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04 março, 2016

O código binário do jornalismo ordinário, de Marcos Carvalho

O código binário do jornalismo ordinário consiste em uma linguagem binária cujos valores zero e um corresponde a "Não é do PT" e "Do PT", respectivamente.
Quando uma notícia ruim envolve um político que não é do PT, o sistema de jornalismo ordinário assume o valor "Zero", não sendo necessária a informação do partido político do dito cujo, visto que zero é um valor nulo (não tem energia), portanto a ausência de informação o representa de forma satisfatória.
Porém, uma notícia de igual teor envolvendo um político do PT, fará com que o sistema de jornalismo ordinário assuma o valor "Um" (tem energia), desta forma poderemos ver a informação "Do PT" após a citação do político envolvido.
Este sistema pode ser facilmente observado nesta matéria do UOL, a seguir:
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/10/03/policia-do-rio-prende-vereador-acusado-por-morte-de-prefeito-na-regiao-serrana.htm
Destaque:
"Rio - Rio, 03/10/2015 - Policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói prenderam no fim da tarde de sexta-feira, 3, o vereador Douglas Borges, da Câmara Municipal de Macuco, na região Serrana do Rio, por suspeita na morte do ex-prefeito do município Rogério Bianchini. O crime aconteceu no dia 30 de abril deste ano".
Até um coxinha quando lê este texto sabe que não se trata de ninguém do PT, pois não há nenhuma informação sobre os partidos dos envolvidos.
http://jornalggn.com.br/fora-pauta/o-codigo-binario-do-jornalismo-ordinario-de-marcos-carvalho

29 outubro, 2012

PREFEITOS. As eleições nas grandes cidades do Brasil

por Altamiro Borges, Blog do Miro
Quem venceu as eleições municipais nas grandes cidades?
Descontadas suas posições políticas contrárias às forças de esquerda, o jornalista Fernando Rodrigues, da Folha, costuma produzir boas análises sobre os resultados eleitorais. Sobre o pleito encerrado neste domingo, ele chegou à conclusão de que o PT foi o “partido que mais venceu disputas no grupo das 85 maiores cidades do país – o ‘G85’, que reúne as 26 capitais e as 59 cidades do interior com mais de 200 mil eleitores. Ao todo, petistas elegeram 16 prefeitos nessas cidades. Tucanos, 15. O PSB elegeu 11 e o PMDB, 10”.
Ele aponta duas marcas destas eleições. A primeira é que mais legendas protagonizaram as disputas nas metrópoles. “Como em 2008, mais partidos elegeram prefeitos no G85. Na última eleição só 11 siglas conseguiram ter prefeitos no grupo dos grandes municípios. Desta vez, foram 16”. A outra, uma novidade, foi o crescimento do PSB, presidido por Eduardo Campos, governador de Pernambuco. “Entre as grandes legendas, esta foi a que mais cresceu: fez 6 prefeitos a mais que em 2008 (passou de 5 para 11 eleitos)”.
Já o PSDB teve pequeno crescimento, de 13 para 15 prefeitos; o PT diminuiu de 22 para 16; e o PMDB caiu de 19 para 10. Fernando Rodrigues, porém, não dá o devido destaque para a vitória de Fernando Haddad em São Paulo, a mais importante do país. Essa é a joia da coroa destas eleições. Tanto que o PT é a sigla que governará mais brasileiros. O próprio colunista da Folha reconhece esta vantagem. “Quando considerados os eleitores do G85 que os partidos governarão a partir de 2013, o PT está na frente”.
“Os municípios em que o PT venceu concentram 15.205.854 eleitores (10,8% do total brasileiro e 29,8% das 85 grandes cidades). Esse número é 2,3 vezes maior do que a quantidade de eleitores registrados nas localidades em que o PSDB ganhou: 6.398.000 eleitores (4,5% do total nacional e 12,5% das maiores localidades). Os tucanos também ficaram atrás de PSB, que governará 7.731.426 eleitores do G-85, e do PMDB, que ficará com 7.391.104 eleitores”. Ou seja: o PT foi o grande vitorioso destas eleições. Não dá para esconder!

Somas dos orçamentos de todos os municípios brasileiros que serão administrados pelos seis maiores partidos

21 setembro, 2012

Por que tentam ferir letalmente o PT?

