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28 dezembro, 2022

Na primeira página

Jami Johnson perdeu sua carteira em 11 de dezembro de 2007, quando a deixou no balcão da loja de conveniência Zip Trip em Clarkston, Washington. Um vídeo de vigilância mostrou um homem pegá-la e sair da loja com ela.
O homem, Michael Millhouse, foi preso dois dias depois e acusado de furto. Como a polícia o pegou tão rápido? O Lewiston Tribune havia publicado um quadro do vídeo de vigilância em sua primeira página, logo abaixo de uma foto de Millhouse decorando uma vitrine local para os feriados. Ele foi identificado pelo nome e até usava a mesma roupa da foto de vigilância.
O chefe de polícia de Clarkston, Joel Hastings, disse: "Inicialmente, Millhouse negou ter pegado a carteira e depois disse que havia pegado a carteira e achava que era a carteira de sua esposa. Mais tarde, ele disse que pretendia entregar a carteira à polícia, mas havia esquecido".
A polícia encontrou a carteira no negócio de Millhouse, Millhouse Signs of Lewiston, e a devolveu a Johnson. "Este é o mais incomum dos casos que eu já resolvi, o suspeito ter as duas fotos na primeira página ao mesmo tempo e no mesmo local", disse Hastings.


https://www.futilitycloset.com/2022/04/10/open-and-shut-8/
https://boingboing.net/2022/04/11/how-a-bizarre-coincidence-on-a-newspaper-front-page-led-to-a-stolen-wallet-arrest-in-2007.html (imagem)

08 dezembro, 2022

Como um pedal de bicicleta pode iniciar um incêndio florestal

Sua mountain bike não é a única coisa que pode se danificar quando você bate com o pedal. No final de agosto de 2016, os investigadores da Inyo National Forest concluíram que um pedal de bicicleta, colidindo com uma rocha, em 5 de agosto, é que começou o Rock Creek Fire na Serra Oriental da Califórnia.
A partir de um único pedal, esse incêndio florestal conseguiu queimar 122 acres de floresta antes de ser contido.
Os pedais de uma mountain bike são normalmente feitos de liga de alumínio, mas também podem incluir titânio, magnésio e plástico com componentes de aço. Embora a liga de alumínio seja geralmente considerada um metal "resistente a faíscas", às vezes pode ser ferrosa, o que significa que contém ferro; isso é importante, porque o ferro é considerado um material pirofórico: ele pode inflamar na simples presença de oxigênio.
Adivinha do que a maioria das rochas são feitas? Minerais como ferro e magnésio, que também são incrivelmente pirofóricos. Embora rochas com ferro não peguem fogo espontaneamente, porque quando o ferro puro é exposto ao ar, ele enferruja, criando uma película protetora.


Quando um pedal de bicicleta raspa na pedra, encontra um certo grau de atrito. Ao raspar, o pedal causa colisões de moléculas, que por sua vez liberam energia térmica – exatamente como quando você bate, de propósito, uma pederneira contra o aço para iniciar uma fogueira. Quanto mais áspera for a rocha, maiores serão essas colisões, o que significa maior potencial para gerar uma faísca.
A faísca é uma pequena partícula de metal incandescente – neste caso, uma que se desprendeu do seu pedal. Ela pode não parecer quente no ar mas, quando se instala em outra superfície, seu calor radiante pode incendiar um objeto inflamável.
Para que um incêndio se instale, ele precisa de uma combinação de calor, oxigênio e combustível. Nesse caso, um declive cheio de capim seco em torno da trilha de mountain bike pode ser o combustível. Fontes de combustível mais secas têm pontos de fulgor mais baixos, o que significa que não precisa ocorrer uma faísca tão quente.
Depois que o pedal da bicicleta envia uma faísca para o mato seco, ao lado da trilha de mountain bike, o mato arde e pega fogo. No momento em que o ciclista com o pedal ofensor atinge o fundo da trilha, a fumaça já pode ser vista à distância.
Quanto mais fortes os ventos e mais seca a encosta, mais rápido o fogo se espalhará. Assim que um incêndio ganha certa proporção, ele pode crescer tão rápido quanto 7 mph em florestas e 14 mph em pastagens. No momento em que o ciclista que acendeu o fogo sem saber já voltou para casa, e está tomando uma cerveja gelada, um incêndio pode ter crescido e queimado toda uma grande área circundante.

