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02 julho, 2026

Situs inversus

É uma condição presente em seres humanos em que alguns órgãos ficam localizados no lado oposto em relação ao local onde eles normalmente ficariam. Basicamente, o situs inversus consiste numa inversão de posição dos órgãos dentro do corpo, ficando os órgãos localizados do lado oposto (como uma imagem de espelho).


Cerca de 0,01% das pessoas são atingidas por essa anomalia, que é uma herança transmitida por genes autossômicos recessivos, sem predileção por sexo.
Não tendo outras anomalias associadas (como uma cardiopatia congênita), a inversão de órgãos não diminui a expectativa de vida do indivíduo, nem prejudica sua qualidade de vida. Assim, algumas pessoas nem sabem que apresentam o problema e só acabam descobrindo quando se submetem a algum exame diagnóstico.
No filme "007contra o satânico Dr. No", baseado em livro ddo escritor Ian Fleming, o personagem Julius (Dr. No) explica a James Bond por que sobreviveu a uma tentativa de assassinato: por ter o coração localizado no lado direito, quando os inimigos o esfaquearam no lado esquerdo do peito.
Síndrome de Kartagener, outro tipo de anomalia identificada apenas nas pessoas que possuem o situs-inversus-totalis. É um caso ainda mais raro, pois só acontece na proporção de 1 para 25 mil pessoas.
Esta síndrome causa a discinesia ciliar primária, uma deficiência nas células que possuem cílios. Por isso, os portadores da referida síndrome apresentam doenças respiratórias frequentes como sinusites e bronquites. Essas doenças estão relacionadas à falta da limpeza que os cílios deveriam realizar nas vias aéreas.
O Kartagener também é responsável pela imobilidade dos espermatozóides, o que torna os homens que têm a doença estéreis. Mas isso não significa que eles tenham alguma disfunção sexual, apenas não podem reproduzir.

25 janeiro, 2019

A síndrome de "Estocônibus"

A maioria das pessoas sabe o que é a síndrome de Estocolmo. O nome dado ao estado psicológico em que uma pessoa, submetida a uma forte intimidação, passa a simpatizar, estimar e até mesmo amar o agressor. Os exemplos mais conhecidos desta síndrome aconteceram em pessoas sequestradas.
E a síndrome de "Estocônibus"?
Bem, se você começa a ter um apego exagerado com o ônibus que você pega diariamente, pode ser o caso. Descrita pela primeira vez por @laurawtff, a síndrome de "Estocônibus" talvez apareça na próxima versão do DMS.
Confira no BuzzFeed se você sofre deste mal, marcando o que corresponde a você.

Ao ver seu ônibus passando, você verbaliza "meu ônibus" (como se estivesse vendo um grande amigo na rua).
Você sente o ímpeto de subir nele, mesmo que não seja necessário.
Quando ele passa vazio no domingo, quase lhe cai uma lágrima.
Você pode falar mal dele, mas os outros não podem.
Às vezes, você xinga seu ônibus, mas não o odeia de verdade.
Depois de xingá-lo, você já achou que ele estava demorando de propósito porque ficou bravo.
Quando você muda a rotina e vê seu antigo ônibus passando, parece que viu uma ex.
Você passa tanto tempo em seu ônibus que quando chega no ponto você tem até preguiça de descer.
E já quase perdeu o ponto por causa disso.
Você tem um assento favorito que lhe dá conforto e aconchego.
E quando consegue sentar nele o dia já começa melhor.
Você tem todo um ritual para conseguir ter uma viagem mais confortável (como pegar os fones, onde apoiar a mochila etc).
Aliás dois: um para a opção de viajar sentado e outra em pé.
Às vezes, a relação está tão mal que você pensa "chega, vou a pé até o outro ponto pegar outro busão".
E depois se arrepende porque sente que traiu seu ônibus de sempre.
Mas se rolar a possibilidade de carona não é traição (seu ônibus vai entender).
Você gostaria de poder ter uma DR com seu ônibus para melhorar a relação.

