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10 maio, 2023

Os painéis de concreto de Carybé

Carybé, pseudônimo de Hector Julio Páride Bernabó, foi um artista argentino-brasileiro. Nascido em Buenos Aires em 7 de fevereiro de 1911 e falecido em Salvador em 2 de outubro de 1997.
O argentino mudou-se para Salvador em 1949, onde se estabeleceu como artista e escritor, além de pesquisador da cultura afro-brasileira. Ele ficou fascinado pela cultura e pelo folclore da Bahia, que passou a retratar em sua obra artística.
Uma das técnicas artísticas mais marcantes de Carybé foi a criação de painéis de concreto que se tornaram referência na arte moderna brasileira. A habilidade do artista é resultado da união entre uma técnica apurada com o conhecimento profundo da cultura do povo baiano.


A obra acima (As Três Raças) foi criada em 1987 e está localizada na entrada da Fundação Casa de Jorge Amado, no centro histórico de Salvador, Bahia. É composta por três painéis que representam as três raças presentes na história e na formação da Bahia e do Brasil. À esquerda, temos a figura de um homem europeu, no centro, um homem africano e à direita, um homem indígena.

Kalil Fagundes / ARQBAHIA

ArqBahia é um espaço virtual dedicado à arquitetura, design, arte, lifestyle e viagens, com uma abordagem equilibrada entre o público acadêmico e o geral. Endereço do site: http://arqbahia.com.br/

20 abril, 2016

Navios de concreto

Imagem: Ted Silvera, The Presurfer
Talvez o material mais bizarro escolhido para se construir um navio tenha sido o concreto. Durante séculos, os navios foram feitos de madeira, a qual, mais tarde, deu lugar a materiais mais resistentes como o aço. Mas o aço, além de caro, não era facilmente disponível, o que se tornou uma questão importante durante as Guerras Mundiais, quando houve uma aguda escassez deste material.
Muito antes da guerra, em 1848, Joseph-Louis Lambot, o inventor de concreto armado, tentou – com sucesso – construir um pequeno barco de ferrocimento. Em pouco tempo, barcaças de ferrocimento estavam cruzando regularmente os canais da Europa, e, assim que o século chegou ao fim, um engenheiro italiano fez o primeiro navio de concreto.

18 junho, 2014

Você abraçou um pilar de concreto hoje?

Neste artigo, cujo título (traduzido) é também o desta postagem, Bill Gates faz uma resenha sobre "Making the Modern World: Materials and Dematerialization", de Vaclav Smil, um livro sobre cimento, ferro, alumínio, papel e outros materiais. Com dados curiosos "que farão com que você aprecie algumas coisas da vida moderna – de um modo especial".



Microposts
Pequena versão para Star Wars, O que as escolas não ensinam e Linus x Microsoft x Apple

14 abril, 2014

O concreto romano

Cientistas do Berkeley Lab descobriram o segredo do material usado nas construções da antiga Roma, muitas das quais ainda estão de pé depois de dois mil anos. Compare esta durabilidade com a do concreto moderno, que é projetado para durar de 50 a 100 anos, que você avaliará a importância desse achado.
São ingredientes do concreto romano: cinzas vulcânicas, cal e água do mar.
Além da durabilidade, a fórmula romana do concreto é interessante do ponto de vista ecológico, pois exige muito menos energia no processo de fabricação.
Fazer o cimento Portland, utilizado no concreto moderno, produz uma enorme quantidade de CO2 (7 por cento da quantidade que a indústria coloca no ar). Acontece que os romanos, cozendo seus ingredientes a temperaturas mais baixas, reduziam a quantidade de combustível queimado e, consequentemente, as emissões de gás carbônico.
Se você ficou intrigado com esta descoberta, como eu fiquei, acesse aqui para mais informação.