Mostrando postagens com marcador globo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador globo. Mostrar todas as postagens

10 novembro, 2022

A Terra é o melhor mapa da Terra

Aqui está um círculo de 5.000 quilômetros de raio (tendo Paris como centro) de acordo com a projeção de Mercator.
Palheta de guitarra.

Como outros já disseram, é impossível traduzir um objeto 3D em 2D sem distorcê-lo de alguma forma. A projeção de Mercator distorce o tamanho dos países, porém mantém intacta as formas e as distâncias.
Mercator ganhou popularidade porque era bom para a navegação,
Outras projeções distorcem as formas. A projeção Gall-Peters, por exemplo, mapeia as áreas de modo que elas tenham os tamanhos corretos em relação umas às outras. Como qualquer projeção de área igual, ela atinge esse objetivo distorcendo a maioria das formas. 
É sempre uma troca. O único mapa preciso é o próprio globo.

05 novembro, 2022

Em algum lugar do "Brasil, sil, sil!"

A famosa vinheta "Brasil, sil, sil!", interpretada por Edmo Zarife, e que marca as transmissões esportivas do Sistema Globo de Rádio e da Rede Globo de Televisão começou a nascer em 1968. O diretor geral da rádio na época Mário Luiz e o narrador esportivo Waldir Amaral, procuravam dar uma dinâmica maior às transmissões de futebol da Rádio Globo, para dar uma estética mais alegre e um "toque de show" nas mesmas. E, nessa época, o cantor paraguaio Fábio Rolon gravou a lendária vinheta "Rádio Globooooooooooo!", que ficou no ar por 4 décadas (saindo do ar apenas em 2009). Chegada a época das eliminatórias da Copa do Mundo de 1970, eles pediram a Edmo Zarife e ao técnico de som José Cláudio Barbedo (o "Formiga") que fizessem um grito de guerra para incentivar a Seleção Brasileira. Assim, Zarife e Formiga ficaram duas horas dentro do estúdio, gravando em um "fitão" várias frases e bordões. E, ouvindo a fita gravada, Barbedo, com seu conhecimento no assunto, após ouvir o "Brasil, sil, sil!", apontou e disse: "Zazá, é essa". E assim, nasceu a vinheta "Brasil, sil, sil!" 

Tempos depois, procurando dar uma dinâmica maior às "transmissões esportivas" do personagem João Canabrava  na  Escolinha do Professor Raimundo, o humorista cearense Tom Cavalcante criou para ele a vinheta "Braziu, ziu, ziu!". [VÍDEO]

12 maio, 2018

Para cumprimento da representação racial

O Ministério Público do Trabalho (MPT) do Rio de Janeiro enviou à Rede Globo uma notificação para que a emissora cumpra com a devida representação racial na próxima novela das 21h, Segundo Sol. O MPT afirma que o não espelhamento da sociedade nos programas televisivos "gera a perpetuação da exclusão e reafirma estereótipos de limitação de espaços a serem ocupados pela população negra", ressalta o informativo.
De acordo com o Estatuto da Igualdade Racial (LEI Nº 12.288, DE 20 DE JULHO DE 2010), cabe ao Poder Público a promoção de ações que assegurem a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho para a população negra. Isso inclui a implementação de medidas visando a promoção da igualdade nas contratações do setor público e o incentivo à adoção de medidas similares nas empresas e organizações privadas.
"Decidimos expedir essa nota com o fim de mostrar a importância de a empresa respeitar a diversidade racial. Apesar de ser uma obra artística e uma obra aberta, consideramos que ela tem como obrigação incluir atores negros em proporção suficiente para uma real representação da sociedade", explicou a coordenadora nacional da Coordigualdade, Valdirene Silva de Assis.
Fonte: site Metropoles