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"Quanto mais espero, menos esperarei."

22 julho, 2016

A síndrome de Poliana


"Pollyanna" é uma comédia de Eleanor H. Porter, publicada em 1913 e considerada um clássico da literatura infanto-juvenil.
A protagonista Pollyanna é uma menina de onze anos que, após a morte dos pais, se muda de cidade para ir morar com uma tia rica e severa que não conhecia anteriormente. No seu novo lar, passa a ensinar, às pessoas, o "jogo do contente" que havia aprendido de seu pai. O jogo consiste em procurar extrair algo de bom e positivo em tudo, mesmo nas coisas aparentemente mais desagradáveis.
O livro fez muito sucesso e Eleanor, em 1915, publicou uma continuação da história chamada "Pollyanna Grows Up" (no Brasil, "Pollyanna Moça"). Mais onze Pollyannas se seguiram, escritas por outros autores.
Na programação neurolinguística, o livro "Pollyanna" é utilizado como treinamento de "ressignificação de conteúdo", através do qual a pessoa aprende a mudar sua interpretação dos acontecimentos cotidianos, aprendendo a enfatizar o lado positivo e agradável dos fatos, tal como a protagonista faz com o seu "jogo do contente".
"Essa forma de ver a vida, porém, levou especialistas a identificarem a síndrome de Poliana, que nada mais é do que uma fuga da realidade, na medida em que o mundo não é tão "cor-de-rosa" assim, como Poliana vê, em suas façanhas. Algumas pessoas assim enxergam o mundo, e no seu emaranhado de situações e de emoções, agem, ingenua e inconsequentemente. Criam uma realidade distorcida e vivem a sua brincadeira, arrastando consigo um batalhão de admiradores, também ingênuos, ou interesseiros aproveitadores."
O mundo não foi, nem é como Poliana sonharia. Algum dia será?

08 outubro, 2015

O sapo paradoxal

O Pseudis paradoxa é o Benjamin Button do mundo dos anfíbios. Ele começa como um girino de 25 cm de comprimento e diminui à medida que cresce (sic). terminando como um pequeno sapo tropical, com cerca de um quarto do tamanho original.
Quando os biólogos descobriram esse sapo paradoxal na selva sul-americana, eles ficaram (compreensivelmente) confusos. No início, eles acharam que os sapos adultos seriam os bebês, que mais tarde se transformariam em girinos gigantes, exatamente o oposto do que acontece com todas as outras espécies de sapos e rãs no mundo. Mais tarde, descobriram que os girinos eram, de fato, as formas jovens do sapo, mas ainda não sabem como explicar como se dá esse fenômeno bizarro.
O curioso caso de Benjamin Button
(filme baseado em um conto homônimo de F. Scott Fitzgerald – EUA, Paramount Pictures, 2008)
É a história de um homem, Benjamin (Brad Pitt), que em 1918 nasce com a aparência envelhecida e por isso, pensando que ele era um monstro, seu pai o abandona. Benjamin é criado num lar assistencial de idosos e, enquanto pequeno, todos pensavam que ele iria acabar por morrer rapidamente. Durante a sua infância conhece Daisy (Cate Blanchett), o grande amor da sua vida. Apesar de ninguém acreditar na sua sobrevivência, ele vai ficando mais novo ao longo dos anos, vendo os outros ao seu redor envelhecerem.
Leucodistrofia
Apesar dessa história ser ficção, na vida real existe uma doença que faz com que adultos comecem a agir como crianças e tenham de receber cuidados especiais. Devido ao filme essa doença tem sido chamada de "Síndrome de Benjamin Button", mas o seu verdadeiro nome é leucodistrofia. É causada pela degradação da mielina, uma importante substância do sistema nervoso central. E, conforme a enfermidade vai piorando, o portador se infantiliza até não conseguir fazer nada sozinho.
Referências
http://www.odditycentral.com/animals/pseudis-paradoxa-the-paradoxical-frog-that-shrinks-as-it-grows.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Curious_Case_of_Benjamin_Button
http://minilua.com/incrivel-sindrome-benjamin-button/

