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17 setembro, 2025

Os girassóis de Van Gogh - 3

Vincent van Gogh pintou onze telas mostrando girassóis. Essas obras foram criadas entre 1888 e 1889 e são conhecidas como a série "Os Girassóis". As pinturas retratam girassóis em diferentes estágios de vida, desde florescências até murchas. As versões mais famosas são as sete pinturas que ele fez em Arles, no sul da França, para decorar a casa em que vivia e onde esperava receber o amigo Paul Gauguin. Essas obras são celebradas por suas cores vibrantes e pela inigualável expressividade de Van Gogh.

1 e 2

09 junho, 2025

Fitorremediação

Em locais que aconteceram acidentes nucleares (Chernobyl em 1986; Fukushima em 2011), girassóis são cultivados para que auxiliem na recuperação do ambiente degradado pela radioatividade.
Os girassóis têm algumas propriedades que os tornam ideais para esse trabalho de limpeza nuclear:
  • Crescem muito rápida e facilmente em quase qualquer lugar.
  • Armazenam a maior parte de sua biomassa em folhas e caules, de modo que o material radioativo absorvido pelas plantas pode ser descartado sem desenterrar suas raízes.
  • São tolerantes a níveis altos de poluentes, podendo acumulá-los em grandes quantidades em seus tecidos.
Essa técnica de usar plantas para limpar ambientes poluídos é chamada de fitorremediação.
O processo funciona porque os isótopos radioativos mimetizam os nutrientes que os girassóis absorvem naturalmente: o césio 137 se assemelha ao potássio, que as plantas precisam para a fotossíntese, e o estrôncio 90 passa pelo cálcio, que fornece suporte estrutural à planta.
A espécie de girassol Helianthus annuus L também remove outros metais tóxicos, como Cu ²⁺ , Cd ²⁺ , Ni ²⁺ , Pb ²⁺ e Zn ²⁺ , de soluções aquosas de forma eficaz. A Phytotech, uma empresa de fitorremediação de Nova Jersey, usou jangadas flutuantes de girassóis para limpar a água radioativa de Chernobyl. As raízes submersas do girassol retiraram tanto o césio 137 quanto o estrôncio 90 da água. Após esse processo os girassóis são descartados como lixo radioativo.
Fonte: Girassóis, limpadores de resíduos nucleares?

30 dezembro, 2018

Gira, girassol

«Para que lado se há-de virar o girassol
quando cercado de mil sóis?»
Provérbio Zen

«Nesse ano, espalharei em meu peito sementes de girassol e cobrirei a cabeça com ervas aromáticas, para que a minha pele transpire luz e a minha boca profira perfumes.»
Sementes de Girassol, Frei Betto

«Um girassol nos teus cabelos
Batom vermelho, girassol
Morena flor do desejo
Ah, teu cheiro em meu lençol!»
Girassol, Alceu Valença

«Girasselfie»

Deixe seu jardim do conhecimento florescer:
Lá vem o sol

31 agosto, 2018

Corrida aos campos de girassóis

EL PAÍS - Na corrida por uma foto para o Instagram, medo e caos na fazenda de girassóis. Cerca de 7 mil carros chegaram a ocupar o estacionamento da fazenda Bogle em Ontário, Canadá, há algumas semanas. E tudo para tirar uma foto ao lado de um campo de girassóis. A febre das selfies agora ataca esse cenário de verão e, como revelou The National Post, transformou os campos de Ontário em uma zona de combate na qual os agricultores têm que lidar com hordas de usuários do Instagram dispostos a tirar uma selfie em suas terras, custe o que custar. O caso da família Bogle, dedicada ao cultivo de girassóis há mais de seis gerações, foi o que despertou mais alarme. A família, dona do maior campo de girassóis do Canadá, tinha decidido ganhar um pouco mais de dinheiro abrindo as terras para o público durante as semanas em que esta planta herbácea floresce. A ideia já foi posta de lado, obviamente, depois que "toda a Toronto veio até aqui", como contou Barry Bogle. Os agricultores haviam contratado mais oito trabalhadores e colocado dois banheiros portáteis para os visitantes, mas a situação fugiu do controle. As fotos de seu campo de girassóis eram as rainhas do Instagram e os citadinos decidiram dirigir-se ao local do momento para tirar sua reverenciada selfie. A partir das 10 da manhã, a infraestrutura da área começou a entrar em colapso e os visitantes chegaram a estacionar a quilômetros de distância. Os trabalhadores tentaram controlar os visitantes, mas centenas de pessoas entraram sem pagar e muitas delas deixaram muito lixo nas terras. A situação é semelhante em outros campos de girassóis no país. (Notícia enviada por Jaime Nogueira.)


Esta foi uma das ocasiões em que o turismo de massa me fez perder a fé na humanidade.

19 junho, 2018

Os girassóis de Van Gogh - 2

O pintor holandês Van Gogh criou muitos de seus quadros inspirado na cor amarela, como o Sunflowers (Girassóis), de 1888, que pode ser apreciado na National Gallery, em Londres. Só que o amarelo cromo que ele usava, além de ser um pigmento tóxico, oxidava-se com o tempo escurecendo a cor. Pintados numa tela como um buquê, eles agora parecem girassóis secos.
O fato é que Van Gogh, tendo morrido jovem (aos 37 anos), não chegou a presenciar tal resultado. O amarelo era uma das cores preferidas do artista que sempre dizia: "... é uma cor capaz de encantar Deus".

