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29 maio, 2022

A confirmação da Teoria da Relatividade Geral

Em 1919, Sobral, no Estado do Ceará, Brasil, junto com a Ilha do Príncipe, em São Tomé e Príncipe, foram palcos de uma importante confirmação da física. A Expedição Britânica do Eclipse Solar, liderada por Arthur Eddington, se deslocou para os dois lugares a fim de comprovar (graças ao eclipse solar de 29 de maio de 1919) a distorção que a luz sofre para chegar ao planeta Terra. Com tal confirmação, Albert Einstein pôde ver comprovada sua Teoria da Relatividade.
No dia do eclipse, a Ilha do Príncipe apresentou mau tempo, o que prejudicou e muito o trabalho. O céu estava bastante nublado, fazendo com que apenas duas das várias fotografias efetuadas apresentassem imagens de estrelas. Já em Sobral as condições meteorológicas foram muito melhores. Nesta cidade, foram obtidas sete boas imagens do fenômeno.
Como lembrança de tal fato, foi construído na praça da Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio um monumento e, posteriormente, um museu, chamado de Museu do Eclipse, que homenageia a cidade e os físicos e astrônomos que participaram da descoberta.


Após a guerra, Eddington partiu para São Tomé e Príncipe, onde um eclipse solar total seria visível em 29 de maio de 1919. Segundo a relatividade geral, uma estrela visível nas proximidades do Sol deveria aparecer em uma posição ligeiramente mais afastada deste porque sua luz deveria ser ligeiramente desviada pela ação da gravidade do Sol. Esse efeito somente pode ser observado durante um eclipse total do Sol, pois senão a luminosidade do Sol impede a visibilidade da estrela em questão. A relatividade geral predizia um desvio duas vezes maior do que o predito pela gravitação newtoniana.
As condições meteorológicas não eram boas na Ilha do Príncipe, e as placas fotográficas revelaram-se de péssima qualidade e difíceis de medir. Mesmo assim, Eddington anotou em seu caderno:
… uma placa que medi confirmava as predições de Einstein.
Porém, uma outra equipe da expedição que estava na cidade de Sobral, no Brasil, liderada pelo astrônomo britânico Andrew Crommelin, pôde observar o eclipse sob boas condições meteorológicas. As placas fotográficas registradas por essa equipe permitiram a Eddington medir uma deflexão da luz de 1,98".
Esse resultado, cuja exatidão foi discutida posteriormente, foi aclamado como uma prova conclusiva da Relatividade Geral sobre o modelo newtoniano; a notícia foi publicada em jornais em todo o mundo como uma importante descoberta. Ela também é a origem da história de que somente três pessoas entendiam a Relatividade; quando perguntado por um repórter que sugeriu isso, Eddington replicou brincando "Oh, who's the third?" (Oh, quem é a terceira?). Outra história conta que Einstein, ao ser questionado por um repórter sobre o que ele teria feito se as medidas efetuadas por Eddington não estivessem de acordo com as predições da teoria Geral da Relatividade, teria respondido: "Eu diria que o bom Deus está enganado".

