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25 novembro, 2024

É dos carecas que elas gostam menos

A comunidade científica ajuda-nos a desbloquear alguns aspectos bastante peculiares do mundo natural, e essas descobertas muitas vezes vêm de lugares improváveis.
Tomemos como exemplo a estudante do terceiro ano, Emma Glenfield, que começou com uma pergunta simples sobre pegas (uma espécie de ave da família Corvidae) e acabou conduzindo algumas pesquisas de ponta quase por acidente.
Emma mantém um diário cheio de perguntas – nem sempre ela responde a todas, é mais um exercício de pensar sobre o mundo.
Um dia, enquanto ela observava uma pega residente em sua escola, Sr. Swoopsalot, aterrorizando alunos, professores e pais, uma pergunta lhe ocorreu: "Por que as pegas atacam?"
"Ela vem para a escola há muito tempo e está atacando todos os pais", disse Emma. "Percebi isso e me perguntei por quê." 
O professor de Emma, ​​Luke Carr, achou que essas perguntas dariam um excelente projeto de estatística.
Então, armada com suas perguntas, Emma foi a campo.


O campo neste caso foi a Blue Mountains Grammar School – território do Sr. Swoopsalot.
"Eu observei as pessoas que ela atacou e gravei", disse Emma.
"Então peguei tudo o que gravei e descobri que eles [as pessoas que o Sr. Swoopsalot atacou] eram homens, eram altos e tinham poucos cabelos."
Com a ajuda da mãe, Emma criou uma pesquisa on-line e imprimiu panfletos com um código QR, depois foi ao parque local e pediu a estranhos que o preenchessem.
Ela também perguntou a alunos e professores de sua escola.
Dezenas de milhares de pessoas de todo o mundo responderam à pesquisa e enviaram suas respostas a Emma.
Então, o que ela encontrou?
Com oito anos e ainda não familiarizada com planilhas Excel, Emma encontrou uma forma especial de apresentar seus dados usando Lego.
E acontece que a hipótese dela estava certa.
Os dados mostram muito claramente – no Lego – que homens com menos cabelo estavam sendo atacados com mais frequência.
De acordo com o especialista em pegas Darryl Jones, professor emérito da Universidade Griffith, é a primeira vez que alguém examina a ligação entre o ataque da pega e a aparência das vítimas.
E o número de entrevistados na pesquisa de Emma também supera tudo o que os pesquisadores já conseguiram reunir.
O tamanho da amostra é tão grande que Emma e a sua mãe concluíram que os seus resultados têm apenas uma margem de erro de 1 por cento, e o professor Jones está agora a analisar os dados para ver o que mais pode descobrir.
 

Conselho do Departamento de Meio Ambiente e Água da Austrália: "Leve um guarda-chuva aberto acima de sua cabeça".

22 janeiro, 2023

Acauã

Em diferentes épocas e regiões do mundo, as aves protagonizam histórias no imaginário popular. Como, por exemplo, acontece com o acauã (Herpetotheres cachinnans), uma ave falconiforme. Em inglês, o nome dessa espécie é Laughing Falcon, devido a um dos seus cantos parecer uma risada, um dos motivos pelo qual, no dizer da bióloga Karlla Barbosa, sua vocalização remete a algo bom. 
No Brasil, ao contrário disso, a espécie é conhecida como uma ave que dá azar. Seu canto já foi interpretado como "Deus quer um" e, com isso, acredita-se que quando canta, ela anuncia a morte de quem a escuta (versão capixaba) ou a morte de um desconhecido (versão de Minas Gerais).
Como diz o maranhense de Pedreiras, João do Vale, em sua toada "Oricuri":
"Se o galo cantar fora de hora
É mulher dando fora, pode crer.
Acauã se cantar perto de casa
É agouro, é alguém que vai morrer."
Concluindo, em seguida: "São segredos que o sertanejo sabe e não teve o prazer de aprender ler".
Além disso, o canto dessa ave pode também indicar a seca para o sertão, como na canção "Acauã", do paraibano Zé Dantas:
"No inverno do sertão
Canta sapo, jia e rã
Mas na tristeza da seca
Só se ouve Acauã."

30 maio, 2019

Força, kakapo!

"Esse pássaro não voa, mas vai pousar em seu coração."
O kakapo (Strigops habroptilus), também conhecido como caçapo ou papagaio-mocho, é uma espécie de papagaio noturno, endêmico da Nova Zelândia, notável por ser a única espécie da ordem dos psitacídeos incapaz de voar. Chega a pesar 4 kg, pode viver até 90 anos e produz filhotinhos apenas uma vez em períodos de 3 a 6 anos.
O kakapo é uma ave em perigo crítico de extinção. Em 2017, havia apenas 154 membros da espécie no mundo.
Cada um deles é conhecido por um nome exclusivo como Adelaide, Félix etc. E o mais famoso deles é o Siroco (imagem GIF), que já fez um documentário para a BBC.

Siroco tem uma conta no Twitter: https://twitter.com/Spokesbird

Força, kakapo!
Per ardua ad astra = Por (caminhos) árduos aos astros.
A insígnia da Força Aérea Real da Nova Zelândia é o kiwi, um pássaro que não sabe voar.
http://blogdopg.blogspot.com/2014/02/per-ardua-ad-astra.html

22 maio, 2014

O jaçanã

A vegetação que cresce à superfície de lagos e açudes é o lar de muitos insetos e outros invertebrados. Mas eles não são para o bico de todas as aves. São, especialmente, para a alimentação daqueles pássaros que conseguem andar - sem submergir - sobre as folhas da vegetação aquática.
Que pássaros preenchem este requisito?
Digite: jaçanã.
Na verdade, os jaçanãs distribuem-se em oito espécies que vivem na zona tropical de nosso planeta.
Um longo processo evolucionário dotou-os de pés proporcionalmente enormes que facilitam a locomoção sobre a vegetação flutuante.
É esta aparente habilidade de caminhar sobre as águas que faz com que sejam também chamados de... aves Jesus.

The Ark in Space

Arquivos
Slideshows Sobre as águas e Jesus Cristo caminha sobre as águas

Da série "canções para criaturas incomuns"
Vídeo de Michael Hearst dedicado ao Basiliscus basiliscus, o lagarto Jesus Cristo!


23 fevereiro, 2014

Per ardua ad astra

A insígnia da Força Aérea Real da Nova Zelândia é o kiwi, um pássaro que não sabe voar.

O kiwi (ou quivi) tem o tamanho aproximado de uma galinha, a plumagem fofa semelhante a pelos, as asas atrofiadas, o bico longo e curvo e a fêmea dessa espécie põe apenas um ovo por ano, que pesa cerca de 1 quilo (sendo, portanto, cinco vezes maior do que o ovo da galinha).

Per ardua ad astra = Por (caminhos) árduos aos astros.

Vídeo


31 março, 2010

Exagerada

É comum a ave cuidar bem de seus ovos. Agora, igual a esta (na figura), francamente...
Em se tratando de proteger os ovos, pode-se dizer que a ave exagera.

Apenas quando deixa o ninho é que eles ficam meio soltos.

14 outubro, 2009

Micropoemas do infortúnio - 9



Voai, beija-flor
Helicoptérica ave, voai
-----para trás, principalmente.
Pois não importa aonde ides
-----e sim:::
---------------¿onde estiverdes?
PGCS