Os girassóis de Van Gogh - 1

Ver também: Lá vem o sol

14 fevereiro, 2016

Lá vem o sol


Fatos sobre os girassóis
Os girassóis, em toda a sua glória e esplendor coloridos, compõem uma paisagem belíssima de se ver. Mas, em sua natureza, há mais do que apenas sua beleza exterior. Estas plantas polivalentes dão origem a lanches saudáveis, óleo comestível, biodiesel, ornamentação de ambientes, farelos para a nutrição animal e sementes para pássaros.
Deixe seu jardim do conhecimento florescer com os fatos seguintes sobre o Helianthus annuus.
  1. Como as batatas, os tomates e o milho, estas plantas não se originaram na Europa. Elas foram cultivadas na América do Norte, já em 3000 a.C., e desde então desenvolvidas para serem alimentos, remédios, corante e óleo. Em seguida, elas foram exportadas para o resto do mundo pelos conquistadores espanhóis, por volta de 1500.
  2. O czar Pedro, o Grande, ficou tão fascinado por estas "flores ensolaradas" (que ele viu na Holanda) que levou algumas para a Rússia. Neste país, tornaram-se populares assim que as pessoas descobriram que o óleo da semente de girassol, ao contrário de outros óleos, não era proibido de ser consumido durante a Quaresma pela Igreja Ortodoxa Russa. Por volta do século 19, o país estava plantando dois milhões de acres de girassóis a cada ano.
  3. Imigrantes russos para os Estados Unidos, no século 19, trouxeram de volta sementes de girassol – que produziam flores maiores–, o que provocou um interesse renovado pela planta nativa americana. Mais tarde, a produção de girassol explodiu nos EUA, quando agricultores do Missouri começaram a produzir óleo de girassol e quando o Canadá, em 1946, criou a máquina de esmagamento de sementes.
  4. Os girassóis exibem um comportamento chamado heliotropismo. Os botões florais e as jovens flores ficam viradas para o leste de manhã e seguem a trajetória do sol durante o dia. Contudo, quando as flores ficam mais pesadas, na fase de produção de sementes, e suas hastes apresentam-se endurecidas, elas em geral permanecem voltadas para o leste.
  5. As flores não só "olham" para o sol, elas precisam muito dele. Elas crescem melhor com cerca de seis a oito horas diárias de exposição à luz solar. E podem crescer até cerca de 5 metros, embora muitas variedades tenham sido desenvolvidas para diferentes alturas. Flores plantadas muito próximas não competem entre si quanto ao potencial de florescimento.
  6. No verão de 2014, o veterano Hans-Peter Schiffer entrou para o Guinness World Records,  pelo terceiro ano consecutivo, com um girassol que mediu 9,17 metros. A brigada de incêndio local emprestou um andaime para ajudar na medição desse girassol
  7. Cada "cabeça" de girassol é constituída de milhares de minúsculas flores. As pétalas, que vemos na parte exterior, não têm papel na reprodução. É nas florzinhas do disco central, onde as sementes se desenvolvem, que estão os órgãos sexuais masculinos e femininos da planta, e cada florzinha produz uma semente. Eles podem se auto-polinizarem ou serem fecundadas pelo pólen transportado pelo vento ou pelos insetos.
Confira este vídeo time-lapse de girassóis crescendo, a partir de sementes, no interior de uma residência.



Fonte: Mental Floss e outros sítios

Florilégio
Uma flor de casa |  Os girassóis de van Gogh |  Sobre funerais

21 maio, 2013

Os girassóis de van Gogh

Para os apreciadores da arte, a série de quadros de girassóis do pintor holandês Vincent van Gogh se destaca pelo contraste entre os tons vibrantes de amarelo e os tons áridos de marrom. Para os botânicos, o que chama a atenção é outro aspecto: as flores retratadas têm traços bem diferentes dos girassóis mais comuns.


John Burke, professor da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, ficou tão intrigado que conduziu um estudo sobre o assunto, e descobriu a anomalia genética que fez dos girassóis de Van Gogh mutantes. A pesquisa foi publicada pela revista científica "PLoS Genetics”.
O tipo mais comum de girassol contém uma espiral de ramos amarelos, grandes e achatados, com mais centenas de pequenos ramos no perímetro externo, que produzem sementes. Nos que Van Gogh pintou na década de 1880, os girassóis têm múltiplos ramos amarelos e menos ramos menores.
A equipe de Burke cruzou diferentes tipos de girassóis em busca de um gene recessivo que provocasse a diferença. Como base de comparação, nos humanos, genes recessivos fazem que uma pessoa tenha olhos claros ou sangue tipo O, por exemplo. Ou seja, é relativamente comum.
Por fim, os pesquisadores descobriram que a anomalia não é causada por um gene recessivo, mas sim por uma mutação genética. Um gene específico, chamado HaCYC2c, apresenta uma configuração diferente somente nas flores do tipo que Van Gogh desenhou.