15 julho, 2017

Chico Buarque, a Globo que faz a diferença e o fradinho do Henfil

por Luis Nassif , GGN
Existem o João e seu cunhado Francisco. João, de alcunha Gilberto, é sempre pule de dez; Francisco também Buarque, é uma seta certeira. Um ou outro já consagra a vida de qualquer foca. Basta uma frase, um bocejo, uma poesia do Tejo, um resmungo, um suspiro, qualquer coisa que se extraia de boca de um ou outro, é como a pepita rara bem no fundo da bateia, pouco importa a areia que sempre o editor coloca: quem entrevista o Chico, nunca mais será um foca.
Maranhão no fechamento, pensando na roda de sexta, ouve o Ascânio gritar: esqueçam os bacharéis, esqueçam os empresários, deixem Temer e seus sicários, data venia, e os infiéis, esqueçam a malta das ruas, as fontes indignadas, nem me fale em jogadores, em paspalhos ou atletas, parem as rotativas que quero ouvir os poetas chorando gotas de sangue, arrancando os cabelos, quero ouvi-los furibundos, maldizendo Deus e o mundo e a falta de futuro que aguarda seu presidente.
E ouviram os artistas de variada extração. Ouviram Silvia Buarque e o indefectível Lobão, e também Beth Carvalho e o famoso Barretão. Ouviram até Zé Padilha que tratou de caprichar, apurando o vernáculo com o mais chique que há, introjetando na frase a finesse de um "quiçá".
Mas o Ascânio, insistente, bateu o pé e exigiu: quero aqui um peso pesado, dizendo o que quiser. Foi então que um anjo torto soprou na sua orelha: se o Globo agora ousar mostrar alguma isenção, e salvar a cobertura das torpezas de esquerdistas, suas verrinas, seus fuxicos, já temos a solução: bota alguém pra ouvir o Chico. Ele fala e sua frase fica no meio de outras, pagamos a penitência, mostramos a tolerância, não damos nenhum destaque e ela morre no ar.
E foi assim que de noite, por volta das 20 horas, saiu o jovem repórter atrás da sua matéria. Ligou para o intermediário que frequentava o Olimpo e tinha acesso a Zeus, e pediu a frase santa, que seria a água benta batendo em testa de ateu: se conseguisse a frase, nunca mais o purgatório da reportagem geral: iria direto pro céu.
O produtor, cauteloso, levou o recado ao Chico. Ele negou de imediato, mas depois, considerou. Seus olhos brilharam estranhos, parecia estar a mil, andou de um lado a outro, abriu o baú de lembranças e de um Pasquim amarelo, saltou o Fradinho do Henfil.
Sem demora esculpiu frase de quatro palavras: e não era de sua lavra, muito menos do Henfil.
O repórter reportou para o chefe de plantão que gritou para o Ascânio: temos a frase de Chico, e, para nossa surpresa, finalmente ele admite o mérito de nossa imprensa. E, em letras garrafais se lia o elogio mendaz: Globo faz a diferença.
Aí o velho fantasma, a alma de dr. Roberto, que sempre andava por perto vigiando suas crianças, rugiu como vento rascante: Ascânio, ó seu demente, veja o que tem na sua frente e não me exponha ao ridículo, que a intenção do "textículo" é fazer troça da gente
E foi assim que a frase não saiu mas pouco importa. Para evitar mais atrito é possível que inspire um novo samba de Chico.
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
O tempo mítico
Abaixo, um vídeo da música "Maninha", composta por Chico Buarque em 1977, na interpretação de Chico e Miúcha, mais alguns comentários do compositor sobre a música. Ao piano, Tom Jobim.



... pois hoje só dá erva daninha
No chão que ELE pisou.
... um dia ELE vai embora, maninha
Pra nunca mais voltar.

À primeira ouvida, traz a sensação de recordação de bons tempos que acabaram contra a vontade do EU que conta a história. Chega a dar a impressão de um mal de amor sofrido por alguém que foi abandonado. Chico conta que, na época, gostaria de escrever algo com a palavra "maninha" porque muito já se havia escrito com ela (assim como iaiá ioiô) e acabou por compô-la para Miúcha cantar, não pelo fato de serem irmãos. Segundo ele, maninha, na canção, tem o sentido de "querida". A música tem um tom metafórico muito utilizado nos anos 70, época do regime militar brasileiro. O próprio Chico, diz, no documentário "Vai passar", que o pronome ELE, do texto de Maninha, referia-se à situação da ditadura. Diz o compositor: "é uma canção zangada disfarçada de delicadeza, falando de uma infância imaginária". O país estava sob a repressão militar, (e a música)  é capaz de despertar uma nostalgia, uma saudade e uma procura pelo que fez algum sonho naufragar em nossa própria vida.

