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03 julho, 2025

Por que a sociedade odeia as mães?

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Nosso país – e grande parte do mundo – odeia as mulheres e odeia ainda mais as mães, colocando-lhe sobre os ombros um peso que não precisariam carregar.
As empresas evitam contratar mães porque julgam que serão menos capazes por terem que enfrentar uma jornada dupla. As pessoas olham feio para a mãe se a criança começa a chorar. Até amamentar em público virou pauta, como se isso fosse da conta de qualquer pessoa que não seja da própria mãe.
A verdade é que a sociedade está sempre pronta pra julgar uma mãe:
Se conciliam a maternidade com a carreira, são egoístas. Se dedicam-se integralmente aos filhos, são preguiçosas; Se divorciam do pai da criança, são insensíveis; Se permanecem no casamento em prol dos filhos, são covardes; Se corrigem a criança em público, são agressivas; Se não corrigem, são mães relapsas; Se preocupam-se além da conta com os filhos, são controladoras; Se os deixam livres, são irresponsáveis.
E mesmo quando um homem erra, sobra pra a mãe: "mas que filho da puta!"
Penso que é por isso que a culpa materna – conceito cada vez mais comum nos estudos sobre maternidade – existe e a culpa paterna, não. Pais não são tão cobrados, e ficam, portanto, confortáveis na posição de precisarem apenas fazer o mínimo.
O motivo para que tantas mães se sintam culpadas e fracassadas é, sem sombra de dúvida, a cobrança excessiva – tanto da sociedade para com elas, quanto delas para consigo mesmas.
Um mundo que comporta um movimento absurdo como o "Child Free" (que consiste basicamente em odiar crianças, e é, inclusive, pauta no feminismo radical), não está pronto para acolher crianças – muito menos suas mães.
A maternidade, que deveria ser um momento sublime na vida de uma mulher, é demonizada de todas as formas, ainda que sutilmente. A sociedade esqueceu – ou nunca recordou – que chegamos a esse planeta no útero de nossas mães, que deveriam, portanto, ser sagradas.
Entretanto, essas mulheres não só não contam com o reconhecimento da sociedade à qual pertencem, como são, muitas vezes, punidas e excluídas por realizarem o exaustivo e invisibilizado trabalho de cuidado.
As mulheres que geram uma criança estão, em geral, dando o seu melhor para a tarefa mais importante da vida que é gerar outro ser humano.
Deixem as mães em paz.
Extraído de: O surto de Alane no BBB, por Nathalí Macedo. Diário do Centro do Mundo

28 junho, 2019

Cartas de ódio

Meu terapeuta me disse:
"Escreva cartas para as pessoas que você odeia e, em seguida, queime-as."
Fiz isso.
Mas agora eu não sei o que fazer com as cartas.

12 outubro, 2018

A base filosófica da Absurdologia

Fernando Gurgel Filho
Lançando a base filosófica da Absurdologia, um tratado porno-filosófico-absurdológico:
Com tanta gente, inclusive religiosos, apoiando candidato truculento, que somente espalha ódio à humanidade, abertamente favorável a ditaduras militares, preconceitos, torturas e porte de armas de fogo, devemos entender que essas pessoas não acreditam em Política e, principalmente, não acreditam na Justiça, muito menos em Educação e Cultura. Em suma: não acreditam na civilidade, na civilização.
Não acreditam em educação, persuasão, conversão... Não acreditam em perdão e, principalmente, não acreditam em recuperação de nenhum ser humano que tenha se "afastado do caminho", como dizem. Não acreditam em nada disso, acreditam apenas numa única coisa: repressão, pancada e submissão. E, se isto não for suficiente, como já aconteceu em vários períodos da história são ardorosos defensores da extinção pura e simples - comumente chamada de morte, assassinato - dos que se "afastaram do caminho" por eles "sugeridos" carinhosamente através do cassetete, palmatória e chicote no lombo.
Acreditam menos ainda nos políticos em quem votam. E, o mais estarrecedor, votam mesmo assim. Deve ser porque têm ódio, abominam, aqueles candidatos que têm atitudes mais condizentes com o que gostariam de acreditar, mas o próprio sistema lhes nega.
E, pior, eles não têm consciência de nada disso.

Do mesmo autor: Inauguramos a Absurdologia

20 setembro, 2017

Destilando o ódio


(Não vou reproduzir aqui o vídeo da operadora de TV húngara que passou não uma, mas duas rasteiras em um refugiado, até conseguir o momento penoso de vê-lo cair.)

01 outubro, 2016

Dois Minutos de Ódio

Quem já leu "1984", de George Orwell, deve se lembrar de um estranho rito,  o "Dois Minutos de Ódio" (Two Minutes Hate), a que personagens do romance se submetiam diariamente.
Consistia na exibição, em uma "teletela" (uma espécie de televisão que também filmava o telespectador), da imagem e da fala de Emanuel Goldstein, o líder exilado da oposição ao governo totalitário do Grande Irmão (Big Brother), juntamente com outros opositores do "Partido" (como era chamado o partido do Big Brother, o Ingsoc).
Durante aqueles dois minutos, as pessoas eram levadas a um estado de exaltação histérica, de muita raiva, de muito ódio, onde proferiam insultos e ameaças contra a imagem exibida na "teletela". Algumas vezes, os telespectadores partiam até mesmo para a agressão física contra o aparelho.
Panelaço no 1984 (vídeo adaptado)
O ódio ao PT..., por Glauber Ataíde, Perfeição

Prezada urna eletrônica,
Saudações, bom dia, sei que não és culpada, mas te reencontro neste domingo ainda ressabiado, com uma ressaca nada democrática, espero que compreendas o meu esperneio, sabes bem do que estou falando. Poxa, foi chato ver o meu voto virar pó naquela fatídica emboscada parlamentar iniciada pelo Eduardo Cunha e seus renegados bandoleiros, os mais rápidos do velho centro-oeste.
Sei que não tens culpa no cartório das conspirações e tampouco és calmante para os meus ressentimentos morais e cívicos. Ao te rever, porém, inevitável lembrar que a confiança em ti anda meio suspeitosa.
(continua)
Discussão de amor e ódio com a urna, por Xico Sá, El País

16 março, 2013

Amor e ódio


“No mundo sempre existirão pessoas que vão amá-lo pelo que você é, e outras que vão odiá-lo pelo mesmo motivo. Acostume-se com isto... Quem ama não vê defeitos... quem odeia não vê qualidades e, quem é amigo, vê as duas coisas!”
Anônimo, repassado por Winston Graça