por Leonardo Boff, Viomundo
Há um provérbio popular alemão que reza: “você bate no saco mas pensa no animal que carrega o saco”. Ele se aplica ao PT com referência ao processo do “Mensalão. (1) Você bate nos acusados mas tem a intenção de bater no PT. A relevância espalhafatosa que o grosso da mídia está dando à questão, mostra que o grande interesse não se concentra na condenação dos acusados, mas através de sua condenação, atingir de morte o PT.
De saída quero dizer que nunca fui filiado ao PT. Interesso-me pela causa que ele representa pois a Igreja da Libertação colaborou na sua formulação e na sua realização nos meios populares. Reconheço com dor que quadros importantes da direção do partido se deixaram morder pela mosca azul do poder e cometeram irregularidades inaceitáveis.
Muitos sentimo-nos decepcionados, pois depositávamos neles a esperança de que seria possível resistir às seduções inerentes ao poder. Tinham a chance de mostrar um exercício ético do poder na medida em que este poder reforçaria o poder do povo que assim se faria participativo e democrático. Lamentavelmente houve a queda.
Mas ela nunca é fatal. Quem cai, sempre pode se levantar. Com a queda não caiu a causa que o PT representa: daqueles que vem da grande tribulação histórica sempre mantidos no abandono e na marginalidade. Por políticas sociais consistentes, milhões foram integrados e se fizeram sujeitos ativos. Eles estão inaugurando um novo tempo que obrigará todas as forças sociais a se reformularem e também a mudarem seus hábitos políticos.
Por que muitos resistem e tentam ferir letalmente o PT? Há muitas razões. Ressalto apenas duas decisivas.
A primeira tem a ver com uma questão de classe social. Sabidamente temos elites econômicas e intelectuais das mais atrasadas do mundo, como costumava repetir Darcy Ribeiro. Estão mais interessadas em defender privilégios do que garantir direitos para todos. Elas nunca se reconciliaram com o povo. Como escreveu o historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma no Brasil, 1965) elas “negaram seus direitos, arrasaram sua vida e logo que o viram crescer, lhe negaram, pouco a pouco, a sua aprovação, conspiraram para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que continuam achando que lhe pertence”.
Ora, o PT e Lula vem desta periferia. Chegaram democraticamente ao centro do poder. Essas elites tolerariam Lula no Planalto, apenas como serviçal, mas jamais como Presidente. Não conseguem digerir este dado inapagável.
Lula Presidente representa uma virada de magnitude histórica. Essas elites perderam. E nada aprenderam. Seu tempo passou. Continuam conspirando, especialmente, através de uma mídia e de seus analistas, amargurados por sucessivas derrotas como se nota nestes dias, a propósito de uma entrevista montada de Veja contra Lula. (2) Estes grupos se propõem apear o PT do poder e liquidar com seus líderes.
A segunda razão está em seu arraigado conservadorismo. Não quererem mudar, nem se ajustar ao novo tempo. Internalizaram a dialética do senhor e do servo.
Saudosistas, preferem se alinhar de forma agregada e subalterna, como servos, ao senhor que hegemoniza a atual fase planetária: os USA e seus aliados, hoje todos em crise de degeneração.
Difamaram a coragem de um Presidente que mostrou a autoestima e a autonomia do país, decisivo para o futuro ecológico e econômico do mundo, orgulhoso de seu ensaio civilizatório racialmente ecumênico e pacífico. Querem um Brasil menor do que eles para continuarem a ter vantagens.
Por fim, temos esperança. Segundo Ignace Sachs, o Brasil, na esteira das políticas republicanas inauguradas pelo PT e que devem ser ainda aprofundadas, pode ser a Terra da Boa Esperança, quer dizer, uma pequena antecipação do que poderá ser a Terra revitalizada, baixada da cruz e ressuscitada.
Muitos jovens empresários, com outra cabeça, não se deixam mais iludir pela macroeconomia neoliberal globalizada. Procuram seguir o novo caminho aberto pelo PT e pelos aliados de causa. Querem produzir autonomamente para o mercado interno, abastecendo os milhões de brasileiros que buscam um consumo necessário, suficiente e responsável e assim poderem viver um desafogo com dignidade e decência.
Essa utopia mínima é factível. O PT se esforça por realizá-la. Essa causa não pode ser perdida em razão da férrea resistência de opositores superados porque é sagrada demais pelo tanto de suor e de sangue que custou.

Leonardo Boff é teólogo, filósofo, escritor e doutor honoris causa em política pela Universidade de Turim por solicitação de Norberto Bobbio.

N. do E.
(1) Sic
(2) "Mas agora vai todo mundo para o ralo." Uma frase também citada na entrevista fictícia do Murdoch brasileiro, a qual está sendo publicada em cinco partes no Blog do Mello. Neste tipo de entrevista não é preciso ouvir o entrevistado, e dois "offs" resultam em uma "verdade".

31 agosto, 2010

08 outubro, 2007

A corrupção política no Brasil

Uma tendenciosa revista, em sua carga golpista semanal, tenta passar a impressão de que a corrupção política no Brasil é um apanágio da atual base partidária governista.
No ranking do TSE, elaborado com os números (623) dos mandatos cassados durante o período 2000 – 2007, a corrupção política se mostra de corpo inteiro. Com os três primeiros lugares deste ranking sendo ocupados pelo DEM (ex-PFL), PMDB e PSDB.
Observe o gráfico abaixo.

Leia mais sobre o assunto no Blog do Olímpio.
E tire suas conclusões.