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07 outubro, 2018

Contas médicas

O físico norte-americano Leon Max Lederman (1922 - 2018) morreu nesta quarta-feira, 3, de complicações relacionadas a uma demência senil. Em vida, ele ganhou o Prêmio Nobel de Física, em 1982, por sua pesquisa sobre neutrinos e se tornou um autor de sucesso depois de cunhar a expressão "partícula de Deus", que ainda é usada para descrever o bóson de Higgs. Mas, ultimamente, Lederman tinha retornado às manchetes por ter vendido a medalha de seu prêmio Nobel.
Apesar de uma carreira impressionante como acadêmico, pesquisador e divulgador científico, Lederman teve de vender a medalha da premiação para pagar as contas médicas referentes ao tratamento de sua demência. Em 2015, um comprador anônimo ficou com a medalha de ouro por 765 mil dólares. Agora, os obituários lembram a vida de Leon Lederman, mas também criticam o sistema de saúde dos Estados Unidos, o único país rico que não garante atenção médica a todos os seus cidadãos.
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Às vezes chamado de "Mel Brooks da física", o Dr. Lederman era conhecido por seu humor e estilo de palestra envolvente. ("Eu sou tão velho", disse ele quando ganhou o Nobel, "que me lembro de quando o Mar Morto estava apenas doente.") Ele trouxe uma faísca inovadora para a ciência a partir da Segunda Guerra Mundial, quando, como soldado, ajudou desenvolver o radar Doppler.
"Foi um golpe cruel quando fui pego em alta velocidade, anos depois, com uma arma de radar Doppler", disse o Dr. Lederman à revista Smithsonian, em 1993,"e o juiz não se importou quando eu expliquei que tinha ajudado a criar a coisa".

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23 setembro, 2018

A reviravolta do carma tecnológico

Watson-Watt é lembrado como o inventor do radar, pelo qual ele recebeu a patente em 2 de abril de 1935. Muitos anos depois, ele leu um poema em uma reunião científica em San Francisco sobre a estranha reviravolta do carma tecnológico que o levou a ser multado por excesso de velocidade no Canadá, em 1956.
Segundo relatos, ele disse ao agente que o multou: "Se eu soubesse o que você faria com isso, eu nunca o teria inventado".
Traduzido em versos heterométricos e sem rimas, eis o poema:
Pena que Sir Watson-Watt,
alvo estranho desta conspiração de radar
e assim, com outros que eu posso mencionar,
uma vítima de sua própria invenção.
Seu olho mágico que tudo vê
permitia que com nuvens os aviões voassem,
mas agora, com alguma ironia,
avistou o motorista em alta velocidade
e mordeu, sem dúvida com inteligência,
a mão que o criou.
Oh, Frankenstein que perdeu o controle
do monstro por ele criado,
com a solidariedade mais carinhosa,
mais esse "guincho pelo próprio petardo".(*)
Quanto a vocês, cientistas corajosos,
que podem estar pondo pregos em seus caixões,
particularmente aqueles cuja missão
lida no reino da fissão nuclear,
pausem e contemplem a trama do destino
e aprenda conosco o que é ser Watson-Watt.
(*) expressão idiomática de significado não sabido pelo tradutor (PGCS)
(http://pballew.blogspot.com.br/2018/04/on-this-day-in-math-april-6.html#links)

03 julho, 2017

O radar humano

Com os avanços da tecnologia certos postos trabalhos, que já foram considerados necessários, deixaram de existir. O radar humano foi um deles.
Seu trabalho consistia em detetar a aproximação dos aviões inimigos, uma função muito solicitada nas décadas de 1920 e 1930, antes do aparecimento dos radares por ondas de rádio de alta frequência.


15 profesiones que han desaparecido por culpa de la tecnología

A estranha história de ouvir antes do radar
http://mashable.com/2015/02/16/war-tubas-radar-wwi/