A palavra "dinossauro" não foi cunhada até 1842, apesar de ossos fossilizados dessas criaturas já terem sido encontrados por pessoas que apreciavam cavar no chão. Elas atribuíam sua origem a tudo que se pudesse relacionar com dragões e gigantes. No entanto, a ciência da paleontologia avançou, com algumas histórias maravilhosas tendo surgido ao longo do caminho, como a dos primeiros ossos do Megalossauro que foram seriamente estudados.
Antes de ser chamado de Megalossauro, ele tinha um nome um pouco mais engraçado. Veja você, em 1763, um médico chamado Richard Brookes, estudando um dos desenhos de Robert Plot (em "Natural History of Oxfordshire", de 1677), apelidou-o de Scrotum humanum porque achava que parecia um conjunto de testículos petrificados.
(Para deixar claro, Brookes sabia que não era um fóssil de um par de testículos gigantes, mas, no entanto, decidiu nomeá-lo assim, porque os homens de todas as épocas na história da humanidade não podem deixar de fazer piadas com genitais em todas as oportunidades que surgem.)
Embora hilário, no século 20, isso representou um problema para a Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica (CINZ), quando chegou a hora de classificar formalmente o Megalossauro como tal. O problema era, é claro, que Brookes o havia nomeado primeiro.
Mas a CINZ decidiu que, como ninguém mais depois de Brookes, o havia chamado de Scrotum humanum, esse nome poderia ser considerado um nomen oblitum, um nome esquecido. Assim, o Megalosaurus venceu.
O que foi lamentável, porque a discussão sobre o Scrotum humanum ainda teria proporcionado boas piadas nas aulas de ciência em todo o mundo.
Mostrando postagens com marcador fóssil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fóssil. Mostrar todas as postagens
26 março, 2020
24 novembro, 2019
Lucy, a estrela primitiva
Pequeno guia para entender os hominídeos
Em primeiro lugar, vamos nos situar no plano taxonômico. O gênero Homo sapiens é parte da ordem dos primatas, que se caracterizam, entre outros aspectos, por ter mãos e pés com cinco dedos, o polegar como dedo oponente (exceto no pé, em que perdeu essa capacitação), unhas em vez de garras, visão estereoscópica e um volume craniano maior. Dentro da ordem dos primatas, estamos na superfamília Hominoidea, que é dividido em Hominidae (a nossa família) e a família Pongidae, na qual estão os orangotangos, gorilas e chimpanzés.
O elo perdido
Embora o termo "elo perdido" esteja agora em desuso, reflete bem essa busca do homem para encontrar o primeiro hominídeo, aquele ancestral comum entre humanos e chimpanzés. Sabemos que a nossa linhagem se separou entre 5 e 7 milhões de anos atrás, e há vários aspirantes a ocupar a posição do hominídeo mais antigo.
Durante muito tempo, a comunidade científica considerou que o extinto gênero Australopithecus poderia ser o tão esperado elo perdido. Hoje sabemos que, embora sejam filogeneticamente relacionados aos seres humanos, eles não são o ancestral comum, o qual remonta no tempo quase duas vezes mais do que o lapso que separa os humanos e australopitecos.
Renasce uma estrela
A espécie mais famosa é, sem dúvida, o Australopithecus afarensis, e sua estrela é Lucy, encontrada no ano de 1974 no deserto de Afar, na Etiópia. A importância deste fóssil é a de que Lucy apresentava características que a tornavam muito diferente de tudo que havia sido escavado até então, e, naquela época, era o mais antigo esqueleto conhecido. Seus descobridores, sabendo que haviam encontrado algo importante, comemoraram tudo em voz alta, e disseram que a música "Lucy in the Sky with Diamonds", dos Beatles, soava repetidamente durante a celebração.
Como já mencionado, sabemos hoje que Lucy não é o "elo perdido", mas certamente é o mais conhecido resto fóssil do mundo, uma espécie de estrela primitiva.
24/11/2019 - 45.º aniversário da descoberta do fóssil Lucy
Em primeiro lugar, vamos nos situar no plano taxonômico. O gênero Homo sapiens é parte da ordem dos primatas, que se caracterizam, entre outros aspectos, por ter mãos e pés com cinco dedos, o polegar como dedo oponente (exceto no pé, em que perdeu essa capacitação), unhas em vez de garras, visão estereoscópica e um volume craniano maior. Dentro da ordem dos primatas, estamos na superfamília Hominoidea, que é dividido em Hominidae (a nossa família) e a família Pongidae, na qual estão os orangotangos, gorilas e chimpanzés.
O elo perdido
Embora o termo "elo perdido" esteja agora em desuso, reflete bem essa busca do homem para encontrar o primeiro hominídeo, aquele ancestral comum entre humanos e chimpanzés. Sabemos que a nossa linhagem se separou entre 5 e 7 milhões de anos atrás, e há vários aspirantes a ocupar a posição do hominídeo mais antigo.
