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10 setembro, 2021

Antropometria. O sistema Bertillon

Alphonse Bertillon (23 de abril de 1853 -13 de fevereiro de 1914, aos 60 anos), criminologista francês.
A partir de 1880, Bertillon foi chefe de identificação criminal da polícia de Paris. Ele desenvolveu um sistema antropométrico de identificação, conhecido como sistema Bertillon, que passou a ser amplamente utilizado na França e em outros países. O sistema registrava características físicas (cor dos olhos, cicatrizes, deformidades etc.) e medidas especificadas (altura, alcance da ponta dos dedos, comprimento e largura da cabeça, orelha, pé, braço e comprimento dos dedos etc.). Estas eram registradas em cartões e classificadas de acordo com o comprimento da cabeça.
Após duas décadas de utilização pela polícia francesa, o sistema de Bertillon foi substituído pelo uso das impressões digitais, porque suas medições eram difíceis de fazer com exatidão e uniformidade, além disso podiam mudar posteriormente devido ao crescimento ou intervenções cirúrgicas.
Na cultura popular
Bertillon é referenciado em uma história de Sherlock Holmes, "O cão dos Baskervilles", na qual um dos clientes de Holmes se refere a Holmes como o "segundo maior especialista na Europa" depois de Bertillon. Além disso, em "Tratado Naval", falando do sistema de medidas de Bertillon,"[Holmes] ... expressou sua admiração entusiástica pelo sábio francês". Na história de Arsène Lupin, "A fuga de Arsène Lupin", de Maurice Leblanc , Lupin escapa explorando as mesmas falhas na antropometria que levaram a seu desuso.
O caso Dreyfus
Bertillon foi testemunha de acusação no caso Dreyfus em 1894 e novamente em 1899. Ele testemunhou como especialista em caligrafia e afirmou que Alfred Dreyfus havia escrito o documento incriminador (conhecido como "bordereau"). No entanto, ele não era um especialista em caligrafia, e sua evidência complicada e falha foi um fator significativo que contribuiu para um dos erros mais infames da justiça - a condenação do inocente Dreyfus à prisão perpétua na Ilha do Diabo.

08 setembro, 2018

O assassinato de John Lennon

O assassinato de John Lennon, membro do grupo de rock britânico The Beatles, ocorreu na noite de 8 de dezembro de 1980.
Por volta de 23 horas, o músico retornava, com sua esposa Yoko Ono, de um estúdio de gravação. Quando Lennon dava entrada em sua residência, o Edifício Dakota, em Nova Iorque, um homem de 25 anos chamado Mark David Chapman, que, no fim da tarde do mesmo dia, havia se encontrado com Lennon junto a fãs e obtido dele um autógrafo em uma capa do álbum do cantor chamado "Double Fantasy", sacou um revólver e efetuou cinco disparos contra Lennon.


