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22 julho, 2014

Para barbear-se adequadamente na prisão

Adam Landerman, 21, sob a custódia da justiça dos EUA aguardando o julgamento de uma acusação de assassinato.
Na semana passada, Landerman (foto) entrou com uma queixa para remediar diversas condições que ele encontrou no Centro de Detenção de Will County.
Toalhas pequenas, horário das refeições, serviços de barbeiro não disponíveis etc.

"Mas eu tenho que perguntar: creme de barbear?
Há muito tempo este produto é considerado desnecessário e como uma brincadeira com o público consumidor. A água quente e sabão é tudo o que as modernas lâminas de barbear exigem. Alguns de vocês podem discordar, mas certamente ninguém pode argumentar que o creme de barbear seja algo necessário para barbear-se adequadamente em uma prisão."
 Eric Zorn, Chicago Tribune:
Extraído de comentários dos leitores ao colunista:
– A água fria funciona muito bem.
– A ideia de água e sabão me faz estremecer. Tem que ter gel (nem mesmo creme é adequado). E isso é só para minhas pernas.Você deve ter um rosto viril muito difícil.
– Enquanto faço a barba logo após o banho, eu não preciso do creme. Na verdade, ele borra a linha que eu quero manter em meu pescoço (quando faço o cavanhaque).
– E essas barras da cela da prisão me estão dando um bronzeado desigual...
– Você devia estar aprendendo a comportar-se, antes de ser transferido para uma prisão PMITA. Em breve, você estará implorando por vaselina em vez de creme de barbear.
– Se o creme de barbear estiver no acordo coletivo de trabalho, eles terão de fornecê-lo.

CREME BÁRBARO


19 setembro, 2013

Creme de barbear sob baixa pressão

Este vídeo mostra o que acontece a um pouco de creme de barbear, quando ele é colocado sob baixa pressão. A pressão externa em torno da espuma, tornando-se mais baixa do que a pressão interna das bolhas de ar, faz com que elas se expandam.



Eureka!
É a Ciência, ainda que meio tardiamente, dando a sua explicação ao que aconteceu comigo em CREME BÁRBARO, na década de 1980.

21 dezembro, 2007

Creme bárbaro

Sou de um país onde os carros enferrujam, as lâmpadas queimam, os relógios dão defeito e as bonecas perdem a fala. A bem da verdade, diga-se: estes incidentes também acontecem no resto do mundo; mas, com a saliência que se vê entre nós? Aqui, o usufruto de um bem qualquer chega a ser virtual. Compramos algo e rezamos para que dure um terço do que foi garantido. No atendimento das multiformes necessidades de homem, que se quer atual, o brasileiro é um desprotegido. E, como somos uns anestesiados, raro chiamos. No Brasil, nem asmático chia... quando se demora na fila da Previdência.
Neste ponto começa minha triste sina. Há oito meses, quando eu comprei uma lata de barbear Bozzano, uma marca de creme por mim nunca dantes usada. No início, dia após dia, com pequenos toques na válvula da lata eu punha a espuma na face, sem saber o que a sorte me reservara. Foi quando notei o fim de meu perturbador extrato de almíscar selvagem, que eu vinha usando à razão de uma gota/orelha/dia. Ora, se o extrato (em que pese o meu zelo econômico) se acabara, como então entender o creme de barbear que, comprado na mesma ocasião, ainda estava me oferecendo a cada vez mais generosa espuma? Só se eu estava diante de um bem de consumo anômalo, por assim dizer. Fiquei perplexo e tomado de uma ansiedade progressiva.

Continue a ler esta crônica dos anos 80 no Preblog.