" em voga. É genial (a crônica). Podendo ser lida na íntegra no site "Agência Carta Maior", ao clicar aqui.

Pela tangente

Numa entrevista:
- Como o senhor viu o fato?
- Pela televisão.
Num consultório:
- Doutor, quebrei meu braço em dois lugares. O que é preciso fazer?
- Não voltar mais a esses lugares.
Numa barbearia:
- Como quer que eu corte o cabelo?
- Em silêncio.
Num funeral:
- Quem é o morto?
- O que está no caixão.
Noutra entrevista:
- Mas a sua prole é grande!
- E grossa...

19 fevereiro, 2007

Outro controle

Não serve para a televisão.
É descrito como “o controle remoto mais antigo do mundo”.
E o site que faz esta descrição também mostra onde é aplicável.

Fonte: carcino.gen.nz

Controle remoto para televisão

Último dia 15, quinta-feira, faleceu o inventor Robert Adler.
Austríaco, doutor em física, possuía 180 patentes. Uma delas, a do controle remoto para televisão, dispositivo que inventou em 1956, ajudado pelo colega Eugene Polley,
Adler morreu aos 93 anos, em Idaho, nos Estados Unidos onde vivia.
O Google para “remote control” registra 49.500.000 resultados.

18 fevereiro, 2007

Frevança do Noblat

Em sua página na internet, Noblat promete postar 25 frevos durante este período de carnaval.
Ontem, colocou os 6 primeiros. Destaques para “Frevo”, com Chico Buarque, e “Evocação Número 1”, com a orquestra de Nelson Ferreira.
Na coluna de links desta página o internauta pode ter acesso direto ao “Blog do Noblat”.

Deu na velha imprensa

1) Gêmeos nascidos em anos diferentes
No início deste ano, foi notícia uma mulher grávida de gêmeos. Porque, transcorrido o parto, criou-se uma situação bem incomum: um dos gêmeos haver nascido nos últimos minutos de 31 de dezembro de 2006; o outro, nos primeiros minutos de 1º de janeiro de 2007. Portanto, são eles gêmeos de anos diferentes.
2) Trigêmeos nascidos em cidades diferentes
Agora, outra mulher, Clenilde Maria Angelino, do interior de Sergipe, foi ainda mais longe. Deu à luz uma criança em Tobias Barreto. Como, no período de “pós-parto”, ainda continuava a sentir fortes dores, foi encaminhada deste município para a maternidade de Lagarto. Onde, concluiu o trabalho de parto, dando à luz mais duas crianças.

17 fevereiro, 2007

Na blogosfera – 4

Nos últimos dias, em blogs locais houve referências a duas postagens aqui publicadas.
Uma foi a respeito de “Bulário Eletrônico da Anvisa”, que mereceu a atenção do “Blog do Adeodato”, de Vicente Adeodato; a outra foi sobre “Nuvens Estranhas”, transformada em dicas do “Antena Paranóica”, de Nonato Albuquerque, e do "Desabafo País", de Daniel Pearl.
Onde ler o que publicam estes três competentes webwriters:
http://vicenteadeodato.blogspot.com
http://www.antenaparanoica.blogger.com.br
http://desabafopais.blogspot.com

A turma do poire

Chegavam os tempos da Nova República. O deputado Ulisses Guimarães era o nome mais influente da oposição. Em Brasília, era freqüente ele estar reunido com correligionários para conversar assuntos políticos ou amenidades. Em torno de uma mesa em que não podia faltar a sua bebida predileta, o liquor de poire (pêra, na tradução do francês, e que se pronuncia “puar”).
Até o reino mineral já sabia que o Dr. Ulisses se preparava para ser o novo centro do poder. Alguns políticos da situação, idem. E, por conta disso, eles também compareciam para beber do liquor de pêra do Dr. Ulisses Guimarães.
Inspirado em tal fato, eu cometi na época uma paródia com a marchinha carnavalesca “Turma do Funil” (a letra desta música foi colocada na caixa de comentários). Uma paródia que, diga-se de passagem, não recebeu nenhuma divulgação. Exceto a que faço agora.

Chegou a turma do poire
Todo mundo bebe
Mas ninguém é "vacilão"
Há, há, há, há
Ninguém aqui é "vacilão"
Tem eleição por perto
Vou já pra oposição.