22 junho, 2015

A síndrome de Estocolmo

É o nome dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo sentimento de amizade ou amor perante o seu agressor.
A síndrome de Estocolmo recebe seu nome em referência ao famoso assalto do Kreditbanken, em Norrmalmstorg, Estocolmo que durou de 23 a 28 de agosto de 1973. Nesse acontecimento, as vítimas continuavam a defender seus raptores mesmo depois dos seis dias de prisão física terem terminado e mostraram um comportamento reticente nos processos judiciais que se seguiram.
O termo foi cunhado pelo criminólogo e psicólogo Nils Bejerot, que ajudou a polícia durante o assalto, e se referiu à síndrome durante uma reportagem. Ele foi então adotado por muitos psicólogos no mundo todo.
O caso mais famoso e mais característico do quadro da doença foi o de Patty Hearst, que desenvolveu a síndrome em 1974, após ser sequestrada durante um assalto a banco realizado por uma organização revolucionária politicamente engajada, o Exército Simbionês de Libertação. Depois de libertada do cativeiro, Patty juntou-se a seus raptores, indo viver com eles e sendo cúmplice de assaltos a bancos.
A herdeira milionária Patty Hearst, na foto célebre em que ela ("Tania") aparece armada, tendo ao fundo a cobra de sete cabeças, o símbolo do Exército Simbionês de Libertação.
Humor de Nani
Ver também:
A síndrome de Paris

18 junho, 2015

A síndrome da vibração fantasma

Você está sentado à mesa, de pé na cozinha, assistindo a TV etc. De repente, o telefone celular vibra, informando que você tem uma nova mensagem de texto, chamada ou e-mail. Você leva a mão ao bolso em que costuma deixar o aparelho, apenas para descobrir que essa mensagem não existe ou que, talvez, o telefone móvel nem mesmo esteja naquele momento em seu bolso.
A vibração parecia tão real, mas talvez não o fosse. Independentemente disso, não foi causada pelo seu telefone celular.

Aquela  sensação de ter a bunda agarrada por um fantasma.
E praticamente todo mundo já se sentiu acariciado por ele.

Se isso já aconteceu com você, tenha a certeza de que você não está sozinho.
Em 2010, uma equipe de pesquisadores do Baystate Medical Center, em Springfield, Massachusetts, pediu a 232 de seus colegas que respondessem um questionário sobre vibrações fantasmas de telefones celulares. Dos 176 que responderam o questionário, 115 (68%) afirmaram que já haviam experimentado os desconcertantes alertas falsos, como o que foi descrito acima. Conclusão: "A síndrome da vibração fantasma é comum entre aqueles que usam dispositivos eletrônicos." (1)
O que provoca isso?
Há um monte de teorias. Poderia ser porque os telefones celulares produzem sinais elétricos que transmitem a sensação de vibração diretamente para os nervos do portador da síndrome ou, simplesmente, por causa de alguma antecipação mental de alertas (vibranxiety). (2)
Este aspecto de antecipação não é muito diferente de qualquer outro tipo de condicionamento psicológico. "Estamos tão acostumados com a vibração de nossos telefones que o cérebro nos faz sentir que está a acontecer – quando ele "quer", e não quando ela realmente acontece. (3)
Há uma evidência mais recente que sugere que tudo se passa em nossas cabeças. Em julho de 2012, pesquisadores publicaram outro estudo sobre o fenômeno das vibrações fantasmas em estudantes de graduação. A grande maioria experimentava as tais vibrações. (4)
Mas é nos extrovertidas e nos neuróticos que isso acontece com mais freqüência. Os extrovertidos, como explica Slate, verificam muito seus telefones porque manter contato com os amigos é uma parte importante de suas vidas. Já os neuróticos, por sua vez, como se preocupam muito com o estado de suas relações, procuram obter o maior número possível de mensagens de texto para saber o que outras pessoas dizem deles. (5)
Em qualquer caso, acreditam os pesquisadores que essas vibrações falsas (apesar de chatas) são inofensivas  e que poucas pesquisas (argh!) já foram feitas sobre elas.

