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16 setembro, 2021

Um filósofo vê os danos da predação

No céu, há estrelas vulgas
-----e há estrelas seletas. Só:::
-----o noitibó é um pássaro só
---------------é um pio só.
---------------(enquanto)
O coelho, hó, hó
-----encontra festiva acolhida
------------------------------na toca da raposa.
Existe a vida? Ou existe apenas o frêmito da vida?

(Micropoemas do infortúnio - 10, Paulo Gurgel)

Este artigo parece ter o objetivo de levantar questões. Provavelmente sim:
"Painlessly Killing Predators" (Predadores matando sem dor), Ben Bramble. Journal of Applied Philosophy, epub 2020
O autor explica:
"Os animais sofrem danos não apenas em cativeiro humano, mas também na natureza. Alguns destes últimos danos são causados por humanos, mas muitos deles não o são. Considere, por exemplo, os danos da predação, isto é, ser caçado, morto e comido por outros animais. Devemos intervir na natureza para prevenir esses danos? Neste artigo, considero duas maneiras possíveis de fazermos isso: (1) herbivorizando predadores (ou seja, modificando-os geneticamente para que seus descendentes gradualmente evoluam para herbívoros) e (2) matando predadores sem dor. Eu argumento que, entre essas opções, matar predadores sem dor seria preferível a herbivorizá-los. Em seguida, argumento que matar predadores sem dor, apesar de seus custos para os predadores, pode, em certas circunstâncias, ser justificável."
Talvez a frase mais bem escrita em todo o artigo seja:
"Suponha que o que eu disse até agora esteja certo."
Improbable Research

07 maio, 2015

Enguias elétricas podem controlar remotamente os músculos de suas presas

Um peixe nada na Amazônia, em meio a uma água turva e com vegetação. Ele está escondido, mas não está seguro. De repente, duas rajadas de eletricidade através da água ativam os neurônios que controlam os músculos do peixe. Ele se contorce, dando a sua posição e condenando a si mesmo. Agora, ele é eletrocutado por uma saraivada contínua de impulsos elétricos. Todo os seus músculos se contraem e seu corpo se enrijece. Ele não pode escapar; ele não pode sequer se mover. E seu atacante, uma enguia elétrica, se move para o devorar.


A enguia elétrica (Electrophorus electricus) ou o poraquê (como ela é conhecida no Brasil) cria sua própria eletricidade. Mais de quatro quintos dos dois metros de comprimento do seu corpo são constituídos por células especiais, à maneira de uma bateria, que podem produzir, em conjunto, um choque de até 600 volts. Mas a forma como a enguia usa essa habilidade é ainda mais chocante. Kenneth Catania, da Universidade Vanderbilt, descobriu que este espantoso predador pode usar sua eletricidade como um controle remoto ao paralisar de longe os músculos de sua presa.

Electric Eels Can Remotely Control Their Prey's Muscles, por Ed Youg, National Geographic
Referência: 
Catania, 2014. The shocking predatory strike of the electric eel. Science http://dx.doi.org/10.1126/science.1260807

19 janeiro, 2013

20 novembro, 2011

O louva-a-deus

Seu nome popular decorre do fato de que, quando está pousado, o inseto lembra uma pessoa orando.
É um predador agressivo que caça insetos (principalmente), pássaros, ratos e cobras pequenos (embora maiores do que ele). A caça é feita em geral de emboscada, facilitada por sua capacidades de camuflagem. Como não possui veneno, conta com as pernas anteriores modificadas para a função de capturar a presa.

Vídeo da Discovery pesquisado como praying mantis vs. hummingbird

O ritual de acasalamento dos louva-a-deus é um momento de perigo para os machos da espécie, uma vez que a fêmea, muitas vezes, acaba por os matar e comer durante/após o ato.
Donna D. postou no BuzzFeed imagens de 10 desses especialistas da camuflagem. São 2,200 espécies em todo o mundo.

05 janeiro, 2010

Predadores a postos

Nem todo predador tem a vida fácil de um cetáceo. Uma baleia, quando faminta, o que tem a fazer é abrir a boca. E logo milhares de pequenos camarões, na ilusão de que estão contribuindo para algo grandioso (e talvez o estejam), começam a lhe descer goela abaixo.
É verdade que, em determinados momentos de sua vida, uma baleia tem de devolver ao meio externo alguns alimentos indesejáveis. Como um velho desiludido, um guri mentiroso, um grilo que fala ou, até mesmo, um profeta bíblico, mas isto são exceções. A regra é a baleia abrir a boca e... o krill, o camarão que desce redondo, ir bater em seu estômago.
Outros predadores, porém, necessitam de observar atentamente suas presas, recorrer a complexas artimanhas para capturá-las e nem sempre são bem sucedidos. É o que este slideshow procura mostrar.


03 janeiro, 2010

O valor da atenção

Junto com uma mensagem de felicitações pelo Ano-Novo, enviou-me Nelson Cunha esta imagem de um sapo vencedor. E o título da postagem é também deste meu colega.


Deduz-se que a serpente se deu mal porque encontrou o batráquio alerta.
E o controlador deste blog, em cujo arquivo temático só figura uma rã que empata, vai ter que admitir isso:

- Nelson, você caçou melhor!