Eu bebo por compromisso
Doutor Ulisses
Eu não sou um cara omisso
Enquanto houver poder
Tou aí, não sou muar
Bebendo com a turma do poire.

16 fevereiro, 2007

Marchinhas de carnaval

II Concurso Nacional de Marchinhas de Carnaval
Promoção da Fundição Progresso / Apoio da Rede Globo
Finalistas:
- “Velho Palhaço” (de Paulo Gomes, interpretada por Pedro Paulo Malta)
- “Prá Carmen” (de Bete Bissoli, interpretada por Soraya Ravenle) – marchinha campeã do concurso, compositora agraciada com o Troféu Chiquinha Gonzaga
- “Marcha da Descompostura” (de João Cavalcanti, interpretada pelo autor)
Para ter acesso ao vídeo com as três músicas finalistas (na ordem acima, como foram apresentadas no Fantástico) clique aqui.
E ponha em "tela cheia".

“Uma ofegante epidemia”

Começou.

Arte de Lilang em ”Vai Passar”, de Francis Hime e Chico Buarque.

15 fevereiro, 2007

Iatrogenias no aparelho respiratório

Existe um portal na internet (pneumotox) que reúne as informações sobre as doenças respiratórias que podem ser causadas pelo uso de medicamentos. Este instrumento de busca eletrônica é mantido e organizado por um grupo de professores e pesquisadores sediados em várias cidades francesas.
O portal pode ser acessado em francês, inglês ou espanhol. E as consultas sobre as iatrogenias podem ser feitas sobre as drogas (nomes científicos) ou sobre as diferentes apresentações clínico-radiológicas das doenças que elas causam.
Apenas para dar uma idéia da extensão e complexidade do assunto. Com relação às manifestações clínico-radiológicas, as iatrogenias são agrupadas em 11 tipos e estes, por sua vez, em 56 subtipos. Observar que uma única droga pode ocasionar vários tipos e/ou subtipos de iatrogenia. E que a recíproca também é verdadeira.
É um site recomendável para especialistas.
http://www.pneumotox.com

Amantes sem fronteiras


Num dia de chuva.
Longe da praia.
Nada a ganhar com o escândalo.
(Cica e Tato precisam ver isto.)

14 fevereiro, 2007

Monstros S/A

Monstros como os que destroçaram e mataram o garoto João Hélio, monstros como os que torturaram e assassinaram o jornalista Tim Lopes, monstros como os que trucidaram o casal Felipe e Liana (esta moça após múltiplos estupros), monstros...
Reparem que eu não os chamo animais e, sim, monstros.
Por dois motivos principais:
- Não existem animais com tanta estupidez e ferocidade.
- Os seres humanos somos todos animais, ditos racionais.
Quanto a eles – monstros – do gênero humano constituem a escória. Por não haver como enquadrá-los de um modo pior.

Nuvens estranhas

As nuvens lenticulares, isto é, nuvens em forma de lente podem assumir aspecto de grande beleza. Apesar da aparente complexidade, a sua formação resulta de um processo simples, já devidamente compreendido, que acontece na atmosfera. E, por causa da forma estranha que apresentam, estas nuvens (strange clouds) são freqüentemente confundidas com OVNIs. Porque dão a impressão de que surgiram a partir de um projeto prévio.
Vejam estas, fotografadas sobre a cidade de Santos – SP (direitos para Joe Jonhston e Mike Lord).



E vejam muitas outras, fotografadas em diversos locais do mundo e mostradas em Valuca (website), clicando aqui.

14/04/2013 - Atualizando...

Neil deGrasse Tyson Fan Club

13 fevereiro, 2007

Mário Mamede na ESP-CE

Assume hoje a Superintendência da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE) o Dr. Mário Mamede Filho.
Graduamos médicos pela UFC em 1971. Foram seis anos de convivência em que aprendi a admirar o colega Mário Mamede. Identificando nele a competência e o zelo ao cuidar dos pacientes, o respeito e a dedicação ao acompanhar os mestres, a liderança e a lealdade ao lidar com os colegas.
Mário fez da ortopedia a sua especialidade.
Todavia, os apelos da política e da administração pública têm-no levado a atuar mais nestas últimas duas áreas. Onde tem encontrado novas formas de colocar o seu espírito humanitário a serviço do próximo.
Agora, Mário Mamede encontra-se defronte a mais um desafio: comandar, durante os próximos anos, as ações da ESP-CE. Estou convicto de que o fará – com probidade, equilíbrio e eficiência. Porque assim tem procedido ao longo de sua vida pública.

