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24 junho, 2025

Odorigui

Na cultura alimentar do Extremo Oriente, em países como Japão, China, Coreia do Sul e outros, inclui-se o consumo de peixes, crustáceos e moluscos vivos. No Japão, este tipo de culinária é denominado "Odorigui" (que, literalmente, significa "comer dançando"), em referência aos movimentos que ainda podem estar presentes nos frutos do mar quando vão aos pratos.
Em 2007, o dono de um restaurante provocou indignação pública quando começou a servir o "Peixe Yin Yang" em Chiayi, Taiwan. Consistia de um salmão frito em óleo e coberto com molho, servido em um prato, onde a cabeça (do peixe, bem entendido) continuava a se mexer. Um prato que, devido a protestos, foi retirado do cardápio.

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21 abril, 2023

O Sábio do Oriente

Uma história desconcertante do lógico Raymond Smullyan:
Oh, outra coisa. Devo falar de um certo grande Sábio do Oriente que era considerado o homem mais sábio do mundo. Um filósofo ouviu falar dele e estava ansioso para conhecê-lo. Demorou quinze anos para encontrá-lo, mas quando finalmente o encontrou, perguntou-lhe: "Qual é a melhor pergunta que pode ser feita e qual é a melhor resposta que pode ser dada?" O grande Sábio respondeu: "A melhor pergunta que pode ser feita é a que você fez, e a melhor resposta que pode ser dada é a que estou dando agora."
Está no final de seu último livro, "A Mixed Bag", de 2016.
http://www.futilitycloset.com/2021/12/13/intangible-assets/

O termo mixed bag, saco misto, entrou em uso no idioma inglês por volta da virada do século XX, sendo oriundo do universo da caça. Refere-se a uma variedade de espécies de pássaros mortos em uma sessão de caça e reunidos no mesmo saco.

06 março, 2015

Quem conta mil e um contos...

O final do século XVII foi uma época de grande interesse do público francês por histórias orientais. Neste contexto, o escritor francês Antoine Galland traduziu manuscritos árabes com histórias fantásticas que havia trazido do Oriente. O primeiro foi o conto das viagens do marinheiro Simbad, publicado em 1701, originário de um manuscrito avulso.
Em 1704, começou a publicar os volumes do que seria sua maior obra, "Les Mille et Une Nuits" (As Mil e Uma Noites), baseado num manuscrito sírio do século XIV. Até 1706, ele  já havia publicado seis volumes, que alcançaram grande popularidade.


Galland tomou várias liberdades artísticas na redação das "Noites". A exemplo do que fez com algumas das histórias que escutou de Hanna Diab, um contista sírio. Assim é que "Aladim e a Lâmpada Maravilhosa" e "Ali Babá e os Quarenta Ladrões", apesar de não existirem em nenhum manuscrito antigo das "Noites", foram incorporadas por Galland à obra.
O escritor também modificou grande parte do estilo da narrativa, das falas dos personagens e de outros aspectos para adaptá-las ao público europeu. Apesar das críticas que recebeu de escritores e estudiosos posteriores, a sua versão de "As Mil e Uma Noites" tornou-se a mais célebre no mundo ocidental.