11 janeiro, 2015

Sofre porque quer

Se você sofre de SIFU – Sindrome das Intenções de Faturar Uma:
... noite de amor com dias de ódio!
... grana sem trabalhar!
... figura esbelta sem parar de comer!
... vida saudável sem exercício!
... amizade sem trocas!
... riqueza sem esforço nem herança!
... admiração sem motivo!
... liderança sem responsabilidade!
Não espere isso de 2015.
Nem de nenhum ano futuro.
Todas essas "qualidades" podem aflorar apenas ao pé do túmulo, onde a saudade transforma tudo, mesmo o que nunca existiu. Aí, SIFU.
Fernando Gurgel, O Guerrilheiro do Cerrado

30 setembro, 2014

A síndrome de Tourette

Um médico da Universidade de Liverpool, Inglaterra, diagnosticou que um personagem animal de um conto para crianças (*) estaria sofrendo de um distúrbio neurológico.
O esquilo Nutkin, herói de um livro de Beatrix Potter, "comporta-se patologicamente", disse Gareth Williams. "Enquanto os outros esquilos armazenam comida e mostram-se cuidadosos com a coruja, Nutkin proporciona todo um espetáculo de atividades solitárias, como o de brincar repetitivamente com agulhas de pinheiro e bolinhas de gude", escreveu ele no "British Medical Journal".
Sua conclusão para o esquilo: a síndrome de Tourette.
"Comecei a ver isso depois que eu li a história para o meu filho de 6 anos de idade e ele ficava perguntando se estava tudo bem com Nutkin", acrescentou Gareth.
(Que tipo de doença existe em um médico que diagnostica problemas em personagens fictícios?)
(*) disponível em This is true: Book Collection Vol.. 2
Do site do Dr. Drauzio:
"A síndrome de Tourette é um distúrbio neuropsiquiátrico caracterizado por tiques múltiplos, motores ou vocais, que persistem por mais de um ano e geralmente se instalam na infância.
Na maioria das vezes, os tiques são de tipos diferentes e variam no decorrer de uma semana ou de um mês para outro. Em geral, eles ocorrem em ondas, com frequência e intensidade variáveis, pioram com o estresse, são independentes dos problemas emocionais e podem estar associados a sintomas obsessivo-compulsivos (TOC) e ao distúrbio de atenção e hiperatividade (TDAH). É possível que existam fatores hereditários comuns a essas três condições. A causa do transtorno ainda é desconhecida."
Bônus:
Beatrix Potters Characters, Pinterest

20 abril, 2014

Corvo

Um corvo selvagem pousa numa cerca em busca de ajuda. Alguém que possa retirar os espinhos deixados em seu corpo por um porco-espinho. Uma senhora logo se apresenta para praticar a boa ação.



Presume-se que o o corvo, apesar de alguns protestos ensaiados durante a intervenção (que foi sem anestesia), ser-lhe-á eternamente grato. Como foi o leão com relação ao escravo Androcles. E que, de ora em diante, esse corvo, a.k.a. nevermore, nunca mais saqueará o milharal de sua benfeitora.
Mas, na próxima vez que for fazer vídeo, mude a posição de seu telefone celular, minha senhora. Para que tenhamos um vídeo em formato widescreen e não um como este aí, com feias bordas pretas.

Bônus
Leia aqui a explicação científica de: por que odiamos a Síndrome do Vídeo Vertical.