São aves que se especializaram em usar o fogo para caçar. Notadamente, são três espécies de aves de rapina pertencentes a duas famílias diferentes: o milhafre-preto (Milvus migrans), o milhafre-assobiador (Haliastur sphenurus) e o falcão berigora (Falco berigora).
Conforme relatado por aborígenes e bombeiros australianos (Journal of Ethnobiology, 2018), essas aves se reúnem em grupos quando um incêndio se forma. Lá, eles pegam gravetos em chamas, transportam-nos e depois os jogam em áreas ainda não afetadas a fim de atear novos focos de incêndio.
O objetivo desse comportamento é óbvio: forçar suas presas a saírem de seus esconderijos para que possam se banquetear num bifê gigante.
Pourquoi des rapaces déclenchent-ils volontairement des incendies en Australie? GEO
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19 setembro, 2025
10 julho, 2025
O Método da Vassoura
Temos muita sorte que a maioria dos incêndios queime dentro do espectro da luz visível. Contudo, a NASA tem uma longa história de luta contra o problema dos vazamentos de hidrogênio em seu programa do Ônibus Espacial.
É que o hidrogênio é muito pálido quando queima e não pode ser visto pela maioria das pessoas. E não é só isso, ele queima de forma muito limpa e com pouco calor radiante. Os cientistas tinham que andar por aí com vassouras na frente deles, e se a vassoura pegasse fogo eles saberiam onde o fogo estava. Eles chamaram isso de Método da Vassoura.
Quando a vassoura tocava o hidrogênio invisível em chamas, as pontas da vassoura queimavam repentinamente e eles podiam demarcar a área que continha o perigoso gás. O método era de baixa tecnologia — mas funcionava.
Trabalhando em conjunto com o Florida Solar Energy Center, e fazendo uso de uma patente japonesa preexistente, os cientistas da NASA desenvolveram uma fita quimiocrômica que muda de cor na presença de hidrogênio. O hidrogênio reage com os compostos suspensos na camada externa da fita, indicando um vazamento. Foi usada pela primeira vez em 2007 durante um voo do ônibus espacial Endeavour e desde então encontrou uma variedade de usos industriais no setor privado.
É que o hidrogênio é muito pálido quando queima e não pode ser visto pela maioria das pessoas. E não é só isso, ele queima de forma muito limpa e com pouco calor radiante. Os cientistas tinham que andar por aí com vassouras na frente deles, e se a vassoura pegasse fogo eles saberiam onde o fogo estava. Eles chamaram isso de Método da Vassoura.
Quando a vassoura tocava o hidrogênio invisível em chamas, as pontas da vassoura queimavam repentinamente e eles podiam demarcar a área que continha o perigoso gás. O método era de baixa tecnologia — mas funcionava.
Trabalhando em conjunto com o Florida Solar Energy Center, e fazendo uso de uma patente japonesa preexistente, os cientistas da NASA desenvolveram uma fita quimiocrômica que muda de cor na presença de hidrogênio. O hidrogênio reage com os compostos suspensos na camada externa da fita, indicando um vazamento. Foi usada pela primeira vez em 2007 durante um voo do ônibus espacial Endeavour e desde então encontrou uma variedade de usos industriais no setor privado.
http://shop.minimuseum.com/blogs/cool-things/the-broom-method
07 maio, 2023
Incêndios provocados por aparelhos de ar condicionado
Muitos incêndios são provocados por aparelhos que são indispensáveis para refrescar os dias de calor (aparelhos de ar condicionado e ventiladores).
Edifício Joelma
A tragédia no Edifício Joelma, também em São Paulo, é um dos casos mais emblemáticos do Brasil. No dia 1.º de fevereiro de 1974, um curto circuito num aparelho de ar condicionado provocou um incêndio, que matou 188 pessoas e deixou 345 feridas.
A catástrofe aconteceu apenas três anos depois da inauguração do prédio de 25 andares. Pela TV, o Brasil acompanhou o desespero das pessoas que se refugiaram no topo do prédio e as tentativas de resgate feitas pelos helicópteros. Foram oito horas e meia de fogo. Cinco pessoas foram condenadas por crime de negligência e omissão, mas ninguém foi preso.
