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11 abril, 2024

Reflexões estudantis: o inventor do garfo foi queimado pela inquisição?

Por André Gurgel

Durante uma aula, numa instituição e com um professor de cujos nomes não me quero lembrar, tomei conhecimento de que, durante a Idade Média, o criador do garfo teria sido queimado em praça pública pelo motivo óbvio de criar um instrumento, bastante útil diga-se de passagem, que se assemelhava ao tridente utilizado pelo diabo. Ou seja, um garfo!
A informação foi transmitida numa aula que nem sequer era relacionada a História em si, mas o professor de barba avantajada (por que será?) achou que seria de bom feitio que os alunos soubessem deste fato histórico. Afinal, contra fatos não há argumentos (contra facta argumenta non sunt em latim).
Assim que ouvi tal "fato", já me acendeu o que chamo de "desconfiômetro", meu ceticismo natural entrou em ação. Ninguém questionou na aula, pois os alunos, como de praxe, estavam mais interessados na matéria que iria cair na prova e tacitamente concordaram, mas eu fui conversar com o professor para saber onde estava a fonte que comprova a informação mencionada. Ele disse que não se lembrava, que havia lido num livro de um historiador de nome estrangeiro, mas que não saberia dizer o título naquele momento.
Meu raciocínio foi o seguinte: se queimaram o inventor do garfo, como a igreja permitia então o uso do tridente? O tridente é um instrumento comum em diversas culturas, sendo primordialmente utilizado na pesca, e um símbolo frequente na mitologia, sendo a arma de Poseidon e Shiva. Também era adaptado para a guerra e, nos combates de gladiadores, havia os retiarii, que se armavam de uma rede e tridente, então como o instrumento não foi banido e não tivemos registros de fogueiras coletivas para pescadores?
Naquele dia pesquisei bastante e não achei nenhuma referencia à morte deste herege e mártir da gastronomia. Descobri que o instrumento era utilizado desde a Antiguidade em várias culturas e não sabemos quem foi a pessoa que primeiro idealizou um garfo.
Esta história mostra um pouco como funciona um sistema de ensino em que os alunos mais se preocupam com notas e em "passar de ano" do que em fatos históricos. Isto contribui para que professores falem o que quiserem, pois sabem que não serão questionados.

06 julho, 2013

Uma história entomológica

Uma mulher de 32 anos, residente em uma aldeia ao norte de Israel, ingeriu uma barata e depois um garfo.
A barata voadora saltou para a sua boca enquanto ela estava limpando a casa. E o garfo desceu goela abaixo quando ela se utilizava dele para tentar remover o inseto de sua garganta.
Um cirurgião do Hospital Poria, de Tiberíades, retirou o garfo por meio de uma cirurgia laparoscópica.

Associação de ideias
Link para uma tradicional canção - I Know An Old Lady - que fala de uma velha senhora que engoliu uma mosca, uma aranha, um pássaro, um gato, um cão...