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15 janeiro, 2016

Brigas

Marido e mulher tiveram outra briga feia.
Ela ligou para a mãe e disse:
– Mãe, volto a morar com a senhora. Brigamos em casa, outra vez.
– Não, querida, eu é que vou aí... morar com vocês. Afinal, ele tem de pagar por tudo que já tem feito.

BRIGAS NA COZINHA, um poema em seis estrofes e com esperança de uma reconciliação.

15/01/2015, às 21 horas

700 K ACESSOS

Com as 1.117 visualizações de páginas ocorridas hoje, o blog EM acaba de ultrapassar a marca das 700 MIL visualizações, segundo consta do histórico do Blogger (que cobre os últimos 5 anos). Ressalte-se, porém, que este diário eletrônico está na web em atividade ininterrupta, desde 18 de novembro de 2006, quando postou a primeira de suas 6.942 postagens já publicadas. Nesta mensagem, a gratidão do controlador do blog EM a todos os seus seguidores e colaboradores.

03 maio, 2008

Brigas na cozinha

PGCS
1
Na mesa posta, o frango desossado
(lembra o tempo? Ah, o tempo
em que eu era mais amado!)
o arroz à grega
para troiano nenhum botar defeito
que eu comia até dizer "chega!"
com aqueles anéis de cebola a dorê
tão supimpas (que a Deus eu pedia tivessem
o tamanho do bambolê);
e também a salada russa - uma tese
de gastronomia, porquanto não carregavas tu
a mão na maionese.
Depois de tudo, o arremate
sem o qual não fazíamos amor:
a mousse de chocolate.
2
Éramos pessoas de raro brilho
e nos amávamos
lambuzados em mel de milho
no piso frio da cozinha
enfrentando Deus, o mundo, o enxamear das moscas
de uma estrebaria vizinha.
Mas havia tamanho zelo
entrega, confiança mútua, que um do outro não escondia
o picador de gelo
tampouco a chave do freezer
como se à natureza humana de todo impossível fosse
cair em deslize.
Raras, as nossas animosidades
eram sempre trituradas num super-liquidificador
de seis velocidades.
3
Um dia, porém, deu-se o disparate
(quando eu, com a paciência de um preto velho
tirava a pele dos tomates).
Ai que me disseste: "melão com presunto
é o que existe de mais opíparo."
O que me fez rir te ti, do teu bestunto
outrora conhecedor sem igual da arte
gastronômica, coisa e tal...
E fiz um aparte
no qual, do cimo de um traquejo
mil vezes vencedor na prova de encher a terrina
com pequeninos cubos de queijo,
eu defendi ser o quibe
mesmo feito de véspera, a mais fina iguaria existente
(na verdade, a minha diatribe).


O poema inteiro (6 estrofes) com a reconciliação final está no Preblog.