Edifício Joelma
A tragédia no Edifício Joelma, também em São Paulo, é um dos casos mais emblemáticos do Brasil. No dia 1.º de fevereiro de 1974, um curto circuito num aparelho de ar condicionado provocou um incêndio, que matou 188 pessoas e deixou 345 feridas.
A catástrofe aconteceu apenas três anos depois da inauguração do prédio de 25 andares. Pela TV, o Brasil acompanhou o desespero das pessoas que se refugiaram no topo do prédio e as tentativas de resgate feitas pelos helicópteros. Foram oito horas e meia de fogo. Cinco pessoas foram condenadas por crime de negligência e omissão, mas ninguém foi preso.
Museu Nacional
Laudo pericial produzido pela Polícia Federal aponta que um curto-circuito causado pelo superaquecimento em um aparelho de ar-condicionado foi a causa do incêndio no Museu Nacional, no Rio, em 2 setembro de 2018. O fogo destruiu a maior parte do acervo de 12 mil itens, incluindo o crânio de Luzia. O fóssil, de 12 mil anos, é um dos mais antigos das Américas e mudou as teorias sobre o povoamento do continente. A investigação descartou incêndio criminoso.
Ninho do Urubu
08/03/2019. Incêndio nos alojamentos do centro de treinamento do Flamengo deixou 10 adolescentes da categoria de base mortos e 3 feridos. De acordo com o documento final da CPI dos Incêndios, entre as causas do incêndio no Ninho do Urubu, estavam a falta de manutenção do ar condicionado, a ausência de saída de emergência e o uso incompatível dos contêineres como dormitórios.
Fontes:
http://www.portalmie.com/atualidade/2018/06/perigo-incendios-provocados-pelo-ar-condicionado-e-ventilador/
http://twitter.com/search?q=%22Museu%20Nacional%22&src=tren
Ninho do Urubu
08/03/2019. Incêndio nos alojamentos do centro de treinamento do Flamengo deixou 10 adolescentes da categoria de base mortos e 3 feridos. De acordo com o documento final da CPI dos Incêndios, entre as causas do incêndio no Ninho do Urubu, estavam a falta de manutenção do ar condicionado, a ausência de saída de emergência e o uso incompatível dos contêineres como dormitórios.
Fontes:
http://www.portalmie.com/atualidade/2018/06/perigo-incendios-provocados-pelo-ar-condicionado-e-ventilador/
http://twitter.com/search?q=%22Museu%20Nacional%22&src=tren
11 junho, 2020
Pássaros do fogo
Aborígenes australianos sustentam que há pássaros que incedeiam a vegetação carregando paus com fogo em seus bicos ou garras. Planando e pousando perto das frentes de fogo, essas aves fazem prosperar os incêndios que assolam as savanas tropicais da Austrália.
A cada ano, até 75% das savanas tropicais da Terra queimam. A Austrália não é exceção a esta regra. De 1997 a 2011, cerca de 18% das 730.000 milhas quadradas de savanas da Austrália foram afetadas por incêndios a cada ano, em média. Algumas regiões veem incêndios uma vez a cada dois anos.
A idéia é que algumas aves usem suas fogueiras para ajudar a obter comida - facilitando refeições com insetos e outros pequenos animais que tentam fugir dos incêndios.
Falcões marrons (imagem) e papagaios pretos chegam a essas frentes que são, literalmente, um frenesi mortal", disse o ornitólogo Bob Gosford, em uma entrevista à Australian Broadcasting Corporation (2016). "É um frenesi alimentar, porque dessas pastagens surgem pequenos pássaros, lagartos, insetos, tudo fugindo da frente de fogo".
https://www.nationalgeographic.com/news/2018/01/wildfires-birds-animals-australia/
A cada ano, até 75% das savanas tropicais da Terra queimam. A Austrália não é exceção a esta regra. De 1997 a 2011, cerca de 18% das 730.000 milhas quadradas de savanas da Austrália foram afetadas por incêndios a cada ano, em média. Algumas regiões veem incêndios uma vez a cada dois anos.