29 maio, 2019

Centenário do Eclipse de Sobral

"O mundo moderno começou em 29 de maio de 1919, quando fotografias de um eclipse solar, tiradas na Ilha do Príncipe, na África Ocidental, e em Sobral, no Brasil, confirmaram a veracidade da nova teoria do universo." (Paul Johnson, historiador inglês, autor do livro "Modern Times: The World from the Twenties to the Nineties").
A cidade entrou para o cenário mundial como palco da descoberta mais importante da Física: a Teoria da Relatividade. Um marco que se estendeu para todas as áreas do conhecimento. O absolutismo de Newton deu lugar ao relativismo de Einstein.
Anunciada em 1905, a Teoria da Relatividade de Albert Einstein afirmava que a massa dos corpos deforma o espaço próximo a eles, de modo que um raio luminoso é desviado pela deformação. Esta "curvatura da luz" só poderia ser observada através de um eclipse total do Sol, ou seja, quando a lua fica entre o Sol e a Terra, projetando sua sombra em parte da Terra. Com o eclipse, a luz ofuscante do Sol desaparece e se pode ver o brilho das estrelas próximas.
Para confirmar a "curvatura da luz", e consequentemente, comprovar a Teoria da Relatividade, algumas expedições científicas foram organizadas. Seguindo as previsões de eclipses, os cientistas rumaram para locais específicos. Mas suas tentativas foram frustadas. Uma expedição alemã de 1914, por exemplo, foi impedida por questões políticas. O mau tempo atrapalhou outra, de origem argentina, criada em 1916.
Para o dia 29 de maio de 1919, houve a previsão de um novo eclipse. Os estudiosos realizaram uma busca por locais que oferecessem as melhores condições geográficas para se observar o fenômeno. A cidade de Sobral, no Ceará, e a Ilha do Príncipe, na costa ocidental da África, eram os lugares ideais. Duas expedições foram enviadas. Aquela destinada à Sobral era composta por cientistas norte-americanos, brasileiros e ingleses do Observatório de Greenwich.
As experiências na Ilha do Príncipe não foram muito bem sucedidas. Houve uma tempestade. Nuvens ficaram à frente dos astros. As de Sobral, no entanto, puderam ser consideradas um sucesso.
O método de observação era simples. No momento em que a Lua cobriu o Sol, várias chapas fotográficas, de câmeras acopladas a telescópios, foram tiradas em sucessão, para registrar a posição das estrelas que estivessem visualmente próximas da coroa solar. Depois, estas fotos foram comparadas a chapas parecidas, tiradas três meses depois, durante a noite. A conclusão foi a de que Einstein estava certo. A luz faz realmente uma curvatura.
O dia que virou noite
Sobral viveu em 29 de maio de 1919 um de seus mais peculiares dias. No início daquela manhã, a população foi às ruas. Os sobralenses misturaram-se a vizinhos de outras localidades para conferir o anunciado fenômeno que tomaria conta dos céus. Para uns, o "fim do mundo". Para outros, "um milagre". Os mais esclarecidos sabiam que se tratava de um eclipse total do Sol.
Os sobralenses espantaram-se com os visitantes estrangeiros, que utilizavam toda a sua parafernália de equipamentos, instalados em plena praça, na frente da Igreja do Patrocínio. Os cientistas estavam extremamente ansiosos pois o dia amanhecera nublado. Mas as nuvens, que pareciam tentar esconder o eclipse, logo se afastaram.
No ápice do fenômeno, às oito horas e 56 segundos, o dia escureceu. Confusos, os galos cantaram como se fosse noite. Nos rostos da população, a estampa do medo. Ouvia-se a cacofonia de vozes assustadas, murmurando preces tão desesperadas que nem sempre podiam ser compreendidas. As orações misturavam-se ao estalar de pernas na correria em direção à proteção da Igreja.
No entanto, as faces dos cientistas expressavam sorrisos admirados e satisfeitos. A visão da coroa solar, por si só, já os deslumbrava. E as estrelas, sempre ofuscadas pelo Sol, puderam ser vistas e fotografadas. O eclipse durou cinco minutos e 28 segundos. O dia clareou. Os galos se calaram. A Teoria da Relatividade estava comprovada. Existia uma nova teoria do Universo.
Há um século, portanto.
http://www.fisica.net/relatividade/o-eclipse-de-1919.php
http://centenarioeclipse.sobral.ce.gov.br
Em 1999, em comemoração aos 80 anos do fenômeno que ajudou a comprovar a Teoria da Relatividade, a Prefeitura Municipal de Sobral criou o Museu do Eclipse (foto). Situado no local em que a expedição científica realizou suas observações astronômicas, sua arquitetura arrojada, com projeto do sobralense Antenor Coelho, tem a forma de duas meias luas. Elas ficam parcialmente no subsolo, não agredindo o projeto urbanístico da praça. Em sua exposição permanente, o Museu exibe painéis com mapas e fotos de Sobral (na época do eclipse), dos integrantes da expedição e dos instrumentos por eles utilizados. Uma luneta que pertenceu a Henrique Morize, o astrônomo que chefiou a comitiva brasileira de 1919 em Sobral e diretor do Observatório Nacional na época, também está no museu, além de jornais de novembro do mesmo ano, com os resultados das observações do eclipse em que se comprovou a teoria de Einstein.

