31 maio, 2026

Zé do Norte

Alfredo Ricardo do Nascimento, conhecido como Zé do Norte (Cajazeiras (PB), 18 de dezembro de 1908 — Rio de Janeiro, 2 de outubro de 1992), foi um músico brasileiro.
O menino Alfredo Ricardo, órfão de pai e de mãe, teve uma infância muito pobre. Trabalhou na enxada, apanhou algodão, conduziu tropas de burro. Gostava de cantar desde a infância, mas sem imaginar que isso pudesse ser um meio de vida.
Em 1921, foi para Fortaleza e alistou-se no Exército, indo servir no Rio de Janeiro. Convidado, atuou em programa de rádio, obtendo grande sucesso com uma embolada de sua autoria. Acabou sendo levado para a Rádio Tupi onde passou a cantar adotando o pseudônimo de Zé do Norte, em 1940.
Zé do Norte publicou o livro "Brasil Sertanejo" em 1948 e, cinco anos depois, indicado pela escritora cearense Raquel de Queiroz, atuou como consultor de linguajar nordestino e compositor no filme "O Cangaceiro", de Lima Barreto (1953). Sua música "Mulher Rendeira" (sobre motivo atribuído a Virgulino Ferreira, o Lampião) ficou mundialmente conhecida após ser incluída no referido filme.
O sucesso desta fita em Cannes elevou Zé do Norte ao Olimpo do cancioneiro popular nacional. Outras de suas canções de sucesso foram: "Sôdade, Meu Bem Sôdade", gravada por Nana Caymmi e Maria Bethânia, entre outros, e "Lua Bonita", gravada por Raul Seixas e Belchior (vídeo), entre outros.
Contudo, é provável que ele tenha feito modificações em canções que já fossem cantadas pelos sertões nordestinos. Ou, então, que ele tenha adotado como suas (hipótese José Neumanne Pinto) as canções que sua mãe cantava no sertão do Rio do Peixe.


"Lua Bonita" c/ Belchior e Dominguinhos

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