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03 setembro, 2026

Conversões de templos para outras crenças

Ao longo da história, mudanças de soberania e conquistas políticas resultaram na conversão de grandes templos para novas crenças. Os casos mais marcantes envolveram transformações de catedrais cristãs em mesquitas, de mesquitas em igrejas e de santuários pagãos em locais cristãos.
Principais casos históricos:
Hagia Sophia (Istambul, Turquia). Construída como a maior catedral cristã do Império Bizantino em 537 d.C., virou uma mesquita imperial após a conquista otomana de Constantinopla em 1453. Em 1935, virou um museu secular e, em 2020, foi novamente reconvertida em mesquita ativa.
Mesquita-Catedral de Córdoba (Espanha). Erguida como uma mesquita monumental no século X durante o domínio mouro na Península Ibérica, foi convertida em catedral católica após a Reconquista de Córdoba em 1236, mantendo até hoje uma impressionante fusão arquitetônica islâmica e cristã.
Panteão. Piazza della Rotonda (Roma, Itália). Originalmente um templo romano construído no ano 125 d.C. para cultuar todos os deuses do panteão clássico, foi doado ao Papa Bonifácio IV no início do século VII e transformado em uma igreja cristã dedicada a Santa Maria dos Mártires.

Panteão: por fora / por dentro

Uma das mais bem preservadas estruturas romanas antigas, o Panteão permaneceu em uso por toda a sua história. Criada para ser templo pagão, atualmente é uma igreja católica.

13 dezembro, 2023

A empresa construtora de templos

Kongō Gumi foi uma empresa construtora japonesa, considerada no setor em que operava a mais antiga do mundo até ser adquirida pelo Grupo Takamatsu, em janeiro de 2006. 
Com sede em Osaka, esta empresa familiar foi fundada em 578, quando o príncipe Shōtoku Taishi encarregou três artesãos de Baekje de construírem o templo budista Shitennō-ji. Um deles, Kongō Gumi, daí em diante decidiu criar o seu próprio negócio.
Um pergaminho de três metros de comprimento do século XVII retrata as quarenta gerações da família que remontam ao começo da empresa. Assim como acontece com muitas famílias japonesas ilustres, os genros muitas vezes se uniam ao clã e assumiam o nome Kongō. E, ao longo dos anos, a linhagem continuou quer através dos filhos, quer através das filhas.
Especializada na construção de templos budistas, seu último presidente foi Masakazu Kongō, o quadragésimo Kongō que dirigiu a empresa. Atualmente a Kongō Gumi permanece subsidiária do Grupo Takamatsu.

http://www.kongogumi.co.jp/about_history.html