20 agosto, 2014

Dilma já enfrentou torturadores piores

O RH da Globo entrevista candidatos a Presidente do Brasil
De: Flávio Duarte, face do CAf

Uma explicação para a postura imperial de William Bonner diante de candidatos, por Luiz Carlos Azenha
A mensagem do JN: eles não gostam dela, por Ricardo Amaral
Dilma já enfrentou torturadores piores que os do JN, por Eduardo Guimarães
Dilma livrou-se bem das joelhadas nas costas e das mordidas do JN, por Antonio Lassance
Bonner interrompeu Dilma 21 vezes. Entrevista?, por redação do 247, e
A hipocrisia do Faustão ao falar de Criança Esperança por Paulo Nogueira
PGCS

21/08/2014 - Eleitores sem-opção ou sem-noção?
Segundo a pesquisa, que estão chamando de "boca de túmulo" - a primeira do mundo - Marina adicionou ao PSB os descontentes com os políticos.
Isto é mais do que preocupante, pois quer dizer o seguinte: o eleitor que se sente sem opção para dar o seu voto, ao optar por alguém ou partido político apenas por sentimentalismo, religião ou pena, pode colocar o País no mais profundo poço de atraso, pobreza e instabilidade social.
Ou seja, os descontentes parecem ser os mais desinformados dos eleitores e, portanto, os piores eleitores do País. São os que caem no colo de qualquer demagogo oportunista.
Muito preocupante mesmo.
Fernando Gurgel
– Pesquisa de "boca de túmulo" foi uma grande sacada, Fernando.

23/08/2014 - Eleição histórica
Depois da inédita pesquisa de "boca de túmulo", vem aí a única eleição que pode ser decidida pela aviação civil, seja por causa de aeroportos e/ou de aeronaves.
Fernando  Gurgel

04 dezembro, 2013

Sobre os mapas que distorcem a Terra

As projeções cartográficas que representam a Terra em um plano distorcem a realidade. Todas. De sobra, é conhecido o caso da projeção de Mercator – a mais conhecida (e uma leve variação desta que é utilizada no Google Mapas) –, a qual distorce a forma e o tamanho dos elementos do mapa em função da latitude dos mesmos. Contudo, qualquer outra projeção que usemos terá alguma distorção. Um dos problemas do planeta em que vivemos, a Terra, é que esta se assemelha muito a uma esfera. E a esfera não é um corpo "desenrolável" (quer dizer, não é um corpo que se possa estender em um plano).
Muitas vezes é complicado entender as distorções dos mapas se não se está familiarizado com o globo terrestre com o qual possamos comparar a realidade frente à distorção de um mapa. Por isso aqui apresentamos uma forma intuitiva de ver como uma projeção cartográfica distorce notavelmente a realidade.
A cabeça sobre uma projeção do globo terrestre
Na imagem abaixo, veem uma projeção do globo terrestre sobre a qual foi pintada uma cabeça humana.
A cabeça transformada em uma projeção de Mercator
Ao mudar a projeção do globo para a projeção de Mercator vemos a aberração da cabeça. A cabeça sofre uma grande distorção em área e forma. As partes superior e inferior da cabeça carecem praticamente de qualquer valor visual, sendo praticamente irreconhecíveis o crânio normal e a presença de um pescoço.

Mas, se a projeção de Mercator é tão deplorável... por que é a principal projeção utilizada nos últimos quatro séculos? Não é porque estejamos diante de um sistema opressor que pretende dar importância ao hemisfério norte, como dizia Peters. Mas, sim, porque esta projeção preserva o rumo. Se nos situarmos em algum ponto do mapa em um navio e traçarmos uma linha seguindo uma orientação (noroeste, por exemplo), se mantivermos essa orientação de forma constante, precisamos recorrer à linha que traçamos no mapa. Esta característica foi a chave para a navegação até alcançarmos os avanços tecnológicos das últimas décadas.[...]
Resumindo
Todas as projeções sobre um plano distorcem a realidade. A única representação da Terra que não a distorce é o próprio globo terrestre.
Vídeo
Abaixo, um vídeo da série "West Wing" (versão em espanhol) no qual se fala sobre o tema.