Leitura vital

Circula nos páramos internéticos a informação de que ler prolonga a vida. Baseada em que uma pesquisa assim concluiu e pronto!
O que acho disso.
Ler, além do prazer e do conhecimento que proporciona, funciona como um exercício para o cérebro.
Mas o leitor tem que levar em consideração o corpo todo.
Sentado a ler, chega a hora em que a bunda – tão quadrada que fica – já começa a reclamar ao proprietário. Sobre a vida “sentadária” que está levando...
Então, que ele se levante, ande e vá cuidar do restante.
Como diz o provérbio latino: mens sana in corpore sano.

12 fevereiro, 2007

Parabéns, “Velho Palhaço”

Em post de 26 de janeiro, noticiei a participação da marcha-rancho “Velho Palhaço”, do amigo Paulo Gomes, entre as finalistas de um concurso de músicas de carnaval. Encontrando-se entre as 10 melhores, a música de Paulo Gomes foi novamente selecionada. Desta vez para o seletíssimo grupo das 3 finalistas do concurso – com direito à apresentação no programa “Fantástico”.
O fato aconteceu ontem. Venceu a canção “Prá Carmen”, também belíssima.
E o mérito do cearense Paulo Gomes não é pequeno.

Bulário Eletrônico da Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, disponibiliza um banco de dados – acessível pela internet – com os textos das bulas dos remédios registrados e comercializados no Brasil. Sob o nome de Bulário Eletrônico, este banco de dados da Anvisa fornece a quem o consulta informações sobre a prescrição e o uso racional de medicamentos. E cada texto de bula de medicamento vem apresentado em duas versões: uma para os profissionais de saúde e outra, em linguagem compreensível, para os pacientes.
Além disso, o portal Bulário Eletrônico da Anvisa traz matérias sobre educação em saúde, notícias relacionadas com a atualização das bulas, legislação em vigor sobre o assunto, perguntas freqüentes e também outros endereços eletrônicos de interesse na área da saúde.

Para acessar clique abaixo.
http://bulario.bvs.br

11 fevereiro, 2007

O Farol do Nhenhenhém

É uma das 7 Maravilhas do Mundo Neoliberal.
Situado em costas brasileiras, o farol acende o facho luminoso apenas durante o dia. E assim orienta os navegantes para que encontrem um porto privatizado.
Quanto ao apagão noturno, as queixas dos prejudicados devem ser feitas por escrito e, a seguir, colocadas em garrafas. A fim de que as levem as ondas, em tempo hábil, até a ANRF (Agência Nacional Reguladora dos Faróis).

10 fevereiro, 2007

Homem ao buraco

Você está num buraco. Trate de reconhecer o ambiente e não se queixe de imediato. Não berre pedindo uma escada, pois não está no sonho de Jacó. Nem peça uma corda. Houve um ditador iraquiano que a pediu. E que aprendeu, tardiamente, que bom era quando estava no buraco. Sem a corda.
Não pule para não irritar com a trepidação os seres subterrâneos. Há uma política de boa vizinhança em curso. O mundo não pode viver sem o húmus que as minhocas produzem.
A visão que tem do céu não é lá essas coisas. É meio restrita, não é?! Além disso, o tempo está nublado, porém é melhor do que ficar a ver buracos negros.
Não bata nas paredes, podem se desmoronar. Não estão escoradas.
E no fundo? Ah, se fosse um buraco para político você encontraria algum gadget. Uma mola, por exemplo, porque buraco onde político fica sempre tem uma mola. Para trazê-lo de volta à superfície.
Lá fora, parece que chegou alguém. Diacho, é um coveiro. Oxalá não seja do tipo que enterra primeiro e só pergunta depois.

09 fevereiro, 2007

Eduardo de Goes Lobo

É Edu Lobo. Além de genial compositor, o filho de Fernando Lobo é cantor, maestro e arranjador.
Cordas. Teclas. Madrugadas com música no céu.
Tom Jobim, com grande senso de observação, o considerou “an early bird”.
Cante que é sua, Edu: "Canção do Amanhecer".
Com letra de Vinicius de Morais, outro mestre em canções e amanheceres.


Site: www.edulobo.com.br
PS - Recife e Olinda comemoram hoje o Centenário do Frevo. Lembrar que Edu também compôs "No Cordão da Saideira", um belíssimo frevo-canção.