Extraído de: How a Pedal Strike Can Start a Wildfire (trad.: PGCS)

11 agosto, 2014

Peito de homem. A preferência feminina

Saindo os resultados de uma importante investigação internacional (Eslováquia, Finlândia e Turquia) sobre se as mulheres preferem homens sem pelos no peito e se essa preferência é, de alguma forma, influenciada pela presença de ectoparasitas na região (geográfica) em que vivem.
“Is a Woman’s Preference for Chest Hair in Men Influenced by Parasite Threat?” Pavol Prokop [pictured here with his chest covered by clothing], Markus J. Rantala, Muhammet Usak, Ibrahim Senay, Archives of Sexual Behavior, October 2013, Volume 42, Issue 7, pp 1181-1189.
Preço de venda do artigo no Springer: $39.95 (variável de acordo com o IVA local)

Grátis
Um show de arrepiar: FERAS PILÍFERAS

09 julho, 2010

Um suicídio [quase] perfeito

Era uma vez um sujeito que queria se matar. Mas ele não queria só morrer, queria que sua morte parecesse um assassinato.
O que fez então?
Dirigiu o seu carro até um local ermo, em Novo México, que lhe pareceu adequado à execução de um astucioso plano.
Saiu do veículo, cobriu a boca com um fita adesiva e deu um tiro de revólver na própria nuca.
Previu ele que a arma do suicídio, por estar amarrada em balões de hélio, seria carregada pelo vento para longe do corpo de modo a despistar a polícia.
Só que a arma e os balões assinalados não foram parar assim tão distante. A polícia encontrou-os por perto mesmo, enredados em cactos da região.
Identificado quem era o morto, bastou uma busca em sua residência para que a polícia também encontrasse as provas de como ele planejara o suicídio. E um delegado levantou a hipótese de que o suicida se inspirara em um programa da TV para escolher o seu modus morrendi. Ao se lembrar de um episódio do CSI (Crime Scene Investigation) que guardava muitas semelhanças com o que ali acontecera.

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22 novembro, 2009

Suicídio ou homicídio?

A história a seguir circula na internet há muitos anos, sendo atribuído a um suposto repórter da Associated Press.
Trata-se, contudo, de uma lenda urbana, história ficcional que ganhou ares de verdade, conforme já demonstrado pelos que tentaram confirmar os fatos.
De toda forma, os estudiosos de Direito Penal sempre ficam fascinados com a narrativa, cuja transcrição é a seguinte:

"No jantar anual da Associação Americana de Ciência Forense de 1994, o presidente da associação, Don Harper Mills, deixou a audiência de San Diego estupefata com as complicações de uma bizarra morte.
Em 23 de março de 1994, o legista examinou o corpo de Ronald Opus e concluiu que sua morte foi causada por um ferimento a bala na cabeça.
A vítima havia saltado do vigésimo andar de um edifício, tentando cometer suicídio (ele havia deixado um bilhete relatando essa intenção). Enquanto caía, passando pela janela do 9º andar, sua vida foi interrompida por um tiro que saiu pela janela, o qual o matou instantaneamente.

Contudo, nem o atirador nem a vítima tinham percebido que uma rede de proteção havia sido colocada na altura do 8º andar para proteger alguns lavadores de fachada. Justamente por causa desta rede, Opus não conseguiria completar seu suicídio.
Normalmente, uma pessoa que decide cometer suicídio deve ser considerada suicida, mesmo que o mecanismo da morte não seja exatamente aquele que ela imaginou.
O fato de Opus ter sido atingido por um tiro a caminho de sua morte certa nove andares abaixo provavelmente não teria mudado sua morte de suicídio para homicídio. Mas o fato de que sua tentativa de suicídio não teria sido bem sucedida fez com que o legista pensasse que estava com um caso de homicídio em suas mãos.
O quarto do 9º andar, de onde emanou o tiro, era ocupado por um casal de idosos. Durante um interrogatório, descobriu-se que, no momento do salto, o dono do apartamento estava ameaçando a esposa com a arma. Ele estava tão nervoso que, ao puxar o gatilho, errou a esposa e o tiro saiu pela janela, acertando Opus.
'Quando alguém tenciona matar a pessoa A mas mata a pessoa B durante a tentativa, é culpado pela morte da pessoa B', concluiu o legista.
Quando confrontados com esta acusação, o senhor e sua esposa disseram que ninguém sabia que a arma estava carregada. O homem disse que era um antigo hábito dele ameaçar sua esposa com a arma descarregada.
Ele não tinha intenção de matá-la – portanto, o assassinato de Opus parecia ser um acidente. Isto é, a arma tinha sido carregada acidentalmente.
Com a continuação da investigação, surgiu uma testemunha que viu o filho do casal carregando a arma aproximadamente seis semanas antes do incidente. Ela revelou que a velha senhora havia cancelado a mesada mensal do filho e este, sabendo do hábito de seu pai (ameaçar a mãe com a arma descarregada), carregou a arma com a expectativa de que o pai atirasse em sua mãe. O caso agora parecia ser de assassinato de Ronald Opus pelo filho do casal.
Era uma extraordinária guinada no caso.
Investigações adicionais revelaram que o filho (Ronald Opus) estava desapontado pelas falhas de suas tentativas de matar a propria mãe. Isto levou-o a resolver se suicidar, atirando-se do vigésimo andar do prédio em que residiam em 23 de março de 1994, justamente para ser morto quando passava pela janela do 9º andar, por um tiro disparado pela arma que ele mesmo carregara.
O legista recomendou o arquivamento do caso como suicídio."