29 abril, 2019

Carta de Sobral

Em 30 de março último começou a reação da ciência brasileira contra a ignorância militante do governo Bolsonaro. Na Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Sobral, realizada nos dias 27 – 30 de março, com mais de 3 mil pessoas, nasceu a Carta de Sobral, cujo texto, um sinal histórico vital da ciência no Brasil, deve ser aqui repercutido na íntegra:
☀️Sob o Sol de Sobral: por uma educação básica de qualidade, pela ciência e pela democracia
"O problema imaginado por minha mente
foi solucionado pelo céu luminoso do Brasil."
[Albert Einstein, 1925]
A SBPC e os participantes de sua Reunião Regional, realizada em Sobral entre os dias 27 e 30 de março, se manifestam firme e decididamente em defesa da educação pública de qualidade, da ciência e da democracia no País.
Comemoramos neste ano o centenário do eclipse solar de 1919, cujas observações, feitas em Sobral, foram decisivas para a confirmação da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein, que alterou profundamente a ciência e a nossa visão do Universo. Deste município do Ceará, Terra da Luz – primeiro estado brasileiro a abolir a escravidão –, vem, ainda, o exemplo notável de melhoria significativa no desempenho dos estudantes das escolas básicas, um processo que foi construído a partir de políticas públicas continuadas e que priorizaram a educação. Outros exemplos similares, e exitosos, provêm de diversos municípios brasileiros. Um desafio grande é estendê-los para abarcar todo o País.
A valorização efetiva do professor e sua formação adequada são fatores essenciais para a melhoria da educação básica. Outros fatores importantes são condições de trabalho adequadas, boa gestão escolar, avaliações criteriosas e mobilização da comunidade local em prol da educação. O ensino de ciências é fundamental para a formação de um cidadão no mundo contemporâneo. No momento em que ganham proeminência ideias obscurantistas e correntes anticientíficas, é essencial destacar a importância decisiva do conhecimento científico para as tomadas de decisão individuais e coletivas, para a gestão pública e para o desenvolvimento social e econômico do País.
O papel do Estado é essencial para a garantia dos direitos sociais dos brasileiros. A vinculação orçamentária de recursos para a educação e saúde foi uma importante conquista da Constituição de 1988, e a desvinculação desse orçamento, como anunciada recentemente, é uma ameaça muito grave e terá consequências catastróficas para a educação, a saúde e a qualidade de vida da imensa maioria dos brasileiros. Conclamamos todos os brasileiros a se unirem em um movimento amplo em defesa da educação pública de qualidade, laica, que respeite a diversidade e assegure direitos e oportunidades iguais para todas as crianças e jovens. O destino do povo brasileiro deve estar acima dos interesses financeiros ou de setores privilegiados da sociedade.
Por outro lado, os drásticos cortes realizados recentemente no orçamento de Ciência, Tecnologia e Inovação (da ordem de 40%), que já estava em nível muito baixo, colocam o Brasil na contramão da história. Os países desenvolvidos investem de maneira ainda mais acentuada nestas áreas em momentos de crise econômica. Pesquisas demonstram que o investimento em ciência tem repercussão social significativa e retorno econômico grande. É inaceitável que sejam feitos novos cortes em um orçamento já tão reduzido. As consequências afetarão toda a estrutura de pesquisa no País e, ainda, os setores empresariais que buscam promover a inovação. Eles comprometem o funcionamento do sistema nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, construído ao longo de décadas, dificultam a recuperação econômica e certamente irão afetar seriamente a qualidade de vida da população brasileira e a soberania do País.
Recursos para educação e para ciência e tecnologia não são gastos, são investimentos do presente em um futuro melhor para o País!
A SBPC, ao longo de sua história, juntamente com muitas outras entidades científicas acadêmicas e da sociedade civil, se destacou por sua luta pela educação, pela ciência e pela democracia no Brasil. Atuamos contra as práticas autoritárias de um regime ditatorial, em defesa das liberdades democráticas, pela redemocratização do País e pela construção da Constituição de 1988 que incorporou os direitos da cidadania.
Neste momento crítico da vida nacional, reafirmamos a importância do livre pensar e da democracia em sua plenitude. Não aceitaremos o retorno do cerceamento às liberdades democráticas, da censura, das perseguições políticas, da ausência da liberdade de expressão, que são direitos consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU.
Queremos que todos os cidadãos, em especial as crianças e os jovens, tenham garantidos seus direitos educacionais e sociais. Motivos justos para comemorações intensas pelo conjunto dos brasileiros, nos próximos anos e décadas, serão a superação do analfabetismo e da miséria, o avanço significativo na educação, na ciência e na tecnologia, uma melhor qualidade de vida para todos, a redução das desigualdades, a preservação do meio ambiente e de nossas riquezas naturais, que estão em causa neste momento, e o desenvolvimento sustentável do País.
É essencial, neste momento, uma atuação vigorosa e permanente da comunidade científica, acadêmica e educacional como um todo, por meio de suas entidades e instituições de pesquisa. É necessária uma mobilização mais intensa dos pesquisadores, professores e estudantes, das entidades científicas e das instituições de ensino e pesquisa brasileiras, em conjunto com outros setores da sociedade civil, lideranças políticas e parlamentares, para exercerem uma pressão social legítima, que poderá ser determinante para a reversão do atual quadro de retrocessos no apoio à educação e à ciência e tecnologia e de ameaças à democracia no País.
Que o Sol luminoso do Brasil inspire e motive a todos nós na resolução dos problemas do País.
Sobral, 30 de março de 2019