O tempo da delicadeza

Não faz parte apenas do passado, ainda existem pessoas corteses.
Percebo que elas estão divididas em dois grandes grupos, a saber:
1) posso ajudar?
2) como estou dirigindo?
Leiam nas suas camisas, leiam nos vidros dos seus carros.

08 fevereiro, 2007

Dicionário para masoquistas

Frank Tyger descobriu que existe um (dicionário) no gênero. Abrangente, atualizado e em apurada edição.
É sentar e consultar, o dicionário tem todas as palavras.
Com o detalhe de que elas não estão na ordem alfabética.

07 fevereiro, 2007

Que papel!

Já existe um notebook cuja tela é transparente.
O único problema é também existir um cunhado chato, com vocação para papel de parede.
E que sabe como se colocar para atingir o seu torpe objetivo.

“Distant wish”

Cortes exatos numa folha de papel A4 em branco criam um beija-flor e uma flor.
Dotadas de uma terceira dimensão, mas ainda aprisionadas no plano de origem, estas frágeis esculturas de papel nos transmitem o anseio do encontro.
Como um beija-flor o teria com relação à flor no universo real.
É (o papel da) arte. E o criador disto é o dinamarquês Peter Callesen.


Para ver uma seleção de seus trabalhos clique abaixo:
http://www.petercallesen.com/index.html

06 fevereiro, 2007

Kassab, o Urbano


- O senhor prefeito já está chegando para esta inauguração.

Ar, areia e arte

Dias atrás eu comentei a portaria do MTE (99/2005) que proibiu a prática do jateamento de areia no Brasil. E, depois disso, é possível que hajam ficado no ar algumas perguntas dos leitores. Do tipo: como surgiu, em que consiste e para que serve esta prática? Daí, eu estar retornando ao tema.
Credita-se ao norte-americano Benjamin Tilghman a descoberta do processo de jateamento de areia. Em 1870, ao observar os efeitos de uma rajada de vento contra uma vidraça. A partir dessa observação, Tilghman concebeu um sistema através do qual um jato de areia, impulsionado por vapor a grande velocidade, poderia ser usado para limpar e ornamentar lápides de túmulos. Além de que, por mudar a transparência do vidro para um aspecto leitoso, poderia também se prestar a criações artísticas sobre este último material.
Logo depois da invenção da máquina, o fenômeno do “fosqueamento” do vidro se alastrou pela Europa, tendo como fonte de inspiração o movimento Art Nouveau. Em 1885, outro americano, Mathewson, aperfeiçoou o invento, patenteando um mixador de ar e areia que substituiu o vapor pelo ar comprimido.
É definido o jateamento como um processo de preparação de superfícies que utiliza o impacto de partículas abrasivas movimentadas em alta velocidade. Cujos objetivos são a remoção de pintura, ferrugem, demais materiais contaminantes e deixar o substrato pronto para receber um novo tratamento superficial. As partículas abrasivas podem ser: grãos de areia (que a portaria ministerial proibiu devido ao risco de causar silicose no trabalhador), granalhas de ferro e de aço, micro-esferas de vidro, óxido de alumínio, gelo seco ou a própria água (hidrojateamento). E o substrato pode ser: ferro, alumínio, ligas metálicas, vidro, madeira, granito, mármore, louça, plástico ou tecido.
Dentre as aplicações atuais do jateamento estão: limpeza, acabamento, desrebarbamento, shot peening, gravação e decoração. Estas duas últimas aplicações constituem o chamado jateamento artístico (pelo qual começou o processo).



Cabeça de cavalo: objeto de decoração produzido por jateamento artístico sobre vidro.

05 fevereiro, 2007

Pilotagens

Sentindo-se ameaçado pela vizinha Coréia do Norte, que vem realizando experiências atômicas, o Japão resolveu recriar a sua Força Aérea.
A cena ao lado mostra cadetes japoneses sendo treinados em aviões de caça. Na última e mais difícil fase do treinamento, quando eles têm de voar baixo para enganar os radares inimigos.

04 fevereiro, 2007

Fala, Metal

- Eu detesto ficar nesta posição ridícula... para tomar injeção!