A despeito de ser inteiramente falso, o caso é tão interessante que inspirou até um artigo de Damásio de Jesus, que analisou o caso à luz do Código Penal brasileiro. Leia o seu artigo, "um corpo que cai", para ver se Damásio concordou com o legista da história.
Jus Navigandi, Um corpo que cai

Posteriormente , Damásio de Jesus transformou este texto numa história em quadrinhos que foi publicada (17/03/2008) em seu blog.

03 abril, 2009

Noites de cão

Triiim... Triiim... Triiim...
Mary Rose despertou, enfiou os pés nos chinelos e dirigiu-se ao telefone.
- Alô?!
- Uuuu. Uuuu. Uuuu. Uuuu.
Do outro lado do fio, a voz que uivava - a quinta noite consecutiva que isso acontecia - e, como nas vezes anteriores, às três horas da madrugada.
Mary Rose, no resto da noite, não mais conseguiu dormir. Por mais que contasse cobras e lagartos... cobras e lagartos.... cobras e lagartos... não conseguiu dormir. Amanhã, cretino, iria ter outra vez com o policial Smith Joe. Quem sabe, Smith Joe, a essa altura, já tivesse no bolso do colete, junto com o pirulito, o nome do engraçadinho dos uivados telefônicos. Amanhã, maldito. A vingança, aprendera algures, é um prato que se come frio.
Hoje, maldito. Mary Rose pôs-se fora da cama. Manhã, com azia e olheiras. Não quis, não estava a fim de alimento algum: "breakfastio" (ou, talvez, por desejar apenas aquele prato frio). Procurou Smith Joe no Departamento de Trotes da Polícia. Smith Joe, do DEPTROT, era um corpulento policial que, nas horas vagas, gostava de tocar piano à maneira de acordeão. Também gostava de ser eficiente. Durante a noite, em operação conjunta com um "trotecista" da Companhia de Correios e Telefones, mantivera sob escuta o telefone de Mary Rose. Então, quando ela o procurou, Smith Joe já sabia qual fulano fizera a chamada das três horas da matina.
- O telefone está no nome de Kenneth Paul. Conhece-o?
- Kenneth Paul? Co'os diabos, é meu vizinho.
- Existe alguma rixa entre ambos?
- Não.
Smith Joe solicitou o comparecimento de Kenneth Paul no DEPTROT. Comparecimento amigável, querido Paul. Venha, querido Paul. Ou, do contrário, irei eu, aí, lhe aplicar uns telefones. Telefones na gíria policial, querido Paul. Quem pergunta se penico de barro faz zoada, acaba mais cedo ou mais tarde... pedindo penico. (Esta última frase era a cara de Smith Joe. Ele a citava por todo, qualquer ou nenhum pretexto.)
Meia hora após, Kenneth Paul estava no DEPTROT. Enfrentando o olhar feio de Mary Rose, sob o olhar de leguleio de Smith Joe.
- Paul, meu vizinho, por que esses trotes bestas?
- Mary Rose, a senhorita tem um cão...
- Que tem Vociferous com isso? Não faz mal a uma aranha.
- Vociferous uiva à noite. Um pouco antes das três horas da madrugada.
- Não percebo. Nessa hora estou numa fase REM (rapid eye movements) do meu sono.
- Também estou numa fase REM. Mas Vociferous me acorda.
- Por isso, me dá aqueles telefonemas eivados de uivados?...
- Sim, até que você se desfaça do cão.
- Eu me desfazer de Vociferous? Never.
- Então, vamos ser solidários na insônia.
- Fico sem telefone, mas Vociferous continua comigo. Com casa, comida e coleira lavada.
- Comida, você falou? Carne com vidro moído, por exemplo?...
- Atreva-se, Paul.
Foi quando o pirulito de Smith Joe acabou. E, para descer à bombonière, ele precisava antes de tudo pôr um termo àquela discussão. Pensando nisso, Smith Joe sentenciou:
- Bote uma focinheira no cão, senhorita.
Valeu. Com Vociferous agora de focinheira, durante a noite, os dois vizinhos voltaram às boas.
Vejamos, então, o que acontece  a Mary Rose quando ela, às três horas da calada, atende o seu telefone:
- Alô?!
- Mupf. Mupf. Mupf. Mupf.

20 outubro, 2007

O caso do vaso

No Estado de Washington, EUA, a polícia encontrou este vaso sanitário gigante – com rodas – no meio da estrada de Kings County. E ainda não sabe a quem pertence o estranho objeto.


Num “furo” de investigação, o blog já identificou a empresa proprietária deste “veículo-privada”.