As balas utilizadas foram projéteis de ponta côncava, os quais se expandem ao atingirem seu alvo, causando muito mais danos aos tecidos vivos do que as balas comuns. O porteiro do edifício desarmou Chapman, perguntando-lhe: "Você sabe o que fez?". Mark Chapman respondeu calmamente: "Sim, eu atirei em John Lennon." Chapman não tentou escapar, sentando-se na calçada e esperando a chegada da polícia. E Lennon foi levado em um carro policial até o Hospital Roosevelt, chegando lá em parada cardiorrespiratória e choque hipovolêmico, sem condições para ser reanimado e foi declarado morto.
O motivo do crime
Segundo Mark Chapman, que se considerava um cristão renascido, seu ódio a John Lennon originou-se das várias afirmações do cantor sobre Deus e religião. Ele era grande fã dos Beatles e tinha Lennon como ídolo, mas isto mudou quando Chapman começou a praticar seriamente a religião. Ao "renascer em Cristo", ele passou a abominar certas letras do compositor, em especial "God", música de 1970 em que Lennon afirma não crer em Jesus e na Bíblia, além de descrever Deus como "um conceito". Era algo que sempre o enfurecia, mesmo tendo sido o disco lançado pelo menos 10 anos antes.
A polêmica declaração de que os Beatles eram mais populares que Jesus, feita por Lennon em 1966, também o irritava profundamente. Ele a considerou uma blasfêmia, alegando que "não deveria haver ninguém mais popular que o Senhor Jesus Cristo".
E seu ódio a Lennon aumentou ainda mais quando este lançou a música "Imagine", em 1971, em que o cantor diz que se deve imaginar que o céu — no sentido metafísico — e o inferno não existem ("No hell below us, above us only sky"), o que contraria a doutrina de algumas religiões, principalmente a da seita evangélica que ele seguia.
Na hora de puxar o gatilho, disse Chapman, não havia dentro de si emoção nem raiva. Apenas um silêncio mortal em seu cérebro. Em outra entrevista, alegou ter ouvido uma voz misteriosa que lhe repetia: "Do it, do it, do it!" ("Faça isto!"), quando John passou por ele.
[WIKI, condensado]
O juiz sentenciou-o a vinte anos de prisão, com acompanhamento psiquiátrico durante todo o período de encarceramento. A Chapman foi dado cinco a menos do que a pena máxima prevista (de vinte e cinco anos) porque ele se declarou culpado de assassinato, evitando assim o tempo e a despesa de um julgamento prolongado. De 2000 a 2018, foi-lhe negada a condicional em dez audiências. Embora considerado que ele apresentava baixo risco de reincidir, o conselho de liberdade condicional em sua 10.ª audiência escreveu: "Você admitidamente planejou e executou o assassinato de uma pessoa mundialmente famosa por nenhuma outra razão além de ganhar notoriedade, e este fato continua sendo uma preocupação para nós".

Ler também: A busca destrutiva da notoriedade

28 dezembro, 2017

Com impressões digitais

Sir William James Herschel, 2°. Barão de Herschel (1833 — 1917), funcionário público do governo da Índia britânica.
Ele tornou-se conhecido por ser o primeiro europeu a recolher impressões digitais para a identificação de pessoas, especialmente com o objetivo de autenticar contratos e documentos legais. Como havia tido problemas no cumprimento de contratos anteriormente efetuados, em 28 de Julho de 1858, William Herschel exigiu que Rajyadhar Konai, um homem de negócios nativo da Bengala Ocidental, colocasse a impressão inteira da sua mão no verso de um contrato. A ideia inicial era somente causar impacto no negociante, mas isto acabou por resultar que o novo contrato foi cumprido. Diante do resultado positivo, Herschel fez disto um hábito, requerendo a impressão da palma da mão e, posteriormente, apenas a impressão do dedo médio em todos os contratos daquela data em diante. Com o uso continuado desta prática, a sua coleção de impressões digitais foi crescendo e Herschel começou a notar que, comparando as impressões, podia realmente provar ou contestar a identidade das pessoas.
Apesar de suas experiências serem limitadas, Herschel estava convencido, corretamente, de que: 1) não existiam duas pessoas com impressões iguais; 2) as impressões se manteriam inalteradas com o passar dos anos  — o que o inspirou a ampliar o seu uso.
Em 1877, os serviços administrativos ingleses na Índia passaram a recorrer extensamente ao uso das impressões digitais nos controles de pagamentos das pensionistas do Exército Britânico. Também passaram a usá-las em prisões locais para impedir que os condenados pagassem substitutos para cumprirem suas penas.

Na WIKIPÉDIA
O termo "datiloscopia" é usado em Portugal, enquanto no Brasil atesta-se o uso generalizado de "papiloscopia". Em outras línguas, o termo "papiloscopia" não é utilizado nem tem equivalente direto.
A papiloscopia, na verdade, abrange um área de estudo maior incluindo, além da datiloscopia, a quiroscopia (identificação das impressões das palmas das mãos), a podoscopia (identificação das impressões das plantas dos pés), a poroscopia (identificação dos poros da epiderme) etc.
Papiloscopista é o nome dado ao profissional da papiloscopia. CBO 3518-15

Ver: O pesadelo do datiloscopista

Ver também: Sem impressões digitais