21 janeiro, 2017

Bode Trump é empossado

Bode Trump: discurso de posse no Beco do Cotovelo
Em Sobral, município mais americano do Estado (do Ceará), também conhecido como Sobral das Américas, uma figura chamou a atenção dos moradores: o Bode Trump, representante do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que foi empossado na sexta-feira (20). E não é que deram posse ao bode também?
Já teve o bode Ioiô, que chegou a Fortaleza em 1915 e se tornou uma figura política na cidade, sendo "eleito" vereador em 1922. Houve também o Bode 90, figura que surgiu com as eleições do ano passado, na cidade de Jati, no sul do estado, como forma de protesto contra a única candidata para a eleição na cidade. E agora surge, em Sobral, o Bode Trump.

Siga lendo esta notícia em Tribuna do Ceará.

Fernando Gurgel, ao chamar a atenção para o assunto, lembra ainda que já houve o bode Orellana, cuja falta é até hoje muito sentida pelos conversadores de miolo de pote.

07 dezembro, 2012

Uma experiência absurda e dolorosa

Prezados amigos,
Passei hoje (27/10) por uma experiência terrível, absurda, dolorosa, que ocorre contra os ditames da natureza: ver um pai e uma mãe jovens enterrando uma filha de menos de três anos de idade.
Trata-se de uma sobrinha linda, meiga, inteligente, que foi submetida a uma cirurgia de amígdalas e adenoides no Hospital(?) da Unimed em Sobral. Coloquei um ponto de interrogação porque não conheço o local mas quem o conhece, favor diga-me se é um hospital ou um disfarce.
Minha sobrinha, numa cirurgia que ocorreu sem problemas (não sei, alguém sabe?), apresentou um sangramento no pós-operatório imediato e, segundo relatos de leigos acompanhantes, começou a ficar cianótica e com intensa dificuldade respiratória. Começa o corre-corre, sem ninguém apto a fazer alguma intervenção benéfica, quando chega um dos médicos (participou da cirurgia) e ao ver o estado da criança, pasmem!, toma-a nos braços e sai correndo em direção ao seu carro, para levá-la à Santa Casa de Sobral. A criança foi levada, junto com a mãe, até o interior do centro cirúrgico da Santa Casa, onde foi improvisado um leito intensivo, com a assistência de diversos e esforçados médicos e outros profissionais, mas numa torre de Babel nada favorável à pequena paciente.
Esforços no sentido de trazer a criança para uma UTI de Fortaleza foram feitos, infrutíferos, pois a criança teve uma parada cardíaca (foi a primeira? foi a segunda?)na entrada do avião. Até então os contatos com familiares eram evasivos, rápidos e mais geradores de ansiedade do que informativos.
Ao final, o corpo da criança foi entregue à família: deformado, edemaciado (minando água, como dito pelos leigos), com marcas de dreno no tórax, traqueostomia e acessos venosos. À família nada mais restou do que agradecer o empenho de todos, o esforço desmedido e a incumbência de enterrar uma infante que foi se submeter a uma cirurgia tão simples como uma adenoamigdalectomia. Esclareça-se aqui que a família sente-se grata e reconhece o esforço dos profissionais envolvidos mas, em todos, ficou uma sensação: faltou alguma coisa!!!! Ou várias coisas???!!!