A idéia é que algumas aves usem suas fogueiras para ajudar a obter comida - facilitando refeições com insetos e outros pequenos animais que tentam fugir dos incêndios.
Falcões marrons (imagem) e papagaios pretos chegam a essas frentes que são, literalmente, um frenesi mortal", disse o ornitólogo Bob Gosford, em uma entrevista à Australian Broadcasting Corporation (2016). "É um frenesi alimentar, porque dessas pastagens surgem pequenos pássaros, lagartos, insetos, tudo fugindo da frente de fogo".
"Eu vi um falcão (Falco berigora) pegar uma vara fumegante em suas garras e jogá-la em um punhado de grama seca a 800 metros de distância, e depois esperar com seus companheiros pelo êxodo louco de roedores e répteis chamuscados e assustados", escreveu Waipuldanya Phillip Roberts em "I, the Aboriginal", uma autobiografia de Roberts de 1964, compilada pelo jornalista australiano Douglas Lockwood.Em 8 de janeiro de 2018, saiu um artigo na National Geographic sobre como os pesquisadores esperavam obter provas de fotos ou vídeos dessa prática, uma vez que os relatos de testemunhas oculares pareciam plausíveis.
https://www.nationalgeographic.com/news/2018/01/wildfires-birds-animals-australia/
26 maio, 2018
O gafanhoto dourado
Oficialmente aberto pela rainha Elizabeth em 1571, o edifício da Royal Exchange foi construído por Sir Thomas Gresham para tornar disponível um lugar de negociação para os comerciantes. Durante o século 17, no entanto, os corretores de ações foram proibidos de entrar na Royal Exchange, devido a seus maus modos, e foram forçados a operar a partir de outros edifícios nas proximidades.
O prédio original foi destruído no Grande Incêndio de Londres e, projetado por Edward Jarman, foi substituído por outro edifício que abriu em 1669.
Infelizmente, a segunda versão foi destruída em outro incêndio, em 1838.
O terceiro e atual prédio da Royal Exchange foi projetado por William Tite, sensivelmente imitando a arquitetura do original de Gresham e, ao mesmo tempo, incorporando um projeto clássico inspirado no Panteão de Roma.
O gafanhoto de cobre dourado que faz as vezes de um catavento no topo do Royal Exchange incrivelmente sobreviveu aos dois incêndios. Sir Gresham, que usava o gafanhoto (não esse) como uma insígnia da família, considerava-o um símbolo da boa sorte.
http://www.dorothearestorations.com/case-studies/royal-exchange-grasshopper-weather-vane
https://lostcityoflondon.co.uk/tag/royal-exchange/
Aos tempos bicudos
O prédio original foi destruído no Grande Incêndio de Londres e, projetado por Edward Jarman, foi substituído por outro edifício que abriu em 1669.
Infelizmente, a segunda versão foi destruída em outro incêndio, em 1838.
O terceiro e atual prédio da Royal Exchange foi projetado por William Tite, sensivelmente imitando a arquitetura do original de Gresham e, ao mesmo tempo, incorporando um projeto clássico inspirado no Panteão de Roma.
O gafanhoto de cobre dourado que faz as vezes de um catavento no topo do Royal Exchange incrivelmente sobreviveu aos dois incêndios. Sir Gresham, que usava o gafanhoto (não esse) como uma insígnia da família, considerava-o um símbolo da boa sorte.
http://www.dorothearestorations.com/case-studies/royal-exchange-grasshopper-weather-vane
https://lostcityoflondon.co.uk/tag/royal-exchange/
Aos tempos bicudos
28 março, 2018
O carteiro do Apocalipse
Este vídeo de Douglas Thron, gravado por meio de um drone, mostra um carteiro entregando a correspondência — nas caixas de correio que ainda permanecem em pé — em um bairro de Santa Rosa, Califórnia, quase completamente arrasado por incêndios durante dias e até mesmo algumas horas antes.
É um curta-metragem (1:39) comovente.
Ver também: Um carteiro de fibra
Bônus: Mr. Postman, com The Beatles
É um curta-metragem (1:39) comovente.
Ver também: Um carteiro de fibra
Bônus: Mr. Postman, com The Beatles
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