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10 setembro, 2023

A Vadico o que é de Vadico

Osvaldo de Almeida Gogliano nasceu em São Paulo, no bairro do Brás, filho de imigrantes italianos e de uma família musical. Todos seus irmãos estudaram música, coisa por que Vadico se interessou na adolescência. Seu irmão, Dirceu, afirmou: "Era daqueles músicos natos. Trazia notável sensibilidade artística e um extraordinário senso de estética musical".
Ao longo de sua carreira compôs cerca de 10 obras "eruditas" e 80 "populares", sendo 11 delas com Noel Rosa. Trabalhou como pianista, arranjador e líder de orquestra. Durante mais de uma década morou nos Estados Unidos, onde foi contratado pela companhia da bailarina Katherine Dunham, como regente.
Vadico ficou marcado pela polêmica sobre direitos autorais. Quando voltou ao Brasil, ele percebeu que Noel (àquela altura já morto) havia vendido as parcerias (como "Conversa de botequim", "Feitiço da vila", "Feitio de oração", "Pra que mentir?") sem seu consentimento e foi atrás de entender o que havia acontecido.
O apresentador Flávio Cavalcanti soube da história nos bastidores de um programa de que Vadico participaria e levou a polêmica para a tevê, criticando duramente Noel. O fato gerou polêmica e o Poeta da Vila foi defendido pelo radialista Almirante. Vadico foi muito criticado. Principalmente pela habilidade de Almirante com a palavra, ele botou Vadico no bolso. Vadico era tímido, todo formal, de conversar pouco. Ele não conseguiu se defender direito.
"Chopp", choro do compositor, maestro e pianista Osvaldo Gogliano, o Vadico (1910-1962), foi tirado do ineditismo no LP tributo "Evocação III - Vadico", lançado pela gravadora Eldorado em 1979. A interpretação solo ficou a cargo de Amilton Godoy, que por quase 50 anos foi o pianista do Zimbo Trio.



Biografia - Vadico (com áudio)
Chopp (Vadico) - Choro (Vídeo com solo ao piano de Amilton Godoy)
As partituras inéditas de Vadico, parceiro de Noel Rosa, encontradas nos EUA
Números de telefones (inclusive o do telefone de Seu Osório)
De túmulo a cúmulo do samba (São Paulo)
Natália (Vadico) - Chorando com Gabi (Em 1935, teve a valsa "Natália" gravada ao saxofone por Luis Americano na Odeon com seu acompanhamento ao piano.)

15 março, 2023

Morre Theo de Barros, coautor de "Disparada"

São Paulo - O violonista, compositor e arranjador Teófilo Augusto de Barros Neto morreu na madrugada desta quarta-feira (15), aos 80 anos.
Nascido no Rio de Janeiro, Theo sempre será lembrado, entre outros motivos, por integrar o Quarteto Novo, nos anos 1960.
Em parceria com Geraldo Vandré, fez a canção "Disparada", que dividiu o 1.º lugar com "A Banda", de Chico Buarque, no festival da TV Record, em 1966.
Outro de seus sucessos foi "Menino das Laranjas", que Elis Regina gravou em seu primeiro compacto.
Foi também diretor musical de peças teatrais como "Arena conta Zumbi" e gravou seis álbuns em sua carreira. Fonte: Jornal GGN


Uma nota pitoresca na apresentação de "Disparada" foi a utilização de uma queixada de burro como instrumento de percussão. A novidade, descoberta por Airto Moreira numa loja em Santo André, emprestou maior rusticidade ao acompanhamento, além de evocar uma visão forte de um sertão assolado pela seca. Zuza Homem de Mello recorda o sucesso da queixada. Era incrível como um instrumento sem ressonância (a "ressonância" ficava por conta dos dentes frouxos da queixada) pudesse fazer um som tão alto. O sertão e a cidade

30 maio, 2020

Tributo a Evaldo Gouveia (3)

Morreu nesta sexta-feira (29), em Fortaleza, vitimado pela covid-19, o compositor e cantor Evaldo Gouveia de Oliveira.
Natural de Orós (CE), Evaldo nasceu em 8 de agosto de 1928 e tinha a memória identificada com o município de Iguatu (CE), para onde a família do artista se mudou quando ele tinha apenas três meses de idade.
Com cerca de 700 canções gravadas, Evaldo é autor de "Deixe que ela se vá", "Alguém me disse", "Serenata da chuva", "Sentimental demais", "Conde" e "E a vida continua", entre outras.
Antes de emplacar na carreira solo, o cearense fez parte de formações como a do lendário Trio Nagô, ao lado de Mário Alves e Epaminondas Souza.
Nas décadas de 1950, 60 e 70, teve o sucesso impulsionado nas frequências radiofônicas pelas vozes de cantores como Altemar Dutra, Nelson Gonçalves, Alaíde Costa, Moacir Franco, Nora Ney e Maysa Monjardim.
Em 2011, ganhou um tributo à altura da beleza, da diversidade e da importância de sua obra musical com a produção do CD "O Trovador" pela Secretaria de Cultura de Fortaleza. Autor da marcha-rancho "Bloco da solidão", sucesso nos bailes de carnaval de 1971 e anos seguintes, e "O mundo melhor de Pixinguinha", samba-enredo da Portela em 1973, Evaldo foi também homenageado pelo "Carnaval da Saudade de 2019", do Clube Náutico Atlético Cearense, pela contribuição que deu ao carnaval brasileiro.
Seu parceiro mais frequente foi o espírito-santense Jair Amorim (1915 - 1993).

29 maio, 2017

Superpoderes dos músicos

Um músico detecta com maior facilidade as mudanças de humor de uma pessoa conhecida pelo ritmo com que esta fala e gesticula.

Los musicos tenemos superpoderes, @escribircancion

- Isto é música para meus ouvidos.

Bônus
Violentissimo, a solução final