Não estou aqui culpando médicos, não tenho procuração da família para tal. Não me move raiva ou vingança; move-me a dor. Não participei diretamente dos atos, estava longe, em Fortaleza, sofrendo e antenado continuamente nos acontecimentos. Sabe-se que todo procedimento médico, por mais inocente que seja, tem uma certa margem estatística de evoluir para um desfecho desfavorável. Qual é o nosso papel, de cuidadores da saúde dos outros? Minimizar ao máximo a chance de ocorrer um evento negativo, até porque, citando Murphy, em caso de uma mínima chance de algo desfavorável acontecer, este algo vai acontecer.
Para começar, creio que faltou estrutura ao hospital(?) da Unimed. Aí se leia equipamentos, dependências (UTI), treinamento etc. Não seria o caso de (depois que fosse resolvida a dúvida se se trata realmente de um hospital), de se fazer um estudo das condições desta instituição, envolvendo a própria Unimed, o Conselho de Medicina, a Vigilância Sanitária, o Ministério Público etc, para que se evitem outros sacrifícios de inocentes nos altares dos deuses da Medicina?
Para terminar, creio que falta estrutura ao município de Sobral para resolução de casos semelhantes. Não existe UTI Pediátrica em Sobral. Este escriba, na qualidade de intensivista e auditor da SESA, já fez inúmeras denúncias, nos mais diversos fóruns, desde o tempo em que o atual governador era prefeito daquele município, sobre o absurdo que é a inexistência de leitos intensivos pediátricos em uma cidade que é sede de uma macrorregião de saúde que abrange cerca de 1.500.000 habitantes. Nossa Sociedade Cearense de Terapia Intensiva já publicou vários comunicados na imprensa em que, entre outros casos, denuncia este acinte à saúde da população local. Ressalte-se que para ser sede de macrorregião de saúde, o município se compromete, na pactuação devida, a desenvolver competências e habilidades, entre as quais o atendimento de doenças críticas de todas as faixas etárias.
Sabe-se também que tanto a Santa Casa como o Hospital Regional a ser inaugurado (após sucessivos adiamentos) deverão contar com este tipo de equipamento. Será? Sabe-se que a escassez de recursos humanos capacitados no tema, principalmente médicos, é uma séria realidade e que só será resolvida com a aplicação de medidas específicas (tais como possibilidade de carreira, carga de trabalho adequada, remuneração decente, etc.). Seria muito interessante pesquisar quantos pacientes são encaminhados de Sobral para Fortaleza, mensalmente, com afecções que deveriam, contratualmente, ser atendidas e resolvidas no âmbito daquela macrorregião.
Como sempre fiz, estou disposto a colaborar no sentido de se achar uma solução para este problema. Egoisticamente digo: não quero mais perder nenhum sobrinho por deficiências na assistência à saúde dos cidadãos. E creio que todos os sobralenses também querem isto.
Saliento que escrevo estas linhas sem acesso a dados específicos, o faço apenas com o que tenho guardado na minha cabeça, o momento é de muita dor e não de precisão estatística. Desde já, peço desculpas caso algum profissional sério se sinta atingido com meus comentários.
Despeço-me de todos enviando um beijo à minha querida Isabella, que hoje, de surpresa, se tornou mais uma estrelinha no céu.
Joel Isidoro
(médico e tio)

PARTICIPE DESTA CAMPANHA
LINK para uma petição eletrônica criada por Fabrício G. Brasil, e com 2.625 assinaturas até o momento, em que se pede para pôr em funcionamento uma UTI Pediátrica em Sobral.