Durante muito tempo, a comunidade científica considerou que o extinto gênero Australopithecus poderia ser o tão esperado elo perdido. Hoje sabemos que, embora sejam filogeneticamente relacionados aos seres humanos, eles não são o ancestral comum, o qual remonta no tempo quase duas vezes mais do que o lapso que separa os humanos e australopitecos.
Renasce uma estrela
A espécie mais famosa é, sem dúvida, o Australopithecus afarensis, e sua estrela é Lucy, encontrada no ano de 1974 no deserto de Afar, na Etiópia. A importância deste fóssil é a de que Lucy apresentava características que a tornavam muito diferente de tudo que havia sido escavado até então, e, naquela época, era o mais antigo esqueleto conhecido. Seus descobridores, sabendo que haviam encontrado algo importante, comemoraram tudo em voz alta, e disseram que a música "Lucy in the Sky with Diamonds", dos Beatles, soava repetidamente durante a celebração.
Como já mencionado, sabemos hoje que Lucy não é o "elo perdido", mas certamente é o mais conhecido resto fóssil do mundo, uma espécie de estrela primitiva.
24/11/2019 - 45.º aniversário da descoberta do fóssil Lucy
26 julho, 2019
Um fóssil trilobita
Este é um fóssil trilobita Boedaspis, de 480 milhões de anos, encontrado na pedreira de Putilovo, perto de São Petersburgo, Rússia.
Foi extraído do calcário circundante por um mestre preparador de fósseis, usando abrasivos de ar sob microscópio.
Tempo usual de preparação desse tipo de exoesqueleto: 100 - 200 horas.
Os trilobitas eram em grande maioria de ambientes marinhos. Eles possuíam um exoesqueleto de natureza quitinosa que, na zona dorsal, era impregnado de carbonato de cálcio, o que lhes permitiu deixar fósseis em abundância.
Foi extraído do calcário circundante por um mestre preparador de fósseis, usando abrasivos de ar sob microscópio.
Tempo usual de preparação desse tipo de exoesqueleto: 100 - 200 horas.
Os trilobitas eram em grande maioria de ambientes marinhos. Eles possuíam um exoesqueleto de natureza quitinosa que, na zona dorsal, era impregnado de carbonato de cálcio, o que lhes permitiu deixar fósseis em abundância.
24 novembro, 2015
Aniversário da descoberta do fóssil Lucy
Thiago Barros
O 41º aniversário da descoberta do fóssil Lucy é o tema do Doodle Google desta terça-feira (24). O esqueleto do Australopithecus afarensis foi encontrado em 1974 pelo antropólogo Donald Johnson e o estudante Tom Gray durante escavações na Etiópia, no deserto do Triângulo de Afar. O alto grau de conservação da ossada espantou os arqueólogos.Após os pesquisadores constatarem que o fóssil de 3,2 milhões de anos pertencia a uma mulher, batizaram-no de Lucy em homenagem à música dos Beatles chamada "Lucy in the Sky with Diamonds" que, segundo relatos, estaria tocando no momento das escavações e nas comemorações após a descoberta.
O Doodle
“Lucy in the sky with diamonds” parece ter inspirado também o Doodle que o Google fez em homenagem à descoberta. Afinal, as letras do nome da empresa têm uma cor com o tom no melhor estilo “diamante”. No meio, há uma animação mostrando a evolução de um macaco para o homem como grande destaque.
Lucy é a personagem do meio, que seria um Australopithecus afarensis de 3,2 milhões de anos. Seu crânio com tamanho intermediário entre o dos humanos e o dos chimpanzés é o que denomina o gênero de Australopithecus, que significa “macaco do sul”. Eles são bastante próximos dos hominídeos do gênero Homo na escala de evolução. Ver também: Descoberta do fóssil mais antigo do gênero "Homo", Acta
Johnson considerou que o espécime era do sexo feminino, baseando-se no osso pélvico e sacro completos indicando a largura da abertura pélvica. Lucy tinha apenas 1,1 metros de altura, pesava 29 kg e se parecia de certa forma com um chimpanzé comum. Entretanto, embora a criatura tivesse um cérebro pequeno, a pélvis e os ossos das pernas eram quase idênticos aos dos humanos modernos.
30 julho, 2015
Como se conta a idade de um fóssil
O guia de um museu disse aos visitantes: "Este fóssil é de 4 milhões e 16 anos".
No meio da multidão, uma pessoa questionou a informação: "Como você sabe disso? A idade dos fósseis não é assim tão precisa."
Ele respondeu: "Bem, me foi dito que era 4 milhões anos quando eu comecei a trabalhar aqui. Isso foi há 16 anos."
Poderá gostar de ver:
A vida sexual dos dinossauros
No meio da multidão, uma pessoa questionou a informação: "Como você sabe disso? A idade dos fósseis não é assim tão precisa."
Ele respondeu: "Bem, me foi dito que era 4 milhões anos quando eu comecei a trabalhar aqui. Isso foi há 16 anos."
Poderá gostar de ver:
A vida sexual dos dinossauros
Assinar:
Postagens (Atom)