Caminhando e aprendendo – 6

TEMPO DOS ARATICUNS
Há cerca de um ano, quando transferi as minhas caminhadas para as trilhas do Parque do Cocó, nesta região de mangue passei a ver um fruto – em abundância – o qual eu ainda não conhecia. O araticum, como me esclareceu uma das monitoras do parque. Um fruto de cor amarela, da casca à polpa, quando em seu estágio maduro. E do tamanho aproximado ao de uma ata, o fruto com que o araticum mais se assemelha. Mas apenas internamente, pelo aspecto dos bagos (embora amarelos e mais consistentes) e das respectivas sementes que são também pretas.
O araticunzeiro é uma árvore de porte médio. Ainda jovem, quando alcança os 2 metros, já começa a ”botar frutos”. Em algumas regiões do país, o que chamam de araticum talvez corresponda à nossa ata (ou fruta-do-conde). Suponho, então, que eu esteja a descrever a espécie do araticum-bravo (Annona glabra), como a árvore que existe em abundância no Parque do Cocó. E que, nestes primeiros meses do ano, encontra-se a exibir a sua carga frutífera.
Passar sob estas árvores carregadas de frutos é uma experiência agradável aos sentidos do corpo. A começar pelo olfato, que momentaneamente se impregna do seu perfume selvagem. Quando um fruto se desprende do araticunzeiro, escuta-se um ruído característico. Produzido por sua queda no alagado onde fica a flutuar, assim como os outros que antes caíram. Mas não são apenas os frutos maduros que caem, os frutos verdes e ainda pequenos também o fazem. E espalham-se em grandes quantidades sob o araticunzeiro. Frutos esses que não se desenvolveram, caíram e não vão cumprir o seu destino.
Não me perguntem o porquê disso. A Natureza tem lá seus mistérios inexplicáveis.

03 fevereiro, 2007

Enfim, o laranja

Nenhum escândalo financeiro no Brasil, desses que ao ouvirmos falar ficamos possuídos de uma santa ira, pode ocorrer sem a participação de um personagem. Genericamente conhecido por laranja.
O laranja, embora seja um beneficiário menor dos recursos desviados, é quem possibilita a consecução do crime financeiro. Além de que, encobrindo o verdadeiro autor do ilícito, contribui para que este se mantenha na impunidade. Não estando nem aí para virar bagaço.
Era um problema: o laranja não ter uma cara conhecida. Sobre a qual pudesse recair a execração pública.
Agora, rompendo com a barreira da imagem, o BPG mostra qual é. Aliás, mostra o corpo inteiro do laranja.
Fiquem de olho nele.

Para refletir – 3

De Honoré de Balzac:
“A burocracia é um mecanismo gigantesco operado por pigmeus.”

02 fevereiro, 2007

Pêndulo parando

movimento isócrono de vaivemvai de isócrono movimento
isócrono de vaivemvai de isócrono
de vaivemvai de
vaivemvai
vem
e

Trate-o camaleão


O camaleão é um réptil conhecido por mudar a sua cor para se adaptar ao ambiente, principalmente quando se vê em situação de perigo. Esta estratégia de se confundir com o ambiente que o rodeia, a fim de não ser notado, ajuda-o a se proteger dos potenciais predadores.

N. do E.
Na foto ao lado um camaleão demonstra como é a tal estratégia. Com sucesso apenas parcial, consideremos assim, devido ao baixo nível de tinta em seu cartucho colorido.

01 fevereiro, 2007

A proibição do jateamento de areia

O processo de trabalho com jateamento de areia é uma atividade proibida no Brasil desde janeiro de 2005. Conforme a Portaria de nº. 99/2004, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que estabeleceu a proibição para todo o território nacional.
Ressalte-se que a referida portaria já havia sido precedida por iniciativas proibitórias semelhantes adotadas em alguns estados (Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná).
Mas, por que o MTE proibiu o uso dos sistemas de jateamento de areia no Brasil?
Para responder, eis os aspectos que o MTE levou em consideração quando editou a portaria:
1) o processo gera grande concentração de sílica livre, na fração respirável da poeira que produz, o que significa alto risco de adoecimento por silicose para o trabalhador;
2) as medidas de controle da exposição à sílica durante o jateamento de areia são inadequadas ou insuficientes;
3) já existe tecnologia disponível para a substituição da areia utilizada no jateamento por outros materiais que não contêm sílica.
Portanto, foi uma importante decisão do Ministério do Trabalho e Emprego, tomada em sintonia com os esforços do Programa Nacional de Eliminação da Silicose.

Para ver a portaria clique aqui.